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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
Journal DOI: 10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL
O papel do enfermeiro no manejo da dor crônica em pacientes paliativos
Eduarda de Abreu Fortes 1; Kimberly dos Santos Pacífico 2; Yasmin dos Santos Gonçalves 3;Patrícia Farias⁴
Como Citar:
FORTES, Eduarda de Abreu; PACÍFICO, Kimberly dos Santos; GONÇALVES, Yasmin dos Santos et al.O papel do enfermeiro no manejo da dor crônica em pacientes paliativos. Revista Sociedade Científica, vol.7, n. 1, p.5325-5336, 2024.
https://doi.org/10.61411/rsc202482717
Área do conhecimento: Ciência da Saúde.
Palavras-chaves: Cuidados Paliativos, Enfermagem, Dor Crônica, Assistência de Enfermagem.
Publicado: 10 de novembro de 2024.
Resumo
Compreender através da busca em base de dados científicos as ações e dificuldades do enfermeiro e as intervenções de enfermagem utilizadas no manejo da dor crônica em pacientes paliativos. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados LILACS, PubMed e BDENF. Foram incluídos artigos em português e inglês publicados de 2019 a 2024, que continham os descritores e/ou palavras-chave pertinentes ao tema. Dos 1.501 artigos encontrados em pesquisa na BVS, 1.215 foram na PUBMED/MEDLINE, 158 na BDENF e 128 na LILACS. Após exclusão de artigos duplicados, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos com objetivo de selecionar os estudos que respondem à questão do artigo. A amostra final resultou em 6 artigos. O papel do enfermeiro nesse contexto transcende a administração de medicamentos. A compreensão das necessidades individuais de cada paciente, aliada a uma abordagem humanizada, é fundamental para promover o bem-estar e a qualidade de vida. Apesar desses profissionais serem cruciais na promoção de cuidados humanizados, diversos desafios impedem os de exercer suas funções de forma plena. A falta de recursos, a sobrecarga de trabalho e a necessidade de qualificação contínua são apenas alguns exemplos.
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The role of the nurse in the management of chronic pain in palliative patients
Abstract
To understand, through a database search, the actions and difficulties of nurses and the nursing interventions used in the management of chronic pain in palliative care patients. An integrative literature review was conducted, searching the LILACS, PubMed, and BDENF databases. Articles in Portuguese and English published from 2019 to 2024 were included, containing descriptors and/or keywords relevant to the topic. Of the 1,501 articles found in the search on the Virtual Health Library (VHL), 1,215 were on MEDLINE, 158 on BDENF, and 128 on LILACS. After excluding duplicate articles, the titles and abstracts were read to select those that could answer the research question. The final sample consisted of 6 articles. The role of the nurse in this context transcends medication administration. Understanding the individual needs of each patient, combined with a humanized approach, is essential to promote well-being and quality of life. Although these professionals are crucial in promoting humanized care, several challenges prevent them from fully performing their functions. Lack of resources, workload, and the need for continuous qualification are just a few examples.
Keywords: Palliative Care, Nursing, Chronic Pain, Nursing Care.
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1. Introdução
Os cuidados paliativos foram definidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1990 e reafirmados em 2002 como “uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e suas famílias que estão enfrentando problemas associados a doenças fatais, previne e alivia o sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas, sejam físicos, psicossociais ou espirituais”.1
O movimento moderno pelos cuidados paliativos é amplamente atribuído a Cicely Saunders, uma enfermeira, médica e assistente social inglesa que, na década de 1960, fundou o St. Christopher's Hospice em Londres. Este hospital foi pioneiro no atendimento integral a pacientes em fase terminal, oferecendo uma abordagem revolucionária para os cuidados do fim de vida. Saunders defendia que os profissionais de saúde precisavam não apenas libertar os pacientes da dor, mas também saber como ficar em silêncio, ouvir e estar presente, integrando a arte e a ciência dos cuidados paliativos.1-2
O primeiro Serviço de Cuidados Paliativos no Brasil foi oficialmente inaugurado em 1991, no Instituto Nacional de Câncer (INCA). A OMS, ciente da necessidade de uma abordagem abrangente e sensível, publicou em 1986 uma série de princípios que orientam a atuação das equipes multiprofissionais em cuidados paliativos. Um desses princípios destacava a importância do manejo da dor, afirmando: "promover o alívio da dor e outros sintomas desagradáveis".2
O enfermeiro desempenha um papel crucial no controle da dor crônica em pacientes paliativos, sendo responsável pela avaliação diagnóstica, intervenções de enfermagem, monitoramento dos resultados do tratamento e comunicação das informações sobre a dor do paciente dentro da equipe de saúde. Tendo assim, influência significativa na melhoria do cuidado na fase terminal.1-3
É importante ressaltar que o profissional enfermeiro também passa por desafios que afetam a própria saúde e consequentemente a qualidade da assistência, um exemplo é a perda de pacientes que apresentam o desfecho óbito, apesar da morte nessa área da saúde ser "cotidiana", podem gerar sofrimento para os profissionais atuantes. Sendo fundamental investir na formação, no apoio emocional e no reconhecimento desses profissionais.3
Nesse contexto, surge uma questão fundamental: Qual a ação e a dificuldade do enfermeiro no manejo da dor crônica em pacientes paliativos? Com o objetivo de compreender através da busca em base de dados quais são as ações, dificuldades e as intervenções de enfermagem utilizadas no manejo da dor crônica nestes pacientes. Tendo como objetivos específicos identificar as principais técnicas e ferramentas utilizadas pelos enfermeiros para a avaliação da dor crônica em pacientes paliativos, como também examinar as técnicas não-farmacológicas que podem oferecer alívio adicional e melhorar o bem-estar geral dos pacientes.
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2. Metodologia
O presente artigo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzido por meio da coleta de dados em artigos científicos relacionados ao tema. Foi realizado um levantamento bibliográfico com foco na atuação do profissional enfermeiro no cuidado com a dor crônica de pacientes paliativos. O presente estudo foi desenvolvido seguindo algumas etapas: estabelecimento da pergunta norteadora, estipulação dos critérios de inclusão e exclusão, pesquisa na literatura, análise temática do conteúdo dos artigos, e por fim, a exposição e discussão dos resultados. Na primeira fase, para uma apresentação detalhada do conhecimento sobre o assunto, formulou-se a questão norteadora, o objetivo geral e específicos do estudo. Durante a segunda fase, estabeleceram-se os critérios de busca, inclusão e exclusão a serem utilizados: artigos publicados na íntegra, publicados nos últimos cinco anos que abordem a temática, originais, disponíveis no período de 2019 a 2024 e no idioma português e inglês. Os critérios de exclusão utilizados foram: artigos publicados fora do recorte temporal, teses e dissertações. A pesquisa foi realizada no período de agosto de 2024 até setembro de 2024, foram encontrados um total de 1.501 artigos inicialmente. A busca dos artigos se deu nas seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Ciências da Saúde abrangência mundial (PubMed/MEDLINE) e Base de dados de Enfermagem (BDENF). Utilizaram-se os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DeCs): “Cuidados Paliativos”, “Enfermagem de Cuidados Paliativos na Terminalidade da Vida” e “Dor Crônica”. Após a leitura na íntegra concluiu-se a análise de resultados e a análise de conteúdos e por fim apresentou-se a discussão dos resultados. Essa etapa foi realizada após a leitura dos artigos, selecionando os mais relevantes para o estudo.
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3. Resultados
Dos 1.501 artigos encontrados em pesquisa na BVS, 1.215 foram na MEDLINE, 158 na BDENF e 128 na LILACS. Após exclusão de artigos duplicados, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos com objetivo de selecionar aqueles que pudessem vir a responder à questão norteadora. A partir desta seleção foi realizada à leitura de 20 artigos na íntegra. A amostra final resultou em 6 artigos. Após essa etapa, para a organização e melhor entendimento dos artigos utilizados foi construído pelas pesquisadoras um instrumento contendo os seguintes itens: título do artigo; autores, nome do periódico, ano e conclusão, conforme quadro 1.
Quadro 1 - Descrição dos estudos incluídos no período de agosto a setembro de 2024.
ID | Título | Autores | Periódico/Ano | Conclusão |
1 | Dificuldades vivenciadas pelos profissionais de enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos | Gisele da Silva1, Fátima Helena Cecchetto2 | Revista Enfermagem UFPI / 2019. | Através desta pesquisa, foi possível conhecer e compreender as principais dificuldades encontradas pelos profissionais da enfermagem, no atendimento do paciente em cuidados paliativos. A análise dos dados revela que entre as dificuldades encontradas estão: situações estressantes, formação profissional deficiente, estrutura limitada de recursos humanos, desafios para assistir a família e as dificuldades para implementar os cuidados paliativos. |
2 | Experiências de enfermeiros no fornecimento de tratamento não farmacológico da dor em cuidados paliativos: um estudo qualitativo | Muleya Munkombwe MSC BSW1, Kerstin Petersson2 |Carina Elgán3 | J Clin Nursings / 2020. | Este estudo mostrou claramente que os enfermeiros veem a relação enfermeiro-paciente como central e crucial para o sucesso da terapia não farmacológica da dorgestão e para o conhecimento único sobre o que facilitará uma dor individual do paciente mais. Ao construir e sustentar relações terapêuticas capazes com os pacientes, o enfermeiro pode considerar a diversidade das necessidades dos pacientes, incorporar outras pessoas significativas, atendimento ao paciente e refletir a existência de barreiras para melhorar o gerenciamento do dor para cada paciente individual.
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3 | Atuação da enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos: uma revisão integrativa | Nascimento, M. F. S., Silva, L. S. R., Soares, L, M., Santos.A. S., Tavares, R. S.A., Silva, D. V | Revista Nursing / 2021. | Este estudo proporcionou a identificação de algumas dificuldades e das características associadas a atuação da enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos; vinculado ao déficit de conhecimento e falta de incentivo. |
4 | Aspectos históricos no manejo da dor em cuidados paliativos em uma unidade de referência oncológica | Paiva FP, Santos TCF, Aperibense PGGS, Martins GCS, Ennes LD, Almeida Filho AJ | Revista BrasileiraEnferm / 2021 | A humanização no cuidado e o fortalecimento da relação interpessoal, aspectos importantes para a qualidade da assistência, envolvem medidas farmacológicas e não farmacológicas. Dentre essas últimas, estavam: O Dia do Pet, quando era permitida a presença de animais para visitar os pacientes internados; sessões mensais de música para os pacientes, com apresentação de harpistas, flautistas. Além disso, cada andar de enfermaria foi pintado de uma cor diferente para maior bemestar dos pacientes e familiares. |
5 | Uma revisão integrativa para identificar como os enfermeiros que atuam em unidades de internação de cuidados paliativos especializados defendem os valores da enfermagem. | Moran, S1; Bailey, M2; Doody, O3. | BMC Palliat Care, / (2021) | Existe a necessidade de enfermeiros que trabalham em unidades de cuidados paliativos especializados para articular, documentar e auditar como eles incorporam os valores da enfermagem em sua prática. Isso é essencial não apenas para o futuro da enfermagem paliativa dentro de unidades de cuidados paliativos especializados e de cuidados paliativos, mas também para o futuro dos próprios cuidados paliativos. Para tornar visíveis os valores da enfermagem, mais educação e pesquisa baseadas na prática são necessárias. |
6 | Papel e contribuição do enfermeiro no cuidado de pacientes com necessidades de cuidados paliativos: uma revisão de escopo | Sue Moran1, Maria E. Bailey 2, Owen Doody3. | Revista PloS One / 2024. | Enfermeiros em cuidados paliativos se envolvem em uma ampla gama de papéis e responsabilidades no cuidado de pacientes e suas famílias com necessidades de cuidados paliativos. No entanto, ainda há evidências mínimas sobre as estratégias de avaliação, intervenção e avaliação usadas por enfermeiros para destacar a importância de seu papel no cuidado de pacientes e suas famílias nessa área. |
Fonte: Elaborado pelas autoras do estudo (2024).
Estes 06 artigos revisados são fundamentais para compreender as ações, dificuldades e as intervenções de enfermagem utilizadas no manejo da dor crônica em pacientes paliativos e as técnicas não farmacológicas que podem ser utilizadas para complementar o tratamento medicamentoso. Além da necessidade de estratégias que visem diminuir o sofrimento dos profissionais de enfermagem e consequentemente melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. A revisão dos seis artigos evidencia a complexidade do cuidado de enfermagem em cuidados paliativos, especialmente no manejo da dor crônica. Os profissionais de enfermagem desempenham um papel fundamental nesse contexto, mas enfrentam diversos desafios, como a escassez de recursos, a sobrecarga de trabalho e a necessidade de aprimorar suas habilidades em comunicação e gestão da dor.
A construção de relações interpessoais sólidas com pacientes e familiares é essencial para oferecer um cuidado humanizado e integral. No entanto, a literatura científica aponta para a necessidade de mais pesquisas que investiguem as práticas de enfermagem nesse contexto, especialmente no que se refere à avaliação e intervenção da dor.
4. Desenvolvimento e discussão
O desenvolvimento da prática de enfermagem em unidades de cuidados paliativos especializados, conforme discutido nas revisões e estudos apresentados, destaca desafios e avanços no cuidado centrado no paciente e na família. A atuação do enfermeiro em cuidados paliativos vai além do manejo de sintomas, incluindo a integração de valores essenciais como a dignidade, empatia e humanização do cuidado.2
Segundo a OMS, o objetivo dos cuidados paliativos deve ser melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias, enfrentando problemas relacionados a doenças com risco de morte por meio da prevenção e alívio do sofrimento. Isso inclui a identificação precoce, avaliação e tratamento eficaz da dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais.1-3
Para isso, é necessário um conhecimento específico tanto para a prescrição farmacológica quanto para a abordagem abrangente e sensível de práticas integrativas e dos aspectos psicossociais e espirituais, pois todos esses fatores podem influenciar a intensidade dos sintomas. Em 2002, acompanhando o movimento nacional e internacional sobre o manejo da dor em cuidados paliativos e as orientações da OMS, foram instituídas portarias importantes no Brasil para apoiar e promover o desenvolvimento dessa abordagem, respondendo às crescentes demandas por cuidados adequados e sensíveis.3
Os enfermeiros ocupam uma posição privilegiada para apoiar os pacientes, graças às suas competências clínicas avançadas e ao conhecimento que possuem dentro de um modelo holístico de cuidados. A prática de um cuidado humanizado se reflete em ações como estar presente, ouvir atentamente, sentar-se ao lado do paciente, tocar seu ombro, segurar sua mão e oferecer um sorriso. Essas atitudes são acompanhadas por comportamentos compassivos, como respeito, valorização, calor humano, atenção e empatia. Além disso, a habilidade dos enfermeiros de se adaptar e responder às necessidades em constante mudança dos pacientes, que muitas vezes são complexas, é essencial para a tomada de decisões e a resolução de problemas, consolidando ainda mais seu papel fundamental na promoção do bem-estar.1
No entanto, o cuidado de enfermagem não ocorre isoladamente e é aprimorado pela colaboração e trabalho em equipe.4
As medidas não farmacológicas desempenham um papel essencial nos cuidados paliativos, destacando intervenções como a musicoterapia e a terapia com animais, que promovem o alívio da dor e o bem-estar emocional dos pacientes. Embora essas abordagens sejam fundamentais, ainda carecem de reconhecimento formal e de protocolos que incentivem sua adoção regular no ambiente hospitalar.2-5
Essas intervenções são particularmente importantes, pois as terapias medicamentosas para a dor crônica nem sempre conseguem proporcionar alívio completo. Além disso, práticas como exercícios de relaxamento, o uso de ventiladores portáteis para gerar uma corrente de ar frio, fisioterapia e terapia respiratória também se revelam eficientes na promoção do alívio não farmacológico da dor em pacientes em cuidados paliativos. A implementação sistemática dessas medidas poderia aprimorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.5
A revisão reforça o papel diversificado do enfermeiro em cuidados paliativos, evidenciando uma carência de dados sobre as intervenções e estratégias utilizadas. A ausência de diretrizes claras sobre avaliação e documentação do impacto dessas ações reflete a necessidade de mais pesquisas que validem e ampliem o escopo de atuação da enfermagem paliativa.1-6
Vale ressaltar a necessidade de os enfermeiros documentarem como esses valores são incorporados em sua prática, visto que há uma lacuna na visibilidade e validação do trabalho realizado por esses profissionais.4
As dificuldades enfrentadas pelos profissionais revelam uma sobrecarga emocional e operacional, agravada pela falta de formação específica e estrutura inadequada de recursos. Tais desafios indicam a necessidade de políticas institucionais que melhorem o suporte e a capacitação contínua desses profissionais.3-6
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5. Considerações finais
Consideramos que a enfermagem nos cuidados paliativos é fundamental para garantir a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. O papel do enfermeiro nesse contexto transcende a administração de medicamentos. A compreensão das necessidades individuais de cada paciente, aliada a uma abordagem humanizada, é fundamental para promover o bem-estar e a qualidade de vida. Apesar desses profissionais serem essenciais na promoção de cuidados humanizados, diversos desafios os impedem de exercer suas funções de forma plena. A falta de recursos, a sobrecarga de trabalho e a necessidade de qualificação contínua são apenas alguns exemplos. Para superar essas barreiras, é preciso investir em sua formação, oferecer suporte institucional e promover a integração de diferentes áreas do conhecimento. A empatia, a capacidade de comunicação e o conhecimento técnico são essenciais para atender às complexas necessidades dos pacientes com dor crônica.
Além disso, lidar com a morte faz parte do cotidiano da equipe de enfermagem e desperta diversos sentimentos. Enquanto alguns preferem o silêncio, outros se isolam ou choram, levantando questionamentos sobre o fim da vida. O luto é vivenciado com todas as suas reações, mas o sofrimento frente à morte do paciente pode ser amenizado através da comunicação entre a equipe de saúde sobre o estado do paciente e da inevitabilidade da morte.
Entretanto, os profissionais de saúde não estão sendo devidamente preparados durante sua formação para lidar com pacientes em fase terminal. Isso os leva a nutrir sentimentos de impotência e incapacidade, que podem resultar em negação e fuga da realidade. Além disso, a falta de preparação para enfrentar sentimentos estressantes, especialmente durante o atendimento a pacientes em cuidados paliativos, destaca a necessidade de estratégias que visem diminuir o sofrimento dos profissionais de enfermagem e consequentemente melhorar a qualidade do atendimento ao paciente.
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6. Declaração de direitos
As autoras Eduarda de Abreu Fortes, Kimberly dos Santos Pacifico e Yasmin dos Santos Gonçalves declaram ser detentoras dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declaram que as imagens e textos publicados são de responsabilidade das autoras e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declaram respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declaram não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade das autoras.
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7. Referências
Moran S, Bailey ME, Doody O. Role and contribution of the nurse in caring for patients with palliative care needs: A scoping review. PLoS One, doi: 10.1371/journal.pone.0307188. PMID: 39178200; PMCID: PMC1134341, 2024;
Paiva C, Santos T, Ennes L. Aspectos históricos no manejo da dor em cuidados paliativos em uma unidade de referência oncológica. Rev. Brasileira de Enfermagem, 74 (05), 2021;
Silva G, Cecchetto F. Dificuldades vivenciadas pelos profissionais de enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos. Revista de Enfermagem da UFPI, ISSN: 2238-7234, Jul-Sep;8(3):64-9, 2019;
Moran S, Bailey ME, Doody O. An integrative review to identify how nurses practicing in inpatient specialist palliative care units uphold the values of nursing. BMC Palliative Care 20, 111, 2021;
Wisdom M, Kerstin P, Carina E. Nurses` experiences of providing nonpharmacological pain management in palliative care: A qualitative study. Journal of Clinical Nursing, [S.l.], v. 30, n. 1-2, p. e79-e88, 2021;
Nascimento, M. F. S., Silva, L. S. R., Soares, L. M., Santos.A. S., Tavares, R. S.A., Silva, D. V. Atuação da enfermagem na assistência ao paciente em cuidados paliativos: uma revisão integrativa. Revista Nursing, v. 24 n. 282, 2021.
Unisul, Florianópolis, Brasil.
Unisul, Florianópolis, Brasil.

