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ISSN: 2595-8402

DOI: 10.61411/rsc56772

Publicado em 28 de novembro de 2023

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023

 

EFEITOS DA VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA EM PACIENTES PORTADORES DE DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE: UMA REVISÃO DE LITERATURA

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Amanda Maria da Silva¹, André José Fruchi², Michelle Dias Santos Santiago³

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1;2;3 UNIFACCAMP, Campo Limpo Paulista, Brasil

[email protected]

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RESUMO

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença neuromuscular ligada ao ​​ cromossomo X e ocorre devido a ausência da proteína distrofina que é responsável pela manutenção do tecido muscular. Essa patologia acomete os nascidos do sexo masculino, apresentando sinais de fraqueza na primeira infância, a evolução da doença acontece progressivamente e afeta principalmente os músculos respiratórios. Avaliar os efeitos da ventilação mecânica não invasiva na Distrofia Muscular de Duchenne. Revisão de literatura em bancos de dados eletrônicos Pubmed e Scientific Electronic Library Online (Scielo) para busca de artigos sobre o tratamento com Ventilação Não Invasiva, publicados de 2015 a 2021. Para esta revisão foram incluídos 8 artigos sobre o uso da ventilação mecânica não invasiva em pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne, verificando que o uso da insuflação por pressão positiva alivia a sobrecarga nos músculos respiratórios e retarda o declínio da função pulmonar. O desenvolvimento do presente estudo possibilitou uma análise de como o uso da Ventilação Não Invasiva pode ser eficaz nos distúrbios respiratórios que afetam os pacientes com DMD.

Palavras-Chaves: Distrofia Muscular de Duchenne, Ventilação não Invasiva, Doenças Neuromusculares, Fisioterapia Respiratória.

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1 INTRODUÇÃO

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma patologia de herança genética recessiva decorrente de modificações da proteína distrofina, que é responsável pela formação e manutenção do tecido muscular que se torna ausente ou insuficiente na membrana celular caracterizada pela degeneração progressiva muscular global [1].

A DMD é a doença neuromuscular mais frequente dentre as doenças neuromusculares, afetando 1 a cada 3.500 pessoas do sexo mascullino, essa miopatia é gerada por mutações do gene que codifica a distrofina localizado no cromossomo X, que leva a uma ausência grave da proteína distrofina causando prejuízos no sistema locomotor e respiratório [2].

A falta de distrofina torna os músculos mais frágeis e aumenta a probabilidade de lesão, além de um aumento da permeabilidade das membranas musculares e elevação de cálcio no interior celular. Essa concentração ativa enzimas que causam um colapso das células musculares, que são substituídas por tecido conjuntivo adiposo levando à atrofia progressiva ao decorrer do tempo [3].

As manifestações clínicas da DMD se iniciam na primeira infância entre os 3 e 5 anos de idade, tendo como principal característica a perda de força muscular proximal dos membros inferiores e posteriormente superiores. Inicialmente os pacientes desenvolvem o hábito de andar nas pontas dos pés, demonstram quedas frequentes, incapacidade de deambulação e de subir escadas, pseudo-hipertrofia dos músculos da panturrilha e a necessidade de apoio dos membros superiores para se levantar (manobra de Gowers) [4,5,6].

O enfraquecimento muscular progressivo causado pela doença provoca alterações na marcha, dificultando a deambulação destes pacientes que começam a usar cadeira de rodas em torno dos 12 anos de idade, desenvolvendo também problemas posturais como a escoliose e comprometimento da capacidade cardíaca e pulmonar. ​​ O agravamento da função pulmonar ocorre quando a fraqueza muscular afeta os músculos intercostais, acessórios e o diafragma responsáveis pela respiração, a falha destes músculos gera a insuficiência respiratória (principal causa de morte) limitando a taxa de sobrevida entre 20 e 30 anos de idade [1,6].

O diagnóstico baseia-se na suspeita dos achados clínicos comuns a pacientes portadores de DMD durante a fase em que se apresentam os primeiros sintomas. Além disso, na dosagem laboratorial de enzimas musculares o nível sérico da creatinoquinase (CK) pode se mostrar elevado, indicando a presença de doença neuromuscular. Contudo, o diagnóstico definitivo para a doença é feito através do teste genético molecular, onde é possível detectar as mutações ou deleções no gene da distrofina [7].

Assim que obtido o diagnóstico se faz necessário o acompanhamento multidisciplinar desses pacientes, porém, apesar da constante evolução de terapias e métodos diagnósticos a DMD ainda é uma patologia que não tem cura e os tratamentos têm como objetivo retardar a progressão da doença. Atualmente, o tratamento mais eficaz é o uso de corticosteróides que mostram ser capazes de melhorar a força, a funcionalidade muscular e cardíaca, prolongando o tempo de deambulação e atrasando as complicações por imobilidade como a escoliose e também as disfunções respiratórias [4,8,9].

O tratamento fisioterapêutico tem como propósito nestes casos, manter ao máximo as funções motoras, retardar a progressão da fraqueza muscular, minimizar contraturas e deformidades, realizar correção postural, prevenir quedas e fraturas, melhorar o equilíbrio, promover suporte, independência funcional e convívio na sociedade [10,11].

Além disso, a fisioterapia atua também na prevenção de complicações respiratórias de infecções, pneumonia, obstruções por muco, pneumonia, atelectasias e ​​ insuficiência respiratória. Nas fases mais avançadas dessa doença, onde ocorre um maior comprometimento da função pulmonar, o fisioterapeuta será responsável pelo monitoramento do suporte ventilatório não invasivo, que é utilizado inicialmente durante o sono, evoluindo para o uso contínuo e caso haja um declínio maior esses pacientes são submetidos a traqueostomia [12,13].

Na Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI) utiliza-se de um ventilador que oferta O2 e auxilia na remoção do CO2 através de uma interface externa como uma máscara facial. Este tipo de ventilação é recomendado para pacientes que possuem dificuldade respiratória ​​ como a hipercapnia e hipoxemia. Pacientes com insuficiência respiratória aguda necessitam da VNI e de monitoramento para minimizar a progressão da disfunção respiratória [14].

A VNI utiliza de Pressão Positiva Inspiratória nas vias respiratórias (IPAP) para ventilar o paciente através de uma interface naso-facial, e uma Pressão Positiva Expiratória (PEEP) que contribui para manter as vias aéreas e os alvéolos abertos e melhorar a oxigenação [15].

O uso de Pressão Positiva Contínua nas vias aéreas (CPAP) é administrado ao paciente através da interface naso-facial para estabelecer e manter a Capacidade Residual Funcional (CRF), diminuindo o trabalho respiratório, e melhorando a troca gasosa [15].

Na DMD a VNI é recomendada quando os pacientes apresentam sinais de hipoventilação noturna, distúrbios respiratórios do sono, quando a Capacidade Vital Forçada (CVF) for menor do que 50% ou se o valor da PaCO2 for menor ou igual a 45 mmHg, pacientes com a CVF muito baixa prolongam o uso da ventilação durante o dia por até 24 horas [11].

Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar através de uma revisão de literatura quais são os efeitos da Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) no tratamento de pacientes portadores de Distrofia Muscular de Duchenne.

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2 METODOLOGIA

Este trabalho é uma revisão de literatura baseada em dados obtidos nas seguintes bases: PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO), limitados à língua portuguesa e inglesa, referentes exclusivamente à DMD. Para busca dos artigos, foram utilizadas as palavras chaves: Distrofia muscular de Duchenne, Ventilação Mecânica Não Invasiva, Doenças Neuromusculares.

Foram incluídos dados, artigos, pesquisas e estudos de campo que retratam o uso da ventilação mecânica não invasiva para tratamento da distrofia muscular de Duchenne. A escolha das referências compreendeu o período entre 2015 e 2021.

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3 DESENVOLVIMENTO E DISCUSSÃO

Tabela 1-Estudos que demonstram a utilização da VNI em pacientes com DMD.

AUTOR/ANO

OBJETIVO

​​ MÉTODOS

BENEFÍCIOS

CONCLUSÃO

Stehling et al, 2015 [16]

Observar os efeitos do uso do ​​ insuflador e exsuflador mecânico (IE-M) para retardar a queda anual da CV.

    21 pacientes maiores de 12 anos com DNM e restrição pulmonar grave fazendo o uso de VNI noturna.

    A aplicação foi feita através da máscara facial durante 10 minutos, 2x/dia.

    A CV mostrou um aumento significativo após um ano de início da terapia.

    Após dois anos de terapia regular essa mudança da CV se manteve estável e com mais um aumento.

Essa intervenção mostrou que o uso regular de VNI e IE-M diminui a queda da CV em pacientes com DNM e reduz as taxas de mortalidade e internações.

Santos et al, 2016 [17]

Avaliar os efeitos da VNI na Capacidade Vital (CV) e nas Pressões Respiratórias Máximas ​​ em pacientes com DMD.

 

 

71 pacientes entre 16 e 39 anos.

Foram avaliados os dados da CV, PEmax e PImax antes e após o uso da VNI.

Desaceleração progressiva do declínio anual da CV.

Os valores de P Imax e PEmax diminuíram lentamente após a intervenção.

Aumento da taxa de sobrevida prolongada até os 35 anos.

Houve uma desaceleração no declínio do volume pulmonar e nas pressões respiratórias máximas estáticas máximas com o uso da VNI.

 

Garguilo et al, 2016 [18]

 

Uso da VNI para melhora da deglutição e respiração em pacientes com insuficiência respiratória associados a DNM.

    Acompanhamento de pacientes que necessitavam de VNI > 14h/dia.

    Análise da deglutição com e sem VNI

O uso da VNI reduziu os episódios de dispnéia durante a deglutição.

Não houve relação entre a VNI e o desconforto ao deglutir.

Melhora da coordenação respiratória.

 

A VNI contínua melhora a deglutição em pacientes com Insuficiência Respiratória Grave, sem promover desconforto ao deglutir.

Boussaid et al, 2016 [19]

Avaliar a relação da sobrevida durante 12 anos de estudo com o método de ventilação mecânica.

Acompanhamento de pacientes que utilizavam VNI, pelo menos 6h/dia, sendo acompanhados até o 12° ano.

 

    Aumento do uso da VNI para aqueles que precisavam de ventilação noturna e diurna.

    Não houve relação entre o risco de mortalidade e o método de ventilação utilizado.

As causas mais comuns para o óbito estavam relacionadas à gravidade da função cardíaca e da deglutição.

Suh et al, 2018 [20]

Acompanhar o uso da VNI na fraqueza respiratória durante 5 anos, para avaliar os resultados da aplicação em pacientes com DNMs.

    Utilização da VNI em 180 pacientes por um período de 5 anos.

    A taxa de CVF foi investigada desde o início do tratamento para comparação dos valores após o tratamento.

    142 dos participantes sobreviveram livres de traqueostomia.

    A duração da VNI passou de 8h/dia para 24h/dia.

    Aumento da CVF em sedestação e em posição supina

Mostrou-se que o uso da VNI auxiliou no aumento da taxa de sobrevida e melhora na qualidade de vida em comparação ao uso da traqueostomia.

 

 

 

 

 

 

Chen et al, 2019 [21]

 

 

 

 

 

 

 

Determinar a eficácia da VNI associada ao IE-M em indivíduos com DNM e Insuficiência Respiratória Aguda (IRA).

Estudo observacional de pacientes com IRA de 2007 a 2017.

Comparativo de variáveis clínicas como FR, FC, pH e PaCO2.

Variáveis coletadas 2h, 4-8 h,12h e 24h após início da VNI/IM-E.

Intubação evitada em 82% dos pacientes com IRA episódica.

    Desmame da ventilação mecânica de 91% pacientes após IRA pós extubação.

Redução da taxa de intubação e tempo de internação em pacientes com IRA e DNM.

    Os resultados clínicos após 8 horas são capazes de mostrar a eficiência do tratamento com VNI/IE-M

Pacientes que fizeram o uso de VNI/IE-M em casa obtiveram melhores resultados.

 

Vianello et al, 2021 [22]

Analisar o estado clínico de pacientes com DMD que fazem tratamento da IRA com VNI.

 

Análise dos prontuários de 42 pacientes internados na UTI respiratória que faziam o uso da VNI.

O período de estudo foi de 2005 até 2019

 

A VNI foi eficiente em 36 pacientes, sendo submetidos a alta hospitalar com vida.

Não houve episódios repetidos de IRA.

 

A VNI se mostrou eficaz em pacientes que apresentavam sinais de IRA, podendo revertê-la na maioria dos casos.

Gonçalves et al, 2021 [23]

Descrever os benefícios da VNI contínua para IRA, em alternativa ao uso da traqueostomia.

Foram agrupados

dados e resultados

da VNI contínua em

centros médicos

com apresentações

ou publicações

sobre o tema.

Evolução para dependência contínua de VNI sem adquirir IRA ou internações.

Redução da quantidade de submissão à traqueostomia.

A utilização da VNI pode ser utilizada de forma contínua para pacientes com DNM sem hospitalizações.

IE-M:Insuflador Exsuflador Mecânico; CV: Capacidade Vital; DNM: Doenças Neuromusculares; VNI: Ventilação Não Invasiva; DMD: Distrofia Muscular de Duchenne; PEmáx: Pressão Expiratória Máxima; PImáx: Pressão Inspiratória Máxima; IRA: Insuficiência Respiratória Aguda; FR: Frequência Respiratória; FC: Frequência Cardíaca; pH: Potencial Hidrogeniônico; PaCO2: Pressão Parcial de Gás Carbônico; UTI: Unidade de Terapia Intensiva. Fonte: Elaborado pelos próprios autores

Esta análise examinou pesquisas randomizadas e estudos observacionais nos quais diferentes técnicas de Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI) foram investigadas para mostrar cientificamente como são eficazes na Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). Os estudos concordam que a VNI é eficaz para melhorar a função pulmonar em pacientes com DMD.

Em pesquisa descrita por Stehling et al, [16] os autores aplicaram o IE-M para assistência a tosse ineficaz grave em pacientes que já utilizavam a VNI, os dados da CV foram comparados 1 ano antes e 2 anos após aplicação, mostrando que os valores de CV aumentaram significativamente e permaneceram estáveis.

Entretanto para Santos al, [17] ao avaliar os efeitos da VNI na Capacidade Vital (CV) e nas Pressões Respiratórias Máximas ​​ em pacientes com DMD, constatou que a melhora da função respiratória depois da ventilação por pressão positiva deve ser analisada baseando-se em mais valores de espirometria e não apenas na CV.

Da mesma forma, Suh et al, [20] após investigar os resultados de 5 anos de aplicação da VNI para análise das taxas de sobrevida, mostrou que a CVF diminuiu ao longo de todo o período de estudo e concordam que na DMD, a CVF não deve ser o único valor de referência para avaliar como o declínio muscular respiratório e a função pulmonar respondem a VNI.

Em outro estudo, Gonçalves et al, [23] buscou descrever quais eram os benefícios da VNI/IE-M contínua como tratamento para IRA, em alternativa a traqueostomia chegando a conclusão de que o uso contínuo da ventilação prolonga a vida em anos para pacientes com DMD apesar dos baixos valores de CV ou pouca função dos músculos bulbares.

Chen et al, [21] em estudo observacional associou o uso da VNI ao IM-E com o objetivo de validar a sua eficácia como tratamento na IRA, definindo como sucesso os pacientes que evitaram a intubação endotraqueal e tiveram uma diminuição do tempo de internação. Os autores descrevem que o tratamento foi bem sucedido devido ao uso do e das máscaras faciais como interfaces de ventilação, pois a fraqueza dos músculos masseteres causa o fechamento incompleto da boca, causando o vazamento de ar e que em pacientes com IRA a respiração é bucal o que torna as máscara nasais não recomendadas.

Porém, Vianello et al, [22] em estudo semelhante teve como objetivo avaliar o estado clínico de pacientes com DMD que receberam VNI/IE-M para IRA, foi utilizado o BiPAP e tanto as máscaras faciais quanto as nasais, dessa forma em seus resultados puderam mostrar que com a VNI é capaz de reverter os episódios de IRA, evitar a intubação e possibilitar o desmame da ventilação mecânica na maioria dos pacientes.

Boussaid et al, [19] com o objetivo de avaliar por um período de 12 anos a relação entre a sobrevida e o método de ventilação mecânica, coletou dados do estado respiratório de pacientes com DMD concluindo que a VNI melhora a PaCO2 e é o método de ventilação mais escolhido pelos pacientes por ser mais confortável do que a Traqueostomia e pode ser usada de forma contínua. Entretanto, os autores descrevem que os óbitos durante a pesquisa foram causados por dificuldades em deglutir.

​​ Por outro lado, Garguilo et al, [18] ​​ observando que a fraqueza muscular respiratória afeta a interação respiração-deglutição avaliou a capacidade de deglutir com e sem o auxílio da VNI, chegando a conclusão de que o uso dessa ventilação diminui a dispneia e o risco da aspiração, além de promover conforto e melhora do quadro de desnutrição dos pacientes.

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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento do presente estudo possibilitou uma análise de como o uso da Ventilação Não Invasiva pode ser eficaz nos distúrbios respiratórios que afetam os pacientes com DMD, contribuindo para uma diminuição da mortalidade, melhora da função pulmonar e da qualidade de vida. Entretanto, existe uma necessidade de estudos mais específicos para o fornecer dados atualizados que contribuam para capacidade de tomada de decisões no tratamento desta patologia.

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5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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