ISSN: 2595-8402
DOI: 10.61411/rsc13833
Publicado em 04 de outubro de 2023
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023
ANÁLISE DE IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL
Pedro Vitor de Souza Silva¹; Matheus Antunes Fonseca²; Maria Fernanda Vieira Fonseca3; Wanderson Pereira Araújo4
1Universidade Federal de Minas Gerias, Montes Claros, Brasil
2Universidade Federal de Minas Gerias, Montes Claros, Brasil
3Universidade Federal de Minas Gerias, Montes Claros, Brasil
4Instituto Federal do Norte de Minas Gerias, Januária, Brasil
RESUMO CONDENSADO
A fragmentação florestal é resultante de grandes impactos ambientais por dispor de invasões em diversas coberturas vegetais. Visto o grande efeito da mesma na relação ambiental, o presente trabalho surge para analisar os impactos resultantes desta, mostrando e ressaltando como tal, afeta demasiadamente a ecologia e a relação biótica disposta nas florestas. O trabalho em questão trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica. Todo o levantamento foi realizado através de artigos científicos, livros e demais publicações disponíveis no site Google Acadêmico, relatando a influência e a interferência da fragmentação em todo contexto florestal, abordando a necessidade de gestões ambientais que visam a diminuição de fragmentações por atividades antrópicas. O estudo mostra que a fragmentação florestal resulta em diversos impactos ambientais. Este, também relata que tal ação, muitas vezes está relacionada com a desgovernada exploração humana. Por isso, parte a necessidade de estudos voltados a esta.
Palavras-chave: Fragmentação Florestal. Impactos Ambientais. Exploração Humana.
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1 INTRODUÇÃO
Tendo em vista que a fragmentação florestal e resultante de diversos empecilhos ambientais, destaca-se a necessidade de estudos que envolvem a análise destes, garantindo a sociedade possibilidade de reflexão de como estas ações acarretam negativamente diversas ações nos serviços ecossistêmicos disponíveis nas florestas, ressaltando importância de gestões ambientalistas para a sua diminuição. A fragmentação florestal se classifica em um processo de evasão e dispersão da cobertura vegetal. A fragmentação florestal se norteia em ações provindas pela própria natureza ou causada diretamente pela ação humana. A mais comum, é a atividade antrópica, devido ao aumento populacional e a necessidade da expansão social, consequentemente provinda da necessidade de exploração de áreas florestais para utilização de fins capitais de algumas empresas. Com isso, as florestas acabam sofrendo grande impacto gerado pelas fragmentações, que consequentemente se estabelece grandes problemas no ciclo biótico e ambiental da floresta.
Estudos que norteiam tal assunto, possibilita a análise e assim a concretização de informações corretas dos impactos ambientais que são gerados por estas fragmentações. Outro ponto que se destaca a relevância de pesquisas nesses impactos, é como as espécies arbóreas sofrem com esse tipo de invasão, pois estas, se encontram em maior quantidade no contexto florestal. A fauna se torna outra vítima dos impactos, uma vez que, possuem polinizadores, mamíferos e dentre outros que se abrigam e utilizam os recursos de determinadas áreas fragmentadas, nos quais sentem a necessidade de recuar, por falta e/ou quebra de habitat.
Este estudo parte de uma pesquisa bibliográfica, na qual possui como finalidade o repasse dos conhecimentos adquiridos e levantamentos de informações realizados por diversos autores que informam os impactos provindos da fragmentação florestal. O levantamento bibliográfico dispõe de estudos de artigos, livros e fontes de relevância científica disponíveis no site Google Acadêmico. Por dispor de um assunto de demasiada importância para a humanidade, visa-se o recorte de tal temática, direcionadas a população científica, as empresas de ramos florestais e a sociedade em geral.
A fragmentação florestal é relacionada na maioria das vezes pela exploração humana, provinda do crescimento populacional e exploração de áreas florestais, com isso, parte a necessidade e a importância de estudos e pesquisas que relatem os impactos desencadeados por estas ações, destacando a importância de gestões ambientais para asseguração do controle florestal e na garantia da sustentabilidade.
2 DESENVOLVIMENTO E DISCUSSÃO
O meio ambiente é o local de desenvolvimento da vida na terra, onde se incluem todos os elementos vivos e não-vivos, como a fauna, flora, clima e dentre outros, possibilitando a interação química, física e biológica destes. A maior parte da poluição, degradação e dos impactos ambientais do meio ambiente são provocados pelas ações humanas. Após a revolução industrial, com os avanços da ciência e da tecnologia, o meio ambiente vem sofrendo negativamente os impactos ocasionados pelo uso inadequado dos recursos naturais, gerando assim, prejuízos irreparáveis [2]. Na atualidade, com a intensificação das pressões antrópicas sobre o meio ambiente, nota-se a intensificação do processo de substituição das paisagens naturais por outros usos da terra [2].
A fragmentação florestal é um processo em que áreas contínuas de vegetação natural são subdivididas em manchas de tamanhos diversos, originado por atividades antrópicas ou causas naturais associadas a mudanças ambientais [1]. Os processos de fragmentação florestal atualmente se enquadram como um dos principais riscos à biodiversidade global. Neste sentido é importante considerar estas transformações aos ecossistemas para compreender alguns processos ecológicos [3]. Um dos impactos ambientais mais significativos provindos da fragmentação florestal é a disposição dos remanescentes florestais em fragmentos, além da extinção de hábitats e das espécies disponíveis nos locais fragmentados. As fragmentações tende a limitar algumas ações biológicas das populações florestais, como na dispersão de sementes, colonização, territorialização, isolamento geográfico e destruição de populações inteiras. Tais fragmentações, muitas vezes são causadas pelo consumo humano, partido de empresas e crescimento em torno do capital e da industrialização, intensificando cada vez mais a problemática ecológica [4].
A necessidade de pensamento e execuções de medidas que visem a gestão destas áreas, é de demasiada urgência, pois a gestão ambiental tem como objetivo, minimizar ou eliminar esses efeitos negativos através da adoção de medidas dos seus princípios e suas aplicações práticas. Quando se aplica a gestão ambiental tem-se por finalidade a criação de técnicas, planejamento, organização, e a administração de atividades econômicas e sociais, utilizando dos recursos naturais de forma racional e correta, obedecendo ao cumprimento das legislações ambientais e pensamento sustentável [4]. A gestão ambiental ressalva o foco no entendimento das interconexões envolvendo os sistemas sociais e os sistemas ecológicos, visando articular a pesquisa científica, a formulação de políticas públicas e o alcance de objetivos sociais no processo de gestão dos recursos biológicos. As modalidades de gestão ecossistêmica, tal como a gestão ambiental integrada, são ferramentas cruciais para a efetiva conservação da biodiversidade [4].
A gestão ambiental é capaz de lidar mais adequadamente com as complexidades sociais e ecológicas do monitoramento da biodiversidade. Ela pode se transformar num mecanismo capaz de articular o conhecimento local e os valores comunitários com a ciência e a política, corporificando uma abordagem proativa e integrada, que combine uma visão de longo-prazo com projetos orientados para a ação[4]. Com isso entende-se a necessidade da gestão ambiental para um controle da fragmentação florestal, uma vez que ela, auxilia na promoção do controle sustentável e na perspectiva de instrução social no pensamento crítico da utilização dos recursos florestais.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De acordo com o presente estudo, a fragmentação florestal é um grande problema enfrentado na atualidade. Esta ação, que muitas vezes, são provindas de ações antrópicas, acarreta grandes empecilhos nos serviços ecossistêmicos e no ciclo biótico da vida florestal, como perda de habitat, biodiversidade e dentre outros problemas. Salienta-se que a gestão ambiental é uma notória ferramenta para asseguração e promoção do controle ambiental. Portanto, ressaltamos a importância da mesma para a promoção de processos sustentáveis do meio ambiente, uma vez que, as fragmentações são provindas normalmente pala má gestão ambiental do uso descontrolado do crescimento populacional em torno do capital e a utilização de matéria-prima provindos das florestas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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VASCONCELOS, Bruno Nery Fernandes; PEREIRA, Vicente Cretton; CORREA, Leandro Rodrigues; BRUM, Sara Abduani. O conhecimento ameríndio no manejo dos ecossistemas florestais: uma breve revisão. Revista Brasileira de Agroecologia, ISSN 1980-9735, v. 18, n. 1, p. 416-433, 2023.
FERREIRA, Gustavo Henrique Cepolini. Gestão Ambiental. Editora e Distribuidora Educacional S.A, ISBN 978-85-8482-234-8, p. 236, 2015.

