ISSN: 2595-8402
DOI: 10.5281/zenodo.8170091
Publicado em 20 de julho de 2023
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023
LOGÍSTICA NAS ORGANIZAÇÕES: UM DIFERENCIAL COMPETITIVO NA GESTÃO EMPRESARIAL
Airton Pereira da Silva Leão¹; Josué Silva Gonçalves²; José Lima Sousa Junior3; Milena da Conceição dos Santos4; João Eduardo Vale Soares5
1Universidade Federal do Maranhão, Açailândia, Brasil
2, 3, 4Faculdade Vale do Aço, Açailândia, Brasil
5Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão, Açailândia, Brasil
RESUMO
A logística está presente não só nas empresas, mas também no dia a dia de cada uma delas. Se bem-planejado e executado, reduz o custo das atividades. Por ser um assunto pouco discutido e de capital importância para a redução dos custos empresariais, contribuiu para a escolha do tema e motivou a elaboração deste artigo, que visa analisar a logística e suas aplicações, como ferramenta de gestão. A logística empresarial conecta todo o processo de aquisição, armazenamento e distribuição de materiais para atender às necessidades ou objetivos que alguém deseja alcançar. Também está relacionado com a localização, método de armazenamento, seleção de fornecedores, conceito e importância da logística, concentrando- se em fatores que influem a tomada de decisão. Por fim, a partir da análise realizada com base em estudos bibliográficos, demonstrar como a logística pode ser utilizada como ferramenta de gestão na racionalização de custos de uma organização. O objetivo deste trabalho é levantar e conceituar os tipos logística; compreender a função logística nas organizações; avaliar a importância da logística no que tange a competitividade das empresas.
Palavras-chave: Tipos de Logística; Logística e competitividade; Importância da Logística; Gestão.
1 INTRODUÇÃO
Antigamente, durante o período das grandes guerras, os generais imaginavam grandes estratégias para que suas tropas fossem abastecidas com armas, munições e alimentos, visando atacar o inimigo da melhor forma possível. Foi aí que nasceu o conceito de logística. [2] afirma que a logística inclui todas as atividades essenciais de disponibilizar bens e serviços aos consumidores quando e onde eles quiserem comprá-los. Essas atividades incluem planejamento, transporte, armazenamento, etc.
O planejamento está enquadrado na logística, buscando racionalizar as atividades, dotando a organização de fluxos de processos mais ágeis e econômicos e, por outro lado, disponibilizar aos clientes, produtos e/ou serviços da melhor forma possível e ao tempo desejado. Dessa forma, manterá os clientes fiéis por meio de um serviço superior. No planejamento, os gestores devem formular estratégias para atingir os reais objetivos da organização, isso fará com que a organização se diferencie dos concorrentes.
O planejamento logístico é essencial para a movimentação de mercadorias e armazenagem em uma empresa, porque o fluxo de informações, materiais e pessoas é organizado através da logística. Nesse contexto, a logística é uma área de negócios que envolve a escolha do melhor modal, da melhor estratégia de canal para transladar o produto desde seu ponto de origem até seu destino. A busca pela qualidade é um dos principais objetivos de uma empresa que produz com eficiência e continua atendendo às demandas dos consumidores. Isso porque os clientes exigem cada vez mais produtos de boa qualidade.
Nesse contexto, a logística é um ramo que consiste na escolha do melhor meio de transporte para transladar a maior quantidade de mercadoria ao menor custo e no menor tempo. Diante do exposto, surgiram os seguintes questionamentos: Como a logística pode contribuir para o aumento da competitividade da empresa no mercado. O objetivo geral deste estudo é mostrar com estudos de revisão de literatura como a logística pode contribuir para o aumento da competitividade da empresa no mercado.
De modo a atingir o objetivo geral, foram elaborados os seguintes objetivos específicos: levantar e conceituar os tipos logística; compreender a função logística nas organizações; avaliar a importância da Logística no que tange a competitividade das empresas. Assim, a escolha do tema se dá pela necessidade de um aprofundamento teórico sobre os conceitos sobre logística, bem como a importância da logística na gestão das empresas.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 CONCEITUAÇÃO DA LOGÍSTICA
A palavra logística tem origem francesa e é derivada do termo logistique, cuja definição é objeto de divergência entre pesquisadores e historiadores. O dicionário Larousse, por exemplo, define logística como uma parte essencial da arte da guerra, pois envolve garantir o transporte, alojamento, hospitalização e outros recursos necessários para as operações militares. A palavra logística tem sua origem no antigo grego logo, que significa razão, segundo alguns historiadores [11].
Para entender a importância da logística nas organizações, é preciso primeiro entender o que é e qual a sua finalidade. Segundo [6], a logística pode ser definida como parte essencial do processo da cadeia de suprimentos que implementa, programa e supervisiona o fluxo eficiente e eficaz e o armazenamento de bens, serviços e informações relevantes. Desde a origem até ao local de consumo, para satisfazer as necessidades dos consumidores.
Para [19], a logística é o processo de planejamento, implementação, “controle de fluxo e armazenamento eficiente de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto a fim de atender aos pré-requisitos do cliente na mesma organização.
[3] enfatiza que:
A logística tem na literatura diversas definições e significados, o que nos leva a um conjunto de terminologias para designar as áreas onde se desenvolve: transportes, distribuição, distribuição física, suprimento e distribuição, administração de materiais, operações e logística. Se associa ao estudo e administração dos fluxos de bens e serviços e da informação associada que os põe em movimento e implica tanto no suprimento físico ou administração de materiais como na distribuição física.
Portanto, as atividades logísticas são aquelas que envolvem transporte, armazenamento, armazenamento e manutenção de consumíveis, embalagem, manuseio de materiais, atendimento de pedidos, previsão de estoque, planejamento de produção, compras, atendimento ao cliente localização, controle de estoque, produção, controle de qualidade., distribuição física e segurança [20].
2.2 OS TIPOS DE LOGÍSTICA
A logística, segundo [12], é polêmica por ser uma das atividades econômicas mais antigas e um dos mais modernos conceitos de gestão. O autor comenta ainda que a prevaricação, o extrativismo, o homem traspassaram a organizar as atividades produtivas, uma produção especializada com troca dos excedentes com outros produtores, permitindo o surgimento de três funções logísticas essenciais que são: a armazenagem, o armazenamento e o transporte. Ainda de acordo com [12], a Logística também é atual, pois auxilia as organizações a se adaptarem às mudanças econômicas, como a globalização, o aumento das incertezas, a proliferação destes, os menores ciclos de vida dos produtos e as maiores exigências dos clientes, utilizando as inovações tecnológicas para gerenciar de maneira mais eficiente e eficaz as operações logísticas.
Por logística, entendemos um conjunto de métodos e meios destinados a fazer o que for necessário para entregar os produtos certos, no lugar certo, na hora combinada. A origem da palavra logística vem da língua grega que significa aptidões de cálculo e pensamento lógico. Atualmente, porém, o conceito de logística se expandiu para incluir conhecimentos de outras áreas, como engenharia, economia, mercadologia, estatística, tecnologia e recursos humanos.
Visando atender a demanda do cliente com o menor custo possível, a logística gerencia o fluxo de produtos desde os pontos de abastecimento até os pontos de consumo. Para tanto, resumem-se todas as atividades relacionadas à propriedade e circulação dos produtos nas organizações, sendo elas: Previsão de demanda; Gerenciamento de inventário; Transporte; Armazenamento; Projeto de rede de distribuição entre outros.
Com o passar dos anos, a logística se desenvolveu, indo de ações individuais para ações colaborativas. A partir disso, entendemos o conceito de logística empresarial, logística integrada e logística reversa que serão detalhadas a seguir.
2.2.1 LOGÍSTICA INTEGRADA
Como o nome sugere, representa a integração de todo o processo logístico, desde a origem dos produtos até as mãos do consumidor final. Tais processos são integrados a sistemas que aumentam a eficiência das operações de negócios e melhoraram seus resultados. O fluxo logístico, assim como as atividades gerais que o envolvem, são coordenados por meio desses sistemas inteligentes, para oferecer o melhor a um consumidor cada vez mais exigente.
A equipe de logística integrada é responsável por planejar, executar e controlar todas as etapas, isso torna o processo mais fácil e flexível. Evite falhas e aumente a eficiência. Esta é uma tarefa muito importante dadas as condições atuais do mercado.
A principal motivação para consolidar a gestão logística é o potencial de racionalização de custos operacionais e melhorias de serviços decorrentes dessa transformação. Essa afirmação de [1] é para incentivar o surgimento da logística para utilizar com frequência o ambiente de disciplina estratégica organizacional. [12] também descreve uma mudança no cenário econômico e tecnológico como o principal gatilho para a mudança no posicionamento da logística nas organizações. O cenário econômico destaca cinco fatores- chave nesse processo.
[12] também descreve uma mudança no cenário econômico e tecnológico como o principal gatilho para a mudança no posicionamento da logística nas organizações. O cenário econômico destaca cinco fatores-chave nesse processo.
1. A Globalização como fator de acesso a novos mercados, em novos locais, com complexidades logísticas distintas;
2. Aumento das incertezas econômicas, pois dado a maior amplitude do comércio e transações entre as várias nações do globo, crises locais podem espalhar-se muito rapidamente;
3. Proliferação de produtos como resposta à demanda cada vez mais especializada que agrega complexidade na distribuição, nos suprimentos, na gestão dos armazéns, potencializando a elevação dos custos;
4. Menores ciclos de vida dos produtos, pois dado o constante surgimento de novos produtos há uma tendência a abandonar o antigo. Assim, a indústria e a logística passam a ter de conviver com uma realidade de muita incerteza no momento de definir os 25.
5. E como complemento a um universo de fatores que tendem a provocar uma avalanche de complexidades adicionais, o mercado passa a ter maiores exigências de serviço, não necessariamente aceitando pagar mais por isto.
Com efeito, o mercado cria um contexto em que a logística passa a desempenhar um papel de consolidação das atividades no elo da cadeia do ótimo local ao ótimo global [12]. Porém, garantir o melhor para um elo específico da cadeia não pode garantir a eficiência de toda uma cadeia, pois um processo logístico bem estruturado em um elo não garante que a eficiência tenha sido buscada nos elos anteriores ou ulteriores. Partindo do mesmo conceito de que o ótimo local não garante o ótimo global, entendemos que a integração entre os elos da cadeia é o que pode permitir a construção da eficiência e eficácia globais.
Figura 1 – Logística Integrada
A figura acima nos mostra o conceito atual de um modelo logístico, este modelo para [23], é explicar a integração da logística como ferramenta de gestão para agregar valor às atividades de mercadologia, para que os processos logísticos tenham um nível de serviço ótimo e, ao mesmo tempo o menor custo total possível.
Segundo [9] eles afirmam que o conceito de “custo total, chave para a cadeia de Suprimentos integrada, é baseado na interação dos custos de aquisição, produção e distribuição”. Esses custos são elementos comuns em qualquer processo logístico, como equipamentos de embalagem e manuseio. Manuseio e movimentação de materiais de apoio às plantas; armazenamento e transporte. O custo determina a eficiência desejada da logística [9].
2.2.2 LOGÍSTICA REVERSA
O conceito de logística reversa é muito amplo. Como o nome sugere, somos responsáveis pelo planejamento e gerenciamento de um produto desde o momento em que chega ao consumidor até chegar à fábrica. Existem várias definições associadas a este vocábulo, algumas das quais são expostas aqui. Em [21], a logística reversa pode ser considerada a partir da otimização do fluxo reverso de informações, materiais, além dos recursos integrados de uma empresa que lida com as atividades gerenciais e operacionais, ou seja, quem está a cargo do planejamento., implantação e controle do fluxo de materiais e recursos desde sua origem até seu destino, para adequar esses materiais às necessidades do mercado, ou seja, fornecedores e consumidores.
De acordo com [14], a Logística Reversa consiste em um processo de reaproveitamento de produtos ou resíduos acabados, ou semiacabados para a produção de outros itens.
Leite [17], descreve a Logística Reversa como:
A logística reversa é a nova área da logística empresarial que se ocupa do retorno das mercadorias não consumidas e já consumidas. Como consequência de altas taxas de crescimentos de produtos com baixos ciclos de vida mercadológico e de vida útil, o retorno destes produtos, por diferentes razões, tem exigido maior envolvimento empresarial na gestão destes fluxos reversos, no mundo e recentemente no Brasil.
Caixeta Filho e Martins [5] afirmam que a Logística Reversa tem sido amplamente utilizada pelas empresas para discutir a importância dos transportes nas atividades de reciclagem e disposição de resíduos. Com isso, é possível ajudar a minimizar a quantidade de produtos e resíduos que causam danos ao meio ambiente, dando-lhes uma forma e destino adequados, o que faz com que a empresa tenha um papel mais sustentável perante o meio ambiente.
De acordo com os autores [5], o propósito é aumentar o valor da empresa por meio da sustentabilidade e da aplicação da logística reversa para lidar com as mudanças do planeta, que são uma responsabilidade de todos.
Logística reversa de pós-venda: controle o fluxo logístico correspondente aos itens de pós-venda, como produtos devolvidos sem uso ou com pouco uso. Isso pode incluir produtos defeituosos. Equívoco de ordem liquidação de vendas. São produtos que podem ter valor comercial agregado, encaminhados para reciclagem ou reaproveitamento.
Logística reversa pós-consumo: controle do fluxo físico correspondente aos bens pós-consumo, como produtos descartados pela sociedade. São coisas que ainda têm uma vida útil ou podem ser recicladas. Isso também se aplica aos resíduos industriais que voltam ao ciclo produtivo. Esses produtos podem vir de bens duráveis, por exemplo, quando um produto é desmontado, seus componentes podem ser reutilizados ou remanufaturados. Ocorrência não sejam reaproveitados, esses produtos são encaminhados para aterros sanitários ou queimados.
Logística reversa de embalagens: Embora esse tipo de logística reversa possa ser agrupada em logística reversa pós-venda e logística reversa pós-consumo. É importante ressaltar que existe uma tendência mundial de reaproveitamento de embalagens retornáveis, devido à abundância de resíduos gerados que são lançados no meio ambiente. Isso acontece devido à distribuição de embalagens em mercados cada vez mais distantes, um aumento nos custos de embalagem impacta no custo do produto final.
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2.2.3 LOGÍSTICA INDUSTRIAL
A logística industrial segundo Guereschi [14] está relacionada à “transmutação e aproveitamento do produto material, desde a matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. Para Gurgel [15] Logística industrial. “É uma atividade multidisciplinar integrada que visa a melhoria dos serviços prestados aos clientes. Aumentar a produtividade e a eficiência das operações. Esse tipo de logística está sempre relacionado ao abastecimento da empresa, trabalhando em conjunto com a produção, marketing de relacionamento, atendimento ao mercado e integração perfeita com as funcionalidades da logística de varejo. Esses são os componentes que auxiliam na produção, distribuição e manutenção. Atender às necessidades dos envolvidos no processo.
Toda empresa precisa de algum tipo de transporte, seja transportando mercadorias para um fornecedor, deslocando mercadorias entre centros de distribuição ou entregando a um cliente final, faz parte da logística comum. Mas como essa logística difere da logísticas industrial? No setor industrial, isso vai muito além do transporte. Abrange também armazenamento e distribuição interna e externa, incluindo gerenciamento de estoque, agendamento, controle de sistemas, automatização de fluxo, fornecedores, clientes e interações da indústria.
Não apenas entregar a carga ou o produto o mais rápido possível, mas sempre pensando em reduzir os custos da operação, prezando sempre pela qualidade de todo transporte, desde o carregamento, acompanhamento de toda a viagem até o destino, descarga e armazenamento, saída para distribuição. Como dito, este é um processo complexo com muitos problemas. É por isso que a otimização é tão importante.
2.2.4 LOGÍSTICA EMPRESARIAL
A logística empresarial, segundo Caixeta Filho e Martins [5], inclui diversos setores e processos, como distribuição física, gestão de materiais e insumos, transporte e transferências de materiais e produtos. Seu objetivo é garantir a disponibilidade de produtos e materiais nos mercados e locais de consumo com a máxima eficiência, agilidade e qualidade, a custos controlados.
Na opinião de Ballou [3]:
A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto e consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável [3].
É, portanto, compreensível que delas dependam como as empresas organizam as suas cadeias de abastecimento e as capacidades dos operadores e intermediários logísticos. “Significa colocar os bens ou serviços certos no lugar e tempo certos e na condição desejada, ao menor custo possível” [3].
A logística empresarial não é igual para todos. Incluindo aqueles que contribuíram para este tópico. Até agora, o domínio ainda não possui um título único que o identifica, como os setores de marketing e produção. Uma amostra dos membros do Conselho Nacional de Administração da Distribuição Física norte-americano mostrou que a área é figurada por nomes que incluem transporte, distribuição, distribuição física, suprimento e distribuição, gerenciamento de materiais, operações e logística. Embora distribuição física seja o subtítulo mais comum, neste texto a especialização é chamada de logística empresarial, por ser o subtítulo do futuro. Isso se refere tanto à entrega física quanto à distribuição física, o escopo desejado do assunto.
A logística empresarial envolve estudar e gerenciar o fluxo de bens e serviços e as informações associadas que os impulsionam. Se é possível produzir todos os bens e serviços de onde são consumidos ou se as pessoas querem viver onde estão localizadas as matérias- primas e a produção. O transporte provavelmente não é tão importante.
Mas isso não acontece na sociedade moderna. Uma região compreende a se especializar na produção de tudo o que tem vantagem econômica. Isso cria uma lacuna temporal e espacial entre matérias-primas e produção. E entre produção e consumo. A tarefa do profissional de logística é superar o tempo e as distâncias transportando mercadorias ou prestando serviços com eficiência. Ou seja, sua missão é colocar o bem ou serviço certo no lugar e na hora certa e na condição desejada, ao menor custo possível.
2.2.5 LOGÍSTICA DE TRANSPORTES
Segundo Guereschi [14] a principal função da logística de transporte é transladar produtos ou mercadorias que permitam à empresa adquirir um produto ou serviço que não está ao seu alcance, ou só estaria disponível a preço de aluno. Assim, sua função econômica é promover a integração entre empresas que produzem bens diversos. Como aponta [14], “o setor de transportes ocupa um lugar importante no processo de globalização”. Também deve ser levado em conta que:
O efeito dessas alterações se refletirá diretamente nos preços, pois um mercado central que deriva sua oferta de muitas fontes e que distribui o produto a muitos consumidores estará menos sujeito há variações extremas nos preços. Deste modo a variação de preços das mercadorias é limitada pelas fontes alternativas de oferta tornadas possíveis pela eficiência de transporte [14].
Segundo Martins [18], os parâmetros aplicados na contratação de serviços de transporte, em escala global, são a confiabilidade do serviço, no tempo de transportes e os custos logísticos, em primeiro lugar, seguidos por taxa de falha, disponibilidade de veículos / Flexibilidade de atendimento, frete e qualidade de atendimento.
2.3 A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA PARA AS EMPRESAS
A concorrência no mercado é tão grande que a aplicação bem-sucedida de uma estratégia de logística empresarial pode dar ao seu negócio uma vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Um bom plano de logística empresarial também pode beneficiar sua empresa de outras maneiras.
A logística comercial eficiente também permite um acompanhamento próximo de todos os processos, desde o armazenamento até a entrega. Com isso, a empresa consegue descobrir com mais facilidade quais são suas falhas, para poder atuar e realizar seus serviços da melhor forma possível. A eficiência e agilidade de toda a operação logística também são resultados do controle de qualidade. Graças ao processo simplificado, as cargas podem ser retrabalhadas com menos paradas e aumentando a qualidade e a acurácia das entregas.
Aplicação logística otimizada e redução de custos especialmente custos operacionais, isso pode aumentar a lucratividade do seu negócio. Graças à tecnologia e ao uso de softwares de gestão, o trabalho das diversas áreas envolvidas na logística é otimizado e cada atividade é realizada de forma estratégica para oferecer as melhores condições para o fluxo de caixa da empresa.
O desafio da logística no Brasil e no mundo vai muito além de realizar o transporte. Por muito tempo esteve condicionada à logística, tentativas práticas ao acaso, sem a adoção de um método científico e com a dificuldade de compreensão da logística e sua abrangência em toda a cadeia, oferecendo um melhor nível de lucratividade para os serviços de planejamento, organização e controle das atividades de movimentação e armazenagem, gerenciamento de estoques e materiais que tenham como objetivo facilitar o escoamento de produtos. A solução definitiva para o problema e a medição do custo de uma falha logística não são tecnicamente quantificáveis. Logística é uma questão vital. É um fato econômico que os recursos e seus consumidores estão espalhados por ampla área geográfica.
Além disso, os consumidores não moram perto, se moram, de onde os bens ou produtos estão localizados. Este é o problema da logística: cerrar a lacuna entre a produção e a demanda para que os consumidores possam obter os bens e serviços desejados no momento, local e sob as condições físicas desejadas. Em uma economia livre, a tarefa dos empresários é fornecer os serviços logísticos necessários. No entanto, as empresas operam em um ambiente em constante mudança devido aos desenvolvimentos tecnológicos, às mudanças econômicas e legais e à disponibilidade de recursos. Assim, a filosofia de administração evolui ao longo do tempo, para se adequar novas exigências de desempenho empresarial, representando assim uma nova visão empresarial, ou seja, uma nova ordem de coisas.
Compreender os desafios permanentes de ambas (logística e cadeia), resolver os problemas e determinantes últimos, com o objetivo de atender com eficácia as necessidades em um determinado momento e/ou local, é o principal objetivo da logística. Nunca se falou tanto em logística, ou a falta dela, aqui no Brasil, principalmente os custos que interferem nas operações de produção, venda ou entrega de determinados produtos, por exemplo. Temos reparado uma série de fatores que sinalizam altos custos de produção e descarte devido ao transporte ruim ou mesmo inexistência. Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da TIGERLOG Consultoria e Treinamento em Logística Ltda (2012) disse:
“Apenas com as não conformidades em transportes, as empresas estão tendo sobre custos ao redor de 15% a 21% das despesas normais com fretes (reentregas, devoluções, avarias, roubos, etc), entre outros o mau aproveitamento cúbico do espaço disponível que normalmente se situa ao redor de 25% do espaço total. ”
No entanto, segundo TIGERLOG, constatamos que existem muitos problemas que aumentam o valor dos produtos na cadeia produtiva. Todos esses custos, como atrasos no recebimento de mercadorias e perda de entrega de MP e/ou MO; defeito de fabricação, espaço de armazenamento; devoluções; embalagens excessivas, etc., muitas vezes resultam em empresas incapazes de operar e empresas que vão à bancarrota.
Um plano logístico bem elaborado acabará reduzindo os riscos de problemas, graças aos seus planos de ação dentro do sistema logístico, bem como ao uso de ferramentas de gestão logística. Os operadores podem avaliar suas capacitâncias logísticas, ou seja, sua capacitância de superar seus concorrentes em termos de entrega aos clientes, custos de produção mais baixos, eficiência na troca de informações e comunicação, etc.
Segundo Ballou [2], a relevância da logística está diretamente relacionada aos custos associados às atividades. Os principais fatores que fazemos custos logísticos aumentarem, são: o aumento da competição internacional, as mudanças populacionais, o aumento da escassez de recursos e aumento da atratividade do trabalho no Terceiro Cosmo.
O aumento do comércio internacional sinaliza que a especialização da mão de obra continua ocorrendo globalmente. Os desafios logísticos decorrentes dessas movimentações internacionais devem ser resolvidos. Como esses problemas podem ser resolvidos, todos podem se beneficiar de produtos de maior qualidade a um custo menor. Grandes esforços já foram feitos para desenvolver sistemas logísticos mais eficientes.
Ainda há muito a ser feito para alcançar o nível adequado de eficiência e eficácia na aquisição e distribuição globais, bem como nas economias nacionais. À medida que aumenta o número de empresas que atuam no mercado oferecendo os mesmos produtos ou serviços, a escala de competitividade aumenta exponencialmente e, em decorrência desse fator, os clientes passam a exigir mais qualidade e maiores benefícios para adquiri-los.
Giacobo, Estrada e Ceretta [13] esclarecem ser fundamental estabelecer as atividades de logística reversa de forma clara e objetiva, isso levará a decompor o processo como fonte de vantagem competitiva, e não como um simples centro de custos para a empresa/negócios. Resende [22] observou que uma das formas de manter os clientes fiéis aos seus fornecedores é por meio da logística reversa. Um exemplo apresentado pelo autor diz que, ao dar um feedback imediato ao cliente e fazer as devidas substituições de um produto ou serviço que se revelou defeituoso, o fornecedor encanta, atrai (novos clientes) e, consequentemente, dificulta a vida de seus clientes.
Em tempos de globalização e alta competitividade empresarial, a logística é, sem dúvida, o maior diferencial na gestão administrativa da atualidade. Alguns autores apontam que o ideal é fornecer ao consumidor o produto certo, na hora certa, no lugar certo, ou seja, atender aos caprichos ou necessidades das pessoas. Assim, a logística exige que a atitude de gestão dos processos seja no sentido da integração com a adoção de soluções simples e/ou tecnologicamente viáveis, adequadas ao contexto real, independentemente do nível de investimento aplicado às diferentes infraestruturas necessários à circulação de bens e serviços.
De acordo com Chistopher [8], a logística é quase única em sua capacidade de influir as percepções dos clientes sobre os benefícios e o custo total de propriedade necessária para obter o produto-serviço.
O modo com que a logística deveria estar sendo aplicada nas organizações parece de importância essencial na determinação do grau de competitividade destas que dão formação a uma cadeia produtiva que, por sua vez, forma a competitividade de um conjunto de cadeias produtivas, e, consequentemente, de um conjunto de organizações, corporações, instituições públicas e privadas e cadeias produtivas, atuantes e determinantes da competitividade de uma região e/ou país [8].
Outro fator enquadrado no contexto da logística integrada é a obtenção de informações gerenciais confiáveis para a tomada de decisões, o que também tem gerado problemas de alto impacto. Essas questões dizem respeito ao mau uso das tecnologias de informação disponíveis, seu desenho e implementação, em geral, não atendendo aos pré- requisitos básicos de conectividade, relação custo/benefício, necessidade de serviços, quantidade, qualidade de atualizações e cooperação entre componentes.
Além da questão da informação gerencial, o aspecto relevante a se considerar também foi a falta de aplicação de técnicos de gestão como gestão participativa, planejamento, administração estratégica, conjectura das restrições e outras, que muitas vezes são implementadas nas empresas, mas desafiando a visão sistêmica e integradora de toda a cadeia produtiva que demanda logística.
A aquisição de grande importância na gestão logística, pois tem um papel importante na satisfação do cliente em termos de qualidade e preço do produto. Aquisição é o processo de aquisição de materiais, equipamentos ou serviços, incluindo a seleção de fornecedores. A compra não custa apenas dinheiro em termos do valor do produto adquirido.
A logística hoje abarca todas as atividades estudadas pela movimentação de materiais. Historicamente, as empresas não gerenciam o fluxo de produtos de fornecedores ou fontes de matéria-prima.
Com uma realidade totalmente oposta, as empresas cabem a necessidade de agregar valor ao seu produto por meio da melhoria dos níveis de serviço. Eles tiveram que reduzir custos e aumentar a qualidade do produto já que os consumidores de hoje são muito exigentes [4].
2.4 LOGÍSTICA E COMPETITIVIDADE
Os parágrafos seguintes referem-se aos estudos de Ferraz, Kupfer e Haguenauer [10], que analisam a competitividade no contexto do modelo de competição dominante no mercado e na economia mundial. Considerando que a concorrência é uma necessidade inegável, todas as empresas procuram se destacar dos seus concorrentes para conquistar e manter clientes, especialmente após a globalização e as mudanças do perfil dos clientes, que se tornam cada vez mais conhecedores e exigentes.
Esta situação obriga as empresas a serem criativas, ágeis e flexíveis com ênfase na qualidade e confiabilidade. As conjecturas de ganho de vantagem competitiva afirmam que isso deve ser o mais permanente possível e claramente visível aos olhos dos clientes, e dá à empresa uma posição única sobre seus concorrentes. O que essas abordagens têm em comum é produzir com menor custo, agregar mais valor e atender com mais eficácia às necessidades de nichos de mercado específicos.
Segundo esses autores, a competitividade pode ser medida pelo desempenho e pela eficiência. O desempenho demonstra a competitividade de uma organização por meio de sua participação em mercados domésticos ou internacionais. "Punição das atividades produtivos, comerciais e de marketing realizadas pela empresa. Desempenho é uma medida de competitividade. Porque mede a capacidade de uma empresa de converter recursos em produtos que geram os maiores retornos.
No entanto, nem a produtividade, nem a eficiência descrevem a essência da competitividade, visto que é um indicador de resultado constante. Nessa perspectiva, os autores definem competitividade como a "[...] capacidade da empresa de formular e implementar estratégias competitivas que lhe permitam expandir ou manter, de forma sustentável, uma posição sustentável no mercado” [10].
A definição acima destaca que a competitividade de uma empresa depende dos padrões competitivos que prevalecem em seu mercado. Ou seja, uma estratégia competitiva deve levar em consideração os principais fatores de sucesso de uma empresa naquele mercado. No contexto empresarial, a competitividade inclui quatro áreas de atuação: gestão, inovação, produção e recursos humanos. A formação contínua nestas incompetências básicas deve ser a estratégia para garantir o desempenho e a sustentabilidade da sua posição no mercado.
Aprendizado contínuo e diferenciação resulta em melhoria contínua de vários fatores importantes. Dentre eles, destacam-se a força de trabalho, os métodos. as informações, o ambiente, o sistema de gestão e outros fatores que interferem nas habilidades das organizações. Assim, a capacidade alcançada em determinado momento depende das estratégias desenvolvidas e implementadas no passado. Consequentemente, o sucesso de uma organização está relacionado à estabilidade do processo de inovação a fim de evitar a obsolescência da competência.
Coronado [7] menciona:
“A vantagem competitiva não pode ser compreendida olhando-se para uma empresa como um todo. Ela deriva das muitas atividades discretas que uma firma desempenha projetando, produzindo, comercializando, entregando e apoiando seu produto. Cada uma dessas atividades pode contribuir para a posição de custo relativo da empresa e criar a base para a diferenciação. A cadeia de valor desdobra a empresa em suas atividades estrategicamente relevantes, para compreender o comportamento dos custos e as fontes de diferenciação existentes ou potenciais. Uma empresa ganha vantagem competitiva executando estas atividades estrategicamente importantes de maneira mais barata ou, melhor do que seus concorrentes [7].”
A logística deve ser aplicada para obter vantagem competitiva, entregando o produto certo, na quantidade certa, no lugar certo, na hora certa, nas condições certos, para o cliente certo, a um preço justo, obtendo assim eficiência e eficiência nos processos. Aplicando o conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos. As organizações conseguem ser mais ágeis e ágeis que seus concorrentes por meio de planejamento estratégico colaborativo e compartilhamento de riscos. Isso resulta em redução de custos e flexibilidade no lançamento de novos produtos.
A logística é considerada uma das formas distintas das organizações receber vantagem competitiva, pois significa reduzir custos, aumentar o valor para o cliente, maximizar a rentabilidade, ou seja, obter vantagem competitiva. A globalização da economia aumentou muito a importância dos serviços logísticos, uma vez que os custos logísticos relacionados ao transporte figuram grande parte do custo total das mercadorias comercializadas nos mercados interno e externo. Empresas globais estão constantemente buscando configurações mais econômicas para suas cadeias de produção. Deve haver uma estratégia que melhore a relação entre custos logísticos e vendas [2].
Nessa perspectiva, a formulação de uma estratégia depende de uma análise profunda e abrangente dos fatores que afetam a competitividade em um determinado mercado. Isso porque predominam diversos fatores importantes que determinam o padrão de concorrência vigente em cada mercado.
Consequentemente, as estratégias de desenvolvimento de capacidades só serão eficazes se transportar em conta as diferenças no ambiente competitivo. O padrão competitivo dominante em um determinado ambiente é próprio para cada setor da estrutura produtiva e pode mudar ao longo do tempo devido à volatilidade dos fatores competitivos globais, demandando ajustes constantes nas estratégias competitivas.
2.4.1 LOGÍSTICA VOLTADA AO CLIENTE
Com esta abordagem, foi necessário realizar um trabalho orientado para o cliente que é tratado como um aspecto da competitividade, ganhando cada vez mais importância nas empresas. Os clientes estão cada vez mais exigindo que os fornecedores remetidos o que desejam imediatamente. Isso obriga as empresas a oferecer acesso mais barato aos seus clientes. E buscando incessantemente tecnologia e fidelização de clientes [16].
A satisfação do cliente com o produto depende da gestão do fluxo de materiais e informações ao longo da cadeia de abastecimento, ou seja, se o produto não estiver completo ou se a entrega atrasar, existe o risco de toda a cadeia de abastecimento ficar comprometida, o que gera o risco de perder o cliente para um concorrente que executa melhor a tarefa logística [16].
Acredita-se que com o tempo fica cada vez mais difícil conquistar um cliente fiel para a marca ou produto. Isso porque os clientes pressionam bastante as empresas antes de comprar um produto, pois pesquisam preço, características do produto, qualidade, garantia e assistência técnica, nível de serviço e tudo que atenda suas necessidades da melhor forma possível, compelindo as empresas a adotarem sistemas que captam o cliente fazendo com que os produtos e serviços oferecidos satisfazem plenamente, satisfazendo necessidades e apetites. Continua empenhado em edificar a confiança entre os clientes e a empresa. Os clientes contribuem cada vez mais para o desenvolvimento da logística nas empresas por exigir produtos de qualidade, a bom preço, no prazo desejado e com tecnologia de ponta.
A logística e a mercadologia trabalham juntos no relacionamento empresa-cliente para ajudar as empresas a delinear o perfil de seus segmentos e avaliar a atratividade desses segmentos para a organização. O marketing é cabido como uma filosofia que encapsula as atividades que ocorrem em uma rede logística. Clientes satisfeitos são considerados a única fonte de lucro, crescimento e segurança para a empresa. Na verdade, a logística é o planejamento e as decisões relacionadas a como realizá-lo.
Primeiro, segmentando o mercado subdividindo grupos de clientes com necessidades diferentes. Para delinear o perfil de seus segmentos, predigo a atratividade desses segmentos para sua organização, defina as diferenças de sua organização e ajude a diferenciá-lo de seus concorrentes. A logística é de grande importância na tomada de decisões sobre mercado, produtos, distribuição e promoções, a fim de chegar ao produto certo, no lugar e na hora certa. A logística é projetada para apoiar a colocação de produtos no mercado e isso requer logística e marketing bem integrados, o que requer o desenvolvimento e implementação de práticas que orientem o atendimento ao cliente. Existem três categorias de atendimento ao cliente.
2.4.1.1 Pré-transação (antes da venda) que se refere ao atendimento ao cliente antes de uma transação. Resultando de um planejamento para garantir que as transações que continuam por vir ocorram facilmente conforme as necessidades e exigências do cliente. Exemplos: Política escrita de atendimento ao cliente, acessibilidade para com o cliente, estrutura organizacional e flexibilidade do sistema de logística às necessidades especiais dos clientes.
2.4.1.2 Transação (durante a venda) disponibilidade de elementos diretamente envolvidos na distribuição física do produto na hora certa e no lugar certo. Exemplos: tempo de ciclo de pedidos, disponibilidade do estoque e taxa de porcentagem de pedidos plenamente atendidos dentro do tempo previsto.
2.4.1.3 Pós-transação (depois da venda) os clientes necessitam de outros serviços ou produtos do fornecedor, sendo necessários para solucionar problemas encontrados durante o uso do produto, serve como método de aumentar a renda de uma empresa. Exemplo: disponibilidade de peças sobressalentes, rapidez no atendimento a chamadas de reparos e reclamações do cliente consideradas como oportunidades de melhorias no processo logístico [16].
É importante destacar que um dos momentos mais agradáveis para os clientes é receber a mercadoria no prazo ou até antes e em boas condições. Para isso acontecer, muitas atividades precisam ser desenvolvidas de forma eficaz. Por exemplo, os pedidos dos clientes devem ser informados imediatamente para que o gerente possa separar o produto do estoque e prepará-lo para envio ao cliente ou a um centro de distribuição. O gerenciamento de pedidos e estoque garante que os produtos solicitados sejam enviados.
Antes disso, o estoque precisa ser bem administrado para atender a todos os níveis de demanda. Os produtos devem ser armazenados profissionalmente com risco mínimo de perda, outros cuidados necessários para garantir a satisfação do cliente referem-se ao uso de embalagem adequada e armazenamento adequado no veículo de transporte. As rotas devem ser cuidadosamente planejadas, visando a segurança da carga e pontualidade na entrega.
3 METODOLOGIA
O tipo de pesquisa realizada neste trabalho foi de Revisão de Literatura, na qual foram consultados livros, teses e artigos científicos selecionados por meio de busca nas seguintes bases de dados: Scielo, Google Acadêmico, artigos publicados. As palavras-chave de busca são: importância da Logística; Tipos de Logística; Logística e competitividade; gestão.
Para a referenciação das obras serão respeitados os seguintes critérios: disponibilidade total dos equipamentos Disponibilização de documentos em português e inglês; a capacidade do material em atender aos objetivos da obra em questão; artigos gerados a partir de revisões da literatura existente.
A pesquisa bibliográfica é o estudo ou exame de trabalhos já publicados sobre o assunto que irão nortear o trabalho científico, a partir daí será realizado o estudo e análise da literatura, a interpretação e elaboração do trabalho redigido que deve ser realizado a partir de o confronto de ideias de vários autores sobre o assunto alternando ideias concordantes e discordantes.
As análises das literaturas serviram para coletar informações, evidências, hipóteses e indicadores para sustentar as argumentações e correlações existentes no objeto de estudo.
A maioria das pesquisas bibliográficas é realizada em ambiente acadêmico e visa agilizar e aprimorar o conhecimento por meio do estudo científico de trabalhos publicados.
A pesquisa científica inicia-se com a pesquisa bibliográfica, na qual o pesquisador busca trabalhos previamente publicados relevantes para o conhecimento e análise do tema problema da pesquisa a ser realizada. Isso nos ajuda desde o início, pois é feito para identificar se já existe um trabalho científico sobre o tema da investigação a ser realizada, cooperar na escolha do problema e de um método adequado, tudo isso é possível com base em trabalhos já editados.
4 DESENVOLVIMENTO E DISCUSSÃO
Nos últimos tempos, a logística tornou-se uma ferramenta que, quando bem utilizada, proporciona à empresa uma vantagem competitiva e, consequentemente, uma maior participação no mercado onde somente os inovadores e ousados podem atingir plenamente seus objetivos. Além de estar conectado com a agilidade com que você manuseia, armazena, movimenta, compra, você controlará seus produtos e reduzirá seus custos.
No geral, este estudo mostrou que, com relação ao desempenho geral do negócio, a logística existe para permitir que o estoque tenha as vantagens desejadas de posse, tempo e localização com o menor custo total. Em outras palavras, uma empresa não tem nada para vender se nem sempre consegue atender às demandas de tempo e lugar. Isso requer que o escopo funcional da logística seja integrado para atingir os objetivos de negócios.
A maioria das empresas procura enfatizar a importância da logística e do atendimento ao cliente para o sucesso de suas estratégias em um futuro próximo. É necessário especificar o nível de compromisso com o serviço básico que pretendemos dar aos clientes em termos de disponibilidade, desempenho operacional e confiabilidade para todos os clientes.
Embora hoje em dia as empresas atribuem grande importância aos sistemas voltados para a logística, a qualidade percebida não corresponde a esse nível de importância. Existe uma grande oportunidade de melhorar e implementar sistemas para atender o domínio logístico das empresas.
A sua utilidade não se limita ao anterior, concentra-se atualmente em como juntar a tudo isto as necessidades dos clientes, que podem ser diferenciadas, querem para reposição do estoque regulador, quer para produção imediata ou para satisfazer um pedido especial. O consumidor, nesse ponto de vista estão ligados à satisfação de quem tem papel fundamental no processo de mercadologia, oferecendo à empresa a perspectiva de aumentar o faturamento e as margens de lucro.
A logística é cada vez mais estudada e até lançada como pós-graduação, oferecida pela escola Superior de Ciências Empresariais (instituto Politécnico de Setúbal) em Portugal, sendo uma das poucas neste país. Os recursos dos serviços logísticos podem ser aplicados em diferentes filiais da empresa e é isso que lhes dá maior importância para serem utilizáveis por todos.
O conceito de logística integrada mostra com mais clareza como esse processo torna a pontualidade na entrega um fator de grande atenção aos clientes, pois é por meio dela que são realizadas atividades como informação, transporte, estoque, armazenagem, movimentação, entre outras. Que são fatores que garantem que a mercadoria seja remetida ao cliente no local e horário exatos. É importante destacar que a logística é um dos fatores que nos permite atender às necessidades dos clientes e oferecendo produtos a preços atrativos, melhorando a logística integrada e organizando todas as suas atividades.
Diante dos estudos foi possível identificar que a logística desempenha um papel vital dentro de qualquer organização para ajudar a empresa a se manter no mercado e ser uma ferramenta competitiva, obtendo operações velozes, com flexibilidade e com o menor custo possível. Para aumentar o nível de serviço e a satisfação do cliente a logística é fundamental, pois disponibiliza o produto no local e na hora desejados.
A logística eficaz pode fornecer uma vantagem competitiva significativa para as empresas. A capacidade de entregar produtos rapidamente aos clientes, atender prazos de entrega mais curtos e oferecer opções flexíveis de transporte pode diferenciar uma empresa no mercado.
Além disso, uma logística eficiente permite que as empresas reduzam custos operacionais e, potencialmente, ofereçam preços mais competitivos. O objetivo deste estudo é mostrar os diferentes conceitos da logística, bem como sua a importância em sentido amplo, que inclui tanto as esferas internas quanto externas, a ser integrada ao sistema de gestão da empresa.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A logística está presente até no simples ato de sair de casa para comprar no supermercado, pois nesse ato é utilizado um transporte para chegar ao local da compra, a mercadoria é comprada e na volta para casa, um transporte. Ao regressar a casa as compras são armazenadas num local já designado, que no caso da logística é considerado um armazém, sendo o consumo destes bens especificado conforme as necessidades da família.
Quando bem planejada, a logística é uma ferramenta para gerenciar até mesmo as atividades do dia a dia, como já medido no parágrafo anterior, ela está sempre presente e quando bem gerenciada pode ajudar a reduzir os gastos mensais. Para obter economia de custos deve- se planejar todas as suas compras mensais. De modo que possa determinar períodos para serem feitas estas aquisições de acordo com a necessidade, determinando os fornecedores mais viáveis, o que não quer dizer que é o mais barato, pois também envolvem o tempo gasto, o transporte e a qualidade dos produtos a adquirir.
Em empresas ter logística é ainda mais importante. Independentemente do tipo de negócio e tamanho da empresa. Disponibilizar a logística como ferramenta de gestão em uma empresa pode levar a menores custos operacionais. Isso afetará diretamente o preço do produto ou serviço, satisfação do cliente e o mais importante, aumentar os lucros da empresa.
A gestão logística funciona como uma ferramenta que auxilia as empresas a atingir suas metas e objetivos em termos de redução de custos e aumento de lucros com a satisfação do cliente. Para que esta ferramenta traga resultados positivos. As organizações precisam integrar os processos de negócios em toda a cadeia de suprimentos. Essa cadeia sincroniza a seleção de fornecedores, aquisição de produtos, armazenamento, níveis de estoque e distribuição física de produtos semiacabados ou parados e as deita à disposição de seus clientes.
Como a logística é a união do gerenciamento de materiais e sua distribuição física, deve- se fazer um trabalho que ponha o cliente em primeiro lugar. Os clientes são muito exigentes com os fornecedores, exigem produtos mais baratos, pontuais e de boa qualidade, o que cada vez mais difícil atraí-los e satisfazê-los, pois, são fiéis à marca ou aos produtos. A gestão logística faz com que uma empresa atraia seus clientes oferecendo seus produtos ou serviços para satisfazer seus clientes. Para isso, a logística anda de mãos dadas com o marketing, reunindo informações sobre as necessidades dos clientes por meio do atendimento e pós-venda, gerando informações sobre o perfil dos clientes e sua satisfação. Também ajuda a definir o mercado para os produtos, distribuição e promoções de uma empresa e a alcançar o produto certo, o produto certo, no local desejado, em quantidade suficiente, com a qualidade desejada e no prazo.
Tendo realizado este trabalho sobre um tema muito interessante para as organizações, propõe que para melhorar os resultados, como ferramenta de gestão, a logística deve ser processada de forma integrada, para que não haver transferência de responsabilidades e custos nas atividades de aquisição, armazenamento e distribuição, ou seja, atividades logísticas.
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