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ISSN: 2595-8402

Journal DOI: 10.61411/rsc31879

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL

Prevalência de síndrome dos ovários policísticos no Brasil e suas repercussões

Isabela Simão Dias Chaves1; Ellen Karoline Conceição de Lacerda2; Isabela Rodrigues Esteves3; Jéssica Laís Da Silva Alcântara4; Laryssa Sobral Alves5; Maria Cecília Miranda Castro6; Sabrina Almeida Barcelos7; Thayssa Rodrigues Tavares8; Pedro Afonso Barreto Ferreira9

 

Como Citar:

CHAVES; Isabela Simão Dias, DE LACERDA; Ellen Karoline Conceição, ESTEVES; Isabela Rodrigues et al. Prevalência de síndrome dos ovários policísticos no Brasil e suas repercussões ​​ Revista Sociedade Científica, vol.7, n. 1, p.1027-1041, 2024.

https://doi.org/10.61411/rsc202430517

 

DOI: 10.61411/rsc202430517

 

Área do conhecimento: Ciências da Saúde

 

Palavras-chaves: ​​ ndrome de Stein-Leventhal, síndrome metabólica, polycistic ovary syndrome.

 

Publicado: 22 de fevereiro de 2024

Resumo

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a desordem endócrina crônica mais comum nas mulheres em sua fase reprodutiva (SOARES et al, 2012). Essa possui, inclusive, uma grande variedade de manifestações clínicas, o que, aliada a multietiologia dessa condição, gera certo desconhecimento acerca dos fatores que podem interferir na prevalência dessa condição. ​​ Realizou-se uma revisão integrativa na base de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed) em ​​ maio de 2023. A estratégia PICO (STERN et al, 2014) e a PRISMA 2020 (PAGE et al, 2022) auxiliaram a metodologia. Selecionaram-se 7 artigos conforme critérios de inclusão e exclusão. Evidenciou-se, portanto, que o aumento na prevalência desse quadro associa-se, principalmente, ao aumento de condições clínicas agravantes, como as síndromes metabólicas (SM). Outrossim, sabe-se que essa condição associa-se a comportamentos de risco, como o sedentarismo (STEEMBURGO et al, 2007). Conclui-se, então, que a existência de hábitos de risco hodiernos relaciona-se com a prevalência desse quadro metabólico. Assim, apesar de esclarecedor, esse estudo é limitado, exigindo maiores pesquisas acerca do assunto com propósito de evidência.

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1Introdução

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que consiste em um distúrbio hormonal de etiologia mista, destaca-se como uma das desordens endócrinas crônicas mais comuns em mulheres na fase reprodutiva, sendo prevalente em 6% a 16% nessa população1. Apesar de comum, ainda há muito para se discutir e entender a respeito da fisiopatologia, suas repercussões orgânicas, fatores desencadeantes e de sua conduta diagnóstica2.

Assim, é importante ressaltar que a etiopatogenia da SOP é multifatorial e tais fatores não são completamente elucidados. Entretanto, dentre os principais fatores de risco associados a essa condição, destaca-se a obesidade, que ocorre entre 30% a 70% das pacientes diagnosticadas com essa patologia, mostrando-se, então, como fator influenciador, mas não necessário para o desenvolvimento dessa síndrome3. Assim, há diversos outros possíveis fatores associados ao desenvolvimento desse quadro clínico, tais quais a existência de componentes genéticos predisponentes, fatores ambientais e comportamentais - dieta e atividade física - e distúrbios metabólicos herdados, como a diabetes mellitus tipo 24.

O quadro clínico é, portanto, variável, porém, os seguintes sinais e sintomas são típicos dessa síndrome: menstruação irregular, obesidade e desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Dessa forma, o diagnóstico mostra-se impreciso e de exclusão, sendo o Consenso de Rotterdam o mais amplamente usado na prática clínica para critérios diagnósticos de SOP, sendo eles: hiperandrogenismo clínico e/ou laboratorial, oligo-amenorreia e critérios ultrassonográficos, sendo necessária a presença de pelo menos 2 dos 3 critérios, porém nenhum deles é obrigatório2.

Nesse sentido, cabe ressaltar que o caráter sindrômico dessa condição pode impactar em diversas áreas da vida de suas pacientes, citando-se, assim, alterações hormonais que podem causar dificuldade na concepção e fertilidade5, além de elevar o risco de complicações ​​ gestacionais - como a diabetes gestacional e a hipertensão6. Já quanto à saúde emocional, destaca-se o desenvolvimento ou piora de quadros de depressão e ansiedade7.

Entretanto, é sabido que se carece de publicações com olhar de incidência acerca dessa patologia, já que sua primeira descrição ocorreu há poucas décadas, em 1935, por Stein e Leventhal1, e que posteriormente foi sendo ampliada por diversos pesquisadores, os quais foram adicionando o caráter de síndrome ao quadro de ovários policísticos. Nesse sentido, o acompanhamento de casos de incidências torna-se precário e imprevisto, em números, porém, clinicamente, é mais frequente, abrangendo atualmente de 5% a 21% de todas as mulheres em idade reprodutiva¹. Todavia, esse aumento de casos pode ser demonstrado pelo aumento de fatores e comportamentos de risco, além das condições metabólicas supracitadas e das condições clínicas de diagnóstico.

A associação entre o aumento dos fatores e comportamentos de risco dessa patologia e o aumento de casos clínicos de Síndrome dos Ovários Policísticos, mostra-se, portanto, de essencial aprofundamento. Para isso, essa revisão de literatura objetiva averiguar quais os aspectos relacionados ao aumento da prevalência da Síndrome dos Ovários Policísticos no Brasil, o que será feito a partir da busca de fatores e comportamentos para o desenvolvimento ​​ dessa condição.

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2. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa, com dados gerados entre os dias 18 a 30 de maio de 2023 na base de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed). Isso só foi possível pelo usufruto de Descritores em Ciências da Saúde (DECs) e Medical Subject Heading (MeSH), além de operadores booleanos. Dessa forma, houve a elaboração da seguinte pergunta norteadora por meio da estratégia PICO8, no que se refere a: P = mulheres ; I = síndrome dos ovários policísticos; C = fatores e comportamentos de risco, O = aumento de incidência e prevalência; “Quais fatores e comportamentos de risco estão relacionados ao aumento da incidência e prevalência da síndrome dos ovários policísticos nas mulheres?”. A estratégia de combinação de operadores booleanos e descritores, então, resultou nos seguintes termos de pesquisa “polycystic ovary syndrome AND incidence OR prevalence AND Brazil” e “polycystic ovary syndrome AND Brazil AND prevalence AND risk factors”.

Por fim, para a seleção dos estudos seguiram-se as seguintes etapas: leitura de títulos e resumos; leitura dos artigos na íntegra e descrição de resultados, conforme se observa no seguinte fluxograma (figura 1), elaborado conforme a estratégia PRISMA 20209. Estabeleceram-se critérios de inclusão, tais quais: artigos publicados nos últimos 5 anos (2018-2023); publicações nos idiomas: português, inglês e espanhol; publicações disponibilizadas por inteiro na base de dados e; estudos realizados no Brasil. Foram excluídos relatos de caso e/ou série de casos; publicações antigas e; documentos que não atendiam à pergunta da pesquisa proposta, sendo estes critérios utilizados para seleção das publicações para essa revisão com o intuito de orientar a escolha dos estudos.

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3.Desenvolvimento e discussão

A aplicação da metodologia citada resultou em 114 artigos. Após a remoção de ​​ duplicatas, publicações fora do tempo aceitável nos critérios de inclusão e tipos de estudo inaceitáveis, porém, obtiveram-se 42 registros. Após a leitura de títulos e resumos desses, restaram 23 publicações, das quais se analisou critérios como: língua de publicação, registros condizentes com os objetivos deste trabalho e local de realização do estudo. Foram, por fim, selecionados 7 registros para compor o escopo de resultados dessa revisão (tabela 1).

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Tabela 1 – Dados coletados dos estudos incluídos na revisão

Estudo

Título

Autor/ano

Tipo de estudo

Objetivo

Variável analisada

Desfecho

1

O papel do índice de adiposidade visceral como preditor de síndrome metabólica em mulheres obesas e não obesas com síndrome dos ovários policísticos

de Medeiros et al., 2021

Estudo observacional transversal

Compreender a relação do índice de adiposidade visceral com a síndrome metabólica e síndrome dos ovários policísticos

Índice de adiposidade visceral e SOP

A prevalência de síndrome metabólica é maior em mulheres com SOP com obesidade e o índice de adiposidade visceral foi o preditor mais forte de síndrome metabólica em mulheres com SOP obesas e não obesas

2

Comparison os metabolic and obesity biomarkers between adolescent and adult women with polycystic ovary syndrome

de Medeiros et al., 2021

Estudo observacional

Comparar biomarcadores metabólicos e de obesidade entre mulheres com SOP

Biomarcadores metabólicos

A maior parte dos biomarcadores de alteração no metabolismo da glicose foi semelhante entre adolescentes e adultas com SOP. Porém, ​​ a síndrome metabólica ocorre com menos frequência nas adolescentes

3

Evaluation of circulating microRNA profiles in Brazilian women with polycystic ovary syndrome

De Nardo Maffazioli G et al, 2022

Estudo transversal

Avaliar o papel do microRNA circulante na fisiopatologia da SOP

MicroRNA circulante

Há a presença de microRNA circulante em mulheres brasileiras com SOP. Isso pode ser uma opção para diagnóstico diferencial de SOP futuramente

4

Dietary intake, body composition and metabolic parameters in women with polycystic ovary syndrome

Cunha NBD et al., 2019

Caso controle

Avaliar a alimentação e analisar a associação com o metabolismo de mulheres com SOP

Ingestão alimentar

Não há diferenças significativas na ingestão alimentar de mulheres com e sem SOP. Entretanto, observou-se que uma alimentação com quantidade adequada de fibras contribui para o metabolismo mais adequado de glicose em mulheres com SOP, além de, possivelmente ​​ contribuir para a prevenção de doenças crônicas

5

ACC/AHA 2017 definition ou high blood pressure: implications for women with polycystic ovary syndrome

MarchetanLB et al., 2019

Estudo transversal

Avaliar a associação de marcadores de resistência à insulina, índice de massa corporal, idade e níveis de andrógenos com hipertensão arterial sistêmica na SOP e determinar riscos

Anormalidades metabólicas

Mulheres portadoras de SOP que possuem HAS costumam estar no estágio 1, sendo necessário apenas mudanças no estilo de vida para evitar a evolução de comorbidades

6

The prevalence of metabolic syndrome in different phenotypes of polycystic ovarian syndrome

Tavares A et al., 2019

Estudo transversal

Avaliar a prevalência da síndrome metabólica nos fenótipos da síndrome dos ovários policísticos

Síndrome metabólica nos fenótipos da SOP

Mulheres portadoras de SOP apresentam maior circunferência abdominal e maior chance de desenvolver SM

7

Association between insulin resistance and cardiovascular risk factors in polycystic ovary syndrome

Wanderley MDS et al., 2018

Estudo transversal

Analisar a associação entre os métodos de avaliação da resistência à insulina e pressão arterial, parâmetros antropométricos em pacientes com SOP

Parâmetros antropométricos em pacientes com SOP

Pacientes portadoras de SOP obesas possuem maior prevalência de resistência à insulina do que se comparadas a mulheres com IMC normal

Como resultado dessa busca, informações relevantes foram obtidas advindas de 7 dos artigos encontrados (E1, E2, E3, E4, E5, E6, E7) acerca da medicina dessa síndrome. Percebe-se, assim, um esclarecimento quanto ao aumento de incidência desse quadro patológico quando associado a fatores de saúde prévios. Isso se explica pela condição sindrômica da SOP que, acredita-se que se origina de aspectos genéticos e fatores ambientais2.

Devido a sua característica sindrômica, porém, existe uma heterogeneidade fenotípica desse quadro, o que também pode decorrer de diversas combinações pré-existentes no organismo do indivíduo, que podem se mostrar como condições de piora ou melhora em cada critério. Exemplo disso é a resistência insulínica (RI) pré-existente, que pode acarretar em um mau prognóstico fenotipicamente com o surgimento dessa patologia, conforme demonstrado por 6 dos estudos incluídos (E1, E2, E4, E5, E6, E7). No que concerne à RI, destaca-se, também, o papel do estresse oxidativo, que contribui para um estado inflamatório que é favorável à essa resistência.

Isso porque, sabe-se que essa condição possui parte relevante na etiopatogenia da SOP, visto que a hiperinsulinemia decorre de uma resistência insulínica ovariana, o que acarreta em um aumento da secreção androgênica pela adrenal aliada a uma inibição do hormônio SHBG (sex hormone-binding globulin) pelo fígado - deixando os androgênios secretados biologicamente livres. A atresia ovariana causada pela hiperinsulinemia favorece, então, a formação de cistos e a supressão da ovulação.

Nesse contexto, nota-se a alta prevalência de distúrbios metabólicos (33,6%) em mulheres com SOP. Isso pode ser observado, por exemplo, na apresentação de maiores níveis de glicose sanguínea em mulheres com SOP quando comparadas às que não possuem a síndrome (p=0,015), além do aumento da resistência à insulina (39,6% a 55,0%) e da intolerância à glicose (7,2% a 28,1%), conforme comprovado pela totalidade dos estudos selecionados. Ademais, a obesidade foi identificada em 40% das mulheres com SOP, o que reforça a relação dessa síndrome com alterações no metabolismo, visto que, aumento da pressão arterial, anormalidades antropométricas e marcadores do metabolismo de glicose foram mais observadas em mulheres obesas.

O estudo E1, por exemplo, buscou associações antropométricas entre as mulheres diagnosticadas com SOP com o objetivo de revelar fatores preditores. Assim, revelou-se que a obesidade foi encontrada em 40% das participantes do grupo. Além disso, o índice de adiposidade visceral (VAI) mostrou-se como um marcador preditor de ​​ conforme apontam 6 dos estudos (E2, E3, E4, E5, E6, E7). O registro de número 2, inclusive, descarta a ideia de que essa condição não é influenciada pelo avançar dos anos.

Além disso, devido ao fator comportamental associado às SM, há alguns fatores protetores existentes, tal como uma dieta regulada13. O estudo E4, por exemplo, esclarece que dietas com maior quantidade de fibras, menor quantidade de gorduras saturadas e colesterol estão associados com uma menor progressão de sobrepeso, obesidade e dislipidemias, o que, correlacionando-se com pacientes diagnósticas com SOP, apresentam um melhor fenótipo. Destaca-se, ainda, que a dieta possui o poder de frear o avanço dessas síndromes e de adiar seu desenvolvimento, com maior relevância da dieta rica em fibras, frutas e vegetais. Devido, portanto, aos diversos aspectos incluídos na fisiopatologia da SOP, torna-se possível fazer uma associação entre esses agentes e a alta prevalência dessa patologia hodiernamente. Somente no que concerne às síndromes metabólicas, por exemplo, percebe-se uma prevalência no Brasil de 38,4%14, sendo os componentes de circunferência da cintura elevada e colesterol alto os mais preponderantes. Além disso, aspectos como idade avançada e baixa escolaridade foram mostrados como fatores relevantes para aumento da prevalência.

Ademais, histórica e generalizadamente, percebe-se uma maior prevalência de patologias - e de SM - em populações de menor renda, fator associado principalmente a comportamentos sedentários e hábitos alimentares15. Assim, torna-se perceptível pela análise de estudo o aumento da prevalência e incidência de doenças base para a SOP16, o que se estende para o maior desenvolvimento desse quadro patológico no público feminino.

No que concerne aos aspectos genéticos e epigenéticos, sabe-se que eles derivam de uma regulação da síntese, de uma potência de ação e regulação de andrógenos, de um quadro de resistência insulínica e de uma regulação de processos inflamatórios, destacadamente via microRNAs. Outrossim, estudos demonstram a importância dos microRNAs - pedaços de RNA não codificante associados ao controle de expressão genética - para essa patologia17. Isso porque esses nucleotídeos são de grande influência na regulação metabólica do organismo, conforme se vê na hiperexpressão de microRNAs associados a reguladores de esteroides, sinalização de insulina e gênese folicular, concordante, assim, com a fisiopatologia desse quadro, conforme dito no registro E3.

Esse aumento, todavia, é meramente causal, visto que o que se percebe majoritariamente é uma escassez de dados epidemiológicos acerca da SOP. Um dos poucos estudos de prevalência nacional foi realizado em Salvador em 2012, observando-se uma prevalência de 8,5%18. Além de esse ser um registro limitado, devido aos aspectos metodológicos limitados ao atendimento em um posto de saúde da capital baiana, é também isolado no que concerne à epidemiologia brasileira da Síndrome dos Ovários Policísticos, representando, assim, uma limitação informacional e também de continuidade.

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4.Considerações finais

Com base na pesquisa realizada, evidenciou-se a relação de fatores ambientais e genéticos com a SOP, seja devido a influência dos hábitos de vida no desenvolvimento da doença ou ao papel dos nucleotídeos na regulação metabólica do organismo. Isso aparenta ser uma justificativa plausível para o aumento da prevalência desse quadro endócrino, apesar de mais pesquisas acerca dessa associação serem necessárias. Observou-se também que o prognóstico da doença está associado majoritariamente a distúrbios metabólicos, especialmente, o de lipídios e o de carboidratos, elevando de forma drástica, assim, o risco de síndrome metabólica. Além disso, as síndromes metabólicas também podem se comportar como um fator de risco para a síndrome dos ovários policísticos, possuindo ​​ relações duais com essa condição.

Ademais, tendo em vista que a SOP ocasiona dificuldades na concepção e fertilidade, complicações na gravidez e distúrbios emocionais - tais como estresse, ansiedade, diminuição  ​​​​ da autoestima e depressão - percebe-se como o aumento de sua prevalência, no Brasil, traz importantes repercussões para a qualidade de vida das mulheres e para o sistema de saúde como um todo. Por isso, é fundamental que os profissionais de saúde estejam bem capacitados para abordar essa condição de forma holística, considerando tanto os aspectos médicos quanto os psicológicos, a fim de fornecer um cuidado adequado. Isso porque com o aumento da conscientização e informações sobre essa condição e suas repercussões, pode-se melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas, além de reduzir o impacto ​​ socioeconômico dessa condição e promover a saúde e o bem-estar.

 Fica evidente, então, a importância de se investir em pesquisas científicas que busquem elucidar as causas subjacentes dessa síndrome, bem como programas de conscientização e educação para profissionais de saúde e para a população em geral. Além disso, o acesso a tratamentos eficazes, como terapias medicamentosas e mudanças no estilo de vida, deve ser facilitado, garantindo uma abordagem personalizada e multidisciplinar.

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5.Declaração de direitos

O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.

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