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ISSN: 2595-8402

DOI: https://doi.org/10.61411/rsc31879

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025

 

ARTIGO ORIGINAL

Tecnologia da informação na assistência à saúde: uma análise dos benefícios e desafios para a segurança do paciente e a atuação profissional

Kauã Arruda Machado1; Christiane Martins de Vasconcellos Silveira2

 

Como Citar:

MACHADO, Kauã Arruda; SILVEIRA, Christiane Martins de Vasconcellos. Tecnologia da informação na assistência à saúde: uma análise dos benefícios e desafios para a segurança do paciente e a atuação profissional. Revista Sociedade Científica, vol. 8, n. 1, p. 2135-2147, 2025. https://doi.org/10.61411/rsc2025112718

 

DOI: 10.61411/rsc2025112718

 

Área do conhecimento:

Interdisciplinar

Sub-área:

Ciência da Computação

 

Palavras-chaves: Tecnologia da Informação em Saúde; Telemedicina; Segurança do Paciente; LGPD; Interoperabilidade.

 

Publicado: 31 de outubro de 2025

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Resumo

Este estudo analisa os impactos da tecnologia da informação na assistência à saúde, com foco nos benefícios, desafios e implicações de sua implementação. A partir de uma revisão integrativa da literatura, foram identificados avanços expressivos, como a redução de erros de prescrição e administração, ampliação do acesso via telemedicina e melhoria na gestão dos dados clínicos. Entretanto, persistem entraves relacionados à interoperabilidade dos sistemas, à resistência de profissionais de saúde e à inclusão digital dos usuários. Destaca-se também a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na governança das informações em saúde. Conclui-se que o uso eficaz das tecnologias requer ações articuladas entre gestores, profissionais e formuladores de políticas públicas.

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Information technology in healthcare: an analysis of the benefits and challenges for patient safety and professional performance

 

Abstract

This article analyzes the impacts of information technology on healthcare, focusing on the benefits, challenges, and implications of its implementation. Based on an integrative literature review, significant advances were identified, such as the reduction of prescription and administration errors, increased access via telemedicine, and improved clinical data management. However, obstacles persist related to system interoperability, resistance from healthcare professionals, and the digital inclusion of users. The importance of the General Data Protection Law (GDPL) in health information governance is also highlighted. The conclusion is that effective use of technologies requires coordinated actions among managers, professionals, and public policymakers.

Keywords: Health Information Technology; Telemedicine; Patient Safety; GDPL; Interoperability.

 

    • Introdução

 Com o avanço acelerado das Tecnologias da Informação (TI), o setor da saúde tem vivenciado uma transformação significativa e contínua na forma como os serviços são organizados, gerenciados e ofertados à população. Esse processo de digitalização afeta diretamente todos os níveis da atenção à saúde, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade [1.]. A incorporação de ferramentas tecnológicas como os prontuários eletrônicos do paciente, a telemedicina, os sistemas de suporte à decisão clínica, a inteligência artificial e o uso de Big Data na saúde têm promovido mudanças profundas, influenciando a qualidade da assistência prestada, a segurança do paciente, a tomada de decisão clínica e a eficiência operacional dos serviços [1.].

Essas inovações permitem, por exemplo, ao acesso mais rápido e seguro às informações clínicas, a padronização de condutas baseadas em evidências, a integração entre diferentes níveis de atenção e a personalização do cuidado por meio da análise de grandes volumes de dados [2.]. A telemedicina, por sua vez, possibilita a ampliação do acesso à saúde em regiões remotas e o acompanhamento contínuo de pacientes com doenças crônicas, promovendo um cuidado mais resolutivo e humanizado [2.].

Entretanto, apesar dos diversos benefícios observados, a implementação efetiva dessas tecnologias enfrenta inúmeros desafios que podem comprometer seus resultados positivos. Entre eles, destacam-se a falta de infraestrutura tecnológica adequada em muitas unidades de saúde, a carência de capacitação técnica dos profissionais, a resistência cultural à adoção de novas ferramentas, as dificuldades relacionadas à interoperabilidade entre sistemas e as preocupações com a privacidade e segurança das informações dos pacientes [3.]. A ausência de políticas públicas bem estruturadas para regulamentar e fomentar o uso racional e ético dessas tecnologias também é um obstáculo a ser enfrentado [3.].

Segundo a Organização Mundial da Saúde, sistemas de informação bem estruturados são fundamentais para a melhoria da qualidade da assistência e para a promoção da segurança dos pacientes, uma vez que possibilitam o registro adequado de dados, o monitoramento de indicadores e a avaliação contínua dos processos de cuidado [4.].

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que o uso do prontuário eletrônico já é realidade em mais de 87% das unidades públicas, com quase a totalidade disponibilizando de acesso à internet, evidenciando uma tendência nacional de digitalização e modernização dos serviços [5.]. No entanto, a literatura especializada ressalta que ainda existem diversas lacunas a serem enfrentadas, especialmente no que se refere à interoperabilidade entre os sistemas, à capacitação e adesão dos profissionais, à governança da informação e à proteção dos dados sensíveis dos usuários [6.].

Diante desse contexto, o presente artigo questiona de que forma a implementação da TI influencia a qualidade da assistência à saúde, a segurança do paciente e a otimização dos processos nos serviços de saúde e apresenta como objetivo geral analisar, através de uma revisão integrativa, os impactos da tecnologia da informação na assistência à saúde, com ênfase nos seus benefícios, desafios e implicações para os diversos atores envolvidos no cuidado, incluindo profissionais de saúde, pacientes, gestores e formuladores de políticas públicas.

A escolha do tema se justifica pela crescente digitalização dos serviços de saúde e pela necessidade de compreender, de maneira crítica e aprofundada, os impactos dessa transformação no cotidiano dos profissionais, gestores e usuários. A relevância do estudo apresenta-se sob múltiplas perspectivas [7.].

Do ponto de vista técnico, destaca-se a busca por soluções inovadoras que contribuam para o aperfeiçoamento da gestão dos serviços e da prática clínica [8.]. Do ponto de vista científico, este trabalho pretende contribuir com a ampliação do conhecimento sobre o uso de tecnologias digitais na saúde, suas implicações e suas limitações [8.]. Já na esfera social, o tema é de grande importância por envolver diretamente a ampliação do acesso e da qualidade da assistência, sobretudo em contextos marcados pela escassez de recursos humanos, financeiros e estruturais [8.].

 

    • Referencial teórico

A tecnologia da informação aplicada à saúde, conhecida como eHealth, tem promovido mudanças significativas na gestão e na oferta dos serviços de saúde, ampliando as possibilidades de diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico [9.]. Essa área abrange um conjunto de soluções digitais, como os sistemas de registro eletrônico de saúde, telemedicina, aplicativos de monitoramento remoto, inteligência artificial e Big Data, que visam aumentar a eficiência, a qualidade do atendimento e a segurança do paciente [9.].

Segundo o Ministério da Saúde [5.], entre as tecnologias destacadas, os sistemas de prontuários eletrônicos (SPE) vêm sendo amplamente adotados por unidades de saúde públicas e privadas, permitindo o registro organizado, preciso e acessível das informações clínicas dos pacientes. Ainda de acordo com a entidade, a digitalização dos prontuários melhora a continuidade do cuidado, reduz duplicações de exames e facilita o compartilhamento de dados entre profissionais da saúde, promovendo uma abordagem centrada no paciente.

De acordo com o Ministério da Saúde [10.], a telemedicina tornou-se uma ferramenta indispensável, sobretudo durante a pandemia da COVID-19, ao viabilizar atendimentos médicos à distância, garantindo a continuidade da assistência sem exposição ao risco de contágio. Contribui para reduzir filas, aumentar o alcance de especialidades e otimizar recursos, beneficiando especialmente populações de áreas remotas.

Os sistemas de suporte à decisão clínica (SSDC) são outra inovação fundamental e segundo Lemes e Lemos [11.], essas ferramentas oferecem recomendações baseadas em protocolos clínicos e evidências científicas, auxiliando os profissionais na tomada de decisão. Para Almeida e Mendes [1.] os SSDCs ajudam a prevenir eventos adversos, aumentam a precisão diagnóstica e promovem o uso racional de recursos, sendo especialmente úteis em ambientes de alta complexidade, como emergências e UTIs.

Lemes e Lemos [11.] também citam o papel da Inteligência Artificial (IA) e o uso de Big Data, os quais vêm sendo aplicados em diversas áreas da saúde, desde o diagnóstico por imagem até a predição de desfechos clínicos e o gerenciamento populacional. Conforme relata Oliveira et al. [12.], algoritmos de aprendizado de máquina permitem analisar grandes volumes de dados clínicos, identificando padrões que orientam decisões mais eficazes e personalizadas.

 

    • Metodologia

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo revisão integrativa da literatura. A escolha desse método justifica-se pela intenção de compreender e analisar, por meio da literatura científica, quais os principais impactos da tecnologia da informação na assistência à saúde, considerando seus benefícios, desafios e implicações para os diferentes atores envolvidos no processo de cuidado.

A pesquisa foi realizada por meio de levantamento nas bases de dados científicas SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Os descritores utilizados incluíram: "tecnologia da informação", "assistência à saúde", "prontuário eletrônico", "telemedicina", "inteligência artificial na saúde", e "segurança do paciente". Foram selecionados 28 artigos publicados entre 2018 e 2024, em português e inglês, que abordam diretamente os efeitos da adoção de tecnologias digitais no setor da saúde.

Os critérios de inclusão envolveram estudos com enfoque em saúde pública ou hospitalar, com evidências sobre a eficácia, limitações e implicações do uso de ferramentas tecnológicas na prática assistencial. Foram excluídos artigos repetidos, estudos fora do escopo do tema ou com abordagem meramente técnica sem conexão com a assistência. Após a triagem, sete artigos foram selecionados para análise.

A análise dos dados foi feita por meio da técnica de análise de conteúdo, o que permitiu a identificação de categorias temáticas relacionadas aos benefícios, desafios e impactos da tecnologia da informação no setor da saúde.

 

    • Desenvolvimento e discussão

Durante a análise dos estudos selecionados, três dimensões principais emergiram quanto aos impactos da tecnologia da informação na assistência à saúde. Em primeiro lugar, os sistemas eletrônicos voltados à medicação, como registros eletrônicos de saúde (EHR) e prescrições computadorizadas (CPOE), revelaram forte efeito na redução de erros.

A metanálise de Gates et al. [13.], com 18 estudos, indicou queda de 23% nos erros de administração (Risco Relativo (RR) 0,77; Intervalo de Confiança (IC) 95% 0,72–0,83), embora não tenha ocorrido impacto estatisticamente significativo em danos clínicos (RR 1,22; IC95% 0,18 – 8,38). O trabalho de Roumeliotis et al. [14.], com 38 estudos, apontou redução de 76% nos erros de prescrição (RR 0,24; IC95% 0,13 – 0,46) e 83% nos erros de dosagem (RR 0,17; IC95% 0,08 – 0,38). Analisaram também, a implementação da reconciliação eletrônica de medicamentos, a qual demonstrou-se eficaz na redução de discrepâncias relacionadas à prescrição, administração e uso de fármacos, promovendo maior segurança no processo de medicação. Essa estratégia foi responsável por uma redução de aproximadamente 45% nas discrepâncias identificadas durante o processo de reconciliação medicamentosa (RR 0,55; IC95% 0,51–0,58), sobretudo nas omissões (RR 0,20; IC95% 0,06–0,66). Tais dados corroboram o papel da TI na padronização de processos e na rastreabilidade das informações clínicas, contribuindo para a segurança do paciente e evitando eventos adversos. A redução dos erros de administração e de prescrição, apontada por ambos os estudos, evidencia avanços substanciais decorrentes da adoção de sistemas informatizados, como os registros eletrônicos de saúde (EHR) e a entrada computadorizada de pedidos (CPOE). A queda de 76% nos erros de prescrição e de 83% nos erros de dosagem ilustra uma melhora estrutural na prática clínica, refletindo diretamente na qualidade da assistência. ​​ 

Embora os estudos indiquem um impacto positivo na prevenção de erros, ainda são limitadas as evidências que relacionam diretamente essas intervenções à redução de mortalidade ou tempo de internação, indicando a necessidade de novas investigações com desfechos clínicos mais robustos. Esses achados reforçam evidências de que a TI pode contribuir decisivamente para a segurança e qualidade do cuidado, ainda que o impacto direto em desfechos clínicos mais amplos seja menos evidente.

Em segundo lugar, o uso da telemedicina e de serviços remotos mostrou-se promissor na expansão do acesso aos cuidados, especialmente para pacientes com doenças crônicas. Rezende et al. [15.], em meta-análise, demonstraram benefícios em condições clínicas e reabilitação de adultos e idosos, embora a qualidade de vida tenha se mantido similar aos cuidados convencionais. Em um estudo brasileiro recente, Padilha et al. [16.] revelaram que um modelo teleassistido durante a pandemia reduziu em 18% as hospitalizações por síndrome gripal (Razão de chances (Odds Ratio, OR) 0,82; IC95% 0,71–0,94), sem impactar a mortalidade. No contexto do SUS, os autores evidenciaram que as teleconsultas para diabéticos custam 7,7% menos para o paciente, embora apresentem custo 4,5% superior para o sistema, sugerindo potencial econômico em escala. Tais resultados apontam para uma contribuição expressiva no acesso ao cuidado, especialmente para populações com doenças crônicas ou em regiões remotas. O modelo teleassistido implementado no contexto da pandemia demonstrou redução nas hospitalizações por síndromes gripais, além de benefícios econômicos diretos, como a redução de custos para os pacientes diabéticos. Entretanto, a economia gerada para o sistema ainda é modesta, e os custos adicionais da implementação tecnológica devem ser considerados em análises de custo-efetividade mais abrangentes.

A avaliação de acessibilidade como apontado por Vasconcelos et al. [17.], mostrou obstáculos ligados à inclusão digital, como analfabetismo tecnológico e infraestrutura precária e a exclusão de populações vulneráveis, o que compromete a equidade no acesso. Esses fatores reforçam a urgência de políticas públicas que promovam inclusão digital, capacitação profissional e distribuição equitativa de recursos tecnológicos. A telemedicina emerge como estratégia eficaz em ampliar o acesso e reduzir custos, desde que sejam enfrentadas as disparidades digitais.

Por fim, verificaram-se obstáculos estruturais e humanos relevantes. Segundo Moreno [18.], a fragmentação dos sistemas, com baixa interoperabilidade, ainda impede o fluxo contínuo de informações entre unidades, comprometendo a eficiência da assistência à saúde. A fragmentação dos sistemas de informação compromete a continuidade do cuidado e dificulta a integração dos dados ao longo da rede assistencial. A inexistência de protocolos padronizados e plataformas compatíveis entre os diferentes níveis de atenção representa um entrave à consolidação da saúde digital. Nesse contexto, a interoperabilidade não é apenas uma questão técnica, mas uma condição essencial para a efetividade e sustentabilidade das ações de saúde baseadas em tecnologia.

Além da fragmentação do sistema, Gonçalves e Werner [19.] e Kim [20.] relataram uma certa resistência dos profissionais, seja por falta de familiaridade ou receios com privacidade. Esses achados reforçam a necessidade de programas contínuos de qualificação profissional e de estratégias de engajamento que considerem os fluxos de trabalho reais dos serviços. Ainda segundo os autores, a implementação da LGPD trouxe avanços regulatórios, mas ainda se observa déficit na governança de dados, especialmente em serviços públicos com infraestrutura limitada. A LGPD configura um marco regulatório fundamental. Embora a LGPD tenha estabelecido diretrizes importantes para a proteção da privacidade e da confidencialidade das informações em saúde, sua implementação prática ainda enfrenta desafios, sobretudo no setor público, marcado pela escassez de infraestrutura e de recursos humanos qualificados [19.,21.]. A governança de dados, portanto, precisa ser fortalecida por meio de estratégias normativas, operacionais e educativas que assegurem o uso ético e seguro da informação em saúde.

Observa-se que a tecnologia da informação fomenta avanços expressivos na segurança do paciente e na ampliação do acesso aos serviços de saúde. No entanto, tais ganhos dependem de esforços concomitantes em infraestrutura, integração de sistemas, capacitação profissional e governança de dados, para que seus benefícios sejam efetivados de forma consistente e sustentável.

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    • Considerações finais

A implementação da Tecnologia da Informação na assistência à saúde representa um avanço significativo na busca por um sistema mais eficaz, seguro e acessível. Trata-se de uma transformação estrutural com potencial para reconfigurar a organização dos serviços, a gestão dos processos assistenciais e a própria relação entre profissionais de saúde e pacientes.

Os resultados demonstraram diversos benefícios expressivos na aplicação da TI na qualidade da assistência à saúde, na segurança do paciente e na otimização dos processos dos serviços de saúde. Constatou-se a redução de erros de medicação por meio do uso de sistemas eletrônicos de prescrição, reconciliação medicamentosa e apoio à decisão clínica. Ferramentas como a telemedicina e o monitoramento remoto de pacientes com doenças crônicas ampliaram o acesso aos serviços, especialmente em regiões remotas, contribuindo para a continuidade do cuidado e, em alguns casos, para a redução de hospitalizações. A utilização de prontuários eletrônicos e sistemas interoperáveis tem favorecido a agilidade na comunicação entre os diferentes pontos da rede, a rastreabilidade das ações assistenciais e o fortalecimento da vigilância em saúde. Ademais, tecnologias como Big Data e Inteligência Artificial vêm sendo aplicadas à análise preditiva de riscos, ao suporte à decisão clínica e à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

Contudo, alguns desafios permanecem relevantes, como a fragmentação dos sistemas, a ausência de padronização na coleta e registro de dados, a carência de infraestrutura digital e as desigualdades no acesso à conectividade que ainda limitam a efetiva integração entre os serviços. Soma-se a isso a resistência de parte dos profissionais à adoção de novas ferramentas, muitas vezes associada à insuficiente capacitação técnica e a experiências anteriores negativas com implementações conduzidas de forma equivocada.

Nesse cenário, torna-se essencial investir na formação e capacitação continuada dos profissionais, promovendo não apenas habilidades técnicas, mas também o desenvolvimento de uma cultura de inovação, colaboração e uso ético da informação. Da mesma forma, a proteção dos dados sensíveis dos usuários deve ser assegurada, conforme a LGPD, garantindo a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações em saúde. Além disso, a integração entre os sistemas de informação e a adoção de estratégias de interoperabilidade são imprescindíveis para que as tecnologias efetivamente promovam uma assistência mais resolutiva, segura e centrada nas necessidades do usuário.

Em síntese, a transformação digital na saúde deve ser entendida como um projeto coletivo e contínuo, que requer articulação entre gestores, profissionais, usuários e formuladores de políticas públicas, com o objetivo de garantir que os avanços tecnológicos estejam sempre a serviço da equidade, da qualidade e da humanização do cuidado.

 

    • Declaração de direitos

 Os autores declaram ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade dos) autores, e não possuem direitos autorais reservados a terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declaram respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou autoplágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.

 

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1

Universidade de Vassouras, Campus Maricá, Maricá, Brasil. Email:

2

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Email:

 


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