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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
Journal DOI: 10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL
Impactos adversos do uso de tramadol : uma revisão crítica
Anna Vitória Heinicke1; Jadson David Leite Santos2; Maria Vandelma Carneiro de Freitas3; Samuel Salgueiro Alves Barbosa4 ;Yago Matheus Martins de Lima5
Como Citar:
HEINICKE, Anna Vitória; SANTOS, Jadson David Leite;DE FREITAS, Maria Vandelma Carneiro; BARBOSA, Samuel Salgueiro Alves. Impactos adversos do uso de tramadol : uma revisão crítica. Revista Sociedade Científica, vol.7, n. 1, p.5146-5154, 2024.
https://doi.org/10.61411/rsc202457017
Área do conhecimento: Ciências da Saúde.
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Palavras-chaves: Adversos. Efeitos. Tramadol. Opioide.
Publicado: 30 de outubro de 2024.
Resumo
O tramadol é amplamente reconhecido como um analgésico, desempenhando um papel fundamental na gestão do desconforto em uma variedade de condições médicas. Sua crescente popularidade se deve não apenas à sua eficácia, mas também à sua diversidade de formas de administração, incluindo a versão adesiva. O presente estudo tem como temática “O uso do tramadol e efeito adversos”. Bem como, em sua problemática frisa: Quais os efeitos adversos do uso do tramadol?. Este artigo visa explorar detalhadamente os efeitos adversos do tramadol adesivo, destacando a importância de uma abordagem cautelosa na prescrição e monitoramento de pacientes que utilizam essa forma de tratamento para dor. Este artigo se propõe a explorar os efeitos adesivos do tramadol, analisando sua eficácia, segurança e potenciais impactos na prática clínica. Na metodologia fez o uso da pesquisa bibliográfica e exploratória. Embora o tramadol seja considerado um opioide com menor potencial de dependência e depressão respiratória em comparação a outros opioides, suas ações farmacológicas únicas resultam em um perfil de efeitos adversos que requer atenção.
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1. Introdução
O tramadol, um opioide sintético amplamente prescrito para o tratamento da dor moderada a grave, tem sido uma ferramenta crucial na gestão da dor em todo o mundo. O tramadol é um analgésico sintético desenvolvido na década de 1960 pela empresa farmacêutica Grünenthal GmbH, inicialmente como uma alternativa aos opioides tradicionais [1].
Com o avanço da tecnologia farmacêutica, surgiu uma nova forma de administração deste analgésico: os adesivos transdérmicos de tramadol. Esta modalidade de administração oferece várias vantagens em termos de conveniência e eficácia terapêutica. No entanto, como qualquer medicamento, o tramadol adesivo não está isento de efeitos adversos, que devem ser cuidadosamente considerados e monitorados [2].
O tramadol é amplamente reconhecido como um analgésico, desempenhando um papel fundamental na gestão do desconforto em uma variedade de condições médicas. Sua crescente popularidade se deve não apenas à sua eficácia, mas também à sua diversidade de formas de administração, incluindo a versão adesiva. A formulação adesiva do tramadol oferece uma alternativa conveniente e de longa duração para o alívio da dor, evitando a necessidade de administração oral frequente [1].
No entanto, apesar dos benefícios terapêuticos, é crucial reconhecer os potenciais efeitos adversos associados ao uso do tramadol adesivo. Estes podem incluir reações adversas comuns, bem como questões mais complexas, como tolerância, dependência e possíveis interações medicamentosas [2].
Sendo assim, denota-se que o tramadol é bastante utilizado para o controle da dor moderada ou grave, se trata de um opioide sintético, bem como, vem sendo uma ferramenta de uso em todo o mundo.
Este artigo visa explorar detalhadamente os efeitos adversos do tramadol adesivo, destacando a importância de uma abordagem cautelosa na prescrição e monitoramento de pacientes que utilizam essa forma de tratamento para dor. Este artigo se propõe a explorar os efeitos adesivos do tramadol, analisando sua eficácia, segurança e potenciais impactos na prática clínica.
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2. Metodologia
O presente estudo foi realizado por meio da pesquisa exploratória e bibliográfica, tendo em vista que foram fundamentais para o desenvolvimento do estudo em tela. E com isso, Severino [3] destaca que o objetivo da pesquisa exploratória é de “levantar informações sobe um determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, reunindo condições de manifestação desse objeto. Na verdade, ela é uma preparação para a pesquisa bibliográfica”.
A pesquisa bibliográfica foi realizada por meio de fontes de pesquisa em vários materiais publicados, servindo de subsídio para a consecução dos objetivos propostos. Em relação à pesquisa exploratória, Gil [4] analisa-se que “Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível [...]”.
Dessa forma, observa-se que a pesquisa exploratória é utilizada para uma ampla relação com o estudo, tratando-se que é uma fonte de conhecimentos que colaboram de maneira solidificada o tema e objeto da pesquisa. E com isso, resulta-se em grande número de informações.
Entretanto, denota-se que todos as ferramentas metodológicas utilizadas para o desenvolvimento dessa produção, foram de tamanha relevância para o entendimento da problemática analisada, como também direcionou para uma melhor visão do assunto em estudo.
A seleção dos artigos foi identificada por meio de pesquisas bibliográficas, nas seguintes bases de dados: PubMed, SCIELO, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Para a seleção dos termos de busca, utilizaram-se os descritores em Ciências da Saúde (DeCS) entre operadores booleanos. Foram definidos os seguintes descritores: tramadol and adversos; tramadol and efeitos; tramadol and uso.
Critérios de inclusão foram artigos publicados de 2018 a 2024 em português. Artigos que foram excluídos, publicações fora do período selecionado, resumos e publicações duplicadas ou que não atendiam ao objetivo da revisão.
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3. Desenvolvimento e discussão
O universo de análise foi composto pelos artigos selecionados, considerando os descritores e as etapas da pesquisa. Buscando sistematizar os achados, foi elaborado um quadro no qual são expostos os principais aspectos destacados nos principais trabalhos que compõem esta pesquisa bibliográfica:
Quadro 1 – Resultados e discussão
Ano | Autor (s) | Título | Tipo de pesquisa | Objetivo |
2021 | Lorena Santos Sousa; Milena Silva Cerqueira Pinheiro; Juliana Lima Gomes Rodrigues. | Uso indiscriminado dos opioides e suas consequências. | Revisão de literatura sistemática. | Realizar revisão de literatura acerca dos efeitos relacionados ao uso indiscriminado de medicamentos opioides, a fim de discutir uma melhor forma de adaptação e uso desses medicamentos, avaliando a importância do profissional farmacêutico neste âmbito. |
2019 | John O’Connor; Russell Christie; Emma Harris; John Penning; Jason McVicar. | Tramadol e Tapentadol: Revisão Clínica e Farmacológica. | Revisão de literatura sistemática. | Retratar uma revisão clínica e farmacológica. |
2018 | Isabella Favato Barcelos. | Controle da dor com opióides no paciente oncológico em cuidados paliativos. | Revisão de literatura. | Analisar as opções terapêuticas com medicamentos opióides disponíveis no Brasil para o controle da dor nos pacientes oncológicos em cuidados paliativos |
2020 | Emile Rodrigues da Silva; Cristiane Bernardes de Oliveira. | Análise de erros de prescrição de morfina e tramadol em idosos: uma proposta de melhorias. | Estudo observacional descritivo retrospectivo, de caráter quantitativo. | Identificar a prevalência de erros de prescrição de morfina solução injetável e tramadol solução injetável de pacientes com idade igual ou superior a 60 anos, hospitalizados na Unidade de Internação Adulto do Hospital Universitário (HU) Canoas. |
2022 | Aniceto Neto Elias Costa; Allan Eurípedes Rezende Napoli | Revisão bibliográfica da Abordagem do Tratamento da Dor Crônica não oncológica, com base na Escada Analgésica da Organização Mundial de Saúde. | Revisão literária. | Explorar o uso de diferentes classes de drogas utilizadas no tratamento da dor, bem como suas recomendações, vantagens e desvantagens específicas à população em geral, com base na escada de analgesia da Organização Mundial de Saúde. |
2018 | Juliana Zampoli Boava Papini | Avaliação farmacocinética- farmacodinâmica de tramadol em Formulações de poloxamers. | Estudo observacional descritivo retrospectivo. | Avaliação pré-clínica de três novas formulações de tramadol associadas à poloxamers |
Fonte: autores (2024).
Frente aos estudos analisados pode-se verificar que o tramadol é um analgésico sintético do grupo dos opioides que vem sendo amplamente utilizado no manejo da dor moderada a grave. Esse fármaco apresenta propriedades peculiares em relação aos demais opioides, o que traz tanto benefícios quanto desafios em sua utilização clínica.
O tramadol exerce sua ação analgésica por meio de dois mecanismos principais, tais como: Atividade agonista nos receptores opioides, embora de forma mais fraca quando comparado a opioides puros como a morfina; Inibição da recaptação de noradrenalina e serotonina, resultando em um efeito modulador da dor pelo sistema nervoso central.
Essa dupla ação farmacológica confere ao tramadol algumas vantagens, como menor potencial de dependência e depressão respiratória em comparação aos opioides clássicos. No entanto, também introduz desafios no que diz respeito à titulação de dose e manejo de efeitos adversos.
O tramadol representa uma alternativa terapêutica relevante no manejo da dor moderada a grave. Contudo, seu uso requer atenção e cuidado, devido aos desafios relacionados à sua farmacologia peculiar e à necessidade de um acompanhamento multidisciplinar para maximizar a segurança e a efetividade do tratamento.
Os opioides são medicamentos amplamente utilizados devido à sua potente e rápida ação analgésica. Entretanto, o uso desses fármacos não está isento de efeitos adversos, os quais incluem dependência, depressão respiratória, constipação intestinal, prurido, sonolência e náuseas/vômitos. Prescrever opioides de forma consciente e racional ainda é um desafio para os profissionais de saúde capacitados [2].
Estudos demonstram que os efeitos eufóricos do tramadol, um opioide sintético, podem ser dose-dependentes. Usuários não dependentes foram capazes de identificar comprimidos de 300mg, mas não doses mais baixas, após a ingestão [5].
No contexto oncológico, a dor é uma grave consequência do câncer e de seu tratamento, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Nesse cenário, os opioides se apresentam como uma importante ferramenta farmacológica no alívio desse sintoma, especialmente em cuidados paliativos [6].
Apesar de algumas substâncias opioides estarem disponíveis no Brasil e formalmente indicadas no manejo da dor oncológica, barreiras ainda persistem, como a falta de segurança por parte dos profissionais no uso dessas drogas [6].
Portanto, a conscientização sobre a segurança e efetividade do uso de opioides no ambiente oncológico é essencial. Compreender o mecanismo de ação, a farmacocinética e a farmacodinâmica desses fármacos é fundamental para a seleção adequada de dosagem, titulação e rotação, além do conhecimento sobre possíveis eventos adversos [6].
Estudos revelam que os principais erros de prescrição envolvendo opioides referem-se à frequência e diluição. Ademais, a prescrição concomitante de morfina e tramadol solução injetável "se necessário" também é um achado comum. Nesse contexto, a inclusão do profissional farmacêutico na equipe multiprofissional pode contribuir para a redução desses erros [1].
Em relação ao tramadol, trata-se de um opioide sintético, análogo à codeína, com efeito analgésico e ação central. Sua ação se dá por meio da inibição da recaptação de noradrenalina e serotonina, além de apresentar atividade agonista opiácea fraca. As reações adversas mais comuns incluem constipação, náuseas, sonolência e, em casos raros, pode agravar crises convulsivas em pacientes predispostos [7].
Ainda resta destacar que diante do referido estudo, percebeu-se que uma das quatro formulações testadas apresentou melhor perfil farmacocinético e farmacodinâmico do tramadol, quando comparada com o fármaco livre e com as outras formulações, frisando assim, a incorrência de efeito adverso [8].
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4. Considerações finais
O tramadol é um analgésico sintético pertencente à classe dos opioides, amplamente utilizado no tratamento da dor moderada a intensa. Apesar de suas propriedades farmacológicas particulares, o uso desse fármaco não está isento de efeitos adversos, os quais devem ser cuidadosamente monitorados e gerenciados pelos profissionais de saúde.
Embora o tramadol seja considerado um opioide com menor potencial de dependência e depressão respiratória em comparação a outros opioides, suas ações farmacológicas únicas resultam em um perfil de efeitos adversos que requer atenção.
Além disso, em casos menos frequentes, o tramadol também pode agravar crises convulsivas em pacientes predispostos. Outro desafio no uso do tramadol é seu potencial de causar dependência física, especialmente em doses elevadas ou uso prolongado.
A síndrome de abstinência pode se manifestar com sintomas como irritabilidade, ansiedade, tremores, náuseas e distúrbios do sono. Esse risco de dependência requer atenção durante a prescrição e o monitoramento contínuo dos pacientes em tratamento com tramadol.
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5. Declaração de direitos
Os autores: declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.
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6. Referências
SILVA, Emile Rodrigues da; OLIVEIRA, Cristiane Bernardes de. Análise de erros de prescrição de morfina e tramadol em idosos: uma proposta de melhorias. Aletheia v.53, n.1, p.42-55 jan./jul. 2020. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/pdf/aletheia/v53n1/v53n1a05.pdf> Acesso em: 10 mai. 2024.
SOUSA, L.S., PINHEIRO, M.S.C.; RODRIGUES, J.L.G. 2021. Uso indiscriminado dos opioides e suas consequências. Pubsaúde, 6, a190. Disponível em: <https://dx.doi.org/10.31533/pubsaude6.a190> Acesso em: 10 mai. 2024.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 24. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2016.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
O’CONNOR, John; Christie, Russell; HARRIS, Emma; PENNING, John; MCVICAR, Jason. Tramadol e Tapentadol: Revisão Clínica e Farmacológica. Anaesthesia, Tutorial Of The Week, Canadá, 2019. Disponível em: < https://www.sbahq.org/wp-content/uploads/2023/02/407.pdf> Acesso em: 10 mai. 2024.
BARCELOS, Isabella Favato. Controle Da Dor Com Opióides No Paciente Oncológico Em Cuidados Paliativos. Vitória, 2018. Disponível em: < https://residenciamedica.ufes.br/sites/residenciamedica.ufes.br/files/field/anexo/tcc_controle_da_dor_isabella_favato_barcelos.pdf> Acesso em: 10 mai. 2024.
COSTA, A. N. E.; NAPOLI, A. E. R. Revisão bibliográfica da abordagem do tratamento da dor crônica não oncológica, com base na escada analgésica da organização mundial de saúde: Bibliographic review of the non-cancer chronic pain treatment approach, based on the world health organization analgesic ladder. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 5, n. 4, p. 14365–14381, 2022. DOI: 10.34119/bjhrv5n4-198. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/51210.> Acesso em: 10 mai. 2024.
PAPINI, Juliana Zam-poli Boava. Avaliação farmacocinética – farmacodinâmica de tramadol em Formulações de poloxamers. Bragança Paulista, 2017. Disponível em: < https://www.usf.edu.br/galeria/getImage/427/18822245833238885.pdf> Acesso em: 05 jun. 2024.
Faculdade Integrada Cete (FIC), Garanhuns, Brasil.
Faculdade Integrada Cete (FIC), Garanhuns, Brasil.
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