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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
DOI: https://doi.org/10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025
ARTIGO ORIGINAL
Perfil Epidemiológico dos casos de doenças exantemáticas (Sarampo e Rubéola) na região Centro–Oeste no período de 2018 a 2024
Celly Almeida e Almeida1; Yan Víctor Neves de Souza Melo2; Gabriel Augusto Bernardes Stellato3; Jacques Rodrigues Silva4; Bárbara Melo de Sousa5, Isabella Domiciano Martins Silva6; Byanka Cristina Pereira Silva7; Ana Luísa Carvalho de Sousa8; Isadora Ribeiro Santos9; Ana Júlia Pereira Lima de Souza Cruz10; Ana Clarisse Barros Bezerra Leal11; Nayara Nantes Duarte12; José Maurício Lima de Paula13; Mariana de Andrade Sales Domingues14; Pedro Afonso Barreto Ferreira15
Como Citar:
E ALMEIDA,Celly Almeida; MELO,Yan Víctor Neves de Souza; STELLATO, Gabriel Augusto Bernardes et al.. Perfil Epidemiológico dos casos de doenças exantemáticas (Sarampo e Rubéola) na região Centro-Oeste no período de 2018 a 2024. Revista Sociedade Científica, vol. 8, n. 1, p. 2516-2533, 2025. https://doi.org/10.61411/rsc2025112418
DOI: 10.61411/rsc2025112418
Área do conhecimento:
Ciências da Saúde
Palavras-chaves: Sarampo; Rubéola; Epidemiologia; Incidência; Saúde Pública.
Publicado: 24 de novembro de 2025.
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Resumo
O sarampo e a rubéola são doenças exantemáticas de origem viral que possuem significativa prevalência e impacto na saúde pública mundial, especialmente no Brasil. Apesar de compartilharem o mesmo mecanismo de transmissão — por via respiratória — elas se distinguem clinicamente. O sarampo, causado pelo morbillivirus, apresenta um quadro mais grave e pode evoluir para complicações como encefalite e miocardite. Já a rubéola, provocada pelo rubivírus, geralmente manifesta-se de forma mais branda, com febre baixa a moderada, linfadenopatia e rash maculopapular. A persistência dessas doenças tem impacto relevante nos indicadores de morbimortalidade, principalmente em populações vulneráveis. O Brasil enfrenta dificuldades em manter o status livre das doenças exantemáticas, o que evidencia a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância e imunização, com ênfase na inclusão de grupos historicamente marginalizados. Este estudo trata-se de um perfil epidemiológico, descritivo, que objetiva delinear as características de prevalência e de incidência do sarampo e da rubéola no Centro-Oeste, no período de 2018 a 2024. É observável, a partir dos dados coletados, que essa região respondeu por menos de 0,5% dos casos no período analisado. Em contraste, as regiões Norte e Sudeste somaram mais de 91% dos diagnósticos, com 15.552 e 21.014 casos, respectivamente. Observa-se, contudo, uma redução significativa dos registros a partir de 2020, reflexo direto das campanhas de vacinação e das medidas epidemiológicas adotadas. A análise por gênero não revelou diferença expressiva, enquanto a faixa etária com maior incidência incluiu crianças menores de 1 ano e adultos entre 20 e 29 anos. A maioria dos casos evoluiu para cura, com apenas um óbito registrado no Centro-Oeste no período. Nacionalmente, a taxa de letalidade foi de apenas 0,11%, indicando um padrão de mortalidade baixo. Apesar dos avanços, os dados reforçam a importância da vacinação como medida central na prevenção e controle do sarampo e da rubéola. Desse modo, conclui-se que é fundamental manter ações sustentáveis e contínuas de vigilância epidemiológica e imunização para alcançar a erradicação dessas enfermidades.
Epidemiological profile of cases of exanthematous diseases (Measles and Rubella) in the Central-West Region from 2018 to 2024
Abstract
Measles and rubella are exanthematous diseases of viral origin that have a significant prevalence and impact on global public health, especially in Brazil. Although they share the same transmission mechanism—via the respiratory route—they are clinically distinct. Measles, caused by morbillivirus, presents a more severe clinical picture and can progress to complications such as encephalitis and myocarditis. Rubella, caused by rubivirus, generally manifests in a milder form, with low to moderate fever, lymphadenopathy, and a maculopapular rash. The persistence of these diseases has a relevant impact on morbidity and mortality indicators, particularly among vulnerable populations. Brazil faces challenges in maintaining its measles- and rubella-free status, which highlights the need to strengthen surveillance and immunization actions, with an emphasis on the inclusion of historically marginalized groups. This study is a descriptive epidemiological profile that aims to outline the prevalence and incidence characteristics of measles and rubella in the Central-West region from 2018 to 2024. From the collected data, it is observable that this region accounted for less than 0.5% of the cases in the analyzed period. In contrast, the North and Southeast regions accounted for more than 91% of the diagnoses, with 15,552 and 21,014 cases, respectively. However, a significant reduction in records is observed from 2020 onward, a direct reflection of vaccination campaigns and the epidemiological measures adopted. Analysis by gender did not reveal a significant difference, while the age group with the highest incidence included children under 1 year old and adults between 20 and 29 years. Most cases resulted in a cure, with only one death recorded in the Central-West during the period. Nationally, the case fatality rate was only 0.11%, indicating a low mortality pattern. Despite the progress, the data reinforce the importance of vaccination as a central measure in the prevention and control of measles and rubella. Thus, it is concluded that it is essential to maintain sustainable and continuous epidemiological surveillance and immunization actions to achieve the eradication of these diseases.
Keywords: Measles; Rubella; Epidemiology; Incidence; Public Health.
Introdução
O sarampo e a rubéola são doenças exantemáticas causadas por vírus com maior prevalência e relevância para a saúde pública em múltiplas regiões globais, principalmente no Brasil. Essas patologias são altamente contagiosas, com maior incidência na infância [1] - período em que o sistema imunológico encontra-se em processo de maturação, tornando ainda mais relevante para o âmbito da saúde populacional.
As doenças exantemáticas apesar de compartilharem o mesmo mecanismo de propagação, por meio da via respiratória, apresentam diferenças marcantes no quadro clínico, sobretudo no aparecimento dos sinais e sintomas. O sarampo apresenta um período de incubação de 10 a 12 dias, com fase prodrômica caracterizada por febre alta, tosse, coriza e lacrimejamento [1]. Na mucosa há o aparecimento do sinal de Koplic - manchas branco-azuladas ligeiramente elevadas, com um diâmetro de aproximadamente 2 a 3 mm sobre uma base eritematosa na mucosa bucal oposta ao primeiro molar [2] -, 48 horas antes do exantema. Complicações podem ocorrer, geralmente na fase aguda: encefalite, pneumonia intersticial, laringite, miocardite e gastroenterite. Habitualmente observa-se uma progressiva melhora do quadro clínico nos primeiros 2 dias subsequentes ao aparecimento do exantema [1]. Em contraste, o quadro clínico da rubéola tende ser mais brando, com um discreto comprometimento das vias respiratórias, febre baixa ou moderada, aumento dos gânglios pós-auriculares e suboccipitais e um rash maculopapular, que progride de forma crânio-caudal e desaparece da mesma forma, com duração de 3 a 4 dias [1].
A infecção pelo vírus do sarampo e da rubéola possui um potencial significativo para causar morbidade e mortalidade, particularmente em crianças não vacinadas [3]. Posto isso, é válido evidenciar que o sarampo e a rubéola configuram-se como uma importante questão de saúde pública tanto a nível nacional como mundial. O Brasil, apesar de ter sido recertificado em 2024 como país livre de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola [4], é imperativo destacar que o Estado segue de maneira vigorosa com as estratégias voltadas para a ampliação da cobertura vacinal, com evidência nas populações mais vulneráveis, em especial aquelas populações periféricas e de difícil acesso.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) [6] foi criado em 1973 com o intuito de coordenar as ações de vacinação em todo o território nacional, buscando oferecer a todas as crianças que nascem no Brasil vacinas com qualidade e assim garantir a saúde da população por meio de prevenção de doenças imunopreveníveis, assegurando a proteção de todo o corpo social, sobretudo das comunidades mais vulneráveis. Entretanto, apesar da elaboração do PNI e dos avanços obtidos nos últimos anos com a intensificação das campanhas de imunização, o Brasil enfrenta dificuldade para manter o status de país livre das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola), à vista disso, torna-se evidente a necessidade de vigilância epidemiológica contínua [5], aliada a uma cobertura vacinal homogênea e a implementação de ações rápidas de contenção, com o intuito de evitar a reintrodução e disseminação dessas doenças. Diante desse cenário, a presente pesquisa busca analisar o perfil epidemiológico dos casos de sarampo e rubéola no Brasil, indicando a faixa etária e gênero. Além de analisar as diferenças de incidência e prevalência nas regiões do país no período de 2018 a 2024.
Metodologia
Delineamento de estudo: O presente estudo trata-se de um perfil epidemiológico, descritivo, que objetiva delinear as características de prevalência e de incidência das doenças exantemáticas no Centro-Oeste.
Amostra, período e local de pesquisa: Ampara-se na amostragem de dados de notificação compulsória e agravos de saúde de casos de sarampo e rubéola do período de 2018 a 2024 na região Centro-Oeste.
Fonte e coleta de dados: Os dados obtidos foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde, no site do DATASUS. A coleta de informações será feita a partir do programa tabulador de dados Tabnet. A pesquisa acerca da mortalidade será feita conforme os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID), especificamente do CID-10 B05 e B06, que se refere a sarampo e rubéola respectivamente.
Variáveis de estudo: serão selecionadas variáveis referentes à faixa etária, sexo (masculino e feminino) e fatores de risco associados.
Manejo e análise dos dados: Os dados coletados foram tabulados e analisados por meio do programa Microsoft Excel 2010.
Benefícios da pesquisa: As evidências obtidas na presente pesquisa poderão auxiliar na compreensão do perfil de pacientes acometidos por doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) no Brasil e na região estudada dentro do período determinado, viabilizando assim o subsídio de ações de Saúde Pública que visem a redução da incidência no país.
Considerações éticas: Por se tratar de uma pesquisa envolvendo dados secundários, de domínio público, sem identificação dos participantes, o estudo está dispensado de apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, conforme parágrafo único, itens III e V, da resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 510, de 07 de abril de 2016 [7].
Desenvolvimento e discussão
Nota-se, a partir dos dados coletados, a importância do entendimento acerca da epidemiologia atrelada aos diagnósticos de sarampo e rubéola, tanto regionalmente quanto a nível de Brasil.
A Tabela 1 permite a observação de diagnósticos por região do Brasil. Evidencia-se que as regiões Norte e Sudeste, juntas, são responsáveis por mais de 91% dos casos diagnosticados entre os anos de 2018 a 2024. Por outro ângulo, a região centro-oeste se responsabiliza por menos de 0,5%, o menor índice de todos. O aumento mais significativo ocorreu no ano de 2019 na maior parte das regiões, com queda nos anos seguintes, evidenciando o impacto positivo das campanhas de vacinação e ações de vigilância epidemiológica implementadas pelo Programa Nacional de Imunizações – PNI [6]. Esse comportamento reforça a relação direta entre cobertura vacinal e controle de surtos.
Tabela 1: Diagnóstico de sarampo e rubéola por regiões do Brasil no período de 2018 a 2024
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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As tabelas 2,3,Erro: Origem da referência não encontrada,5,6 e 7 afirmam que não existe uma diferença exacerbada no que se diz respeito aos sexos masculino e feminino, mesmo que na maioria das regiões, o diagnóstico em homens prevaleça discretamente. No centro-oeste, no entanto, o sexo feminino se apresenta como responsável pela maioria dos casos, com um pouco mais de 55% do total. No país, os homens somam 53% dos diagnósticos, o que pode refletir diferenças no acesso aos serviços de saúde e maior adesão das mulheres às consultas médicas, resultando em mais notificações. Ainda que discreto, este achado sinaliza a importância de considerar fatores sociais e culturais no entendimento da distribuição de doenças infecciosas.
Tabela 2: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 na região Norte
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 3: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 na região Nordeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 4: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 na região Sudeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 5: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 na região Sul
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 6: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 na região Centro-Oeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 7: Diagnóstico de sarampo e rubéola por sexo por ano entre 2018-2024 no Brasil
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Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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No que se diz respeito à faixa etária de acometimento, as tabelas 8,9,10,11,12 e 13 mostram que há maior prevalência em crianças menores de 1 ano e adultos na faixa de 20 a 29 anos de idade. Esse padrão se repete em todas as regiões analisadas, bem como a menor incidência entre pessoas de idade mais avançada. Nos lactentes, a vulnerabilidade está associada à ausência de esquema vacinal completo, já que a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) só é administrada aos 12 meses. Nos adultos jovens, os casos podem ser explicados por falhas vacinais acumuladas ao longo dos anos, seja por esquemas incompletos, ausência de reforço ou mesmo por deficiências no rastreamento vacinal dessa população.
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Tabela 8: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 na região Norte
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 9: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 na região Nordeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 10: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 na região Sudeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 11: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 na região Sul
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 12: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 na região Centro-Oeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 13: Diagnóstico de sarampo e rubéola por faixa etária por ano entre 2018-2024 no Brasil
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Em relação à evolução das doenças exantemáticas analisadas, observa-se, a partir das tabelas 14,15,16,17,18 e 19, que a grande maioria dos casos registrados apresentaram como desfecho a cura completa da enfermidade, evidenciando um prognóstico geralmente favorável. Na região Centro-Oeste, esse comportamento é ainda mais evidente, uma vez que, durante todo o período avaliado, foi identificado apenas um óbito associado ao agravo notificado.
Quando ampliada a análise para o cenário nacional, nota-se que a taxa de letalidade também se mantém extremamente baixa, com apenas 0,11% dos casos evoluindo para óbito, o que demonstra um padrão de mortalidade pouco expressivo frente ao número total de ocorrências. Esses achados refletem, de um lado, os avanços obtidos no acesso ao diagnóstico precoce e na expansão da rede de assistência médica, possibilitando tratamento oportuno e suporte clínico adequado, capazes de reduzir substancialmente o risco de complicações graves. Por outro lado, reforçam a relevância da vacinação como estratégia primordial de saúde pública, não apenas na prevenção da disseminação viral, mas também na redução da gravidade dos casos e, consequentemente, na manutenção de baixíssimos índices de mortalidade.
Nesse contexto, a combinação entre políticas vacinais efetivas, vigilância epidemiológica estruturada e acesso ampliado aos serviços de saúde configura-se como fator determinante para o controle sustentado dessas doenças no Brasil.
Tabela 14: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 na região Norte
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 15: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 na região Nordeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 16: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 na região Sudeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 17: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 na região Sul
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Tabela 18: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 na região Centro-Oeste
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
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Tabela 19: Evolução das doenças exantemáticas (sarampo e rubéola) por ano entre 2018-2024 no Brasil
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Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
Isolando a análise e observando apenas os diagnósticos de sarampo, nota-se que a doença apresenta uma incidência consideravelmente maior quando comparada à rubéola. De acordo com os dados apresentados nas tabelas 20 e 21, é possível verificar que, em âmbito nacional, os registros de sarampo superam em mais de 260 vezes os casos de rubéola, evidenciando o maior potencial de circulação e de surtos relacionados ao sarampo.
No entanto, ao observar especificamente a região Centro-Oeste, percebe-se que essa discrepância não se manifesta de forma tão acentuada, uma vez que tanto os casos de sarampo quanto os de rubéola são pouco expressivos em relação ao cenário nacional. Essa baixa incidência pode ser explicada, sobretudo, pela manutenção de uma elevada cobertura vacinal na região, associada a fatores demográficos, como a menor densidade populacional, que limita a disseminação sustentada do vírus. Além disso, a estrutura de vigilância epidemiológica local, somada à realização periódica de campanhas de vacinação em massa, contribui para um cenário epidemiológico mais estável e favorável à manutenção da eliminação dessas doenças, prevenindo a ocorrência de grandes surtos.
Tabela 20: Diagnóstico de sarampo por regiões do Brasil no período de 2018 a 2024
Fonte: Os autores (2025).
Tabela 21: Diagnóstico de rubéola por regiões do Brasil no período de 2018 a 2024
Fonte: Os autores (2025).
A análise do perfil epidemiológico dos casos de sarampo e rubéola na região Centro-Oeste entre 2018 e 2024 evidenciou baixa incidência dessas doenças quando comparada às demais regiões do Brasil, resultado diretamente associado à elevada cobertura vacinal, à menor densidade populacional e ao menor fluxo migratório internacional, fatores que limitam a disseminação viral. Observou-se, ainda, que a distribuição dos casos por sexo foi relativamente equilibrada, com discreto predomínio feminino no Centro-Oeste, o que sugere influência de fatores socioculturais relacionados à busca por serviços de saúde.
Em relação à faixa etária, destacaram-se como mais vulneráveis os lactentes, pela ausência de esquema vacinal completo, e os adultos jovens, devido a falhas vacinais acumuladas ao longo dos anos. No que se refere à evolução clínica, a maioria dos casos evoluiu para cura, com taxas de letalidade extremamente baixas, reforçando o impacto positivo do acesso ao diagnóstico precoce, à assistência médica e, sobretudo, da vacinação como principal medida preventiva.
Comparando as duas doenças, constatou-se que o sarampo apresenta incidência nacional muito superior à da rubéola, embora, no Centro-Oeste, essa discrepância seja menos acentuada. Esse cenário reflete a efetividade das políticas públicas de imunização e vigilância epidemiológica na região, que têm contribuído para a manutenção da eliminação dessas doenças.
Considerações finais
Diante dos achados, conclui-se que a vacinação permanece sendo a principal ferramenta de controle e prevenção do sarampo e da rubéola, representando a medida mais eficaz para evitar a ocorrência de surtos e reduzir a morbimortalidade associada a essas doenças. Contudo, a manutenção desse cenário depende da continuidade de estratégias de vigilância ativa, capazes de identificar precocemente possíveis casos importados e interromper rapidamente cadeias de transmissão.
Além disso, torna-se imprescindível a ampliação da cobertura vacinal em populações vulneráveis, como lactentes, adultos jovens e comunidades de difícil acesso, que ainda representam bolsões de suscetibilidade no território nacional. O fortalecimento das ações de saúde pública, por meio de campanhas educativas, reforço da imunização em massa e integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde, é igualmente fundamental para sustentar os avanços já conquistados. Dessa forma, apenas com a combinação entre imunização efetiva, vigilância epidemiológica estruturada e políticas públicas consistentes será possível impedir a reintrodução do vírus e garantir a manutenção do Brasil como país livre da circulação endêmica do sarampo e da rubéola.
Declaração de direitos
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