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ISSN: 2595-8402

DOI: 10.61411/rsc63855

Publicado em 28 de novembro de 2023

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023

 

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CÂNCERES PEDIÁTRICOS NO BRASIL (2017-2021): PREVALÊNCIA, PERFIL DE MORTALIDADE E IMPLICAÇÕES PARA POLÍTICAS DE SAÚDE

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Gisele Souza Da Silva1;Isaac Michelon de Sousa2 ;Renata Casagrande Souza3 ;João Pedro Casagrande Souza4 ;Larissa Matioski Brasil5 ;Erika Anjos da Silva6 ;Guilherme Wiliam Karey Maia Lima7; Isabela Wandarti Ribas8; Vitória Ferrarese Rocha9; Leonardo Pinho Carreño10; Eduarda Caroline Hofmann11; Giovana Balcewicz Dal Bosco12; Jaziely Souza Ribeiro Santos13; Camile Cripa Vicentini 14

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1;5;10Faculdades Pequeno Príncipe

[email protected]

[email protected]

[email protected]

2Centro Universitário de Rio Claro

[email protected]

3;4Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

[email protected]

[email protected]

6Universidade Nilton Lins

[email protected]

7Faculdade Metropolitana de Manaus

[email protected]

8Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná

[email protected]

9Universidade Federal de Pelotas

[email protected]

11Centro Universitário Campo Real

[email protected]

12Universidade Positivo

[email protected]

13Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC

[email protected]

14Oncologista Pediátrica no Hospital Pequeno Príncipe

[email protected]

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RESUMO

A pesquisa abrangeu a análise epidemiológica dos cânceres pediátricos no Brasil entre 2017 e 2021, destacando a prevalência, perfil de mortalidade e implicações para políticas de saúde. Cânceres pediátricos, com origens embrionárias e atuação em células indiferenciadas, são a maior causa de morte infantojuvenil no Brasil. O estudo revelou 59.484 óbitos neste período, com Leucemia mieloide, Leucemia linfoide e Linfoma não-Hodgkin de outros tipos e tipo não específico, liderando as causas de mortalidade. Mesmo a região sudeste sendo mais populosa, a sul apresentou o maior número por incidência/população de óbitos das causas mais prevalentes. A chegada tardia de pacientes aos centros de referência ressalta a necessidade de melhorias nos sistemas de saúde e diagnóstico precoce. A Leucemia mieloide, com 16.704 óbitos, destaca-se como um desafio premente, demandando inovações terapêuticas. A pesquisa utilizou dados do DATASUS, SIM1 e informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA)3, adotando uma abordagem ética e estatística. Os resultados apontam para a necessidade de estratégias regionalizadas, investimentos em pesquisa e conscientização para enfrentar os desafios dos cânceres pediátricos, reforçando a importância de ações coordenadas e políticas específicas para melhorar a saúde infantojuvenil no Brasil.

Palavras-chave: Brasil, Câncer, Sistema de Informações sobre Mortalidade.

 

1.  INTRODUÇÃO

No âmbito da saúde infantojuvenil, os cânceres pediátricos emergem como uma das principais ameaças à qualidade de vida e à sobrevida de crianças e adolescentes. Esta pesquisa visa realizar uma análise epidemiológica abrangente dessas neoplasias no Brasil durante o período de 2017 a 2021, com foco na prevalência, perfil de mortalidade e suas implicações para as políticas de saúde.

Diferenciando-se dos cânceres em adultos, as neoplasias pediátricas frequentemente têm origem embrionária, agindo em células indiferenciadas. Esse perfil singular torna esses cânceres mais agressivos, mas, paradoxalmente, mais responsivos ao tratamento. O Brasil enfrenta o desafio adicional de muitos pacientes chegarem aos centros de referência já em estágios avançados da doença, intensificando a complexidade do quadro clínico. 1

A chegada tardia de muitos pacientes aos centros de referência destaca a necessidade urgente de melhorias nos sistemas de saúde e de programas de conscientização sobre o diagnóstico precoce. A identificação precoce dessas neoplasias é crucial para aumentar as chances de sucesso terapêutico e melhorar a sobrevida dos pacientes pediátricos afetados (Ministério da Saúde, ano).

No período de estudo, as principais causas de mortalidade incluíram Leucemia mieloide, Leucemia linfoide e Linfoma não-Hodgkin. Esses dados destacam a necessidade de aprimorar os protocolos terapêuticos e intensificar esforços em pesquisa para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.2

Ao compreender as nuances epidemiológicas dos cânceres pediátricos no Brasil, esta pesquisa visa contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde específicas. A identificação das prevalências, associada a uma abordagem multidisciplinar, poderá informar estratégias mais eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, promovendo assim melhores resultados de saúde para a população infantojuvenil.

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2.  METODOLOGIA

Esta pesquisa adota uma abordagem epidemiológica para examinar os cânceres pediátricos no Brasil, concentrando-se nos dados do DATASUS e SIM1 durante o período de 2017 a 2021, últimos dados disponíveis nas plataformas. Essa escolha metodológica permite uma avaliação abrangente da incidência e mortalidade dessas neoplasias em uma faixa etária crítica, que compreende de 0 a 19 anos.

A pesquisa utiliza dados do DATASUS1, um sistema nacional que compila informações de saúde no Brasil, e do SIM, Sistema de Informação sobre Mortalidade, fornecendo dados cruciais para uma análise epidemiológica robusta. Além disso, incorpora informações do INCA3 sobre os tumores mais prevalentes na população infantojuvenil brasileira, enriquecendo a pesquisa com uma visão mais detalhada e específica das condições estudadas.

A identificação dos cânceres pediátricos nesta pesquisa baseou-se na Classificação Internacional de Doenças (CID), utilizando códigos relacionados a linfomas, leucemias e anormalidades em leucócitos (CID: 81-85, 91-95 e R72). Essa abordagem permite uma categorização precisa e padronizada das condições estudadas, facilitando a análise e comparação dos dados ao longo do período investigado.

A pesquisa prosseguiu com uma análise estatística dos dados obtidos, implementando procedimentos para garantir a qualidade e a confiabilidade das informações. A coleta e identificação dos casos foram realizadas de maneira sistemática, visando minimizar o viés e assegurar uma representação fiel da realidade dos cânceres pediátricos no Brasil.

Todos os protocolos da pesquisa foram conduzidos considerando estritamente as diretrizes éticas e de privacidade.

A pesquisa culminou na análise estatística dos dados coletados, empregando métodos apropriados para identificar tendências, padrões e correlações. As próximas etapas incluem a interpretação dos resultados obtidos, a contextualização desses achados à luz do cenário atual da saúde pediátrica no Brasil e a proposição de recomendações embasadas para a formulação de políticas de saúde específicas.

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3DESENVOLVIMENTO E DISCUSSÃO

No período de 2017 a 2021, a pesquisa revelou um cenário preocupante, com 59.484 óbitos decorrentes de cânceres e anormalidades em leucócitos em pacientes de 0 a 19 anos. Essa triste realidade, que impactou de maneira expressiva a população mais jovem, demonstrou uma distribuição desigual, com maior incidência em indivíduos do sexo masculino na região sudeste do Brasil.

As principais causas de mortalidade nesse grupo foram identificadas, destacando-se a Leucemia mieloide, que registrou alarmantes 16.704 óbitos, seguida pelo Linfoma não-Hodgkin de outros tipos e não especificado, com 15.149 óbitos. A Leucemia linfoide também apresentou uma cifra significativa, contabilizando 10.177 óbitos, enquanto a Leucemia de tipo celular não especificado contribuiu com 7.134 óbitos. Categorias como Leucemia monocítica e Outras leucemias de células de tipo especificado apresentaram um menor número de óbitos, e a categoria de anormalidades dos leucócitos teve apenas 10 casos de óbito ao longo dos cinco anos. Figura 1.

 

Figura 1 - Taxa de Mortalidade Infantojuvenil, 0-19 anos no Brasil

Fonte: Elaborado pelos autores

 

Ao analisar a relação entre a média da população e a média de mortes das causas mais prevalentes, utilizando os códigos CID C85 (Linfoma não-Hodgkin de outros tipos e tipo NE), C91 (Leucemia linfoide) e C92 (Leucemia mieloide), a ordem de incidência dessas condições revelou uma distribuição geográfica desigual. A região sudeste liderou com 20.213 óbitos, seguida pela região sul com 7.745 óbitos. O centro-oeste registrou 3.016 óbitos, enquanto a região nordeste contou com 8.920 óbitos. Por fim, a região norte apresentou a menor incidência, com 2.136 óbitos. Figura 2.

Esses resultados evidenciam a necessidade urgente de estratégias diferenciadas e específicas para cada região, considerando não apenas as causas de mortalidade mais prevalentes, mas também as características demográficas e socioeconômicas que podem influenciar a incidência e a resposta aos tratamentos. O enfrentamento dessas realidades requer uma abordagem integrando políticas de saúde pública, conscientização e investimentos em pesquisa e infraestrutura médica. A análise aprofundada desses dados contribui não apenas para a compreensão das dinâmicas dos cânceres pediátricos, mas também para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes e direcionadas em âmbito nacional.

Figura 2 - Taxa de Mortalidade Infantojuvenil, 0-19 anos por Regiões

.Fonte: Elaborado pelos autores

É crucial destacar que a quantidade mais elevada foi na região sudeste não apenas ressalta a necessidade de intervenções específicas nesse contexto, mas também aponta para possíveis disparidades no acesso a serviços de saúde e diagnóstico precoce.

A variação na ordem de prevalência de cânceres pediátricos entre as regiões brasileiras é notável, destacando que no sul, sudeste, nordeste e centro-oeste, a Leucemia Mieloide se posiciona como a principal causa, enquanto no norte, a dinâmica da segunda posição é diferente, com a Leucemia Linfoide ocupando a posição, ressaltando a necessidade de abordagens regionalizadas nos programas de prevenção e tratamento.

A inversão na ordem de incidência de Linfoma não-Hodgkin de outros tipos NE entre o sul, sudeste, nordeste, e centro-oeste em comparação com o norte revela nuances epidemiológicas significativas. Essas diferenças podem ser reflexo de variáveis ambientais, genéticas ou socioeconômicas, evidenciando a importância de estudos específicos para entender e direcionar estratégias mais eficazes de combate ao câncer pediátrico em cada região.

A concentração significativa de óbitos por região sugere a importância de políticas públicas direcionadas, abordando fatores socioeconômicos, educacionais e de acesso aos serviços de saúde.

Neste período, a região sul do Brasil viu um expressivo aumento de 4,39% nos casos de Leucemia Mieloide, contrastando com uma notável queda de 7,12% nos diagnósticos de Linfoma não-Hodgkin de outros tipos NE.

Em contrapartida, a região centro-oeste enfrentou desafios específicos, apresentando as menores quedas, 0,81%, nos casos de Leucemia Linfoide ao longo do mesmo período. Isso destaca a necessidade de uma análise mais aprofundada desses desafios regionais para orientar estratégias de prevenção e tratamento.

No nordeste do país, embora tenha registrado um aumento mínimo de 0,11% nos casos de Leucemia Linfoide, destaca-se por apresentar um cenário de crescimento mais contido em comparação com outras regiões. Essa observação sugere a existência de possíveis diferenças nas características epidemiológicas ou nos fatores de risco associados, demandando uma investigação mais detalhada.

A Leucemia mieloide, com seu impacto devastador, emerge como a principal causa de mortalidade, indicando a urgência de estratégias de prevenção, tratamento e pesquisa voltadas para essa neoplasia. A atenção especial a essa condição específica pode resultar em ganhos expressivos na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes pediátricos.

Os resultados também apontam para variações significativas entre as regiões, evidenciando a complexidade da situação. A região sul, apesar de apresentar uma menor quantidade em comparação com o sudeste, em relação à proporção à população4 é a primeira colocada em maior incidência. Figura 3. Assim, enfrenta desafios consideráveis que demandam medidas adaptadas à sua realidade. Já as regiões norte e centro-oeste, com índices mais baixos, não podem ser negligenciadas, requerendo estratégias de prevenção e conscientização para garantir que os números permaneçam controlados.

Figura 3. Proporção da média da população/média de óbitos pelas causas mais prevalentes: C85, C91 e C92.3,4.

.Elaborado pelos autores.

Além disso, a análise da relação entre a média da população e a média de mortes sugere a necessidade de considerar não apenas a prevalência das condições, mas também o impacto relativo em cada região. Esse enfoque permite uma alocação mais eficiente de recursos e esforços, maximizando o impacto das intervenções.

Os resultados destacam a urgência de otimizar os sistemas de saúde, focando na implementação de estratégias eficazes para a detecção precoce dos cânceres pediátricos. A chegada tardia de muitos pacientes aos centros de referência ressalta a necessidade crítica de campanhas de conscientização que visem tanto a população quanto os profissionais de saúde. A criação de programas educacionais pode desempenhar um papel fundamental na disseminação do conhecimento sobre os sintomas precoces dessas neoplasias, capacitando pais, cuidadores e médicos a reconhecerem sinais indicativos e encaminharem os pacientes para avaliação especializada.

Além disso, a pesquisa sublinha a importância de estratégias direcionadas para diferentes regiões do Brasil, considerando as disparidades geográficas e socioeconômicas identificadas. A região sudeste, embora mais populosa, enfrenta desafios específicos que requerem intervenções adaptadas à sua realidade, enquanto as regiões sul, norte, nordeste e centro-oeste demandam abordagens diferenciadas para enfrentar suas características particulares. A regionalização das políticas de saúde pode otimizar os recursos disponíveis e garantir que as intervenções sejam eficazes em contextos diversos, maximizando o impacto sobre a saúde pediátrica.

Em conjunto, a discussão ressalta a necessidade de um compromisso contínuo com a pesquisa, inovação e investimentos em infraestrutura médica. A busca por terapias mais eficazes, aliada a melhorias nos sistemas de triagem e diagnóstico, são peças-chave para enfrentar os desafios dos cânceres pediátricos no Brasil. A implementação de políticas de conscientização e o fortalecimento dos sistemas de saúde são passos cruciais para garantir que a população infantojuvenil receba cuidados adequados, melhorando as perspectivas de cura e sobrevida.

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4CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise epidemiológica dos cânceres pediátricos no Brasil durante o período de 2017 a 2021 forneceu insights cruciais para orientar a formulação de políticas de saúde específicas. A identificação precisa dos dados apresentados não apenas lança luz sobre a complexidade dessas neoplasias, mas também destaca a necessidade urgente de estratégias direcionadas para a população infantojuvenil.

As neoplasias, especialmente a Leucemia mieloide e o Linfoma não-Hodgkin, emergem como fatores determinantes na mortalidade infanto-juvenil. O impacto significativo dessas condições sublinha a importância de direcionar recursos e esforços para compreender a prevalência de cada uma delas. A Leucemia mieloide, com seus 16.704 óbitos, destaca-se como um desafio premente, exigindo abordagens inovadoras e investimentos em pesquisa para aprimorar as opções terapêuticas disponíveis.

A prevalência desigual entre as regiões do país, com o sudeste liderando em número de óbitos, evidencia a necessidade de intervenções regionalizadas. O desenvolvimento de políticas de saúde que considerem as peculiaridades geográficas, socioeconômicas e demográficas de cada região é essencial para abordar as disparidades e garantir a equidade no acesso aos cuidados de saúde.

A importância da identificação precoce e do acesso oportuno aos centros de referência também se destaca como um tema crítico. O elevado número de pacientes chegando em estágios avançados ressalta a necessidade de campanhas educacionais que visem à conscientização da população e dos profissionais de saúde, bem como melhorias nos sistemas de triagem e diagnóstico precoce.

Essas considerações finais reforçam a urgência de ações coordenadas e estratégias abrangentes para enfrentar os desafios impostos pelos cânceres pediátricos. A identificação da prevalência dessas neoplasias não é apenas um passo crucial para o planejamento de políticas de saúde, mas também uma oportunidade de melhorar substancialmente a sobrevida e a qualidade de vida das crianças e adolescentes afetados. O comprometimento contínuo com pesquisas, investimentos em infraestrutura médica e a implementação de programas de conscientização são fundamentais para transformar esses dados em impacto tangível na saúde da população infantojuvenil brasileira.

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5.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Brasil. SIM: Sistema de Informação sobre Mortalidade [Internet]. Versão 4.14. Brasília (DF): DATASUS. [data desconhecida] - [acesso 2023 jul]. Disponível em: 2 de agosto de 2023, de http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obt10uf.def

 

[2]  R.L. Siegel, K.D. Miller, A. Jemal. Cancer statistics, 2017. CA Cancer J Clin, 67 (1) (2017),pp. 7-30 (https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.3322/caac.21387)

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[3] Instituto Nacional de Câncer (INCA). (s.d.). Câncer Infantojuvenil. Disponível em: 2 de agosto de 2023, de https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil#:~:text=%20tumores%20mais%20frequentes%20na,os%20linfomas%20(sistema%20linf%C3%A1tico).

 

[4] Brasil. Tabnet: População Residente-Estudo de Estimativas Populacionais por Município, Idade e Sexo 2000-2021-Brasil. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?ibge/cnv/popsvsbr.def>.

 

 

www.scientificsociety.net

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