ISSN: 2595-8402
DOI: 10.61411/rsc97288
Publicado em 22 de dezembro de 2023
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023
HIPERTEXTO: A DESTACABILIDADE E AXIOLOGIA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Rinalda Fernanda de Arruda
Universidade de Pernambuco, Nazaré da Mata, Brasil
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RESUMO
As abordagens do presente artigo direcionam-se na observância e análise das estratégias de hipertexto no livro didático de língua portuguesa, ou seja, como os links no livro didático apontam para textos diversos passíveis de circulação no domínio discursivo didático em geral e como tais conexões podem promover a possibilidade de novos ingredientes, de novas aprendizagens que gravitam na tessitura textual. Além do estudo da destacabilidade dos links, interessa-nos o valor axiológico/didático que entrelaça estes itens, tal qual o modo como eles podem atuar como “iscas” na ampliação de conhecimentos.
Palavras-chave: livro-didático; estratégias; hipertexto.
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Historicamente, o livro didático tem sido objeto de inúmeros estudos e pesquisas, realizados sob os mais diversos enfoques teóricos e metodológicos. É inegável o vínculo entre o LD e a prática escolar. Tal vínculo faz o LD se impor como necessidade pragmática para as políticas de educação e os agentes pedagógicos. Ou seja, o papel ideológico atribuído à escola faz o LD incorporar para si a tarefa de estabelecer uma ponte entre as instâncias produtoras do conhecimento e o processo pedagógico. Como ele é considerado um fetiche cultural, atuando como um instrumental em sua quase totalidade “único” e um farol no encaminhamento das ações docentes, debruçamo-nos na tarefa de investigar como se dá a destacabilidade e, consequentemente, o valor axiológico dos itens linkados pelos autores. O trabalho parte da acepção de que no livro didático congregam-se textualidades múltiplas, ou seja, envolve diversas obras de várias fontes sistematizadas por conexões em formas de links, de modo que o público a que se destina este material tenha possibilidade de alargar os âmbitos de saberes e materializar a intertextualidade tão propagada, que minimiza os limites entre as áreas do conhecimento. Como os links são recursos orientadores na leitura do hipertexto, analisaremos o que linka o livro didático e o como estes links acentuam certos eventos discursivos, bem como as nuances axiológicas enviesadas nos itens que têm sido alvo de destaque no livro didático. Partimos do pressuposto que ao ressaltar as estratégias de hipertexto no livro didático, isto é, aquilo que é linkado no livro didático, busca-se estabelecer o limite da convergência discursiva e ideológica, assim como pode inaugurar ou rebater uma discursividade. Para corroborar ou refutar tais hipóteses, os livros didáticos utilizados como corpus para esta análise foram as coleções do Ensino Fundamental 2 Português Linguagens, autores: Cereja & Magalhães [1]; e Português – uma proposta para o letramento, autora [7]. O olhar lançado a estas obras buscou enfatizar as estratégias de hipertexto de que se serviram os autores de ambas coleções, uma vez que se trata de obras amplamente referendadas. Como assegura [5], as estratégias de hipertexto permitem ligar textos não necessariamente correlacionados por não terem uma sequência rigorosamente definida, assim como podem oferecer a possibilidade de múltiplos graus simultâneos de profundidade. Observamos tais estratégias que remetem a links expressos por meio de citações, notas bibliográficas, imagens, indicações a sites, vídeos, visita a museus, imagens, fotos e demais elementos que indiciem múltiplas formas de prosseguimento e orientações versáteis.
2. DE QUE TRATA O HIPERTEXTO?
É imprescindível em um trabalho que versa sobre as estratégias de hipertexto proceder à conceituação deste objeto, ou seja, o que demarca o termo “hipertexto”. Xavier (2009: 101) [9] cita Theodore Nelson como o cunhador do termo “hipertexto”. A acepção do texto relacionava hipertexto ao formato de documentos dispostos em uma máquina que permitiria a armazenagem e a distribuição de informações interligada por links a qualquer pessoa. Hipertexto significa a grosso modo, segundo Xavier, texto ampliado e interligado. Por esta razão, este autor afirma que ao se referirem a hipertexto, muitos estudiosos trazem na memória a noção de intertexto, elemento constitutivo de todo texto, e por isso têm afirmado que o conceito de hipertexto não seria novo, que a bíblia, as enciclopédias e dicionários foram concebidos de acordo com este conceito de hipertextualidade. Um texto, enquanto modo de enunciação verbal pode estar contido em um hipertexto, porque este se constitui pela soma dos três modos enunciativos. Além do verbal, o hipertexto hospeda os modos visual e sonoro de enunciar, que dividem a responsabilidade pela oferta de significados. A relação de textos como parte de um imenso tecido discursivo de uma mesma história, a da humanidade, narradas em diferentes línguas e registradas em variados suportes textuais ecoa simpática e por isso bem provável. É certo que o hipertexto quando impresso, deixa de ser “hiper” porque perde sua virtualidade e imaterialidade, como também a de hospedar imagens animadas e efeitos sonoros, fatores que o singularizam em relação ao texto material; torna-se, pois, um texto gutenberguiano.
O autor [5] reafirma tais noções ao definir o hipertexto como algo que não representa novidade alguma em sua concepção, e sim na tecnologia que permite uma nova forma de textualidade. Destaca este lingüista que o leitor do hipertexto tem condições de definir o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma seqüência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor, já que sua leitura pode dar-se em muitas ordens; há múltiplas entradas e múltiplas formas de prosseguir. O autor [3] dá completude a esta definição ao afirmar que o hipertexto melhor se define como:
Um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou parte de gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem ser eles mesmos hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria deles, estende suas conexões em estrela, de modo reticular.
Para Lévy, um texto constituído desta forma implica um trabalho de seleção, organização e possibilidade de ejetar um texto em outros, já que os textos que permitem tais aberturas estão contidos em outros. Koch (2008, p. 162) [2] sintetiza a noção de hipertexto ao dizer que o termo designa uma escritura não-seqüencial e não-linear, que se ramifica de modo a permitir ao leitor virtual o acesso praticamente ilimitado a outros textos, na medida em que procede a escolhas locais e sucessivas em tempo real. Xavier (2009: 23) [9] toma o hipertexto como uma nova tecnologia intelectual que possibilita a organização das informações em uma base de dados a partir da qual se pode efetuar uma leitura necessariamente não linear através dos hiperlinks.
Partindo das conceituações citadas, podem-se listar algumas características inerentes ao hipertexto: a não-linearidade (característica central), a volatividade, multissemiose, fragmentariedade, intertextualidade, conectividade e virtualidade.
Em virtude do corpus deste trabalho ser de material não-virtual, retomamos o conceito de hipertexto a grosso modo, como texto ampliado e interligado. É nessa perspectiva que entendemos que as estratégias hipertextuais entram para compor o livro didático. Evidentemente, retiramos do hipertexto, para análise do corpus em pauta, as características que mais o singularizam: a virtualidade e imaterialidade.
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2.1 OS LINKS E SUAS FUNÇÕES
Conforme Xavier (2009, p.192) [9] o link é a ideia motriz do hipertexto. É ele que dá origem, visibilidade e viabilidade ao hipertexto em rede. Eles (os links) permitem ao usuário realizar livremente desvios, saltos e fugas instantâneas para outros locais e desempenham função coesiva por amarrarem as informações. Todo link aponta para uma certa direção, logo não é nenhuma palavra, ícone ou fotografia que poderia ou mereceria ser linkada, apenas os elementos que remetam o hiperleitor a outros conhecimentos relevantes ao todo da página. Xavier (op. Cit.) [9] ainda mostra que:
Os hiperlinks convidam o leitor a um movimento de projeção, de êxodo não-definitivo dos limites do lido, sugerem-lhe insistentemente atalhos que o auxiliem na apreensão do sentido, ou seja, apresentam-lhes rotas alternativas que lhe permitam pormenorizar certos aspectos e preencher on-line lacunas de interpretação.
O linguista aponta neste sentido que os links são dotados de função dêitica, soldando as peças de maneira coerente. Os links são amarras, ou seja, são fios discursivos e competências definidoras do hipertexto. Conforme [2], os links são elos que garantem a arquitetura textual assumindo um funcionamento dêitico extratextual, pois monitoram o leitor para um exterior discursivo, num funcionamento catafórico; ou seja, eles promovem ligações entre blocos informacionais (outros blocos, fragmentos de informações, palavras, parágrafos, endereçamentos; promovem a abertura para outros textos, mas nunca a qualquer texto). Assim como [2] e [9] também aponta a função dêitica do link, que pode indicar, fazer sugestões de caminhos, ou propor trajetos ao hiperleitor. Ele funciona, originariamente, como um apontador enunciativo, e, por essa razão, é também focalizador de atenção por excelência. O autor [9] aponta outra função dos links, a cognitiva, que viabiliza ao usuário uma leitura efetivamente hipertextual. Para ele, é de suma importância que os links consigam atrair a atenção do visitante, esta atração deve acontecer especialmente por causa da alta densidade informacional que eles devem conter, formatado em uma palavra, em um enunciado ou em uma imagem fotográfica.
Para o link, é capital evidenciar sua capacidade de aglutinar significações abrangentes e extensivas a domínios vários do saber, a fim de funcionar produtivamente na leitura hipertextual. Isto se dá porque todo hipertexto, com relação à construção de sentido, funciona da mesma forma que um texto, ou seja, é produzido com base em determinado interesse e suposições. Como por exemplo, sites jornalísticos de partidos políticos, de ONGs vão restringir suas conexões somente a determinados lugares na rede que estejam em consonância com a sua FD (formação discursiva), com exclusão de tantos outros sites, páginas. Pode-se dizer, portanto, que a conexão é bastante diretiva, e o efeito de sentido final estabelecido entre os interdomínios têm caráter monofônico, apesar da heterogeneidade de vozes. Com o livro didático, pode-se dizer que o domínio discursivo é predominantemente didático e o que se pretende salientar através dos links é a ampliação de informações.
Quando se fala de links, não se trata de uma solda hipertextual, apenas a disponibilização de um certo recorte demarcador de possibilidades. Mesmo passando para o leitor o controle cognitivo e informacional do hipertexto, ele não se constitui como um agregado aleatório de enunciados ou fragmentos textuais.
2.2 QUAIS AS ESTRATÉGIAS DE HIPERTEXTO?
Ainda retomando [9], os itens abaixo apontam para as estratégias hipertextuais. A convergência de linguagens hospeda em sua superfície formas outras de textualidade, tais como imagens, ilustrações, citações, ícones e demais índices remissivos. (Trata-se da multissemiose, por viabilizar a absorção de diferentes aportes sígnicos e sensoriais numa mesma superfície de leitura. É válido salientar também que esses índices remissivos podem - nunca ser utilizados por quem os lê. Fazê-lo é uma decisão exclusiva do leitor). A Não linearidade sugere um descentramento, ou seja, a inexistência de um foco dominante. No livro didático, a estocagem é direta e seu acesso é imediato, tendo consultas não-lineares como citações, remissão a citações, bibliografias, etc. Pode-se afirmar que o LD providencia acessos sempre rígidos e estabelecidos de uma vez por todas. Acredito que até mesmo no hipertexto digital há uma linearização mínima.
Intertextualidade Infinita: Os já-ditos estocados na memória discursiva vão gerar ditos presentes e futuros, modificados, mas não inéditos O hipertexto acentua a função e as vantagens da intertextualidade por meio dos links. O hipertexto possibilita vínculos e associações intertextuais. Ou seja, funde e sobrepõe inúmeros textos, textos múltiplos.
Sobre a destacabilidade... Segundo [4], o destaque dos enunciados pode se dar pelo paratexto (título, subtítulo, etc.), pelo emprego do enunciado numa posição de destaque do gênero (como lide e sublide); ao longo do desenvolvimento do texto; como desdobramento do texto; por meio de operações metadiscursivas (como “enfim”, “concluindo”, “assim”, etc.) pelo caráter de ineditismo; e, sobretudo, pela tomada de posição ideológica no interior de um conjunto de valores (a figura do enunciador é amplificada, tornando-se mais real).
3. ANÁLISE DOS DADOS
O tema de abertura da unidade é: Adolescente, eu?
O texto que inicia tal unidade foi escrito por Fernando Almada e retirado de seu livro: Frankensteen retalhos da adolescência. Antes da proposta de leitura, a autora faz remissão à capa do livro com suas ilustrações, seguida de um comentário geral da obra e linka um termo em inglês, o que, provavelmente, poderia inserir o leitor no contexto semântico. Outro destaque se dá pela marcação de um item lexical de caráter pragmático: pelas beiradas. Neste caso, estes links fixos desempenham funções dêiticas conforme a conveniência da autora, ou seja, ao destacar tais aspectos, o objetivo foi o de ejetar o leitor para além do trecho mais adiante exposto, remetendo suas expectativas de completude para outros espaços. Esta outra atmosfera pode orientar o leitor para uma leitura mais completa do texto, ao exibir sua fonte, ao tornar mais conhecido o autor e os vocábulos que se tratam de expressões idiomáticas, cujos sentidos não são muito comuns em dicionários.
Exemplo1:
Figura 1 – Livro de Magda Soares – 6º ano/ 2002
Exemplo 2:
Figura 2 – Livro de Magda Soares – 6º ano/ 2002
Ao final da unidade, são sugeridas diversas leituras que giram em torno da temática abordada. As leituras transitam em coletânea de contos, de crônicas, textos de memórias, relatos de conversas virtuais entre dois adolescentes, clássico da literatura infantil e juvenil, diário de uma adolescente, poemas e um site. Investiguei este site e fiz um mapeamento dele: é dirigido a jovens de 13 a 19 anos e apresenta, de forma dinâmica e viva, o Brasil em dados, gráficos, mapas, com informações históricas e geográficas, notícias. Neste caso, a autora põe em cena de maneira mais evidente o fenômeno da polifonia discursiva, pois como resultado de uma pesquisa, o leitor poderá dispor de uma listagem com indicações de todas as referências sobre o assunto pesquisado, ou seja, uma pluralidade de vozes ocupará concomitantemente o mesmo espaço discursivo, à medida que vai se clicando nos links disponíveis ter-se-á acesso a diferentes discursos.
Exemplo 3:
Figura 3 – Livro de Cereja & Magalhães – 6º ano/ 2009
Os autores iniciam cada unidade mergulhando nos links a fim de abrir infinitas portas para outros hipertextos, como sites, livros, vídeos e visitas. No exemplo da unidade 2, cujo tema é Crianças, os autores dão relevância a princípios variados, tais como princípios semânticos, culturais, sociais, históricos, pragmáticos, temáticos, científicos.
Exemplo 4:
Figura 4 – Livro de Cereja & Magalhães – 6º ano/ 2009
Como os links funcionam como portas de entrada para outros espaços, visto que remetem o leitor a outros textos virtuais que vão incrementar a leitura. Por alguns instantes, esses textos, uma vez atualizados, centralizam a atenção do leitor para depois se descentralizarem no momento da atualização de outros textos. É desta forma, que um autor desconhecido pode conduzir à sua biografia ou a um resumo de suas obras; ou até em uma outra dimensão, numa ligação com a pintura, a arquitetura e o desenho; a temática de história pode ser vista através da música, a arte, os costumes ou qualquer outra manifestação cultural do tempo. Tais estratégias ejetam o aluno/leitor a um maior nível de profundidade, de forma a não esgotar o tema, embora o link no livro didático seja mais coercitivo. A remissão à referência bibliográfica pode atuar neste objetivo, uma vez que ela tenta inserir o sujeito leitor no universo do sujeito autor.
Exemplo 5:
Figura 5 – Livro de Cereja & Magalhães – 6º ano/ 2009
Os autores linkam dados sobre o autor, bem como as três versões da história de Peter Pan (James Barrie, Monteiro Lobato e de Geraldine McCaughrean) e fazem remissão ao filme: Terra do Nunca. Dessa forma, os autores do livro didático pretendem levam o leitor a atualizar alguns desses textos, de acordo com seus objetivos de leitura, que parecem ser, novamente, a não-esgotabilidade do assunto, neste caso da história do clássico Peter Pan, ao trazer a oferta de diferentes pontos de vista sobre o mesmo objeto. Percebe-se que os autores assinalam trechos que consideram importantes, associando os conhecimentos novos aos seus conhecimentos prévios, de modo a possibilitar a construção de um percurso próprio de leitura dentre os muitos outros possíveis.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se afirmar que a suposição do hipertexto como o reino do leitor, como diz Possenti, é supor que no caso do livro, o autor decidia tudo. O próprio autor já questionou ambas suposições. É óbvio que o objetivo principal do livro didático é estar na sala de aula e cumprir a função pedagógica. Nos livros didáticos analisados, cujo conceito de hipertexto foi tomado como aquele que dá margens a muitas possibilidades de leitura por intermédio dos links fixos, o propósito dos autores destes manuais não foi negligenciado, visto que as outras porções de textos linkadas não ficaram restritas à sua própria materialidade. Pelo contrário, o universo semântico hospedado em cada unidade temática ampliou-se através dos links que trouxeram consigo princípios cognitivos, culturais, sociais, históricos, pragmáticos e teóricos. Esta é a perspectiva leitora que ele opera e, pelo visto, o link no livro didático é mais coercitivo quando comparado ao do hipertexto eletrônico, cuja alteração são as múltiplas estratégias; contudo do ponto de vista cognitivo é o mesmo.
É certo que as estratégias de hipertexto libertam o leitor da tirania da linha. No corpus analisado, pode-se conceber um leitor, não tão liberto, talvez, já que os links apresentam-se rígidos; no entanto foi-nos possível constatar que as remissões descritas podem produzir um efeito de sentido potencializador no que se refere à amplitude de aprendizagens linguístico-discursivas. Corrobora-se, pois, que os autores buscam, sim, estabelecer uma convergência discursiva em direção ao que lhes parece convir em termos de aprofundamento, de habilidades leitoras e de convergência de linguagens.
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] CEREJA William Roberto & MAGALHÃES Thereza Cochar. Português Linguagens, 6º ano. São Paulo: editora atual, 2009.
[2] KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. As tramas do texto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
[3] LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.
[4] MAINGUENEAU, Dominique. Novas tendências em análise do discurso. Tradução Freda Indursky. 3ª ed. Campinas, SP: Pontes: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1997.
[5] MARCUSCHI, Luiz Antônio. Cognição, linguagem e práticas interacionais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
[6] & XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto de gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
[7] SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento, livro 6. São Paulo: Moderna, 2002.
[8] SUASSUNA, Lívia. Ensaios de Pedagogia da Língua Portuguesa. Recife: Editora Universitária UFPE, 2006.
[9] XAVIER, Antônio Carlos. A Era do Hipertexto: Linguagem e Tecnologia. Recife: Editora Universitária UFPE, 2009.

