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ISSN: 2595-8402

Journal DOI: 10.61411/rsc31879

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL

Análise panorâmica do incentivo financeiro governamental para implementação de projetos ambientais em escolas

Rafael Luiz Casado Palmeira Cabral1; Aldenir Feitosa dos Santos2

 

Como Citar:

CABRAL, Rafael Luiz Casado Palmeira; SANTOS, Aldenir Feitosa dos. Análise panorâmica do incentivo financeiro governamental para implementação de projetos ambientais em escolas. Revista Sociedade Científica, vol.8, n. 1, p.01-21, 2025.

https://doi.org/10.61411/rsc202493717

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DOI: 10.61411/rsc202493717

 

Área do conhecimento: Ciências Ambientais.

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Palavras-chaves: Educação ambiental, Sustentabilidade, Desigualdade regional, Cidadania ambiental.

 

Publicado: 20 de dezembro de 2024.

Resumo

As ações antrópicas ao longo dos anos vêm impactando consideravelmente o meio ambiente, e a educação ambiental e a sustentabilidade são temáticas que necessitam de mais atenção e precisam ser inseridas de maneira mais eficaz no cotidiano, visando à formação de cidadãos mais comprometidos com o desenvolvimento sustentável. O presente artigo explora o panorama da educação ambiental no Brasil, com ênfase na região Nordeste e em Alagoas, analisando o incentivo financeiro governamental para implementação de projetos ambientais em escolas. A pesquisa utilizou uma abordagem exploratória quantitativa, considerando editais de fomento e programas relacionados à educação ambiental lançados entre 2020 e 2024, com foco na região Nordeste e, particularmente, em Alagoas. Os principais resultados revelam que, apesar de avanços notáveis, como projetos de agroecologia em Pernambuco e Ceará, a região Nordeste, incluindo Alagoas, enfrenta desafios significativos, como a escassez de editais específicos e a falta de investimentos consistentes em educação ambiental. Destaca-se que o fortalecimento da educação ambiental, especialmente em Alagoas, é crucial para enfrentar os desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e a degradação ambiental, sendo o investimento nessa área essencial para desenvolver uma cidadania ambiental ativa e melhorar a qualidade de vida nas comunidades locais.

 

 

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Panoramic analysis of government financial incentives for implementing environmental projects in schools

Abstract

Human actions over the years have had a considerable impact on the environment, and environmental education and sustainability are topics that require more attention and need to be more effectively incorporated into everyday life, aiming at the formation of citizens who are more committed to sustainable development. This article explores the panorama of environmental education in Brazil, with an emphasis on the Northeast region and Alagoas, analyzing the government's financial incentives for the implementation of environmental projects in schools. The research used a quantitative exploratory approach, considering funding notices and programs related to environmental education launched between 2020 and 2024, with a focus on the Northeast region and, particularly, Alagoas. The main results reveal that, despite notable advances, such as agroecology projects in Pernambuco and Ceará, the Northeast region, including Alagoas, faces significant challenges, such as the scarcity of specific notices and the lack of consistent investments in environmental education. It is worth highlighting that strengthening environmental education, especially in Alagoas, is crucial to face contemporary challenges, such as climate change and environmental degradation, with investment in this area being essential to develop active environmental citizenship and improve the quality of life in local communities.

Keywords/Palabras clave: Environmental education; Sustentainability; Regional inequality; Environmental citizenship.

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1.Introdução

As ações antrópicas ao longo dos anos vêm impactando consideravelmente no meio ambiente, gerando catástrofes cada vez mais constantes, com mudanças climáticas repentinas e vários eventos inesperados, mas que são fruto das ações e ambições humanas. Diante disso, é necessário adotar uma postura mais ativa para reverter esse quadro e tentar restabelecer a harmonia dos ecossistemas afetados e do ambiente como um todo [1].

A educação ambiental e a sustentabilidade são temáticas que necessitam de mais atenção e precisam ser inseridas de maneira mais eficaz no cotidiano, com investimentos e ações mais eficazes, principalmente na educação básica, objetivando a formação de pessoas com um olhar mais aprofundado acerca dessas questões, a fim de desenvolver adultos com atitudes e comportamentos mais colaborativos nesse sentido [2].

A educação ambiental é indispensável para formar uma nova geração de indivíduos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade, pois promove o entendimento crítico das relações entre sociedade e meio ambiente. Além de sensibilizar para a importância do equilíbrio ecológico, ela desenvolve habilidades para a tomada de decisões fundamentadas e a resolução de conflitos socioambientais [2,3].

O crescimento populacional e o consequente aumento do consumo de recursos naturais têm causado impactos significativos no meio ambiente. A produção, o consumo e as mudanças nos hábitos da sociedade contribuem para a degradação ambiental e a transformação das paisagens naturais [4]. Essa intensificação da destruição da natureza colocou as questões ambientais em destaque, tornando-as parte de tratados internacionais e compromissos intergovernamentais. Esses encontros visam debater a educação ambiental e a formação do sujeito ecológico, fundamentais para a continuidade da humanidade [5].

Ressalta-se que a educação ambiental surgiu da preocupação de movimentos ecológicos em conscientizar a sociedade sobre o uso sustentável dos recursos naturais e a sua escassez, promovendo ações socialmente responsáveis [6]. Emergindo na década de 1960, a educação ambiental passou a abordar os riscos ambientais causados pelas atividades humanas, problemas que, embora antigos, têm se agravado nos últimos anos [7]

A educação ambiental é um processo contínuo que visa disseminar conhecimentos sobre o meio ambiente para promover sua preservação e o uso sustentável de seus recursos [8]. Trata-se de capacitar indivíduos e comunidades a agirem, individual ou coletivamente, na busca por soluções para problemas ambientais presentes e futuros. Esse entendimento foi institucionalizado pela Lei nº 9.795/1999, que estabeleceu a Política Nacional de Educação Ambiental e tornou seu ensino obrigatório em todos os níveis educacionais formais no Brasil. Essa lei também enfatiza a necessidade de capacitar professores para abordar questões ambientais nas escolas, equipando-os com informações adequadas para alcançar os objetivos propostos [9].

A escola deve ser um espaço privilegiado para a disseminação de informações e a criação de alternativas que estimulem atitudes cidadãs, com os alunos reconhecendo-se como parte integrante do meio ambiente [10]. No entanto, desafios como a falta de capacitação docente, currículos rígidos e a escassez de tempo para atividades práticas comprometem a efetividade da educação ambiental [11,12].

Apesar dessas dificuldades, a prática da educação ambiental é essencial para promover mudanças de hábitos e atitudes que favoreçam a preservação ambiental. É necessário que as iniciativas sejam planejadas e integradas à realidade escolar, de forma a alcançar maior impacto. Para que a educação ambiental seja efetiva, ela deve ser entendida como um processo contínuo e cidadão, que fomente a participação ativa e a solidariedade, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável [7].

Nesse contexto, faz-se o questionamento de quais seriam os benefícios socioambientais de se implementar projetos de educação ambiental em escolas municipais e/ou estaduais em Maceió/Alagoas.

Este artigo objetiva reunir informações sobre editais de fomento a programas e projetos de educação ambiental na Região Nordeste, visando ao entendimento do panorama das questões ambientais existentes na atualidade, além de discutir a implementação de projetos ambientais na educação básica em Maceió/Alagoas.

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1.1 Investimentos em educação ambiental

Os editais de fomento à educação ambiental no ambiente escolar desempenham um papel crucial ao viabilizar projetos e ações que promovam a conscientização e o engajamento dos estudantes em questões ambientais. Esses editais oferecem recursos financeiros e apoio técnico, incentivando escolas e comunidades a implementarem práticas educativas que integram sustentabilidade e cidadania. Além de fomentar a inovação pedagógica, os editais ampliam a capacidade das instituições de ensino em desenvolver atividades interdisciplinares, como hortas comunitárias, coleta seletiva e recuperação de áreas degradadas. Esses incentivos, ao proporcionar condições para a inserção da educação ambiental no cotidiano escolar, contribuem para a formação de cidadãos críticos e comprometidos com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável [13,14].

Além dos editais de fomento, outras ações fundamentais para promover a educação ambiental no ambiente escolar incluem a formação continuada de educadores, que os capacite a abordar de forma integrada e crítica as questões ambientais nos currículos. Programas de parcerias com organizações da sociedade civil, universidades e empresas também são essenciais, pois podem trazer novas perspectivas, tecnologias e experiências para a sala de aula e projetos escolares. A criação de redes de cooperação entre escolas permite a troca de boas práticas e a disseminação de iniciativas bem-sucedidas. Outra ação relevante é a institucionalização de políticas públicas que garantam a educação ambiental como componente obrigatório e transversal nos currículos escolares, além de incentivar a participação ativa de estudantes e comunidades em processos de gestão ambiental local, como a elaboração de planos de manejo sustentável e ações de conservação em áreas urbanas e rurais [6,15].

A existência de projetos ambientais nos estados do Nordeste, dentro e fora do ambiente escolar, mostra o impacto positivo que a educação ambiental tem na vida das comunidades. Esses projetos são responsáveis, por exemplo, pela melhora na qualidade de vida da população e geração de renda em comunidades mais pobres. Além disso, ainda que os projetos não objetivem o trabalho exclusivamente com escolas, faz-se a integração com o ambiente escolar, envolvendo alunos da educação básica em atividades socioambientais periodicamente [16].

Exemplos de projetos que não são destinados especificamente a escolas, mas atuam no ambiente escolar são: Projeto Hortas Urbanas, em Alagoas, que visa, também, trabalhar com alunos em idade escolar devido à “falta de incentivos lúdicos ambientais a crianças em período escolar”; e o Projeto Praia Limpa, na Paraíba, que visa à educação ambiental do público em geral, independente do seu nível escolar, faixa etária, gênero e classe social, e convida a comunidade a fazer parte da mudança da gestão dos resíduos sólidos [16].

Além dos projetos, há a inserção de educação ambiental no ambiente escolar em políticas públicas. Nesse sentido, o Estado de Alagoas possui a Política Estadual de Resíduos Sólidos, que visa, entre outras atividades, a oficina de sabão ecológico com merendeiras dos municípios do estado, e os projetos de educação com palestras, peças com fantoches e jogos [17].

Projetos destinados diretamente ao ensino básico que podem ser citados são a Escola Ambiental, no estado do Maranhão, Ambiente+, no estado de Pernambuco, os Comitês Municipais de Educação Ambiental (CMEA), no estado do Rio Grande do Norte. A Escola Ambiental, instituída pela Lei nº 11.365, de 19 de outubro de 2020, objetiva

viabilizar a execução da Política Estadual de Educação Ambiental em todos os níveis e modalidades de educação formal e não formal, no âmbito público e privado, visando, além da sensibilização socioambiental, a geração de trabalho e renda [16].

 

Em Pernambuco, o Ambiente+ é um projeto voltado para educação ambiental nas escolas públicas estaduais, utiliza uma plataforma digital para facilitar o desenvolvimento de projetos e atividades dentro das escolas. O projeto foi instituído pela Lei nº 16.688/2019 e se enquadra como instrumento da Política Estadual de Educação Ambiental (PEAPE).

No Rio Grande do Norte, os CMEA objetivam “fomentar e estimular discussões e atividades que promovam a reflexão sobre os princípios e fundamentos da prática em Educação Socioambiental”. Assim, dos 167 municípios do estado, 69 já possuem seu respectivo CMEA [16].

O investimento em educação ambiental tem como finalidade promover a conscientização crítica e o empoderamento dos indivíduos e das comunidades para enfrentarem os desafios ambientais contemporâneos de forma sustentável. Ao capacitar cidadãos a compreenderem as interações entre sistemas ecológicos, econômicos e sociais, o investimento busca criar uma sociedade mais informada e comprometida com a preservação dos recursos naturais e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas e da degradação ambiental. Além disso, a educação ambiental fomenta a transformação de comportamentos e a adoção de práticas responsáveis no consumo e na gestão de resíduos, preparando as novas gerações para serem agentes ativos na construção de um futuro equilibrado e ambientalmente justo [13,14].

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2.Metodologia

Adotou-se uma abordagem exploratória dos dados relacionados a editais de fomento à educação ambiental na educação básica em estados do Nordeste.

Fez-se uma busca por editais lançados entre janeiro de 2022 e julho de 2024, considerando-se o período pós pandemia. Como critérios de inclusão, foram considerados editais destinados à região nordeste, ou editais nacionais que permitissem a inscrição de projetos da região nordeste e editais destinados ao emprego de educação socioambiental na educação básica, ou que aceitassem projetos voltados para a educação socioambiental com atuação na educação básica; editais lançados por instituições públicas ou particulares. Como critérios de exclusão, foram desconsiderados editais que, embora tivessem foco nas questões socioambientais, não envolvessem diretamente o ambiente escolar; e editais que não se aplicassem à região nordeste.

Fez-se a busca de editais de fomento à educação ambiental na educação básica, e foi observada a dificuldade de encontrar, de maneira direta, editais centrados na região Nordeste. A maior parte dos editais encontrados eram destinados à região sudeste ou de abrangência nacional. Fez-se a busca, inicialmente, com termos genéricos, como “edital fomento educação ambiental nordeste” e “edital educação ambiental nordeste”, sempre delimitando os anos de 2022 a 2024, considerando o período pós pandêmico. As buscas foram feitas no buscador Google.

A tabulação das informações coletadas nos editais foi feita no Excel, visando melhor organização das informações, observando-se Estado e Município de lançamento do edital, ano de lançamento, esfera (municipal, estadual ou federal) e iniciativa (pública ou privada), o objetivo do edital em questão, valor ou premiação (para o caso de concursos), e órgãos ou entidades envolvidas.

Buscou-se, também, junto à Secretaria Municipal de Educação de Maceió, a existência de escolas modelo para a implementação de projetos socioambientais no município de Maceió ou no estado de Alagoas. Isso se deu anteriormente a busca por editais no Nordeste, sendo esse o ponto de partida para entender o cenário da educação ambiental na região.

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3.Desenvolvimento e discussão

O cenário de investimentos em educação ambiental na educação básica no Brasil revela desigualdades profundas, refletindo as disparidades socioeconômicas e culturais entre as diferentes regiões do país. No Norte, a vasta extensão territorial e a presença de comunidades isoladas impõem dificuldades logísticas e financeiras para a implementação de programas educativos eficazes, que dependem principalmente de programas federais, como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), e de iniciativas de ONGs. No entanto, as limitações estruturais e a descontinuidade de projetos sustentáveis são obstáculos à ampliação dessas ações. Por outro lado, o Nordeste, embora também enfrente desafios, tem demonstrado avanços por meio de iniciativas voltadas à capacitação de professores e à promoção da sustentabilidade, como os projetos de agroecologia em estados como Pernambuco e Ceará, que buscam preparar as futuras gerações para mitigar os impactos das mudanças climáticas na região [18,19].

Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, observa-se uma maior variedade de investimentos, com destaque para programas estaduais e municipais que visam fortalecer a educação ambiental, especialmente em áreas urbanas. A região Sudeste, por exemplo, tem recebido investimentos mais consistentes em projetos voltados à sustentabilidade, enquanto o Sul, particularmente o Paraná, é referência em práticas de conservação de recursos hídricos e agricultura sustentável. No entanto, a desigualdade nos investimentos entre as regiões persiste, o que evidencia a necessidade de maior integração entre os entes federativos e a continuidade de projetos que possam alcançar tanto áreas urbanas quanto rurais, especialmente em regiões menos desenvolvidas [18,19].

Obteve-se, então, os seguintes resultados, organizados no quadro adiante:

Concurso Escolar de Educação Ambiental, realizado em Garanhuns, Pernambuco, nos anos de 2022 e 2023.

Ceará Científico, edital lançado pelo Secretaria de Educação do Estado do Ceará nos anos de 2022, 2023 e 2024.

Edital Centros de Educação e Cooperação Socioambiental, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima por intermédio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) em 2023.

O Instituto Claro, entidade privada, apoia projetos que promovam impacto social e ambiental, abrangendo todo o país, sendo de inscrição contínua.

Prêmio Escolas Sustentáveis, um concurso internacional que contempla Brasil, México e Colômbia. A primeira edição foi realizada em 2023, e a segunda em 2024

 

 

 

Quadro 1 – Informações dos editais encontrados

Estado

Cidade

Ano

Esfera/Iniciativa

Objetivo

Valor/Premiação

Órgãos envolvidos

Link

PE

Garanhuns

2022

Municipal/

Público

promover a Educação Ambiental entre os estudantes, professores e gestores das Redes de Educação Municipais, Estaduais, Federal e Privadas do município de Garanhuns PE, por meio de modalidades voltadas às temáticas ambientais.

Viagens para os 3 primeiros colocados de cada categoria

Secretaria Municipal Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Garanhuns

 

Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA)

https:/
/prosas.com
.br/editais/1
1701-xiv
-concurso
-escolar-de-
educacao
-ambiental
-2022

 

DF

 

Brasília

 

2023

 

Federal/

Público

seleção de propostas para a celebração de parceria com Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por intermédio do Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA, por meio da formalização de termo de colaboração, para a consecução de finalidade de interesse público e recíproco que envolve a transferência de recursos financeiros à Organização da Sociedade Civil (OSC)

R$ 2.500.000,00

 

Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

https://www.gov.br/mma/pt-br/mma-lanca-

editais-para-financiar-projetos-ambientais

/edital-centros-de-educacao-e-cooperacao-

socioambiental.pdf/view

 

SP

 

São Paulo

 

Contínuo

 

Nacional/

Privado

apoiar projetos que promovam impacto social e ambiental, proporcionando entretenimento, conteúdo e diversão à sociedade. As linhas temáticas incluem cultura, esporte, educação, cidadania e meio ambiente. Serão escolhidos apenas projetos aprovados pelas Leis de Incentivo Estaduais e Municipais, nas localidades onde as leis de aporte via ICMS e ISS estão vigentes.

 

Não divulgado

Instituto Claro

https://www.claro.

com.br/institucional/patrocinio

 

CE

 

Juazeiro do Norte

 

2023

 

Estadual/

Público

Estimular a investigação e a busca do desenvolvimento de competências e de habilidades de forma sistemática e integrada com toda a comunidade escolar, sob orientação de suas/seus professoras/es, por meio da vivência do protagonismo estudantil; Estabelecer relações dinâmicas entre problemáticas teóricas, éticas, políticas, sociais, culturais, econômicas e socioambientais, de caráter local, regional, nacional e global; Incentivar a construção de projetos de pesquisa que promovam a integração entre os diversos componentes curriculares; Estimular parcerias entre instituições acadêmicas e/ou educacionais com os estabelecimentos de ensino públicos, estaduais e/ou municipais cearenses, visando ao apoio científico, tecnológico e pedagógico, no desenvolvimento dos projetos de pesquisa; Promover o intercâmbio científico e artístico-cultural, incentivando a construção e o desenvolvimento de pesquisas, popularizando a arte, a cultura, a filosofia, as ciências e as tecnologias, de modo a oportunizar a participação de estudantes e professoras/es em eventos dessa natureza, nos âmbitos regional, estadual, nacional e internacional

 

Bolsas de R$200 por um semestre

 

Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC CE)

https://www.crede05.seduc.ce.

gov.br/wp-content/uploads

/sites/123/2023/10/2023-edital-ceara-

cientifico-regional.pdf

 

PE

 

Garanhuns

 

2023

 

Municipal/

Público

Promover a Educação Ambiental entre os estudantes, professores e gestores das Redes de Educação Municipal, Estadual, Federal e Privadas do município de Garanhuns – PE, por meio de modalidades voltadas às temáticas ambientais

 

Viagens para os 3 primeiros colocados de cada categoria

Secretaria Municipal Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Garanhuns

 

Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA)

Https://garanhuns.pe.

gov.br/editais/

visualizar/index

/publicacoesar

quivos/doc/8a862a41-b813

-4cd0-a9fb

-9a33be1f0a3/

x%20concurs

o%20escol

a%20de%20educa%c3%87%c3

%83

%20ambiental

.docx.pdf

 

 

 

A educação ambiental no ambiente escolar torna-se imprescindível como ferramenta de transformação social, especialmente na região Nordeste do Brasil, onde questões ambientais como desertificação, seca e degradação dos biomas regionais são desafios permanentes. Os incentivos são fundamentais para formar uma geração mais consciente sobre as práticas de sustentabilidade e manejo adequado dos recursos naturais, promovendo o desenvolvimento de comportamentos que visam à preservação do meio ambiente. A disseminação de conhecimentos ambientais nas escolas prepara os jovens para adotarem práticas sustentáveis em suas comunidades e permite que, a longo prazo, as futuras gerações estejam mais bem capacitadas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e da degradação ambiental, criando soluções inovadoras para os desafios locais [20,21].

Além disso, o fortalecimento da educação ambiental no ambiente escolar gera benefícios duradouros para a sociedade como um todo, ao promover uma cidadania ambiental ativa, capaz de influenciar políticas públicas e modelos de desenvolvimento sustentável. No contexto do Nordeste, uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas no Brasil [22,23], a implementação de projetos educacionais focados em práticas agroecológicas e uso sustentável da água pode contribuir para a adaptação das comunidades à realidade climática, garantindo mais resiliência e qualidade de vida a longo prazo. Investir em educação ambiental, portanto, transcende o campo educacional, pois favorece a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e ambientalmente sustentável.

Em Alagoas, especificamente em Maceió, observa-se uma carência significativa de projetos estruturados de educação ambiental, mesmo diante da urgência imposta pela degradação das áreas costeiras e pela poluição dos recursos hídricos. A implementação de iniciativas já testadas com sucesso em outros estados nordestinos, como o “Projeto Escola Verde” de Pernambuco e o “Programa Semeando” do Ceará, poderia beneficiar diretamente a população alagoana. Tais programas demonstram que é possível inserir práticas agroecológicas e de manejo sustentável de recursos naturais no cotidiano escolar, contribuindo não apenas para a conscientização ambiental, mas também para o fortalecimento da resiliência das comunidades locais frente às mudanças climáticas. A replicação desses modelos promoveria um desenvolvimento sustentável a longo prazo, mitigando problemas críticos como a desertificação e a crise hídrica, além de fomentar uma cultura de preservação que poderia transformar a economia e o bem-estar da população alagoana.

Ao mesmo tempo, editais como os realizados no Ceará e Pernambuco podem ter espaço em Alagoas, observando-se do ponto de que os estados apresentam diversas similaridades. Esses editais podem ser um ponto de partida para a inclusão de Alagoas em projetos nacionais ou internacionais, além de permitir uma maior autonomia local, mostrando a necessidade de maiores incentivos governamentais para trabalhar pontos de maior vulnerabilidade socioambiental no estado.

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4.Considerações finais

A escassez de editais específicos para a região Nordeste indica uma necessidade urgente de aumentar o financiamento e o apoio a iniciativas educacionais que abordem as questões ambientais locais. A análise dos investimentos em educação ambiental na educação básica no Brasil revela um panorama no qual as diferentes regiões do país enfrentam desafios e oportunidades distintas. O Nordeste tem apresenta de projetos inovadores, como os de agroecologia, que buscam preparar os jovens para os desafios das mudanças climáticas.

Além disso, a implementação de projetos que assegurem a educação ambiental como componente transversal nos currículos escolares é essencial para promover uma cidadania ambiental ativa e crítica. As experiências exitosas em estados como Pernambuco e Ceará servem como modelos que podem ser replicados em outros contextos, como Alagoas, onde a degradação ambiental demanda ações imediatas e efetivas. A formação contínua de educadores e a criação de redes de cooperação entre escolas são fundamentais para fortalecer a capacidade das instituições de ensino em desenvolver atividades interdisciplinares que integrem a educação ambiental ao cotidiano escolar.

Por fim, investir em educação ambiental transcende a esfera educacional, tendo um impacto positivo na construção de uma sociedade mais justa e equitativa, capaz de enfrentar os desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas e a degradação dos recursos naturais. A conscientização crítica dos jovens em relação ao uso sustentável dos recursos e à preservação do meio ambiente não apenas fortalece suas comunidades, mas também contribui para a elaboração de políticas públicas mais inclusivas e eficazes. Assim, é imperativo que as iniciativas de educação ambiental sejam ampliadas e fortalecidas, garantindo que as futuras gerações estejam preparadas para atuar de maneira responsável e sustentável em um mundo em constante transformação.

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5.Declaração de direitos

O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados a terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.

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1

Centro Universitário CESMAC, Maceió, Brasil.

2

Centro Universitário CESMAC, Maceió, Brasil.

 

 


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