ISSN: 2595-8402
DOI: 10.61411/rsc109393
Publicado em 27 de novembro de 2023
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023
OS BENEFÍCIOS DA MASSAGEM PERINEAL NO TERCEIRO TRIMESTRE DE GESTAÇÃO PARA A PREVENÇÃO DO TRAUMA PERINEAL NO PARTO: REVISÃO DE LITERATURA
Maicon Franciscon1; Leonardo de Medeiros2; Thais Oliveira3; Michelle Dias Santos Santiago4
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1;2;3Acadêmicos do curso de Fisioterapia, UNI FACCAMP - Campo Limpo Paulista, SP, Brasil
4Santiago MDS – Mestre em Neurologia e Neurociência - Unifesp, Docente do curso de Fisioterapia, UNI FACCAMP - Campo Limpo Paulista, SP, Brasil
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RESUMO
Introdução: As lacerações perineais resultam grandes prejuízos para a saúde das mulheres. Ocorrem espontaneamente no parto ou são causadas por profissionais. A diminuição da flexibilidade da região é um dos fatores que contribuem para a ocorrência de traumas. A massagem perineal estimula a flexibilidade e o relaxamento dessa musculatura para prevenção de disfunções. Objetivo: Discutir os benefícios do recurso para prevenir trauma perineal em partos vaginais. Métodos: Revisão integrativa em banco de dados PubMed, Scielo e PEDro, buscando evidências dos benefícios da utilização no pré-parto, utilizada a escala PEDro para análise da qualidade dos estudos clínicos e AMSTAR-2 para análise de revisões sistemáticas. Resultados: Contribui para redução de complicações durante o parto e puerpério, possibilita melhoras significativas de índices dolorosos, edemas, dispareunia, taxas de episiotomia, lacerações, quadros de incontinências, apresentam diminuição significativa no segundo estágio de concepção, proporcionam melhor cicatrização, percentuais de satisfação e, relacionada a outras técnicas trás melhores respostas. Quando realizada e assistida por fisioterapeuta traz resultados relevantes, porém, ainda é pouco estudada. Conclusão: A fisioterapia contribui para diminuição de traumas perineais, suas consequências e índices de episiotomia. Ainda há quantidade insuficiente de estudos, porém apresentam ótimos resultados quando o procedimento é realizado ou assistido por profissional capacitado.
Palavras-chaves: massagem perineal; fisioterapia pélvica; assoalho pélvico; trauma perineal.
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ABSTRACT
Introduction: Perineal lacerations cause great harm to women's health. They occur spontaneously during childbirth or are caused by professionals. Decreased flexibility in the region is one of the factors that contribute to the occurrence of trauma. Perineal massage stimulates the flexibility and relaxation of this muscle to prevent dysfunction. Objective: Discuss the benefits of the resource to prevent perineal trauma in vaginal births. Methods: Integrative review in the PubMed, Scielo and PEDro database, seeking evidence of the benefits of use in the pre-delivery period, using the PEDro scale to analyze the quality of clinical studies and AMSTAR-2 to analyze systematic reviews. Results: Contributes to reducing complications during childbirth and the postpartum period, enables significant improvements in pain rates, edema, dyspareunia, episiotomy rates, lacerations, incontinence, presents a significant reduction in the second stage of conception, provides better healing, satisfaction percentages and, related to other techniques, it brings better answers. When performed and assisted by a physiotherapist, it brings relevant results, however, it is still little studied. Conclusion: Physiotherapy contributes to reducing perineal trauma, its consequences and episiotomy rates. There is still an insufficient number of studies, but they present excellent results when the procedure is performed or assisted by a trained professional.
Keywords: perineal massage; pelvic physiotherapy; pelvic floor; perineal trauma.
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RESUMEN
Introducción: Las laceraciones perineales causan grandes daños a la salud de la mujer. Se producen de forma espontánea durante el parto o son provocados por profesionales. La disminución de la flexibilidad en la región es uno de los factores que contribuyen a la aparición de traumatismos. El masaje perineal estimula la flexibilidad y relajación de este músculo para prevenir su disfunción. Objetivo: Discutir los beneficios del recurso para prevenir el trauma perineal en partos vaginales. Métodos: Revisión integrativa en las bases de datos PubMed, Scielo y PEDro, buscando evidencia de los beneficios del uso en el período previo al parto, utilizando la escala PEDro para analizar la calidad de los estudios clínicos y AMSTAR-2 para analizar revisiones sistemáticas. Resultados: Contribuye a reducir las complicaciones durante el parto y el puerperio, permite mejoras significativas en los índices de dolor, edema, dispareunia, índices de episiotomías, laceraciones, incontinencia, presenta una reducción significativa en la segunda etapa de la concepción, proporciona mejores porcentajes de curación, satisfacción y, relacionado con otras técnicas, trae mejores respuestas. Cuando se realiza y es asistido por un fisioterapeuta, trae resultados relevantes, sin embargo, aún está poco estudiado. Conclusión: La fisioterapia contribuye a reducir el trauma perineal, sus consecuencias y las tasas de episiotomía. Aún existe un número insuficiente de estudios, pero presentan excelentes resultados cuando el procedimiento es realizado o asistido por un profesional capacitado.
Palabras-clave: masaje perineal; fisioterapia pélvica; suelo pélvico; traumatismo perineal.
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1 INTRODUÇÃO
Durante o período de gestação o corpo da mulher passa por mudanças fisiológicas e anatômicas para se adaptar ao novo ser humano que está se formando. Em consequência à influências hormonais, ocorre o crescimento do útero, alterações biomecânicas e musculoesqueléticas.[[1 - 4]] Essas alterações trazem grande influência para o enfraquecimento do assoalho pélvico (AP), podendo gerar lesões na musculatura perineal.[[1], [2], [4], [5]]
As lacerações se relacionam em classificações: primeiro grau, envolve apenas a pele do períneo, segundo grau, envolvem a musculatura perineal, terceiro grau, cuja se prolongam até o esfíncter anal e a de quarto grau, que se estendem além do mais, a parede anterior do reto,[[1 - 3], [6], [7]] sendo que a de terceiro grau se subdivide em menos de 50% de rompimento externo, mais de 50% de rompimento externo e rompimento de esfíncteres anais internos e externos.[8] Esses fatores associados à falta de flexibilidade na região do períneo, cooperam para que durante o parto vaginal a mulher possa sofrer algum trauma perineal (TP) e posteriormente desenvolver incontinência urinária (IU), fecal e disfunções sexuais.[[1], [3], [6], [9 - 15]] O aparecimento de uma lesão perineal pode ser influenciado por diversos fatores, como a idade da mãe, a idade gestacional, ser primípara, o peso ao nascer da criança, a posição da mãe na hora do parto e a responsabilidade do profissional que o realiza.[[6], [16 - 18]]
Diversos estudos realizados demonstram que grande porcentagem das mulheres que tiveram partos vaginais sofreram algum tipo de laceração.[[2], [12], [13], [15], [17], [19 - 22]] Diretrizes clínicas, como as do Colégio Nacional de Ginecologistas e Obstetras Franceses (CNGOF), ressaltam a importância da prevenção e proteção perineal na prática obstétrica, já que não há estudos que mostram a eficácia da episiotomia, definida como uma incisão perineal objetivando o aumento do canal vaginal.[[1], [2], [6], [10], [23]] Apesar dos relatos de desconfortos e impactos negativos que essas lesões causam na vida cotidiana das mulheres no pós-parto ou ao longo de sua vida, o desconforto provocado pelo trauma ainda costumam ser negligenciados pelos profissionais da área da saúde,[16] e o uso de técnicas não farmacológicas vêm proporcionando eficácia e diversos benefícios para essas mulheres.[[5], [21], [24], [25]]
A massagem perineal (MP) é uma das diferentes intervenções que vêm sendo utilizadas para preparar o períneo, fazendo-o com que se distenda lentamente para o momento de dilatação para o parto.[[12], [15], [16], [24]] Este recurso, consiste em massagear de forma manual, suave e regular a região do períneo com aplicação de dois dedos dentro do canal da vagina direcionados ao reto, exercendo pressão descendente, ligeira e movimentando os dedos de maneira constante,[[2], [5], [6], [12], [15], [17], [19], [26], [27]] a manobra deve ser feita diariamente a partir da 34ª semana de gestação, de 5 e 10 minutos.[[2], [10], [17], [22]] Pode ser realizada pelo fisioterapeuta,[[2], [5], [8], [9], [26], [27]] pela própria gestante ou por seu parceiro,[[2], [9], [12], [16], [28]] e deve ser incentivada e estimulada pelos profissionais da saúde.[[4], [18], [20], [23], [25], [28]]
A técnica tem sido objeto considerável de pesquisa científica nas últimas décadas por sua potencial capacidade de reduzir o TP e melhorar os resultados maternos e neonatais,[[2 - 4], [9], [11], [14], [16], [20], [22], [26]] assim como o uso associado a outros recursos.[[5], [10], [17], [19], [23], [25], [27], [29]] A relevância clínica dessa intervenção é enfatizada por diversos autores em estudos recentes, que demonstraram uma série de benefícios associados à técnica.[[2], [3], [6], [8 - 14], [17], [18], [20], [23 - 28], [30]]
Estudos apontam que a MP e o treinamento pélvico contribuem para a redução do TP em gestantes. [[2 - 5], [10 - 12], [17], [19], [20], [26], [29]] Além disso, apresentam uma análise abrangente dos efeitos da MP pré-natal, destacando a redução de lesões pós-parto e complicações relacionadas. [[2], [6], [9], [11 - 14], [20], [22 - 24], [27], [28], [30]]
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2 OBJETIVO
Avaliar os benefícios da massagem perineal e a incidência de lacerações perineais de causas naturais ou obstétricas em partos vaginais.
3 METODOLOGIA
Este estudo trata-se de uma revisão integrativa abrangendo três bancos de dados: PEDro, PubMed e Scielo. Os artigos analisados foram de revisão bibliográfica e ensaio clínico randomizado, publicados entre 2014 até 2023 em diversos países do mundo: Egito, Turquia, Irã, Malásia, Nigéria, Espanha, Brasil, China, Estados Unidos e Reino Unido. Utilizou-se a escala PEDro para análise da qualidade dos estudos clínicos e o AMSTAR-2 (Assessment of Multiple Systematic Reviews 2) para análise de revisões sistemáticas. Para pesquisas nas plataformas, foram utilizadas as palavras-chave: massagem perineal; fisioterapia pélvica; assoalho pélvico; trauma perineal.
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4 RESULTADOS
4.1 MASSAGEM PERINEAL REALIZADA POR UM FISIOTERAPEUTA
Autor / Ano | Objetivos | Métodos | Resultados | Conclusão |
[A1] - Vam Kampen et al, 2015 [26] | Investigar a eficácia da fisioterapia pré-natal em tratamentos associados a complicações da gravidez. | Estudos clínicos randomizados até setembro de 2013. Total de 54 artigos incluídos. | A fisioterapia atua prevenindo e reduzindo complicações durante o período gestacional, no parto e pós nascimento.
A MP ajuda o ganho de flexibilidade da musculatura pélvica, diminuindo a resistência e possibilitando alargamento perineal no trabalho de parto e proporciona redução de índices de TP, e num período de 90 dias diminui quadros de dor em multíparas.
| Comprova que a MP digital após 35 semanas diminui proporção de traumas perineais, redução de incidência de episiotomia.
Não houve incidentes quanto a sintomas dolorosos 3 meses pós parto. |
[A2] - Lima et al, 2021 [4] | Identificar as intervenções fisioterapêuticas associadas ao AP no período gestacional e preparo para o parto. | Revisão bibliográfica, total de 10 artigos publicados entre 1997 e 2019. | A MP reduz a dor, lacerações e episiotomia. O treinamento perineal possibilita aumento da pressão muscular, diminuição de índices de episiotomia e de tempo na segunda fase do parto. O EPI-NO® apresenta significante aumento de períneo intacto e menores taxas de episiotomia com auxílio da fisioterapia. | A massagem e o treinamento perineal supervisionados são efetivas no preparo do parto. O treinamento pode diminuir o 2° estágio do trabalho de parto e se realizado intensamente previne a IU na gestação e puerpério. O treino com EPI-NO pré-parto possibilita eficácia na diminuição de laceração e episiotomia. É necessário maior número de amostras para comprovação. |
[A3] - Fernandes et al, 2021 [6] | Avaliar os efeitos da MP durante o trabalho de parto. | Revisão integrativa, inclusos 6 artigos entre janeiro de 2016 a dezembro de 2020. | A MP traz resultados positivos quando utilizada durante o trabalho de parto. | A MP reduz o número de lacerações, índices de episiotomia, duração do trabalho de parto e dor após o parto. Seria interessante a realização de mais estudos durante o período, com abordagem em multíparas e com mulheres que realizam atividades físicas. |
[A4] - Álvarez et al, 2021 [8] | Determinar eficácia da MP na prevenção de rupturas perineais e identificar possíveis diferenças em sua aplicação. | Ensaio clínico não randomizado, hospital da Espanha, 90 gestantes divididas em grupo MP e aparelho EPI-NO aplicado por fisioterapeuta, grupo auto massagem domiciliar e grupo controle. | Diferenças significativas para dor pós-parto no grupo controle em relação aos outros grupos. Diferença em relação a incidência de episiotomia e postura de parto. Primeiro estudo que constata que a aplicação do fisioterapeuta demonstrou diferença nas análises. | A MP reduz dor perineal pós-parto e prevalência de rupturas graves durante o parto. A prevenção é crucial para evitar danos obstétricos. A aplicação da MP por fisioterapeuta obstétrico traz melhores resultados que automassagem. |
[A5] - Teixeira et al, 2022 [2] | Avaliar e discutir o uso da MP para prevenir lacerações em partos vaginais. | Revisão integrativa com artigos de ensaio clínico randomizado e de revisão, publicados entre 2016 e 2022, 6 artigos foram relevantes. | Evidência que a fisioterapia ainda é pouco explorada apesar dos benefícios após a MP. TP graves ocorrem em estruturas pélvicas não preparadas. A MP reduz índices de episiotomia e lacerações. Diminuição do período de 2°estágio de trabalho de parto e menores complicações. | A MP pode prevenir traumas perineais, índices de episiotomia e proporciona melhor tempo de recuperação com quadros álgicos amenizados. A orientação e atuação do fisioterapeuta no período é de suma importância. Algumas implicações são baseadas em poucos estudos e com baixa qualidade metodológica. |
[A6] - Álvarez et al, 2022 [9] | Identificar a eficácia da MP aplicada para prevenir IU e compará-las quanto ao modo de aplicação realizadas por fisioterapeuta ou automassagem. | Ensaio clínico controlado, em 3 UBS da Espanha, 81 gestantes, acima de 34 semanas, divididas por escolha própria em grupo tratado com fisioterapeuta especializado, grupo automassagem e grupo controle. | O grupo de massagem obteve menores índices de episiotomia. Primeiro estudo que identifica menor eficiência na aplicação da automassagem apesar das recomendações. O estudo descarta a influência da MP no tempo de trabalho de parto, independente da aplicação. | Não houve relações entre intervenções e desenvolvimento de IU. O grupo massagem obteve menor taxa de episiotomia. Não houve diferença de índices de episiotomia nos grupos automassagem e controle.
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Elaborada pelos próprios autores
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4.2 MASSAGEM PERINEAL REALIZADA POR OUTROS PROFISSIONAIS (ENFERMEIROS E MÉDICOS)
Autor / Ano | Objetivos | Métodos | Resultados | Conclusão |
[A1] - Demirel, Golbasi, 2015 [14] | Examinar os efeitos da MP durante o trabalho de parto e seus benefícios. | Estudo randomizado e controlado, em um hospital de Sivas, Turquia, entre janeiro de 2010 e maio de 2011. Contou com 2 grupos iguais de 142 mulheres, um obteve intervenção e outro controle. | A episiotomia foi mais comum no grupo controle. A média de duração do 2° estágio do trabalho de parto foi menor no grupo com intervenção de massagem. | Concluiu-se que a episiotomia ocorreu com menos frequência e o parto com tempo menor no grupo tratado com a massagem do que no grupo controle. |
[A2] - Schreiner et al, 2017 [3] | Determinar os efeitos das intervenções no AP durante a gravidez nos parâmetros relacionados ao parto e respectiva estrutura.
| Revisão bibliográfica, total de 6 artigos revisados com anos de publicação entre 1990 e 2006. | Dois artigos que avaliaram o EPI-NO não mostraram nenhum benefício.
O treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP) relatou uma redução significativa na duração do 2° estágio do trabalho de parto e reduziu a incidência de IU.
A MP beneficia uma menor taxa de dor perineal. | O TMAP e a MP melhoraram os parâmetros relacionados ao parto e os sintomas do AP, enquanto o EPI-NO não mostrou nenhum benefício.
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[A3] - Shahoei et al, 2017 [13] | Analisar o efeito da MP no 2° estágio do trabalho de parto e seus benefícios em mulheres nulíparas. | Ensaio clínico randomizado, efetuado no Hospital Besat, Sanandaj, Irã, de 2013 a 2014; 195 mulheres nulíparas, média de 39, 9 semanas, divididas em grupo com intervenção e grupo controle, contatadas até 3 meses pós parto. | A frequência de episiotomia, dor perineal pós parto e lacerações perineais (1°, 2° e 3° grau) ocorreram com maior porcentagem no grupo sem intervenção e ainda lacerações vestibulares no grupo controle. | A MP é eficaz para diminuir episódios de episiotomia, dor e lesões perineais. |
[A4] - Leon-Larios et al, 2017 [17] | Analisar a efetividade do treinamento do AP associado e MP realizado após 32 semanas de gestação. | Estudo realizado Sevilla, Espanha entre setembro de 2010 a dezembro de 2011 dividiu as mulheres em 2 grupos (grupo controle e intervenção, esse último ainda subdividido em 3 grupos, o primeiro realizou apenas MP, o segundo apenas exercícios do AP e o terceiro ambas as técnicas), todas com 32 semanas. | A MP introduzida após a 34°semana reduz consideravelmente os índices de episiotomia em primíparas e quadros dolorosos em multíparas. Exercícios do AP fortalecem a musculatura melhorando a incontinência tanto anal como urinária e são capazes de diminuir a 1° e 2° fase do parto em primíparas. | Redução de tempo no 2° estágio do parto, taxa de períneo íntegro, diminuição de suturas perineais e quadros dolorosos menores foram comprovados no grupo com intervenção. A junção de ambas técnicas proporcionam melhores resultados. |
[A5] - Silva et al, 2017 [30] | Avaliar a eficácia a longo prazo da MP de Thiele no tratamento de mulheres com dispareunia provocada pela tensão dos músculos do AP. | Incluídas 18 mulheres divididas em: grupo de (8) mulheres com dispareunia (D) causada pela tensão dos músculos do AP; (10) mulheres com dispareunia causada pela tensão dos músculos do AP associados à dor pélvica crônica (DPC), foram submetidas a massagem transvaginal utilizando a técnica de Thiele, período de 5 minutos, 1 vez por semana durante 4 semanas. | Todas as mulheres tiveram melhora significativa da dispareunia de acordo com a EVA e o Índice de Dor de McGill, mas na pontuação do EHAD não mostraram diferenças significativas.
Em relação à função sexual, o grupo D apresentou melhora de todos os aspectos da função sexual, enquanto o grupo DPC mostrou diferenças apenas no domínio da dor. | A MP de Thiele é eficaz no tratamento da dispareunia causada pela tensão dos músculos do AP, com alívio da dor a longo prazo. |
[A6] - Ugwu et al, 2018 [12] | Verificar a eficácia da MP na redução de TP e morbidades pós-parto. | Ensaio clínico randomizado, realizado no Hospital Universitário da Universidade da Nigéria, Enugu, Nigéria, entre janeiro de 2013 e maio de 2014, com 108 primigestas, grupo com intervenção e controle. | Diferença relevante no períneo intacto, menor índices de episiotomia e incontinência de flatos no grupo com intervenção. | Redução de episódios de episiotomia, resultando em períneo íntegro e risco diminuído de incontinência de flatos em nulíparas. |
[A7] - Ducarme et al, 2018 {23] | Analisar possíveis intervenções durante a gestação e parto que contribuam para prevenção de lesões obstétricas do esfíncter anal (OASIS) e seus sintomas pós-natais no AP. | Desenvolvida conforme o método proposto pela Agência Francesa de Saúde. Fundamentação científica embasada na análise crítica e síntese literária e opiniões de grupos de trabalho. Recomendações classificadas em alto índice de evidência e baixo nível de evidência. | Diversos procedimentos durante a gestação podem prevenir riscos de lesões ou disfunções pós-parto. A MP na gestação diminui índices de episiotomia e complicações pós-parto, incluindo risco de OASIS e deve ser incentivada. | Lesões perineais podem ser complicações do trabalho de parto vaginal. Nenhuma intervenção além do apoio perineal demonstrou clara eficácia na redução de risco de lesões. A episiotomia não proporciona benefícios ao parto normal. A MP deve ser incentivada a todas que desejam. Todos os casos devem ser realizados exames clínicos para verificação de OASIS por profissional capacitado para suporte total. |
[A8] - Freitas et al, 2018 [27] | Avaliar os impactos do alongamento assistido por instrumento em relação a MP na extensibilidade e força da musculatura pélvica. | Estudo randomizado da universidade federal de Uberlândia, 20 gestantes de 18 a 40 anos, 33 semanas, divididas em 2 grupos (alongamento assistido por instrumento e MP). | Ambos grupos apresentaram ganho na extensibilidade dos MAP.
Não houve diferença em relação a força. Não houve quadros de lacerações graves em ambos os grupos. | Ambas técnicas de preparação do períneo podem obter ganhos para a extensibilidade da musculatura e não modificam a força dos músculos da região. |
[A9] - Aguiar et al, 2019 [1] | Avaliar prevalência e incidência de lacerações perineais e episiotomias em partos vaginais e descrever fatores relacionados à gravidade. | Estudo descritivo, documental e quantitativo na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), entre abril a setembro de 2015, incluídos 765 partos de com idade média das mulheres de 23,3 anos. | A prevalência de lacerações foi de 55%, com 2,5% destas graves (3° e 4° graus).
A porcentagem de episiotomia foi de 7,3 %.
A presença de parto vaginal prévio, considerou-se fator protetor para lacerações graves.
Gestação com 37 semanas ou mais resultam em fatores de risco para lacerações graves. | A presença de ao menos um parto vaginal resulta em fator protetor para lacerações graves.
Partos induzidos e gestação com 37 semanas ou mais resultam em fatores de risco.
O número de lacerações graves e episiotomia estão dentro dos padrões literários. |
[A10] - Dieb et al, 2019 [10] | Avaliar efetividade do treinamento muscular e da MP em um programa educacional com gestantes acima de 35 anos buscando prevenir episiotomia e ruptura do períneo. | Estudo randomizado em Cairo, Egito, entre abril e dezembro de 2017. Contou com 400 pacientes divididas em 2 grupos. Um tratado com intervenção e outro apenas com preventivo. | O trabalho de parto foi relativamente menos complicado por rupturas e episiotomia no grupo com intervenção, assim como a necessidade de analgesia e relatos de dor pós parto. | As complicações perineais são menores em mulheres que realizam a MP e treinamento muscular pélvico em conjunto com programa educacional. |
[A11] - Abdelhakim et al, 2020 [20] | Atualizar as evidências sobre se a MP pré-natal reduz o risco de TP e complicações pós-parto. | Revisão sistemática e meta-análise de acordo de 11 estudos, desde o início até agosto de 2019, que investigaram a eficácia da MP pré-natal em comparação com nenhum tratamento. | A MP pré-natal foi associada a menos lacerações perineais, menos episiotomias, menos dor perineal, melhor cicatrização de feridas e melhores índices de Apgar em 1 e 5 minutos.
Não houve diferença na duração do segundo estágio do trabalho de parto ou na IU, embora tenha sido observado viés de publicação em alguns resultados. | A MP pré-natal reduz a incidência de episiotomias, lacerações perineais de 3° e 4° graus, dor perineal pós-parto e incontinência anal.
Resulta em um 2° estágio do trabalho de parto menor, melhor cicatrização de feridas e melhora nos escores de Apgar.
Os profissionais de saúde devem considerar e recomendar a MP pré-natal como uma prática de rotina para a preparação para o parto. |
[A12] - Goh et al, 2021 [19] | Avaliar a utilização de compressa quente em conjunto com massagem no 2°estágio do trabalho de parto e comparar com resultados sem intervenções. | Ensaio randomizado em hospital da Malásia, 156 participantes nulíparas em trabalho de parto. Divididas em grupo controle e grupo massagem e compressa. | A satisfação materna foi maior e a taxa de episiotomia foi menor no grupo com intervenção. | A massagem combinada a compressa quente no períneo durante a fase ativa reduz a necessidade de sutura comparada a não intervenção. Houve maior índice de satisfação. |
[A13] - Biana et al, 2021 [24] | Identificar as terapias não farmacológicas utilizadas durante o período gestacional e no trabalho de parto. | Revisão integrativa com publicações entre 2008 e 2018. Analisados 41 artigos, subdivididos em 10 categorias não farmacológicas. | Todos apresentaram resultados positivos em relação a possíveis variáveis do trabalho de parto, e 6 deles resultados positivos para diminuição de episódios de dor. | A utilização de terapias não farmacológicas são efetivas para reduzir efeitos negativos do trabalho de parto e do parto em si. |
[A14] - Cabral et al, 2022 [5] | Comparar os efeitos da técnica de alongamento perineal assistido por instrumento com diferentes protocolos de aplicação em combinação com MP e os efeitos das técnicas isoladas na extensibilidade e força dos músculos do AP. | Ensaio clínico controlado randomizado com 96 gestantes, divididas em 4 grupos, para comparar os efeitos de diferentes protocolos de MP com ou sem uso de um instrumento no alongamento e fortalecimento dos músculos do AP. Os grupos incluíram MP, alongamento perineal assistido por instrumento com protocolos longos ou curtos, e uma combinação das técnicas. Intervenções realizadas 2x por semana a partir da 34ª semana gestacional. | Aumento significativo na extensibilidade dos músculos do AP ao longo do tempo, com diferenças significativas entre os grupos.
O grupo que recebeu MP em combinação com o protocolo de alongamento perineal assistido por instrumento de curta duração mostrou maior extensibilidade em comparação com os grupos que receberam apenas MP ou o protocolo de alongamento perineal assistido por instrumento de longa duração.
O grupo que recebeu apenas a MP demonstrou um aumento na força dos músculos do AP após 8 sessões em comparação com os outros grupos. | Gestantes que receberam a combinação de MP e alongamento perineal assistido por instrumento com aplicação curta e repetida tiveram um aumento maior na extensibilidade dos músculos do AP em comparação com a MP e o alongamento perineal assistido por instrumento sozinho. |
[A15] - Chen et al, 2022 [11] | Comparar os benefícios da MP em lesões e complicações no período gestacional e pós-parto. | Pesquisa até abril de 2022. Incluídos 16 estudos, um total de 6487 participantes na amostragem, separados em 2 grupos, um sofreu intervenção e outro apenas controle. | A MP diminuiu o risco de ressecção perineal lateral do períneo, risco de dor pós parto e rupturas perineais graves.
Não houve diferença em rupturas de 1° e 2° grau. | A MP é eficaz para reduzir risco de rupturas (principalmente 3 e 4° grau), episiotomia e dor 3 meses pós parto. |
[A16] - Xiao Cao et al, 2022 [29] | Realizar uma revisão sistemática e meta-análise em rede, investigando a eficácia de diferentes estratégias relevantes do TMAP na prevenção do TP.
| 21 ensaios clínicos randomizados de estratégias de prevenção relevantes do TMAP para prevenir TP durante o parto, extraídos de forma independente por dois revisores.
| Exercícios do AP combinados com MP, yoga e exercícios do AP isolados melhoraram a taxa de períneo intacto em comparação com o cuidado usual e reduziram a taxa de episiotomia e de laceração perineal.
Houve melhorias nas taxas de parto vaginal não assistido, enquanto o uso de EPI-NO resultou em mais partos assistidos.
A qualidade da evidência variou, mas essas intervenções mostraram benefícios significativos. | Com base nos resultados, as estratégias pré-natais de TMAP combinado com MP e TMAP foram eficazes na prevenção de TP.
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[A17] - Okeahialam et al, 2023 [18] | Descrever fatores de riscos associados ao TP e possíveis intervenções para prevenção, principalmente OASIS. | Artigo de revisão de literatura, realizado no Hospital Universitário, Reino Unido. | Identificar fatores de risco possibilita modificar a prática obstétrica no pré-natal e período intraparto e pode reduzir taxas de TP e suas morbidades. Apesar dos estudos, há ainda controvérsias sobre intervenções que podem reduzir o risco de TP.
| É de suma importância a prevenção de TP e suas sequelas, assim como o aconselhamento médico para identificar e modificar fatores de risco. Intervenções nos serviços da maternidade podem ser eficazes na prevenção de TP graves. |
4.3 MASSAGEM PERINEAL REALIZADA PELO PARCEIRO
Autor / Ano
| Objetivos | Métodos | Resultados | Conclusão |
[A1] - Monguilhott JJ et al, 2022 [16] | Avaliar a adesão de gestantes e acompanhantes à realização da MP digital durante a gestação e seu efeito na prevenção do TP no parto e na redução de morbidade associada nos 45 e 90 dias pós-parto. | Estudo piloto de ensaio clínico randomizado, 153 gestantes com 34 semanas e risco habitual, 78 mulheres no grupo de intervenção realizaram a MP digital e 75 mulheres do grupo controle receberam cuidados habituais, permaneceram em cada grupo 44 mulheres que tiveram parto vaginal. A intervenção foi realizada pela gestante ou por seu parceiro. | A MP foi fator de proteção para edema nos primeiros 10 dias pós-parto e perda involuntária de gases nos 45 dias pós-parto. | Apesar de não proteger a mulher de TP, esta prática reduziu o risco de edema 10 dias pós-parto e incontinência de gases 45 dias pós-parto. |
[A2] - Monguilhott et al, 2023 [28] | Compreender a experiência da MP realizada pelo acompanhante durante a gestação. | Pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva entre abril de 2016 e abril de 2017, 10 acompanhantes de mulheres que realizaram a MP diariamente em um macroprojeto e com dados colhidos através de entrevistas semiestruturadas e notas descritivas. | Alguns desafios foram relacionados a aplicação como desconforto, desconhecimento e falta de preparo.
Contribuições da técnica para proteção do períneo.
A MP possibilita maior envolvimento e intimidade entre o casal e valorização do acompanhante.
Estratégias e adaptações foram necessárias para realização da técnica.
Os participantes recomendam e usariam a MP em uma futura gestação. | A MP demonstrou ser eficaz e possibilitou ao acompanhante maior envolvimento em atividades do ciclo gravídico-puerperal e efetivou o pré-natal masculino, além de favorecer o aumento do vínculo do casal e do homem com o bebê. |
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5 DISCUSSÃO
Os estudos de Biana 2021[24] e Freitas 2018[27] condizem que as terapias não farmacológicas são opções práticas terapêuticas que podem ser realizadas no período gestacional para proporcionar bem-estar durante esse processo e facilitar o trabalho de parto, dentre elas a MP aplicada em tecidos moles, uma prática eficaz, simples, barata e de fácil aplicação, dados que são comprovadas também por Reis 2023[25], Cabral 2022[5] e Cueva 2020[21].
Conforme Lima 2021[4] e Vam Kampen 2015[26] são inúmeras as possibilidades de intervenções que o fisioterapeuta pode utilizar durante o período gestacional para prevenir e minimizar possíveis disfunções musculares do AP, no parto e pós nascimento, dentre elas a MP realizada um mês antes do parto buscando ganho de flexibilidade dos músculos da região e redução da resistência, o que traz possibilidade de alongamento durante o parto, evitando possíveis lesões e episiotomia devido ao treino da musculatura que proporciona melhora na pressão desses músculos, da dor perineal, reduz o tempo de trabalho de parto na segunda fase e maiores lacerações, contribui também no pós parto com diminuição de quadros dolorosos.
Segundo Lima 2021[4] e Xiao Cao 2022[29], a MP associado com treinamentos do períneo e do AP trazem o aumento na taxa de períneo intacto e uma diminuição do número de episiotomias, porém Lima 2021[4] afirma que o uso de EPI-NO auxilia no aumento do número de casos onde não se tem TP, enquanto Xiao Cao 2022[29] afirma que o treinamento com EPI-NO resultou em maior incidência de partos assistidos.
A MP pode ser usada também durante o parto, trazendo benefícios à mulher, ajudando a evitar o TP. Enquanto Ducarme 2019[23] e Okeahialam 2023[18], dizem que a técnica usada durante o parto parece reduzir o número de casos de OASIS, Fernandes 2021[6] e Demirel 2015[14] afirmam que a MP durante o trabalho de parto melhora a elasticidade dos músculos perineais, garantindo músculos mais flexíveis para expulsão do bebê, tendo assim menor probabilidade de rompimento do períneo ou necessidade de episiotomia. Ainda, Demirel 2015[14] sugere que se aplicado no primeiro e 2º estágio, os resultados são melhores em relação a lacerações espontâneas e tempo de duração da segunda etapa do parto, pode vir a diminuir lacerações perineais, proteger a integridade e diminuir o tempo de recuperação pós parto. Já o estudo de Chen 2022[11] aborda que a MP pré-parto reduz o risco de rupturas perineais, contribui para redução do risco de episiotomia lateral e diminuição de quadros de dor 3 meses pós-parto, porém não houve significância devido ao número de amostras pequenas e dados incompletos para IU e fecal e índice de satisfação sexual pós-parto, contudo, obesidade, autoestima materna e certos inconvenientes levam dificuldades à realização da técnica.
A MP pode ser aplicada pelo profissional da saúde, pelo companheiro ou pela própria gestante por meio de automassagem, mas existem controvérsias sobre a eficiência da automassagem ou da massagem realizada pelo parceiro, pois apesar de Monguilhott 2023[28] afirmar que a massagem efetuada pelo parceiro contribui para melhor experiência do acompanhante em relação ao período gravídico, pois os mesmos possibilitaram estratégias para realizá-las com efetividade, favorecendo além do aumento da elasticidade perineal, maior intimidade entre o casal e aumento de vínculo com o neném, contribuindo assim para recomendações posteriores a outros casais e utilização em uma nova gestação, nos estudos de Alvarez 2021[8], 2022[9] e Teixeira 2022[2] conclui-se que a massagem efetuada por um profissional capacitado traz melhores resultados e menores riscos de traumas perineais do que quando realizado pelo parceiro ou a automassagem. Entretanto Leon 2017[17] comprovou que não há diferença na realização da técnica caso seja feita pela própria gestante ou pelo parceiro, idade, frequência e nível estudantil, que há redução de tempo no 2º estágio do parto, taxa de períneo íntegro, diminuição de suturas perineais e quadros dolorosos diminuídos comprovados no grupo com intervenção, e que a associação de outras técnicas como junção de treinamentos do AP, alongamentos assistidos e o uso em conjunto de compressas quentes proporcionam melhores resultados, dados relacionados nos estudos de Goh 2021[19], Dieb 2020[10], Cabral 2022[5] e Reis 2023[25].
6 CONCLUSÃO
A partir dos resultados encontrados neste estudo, conclui-se que a realização da MP a partir do terceiro trimestre de gestação mostrou-se ser eficaz e favorece maior envolvimento do acompanhante nessa fase, contudo, deve ser instruída devido à complexidade de múltiplos fatores que se associam ao procedimento. Sua aplicação e orientação por um fisioterapeuta especializado atribui melhor eficácia aos acometimentos durante o trabalho de parto e puerpério, diminui significativamente o risco de lacerações perineais durante o parto vaginal, principalmente de terceiro e quarto grau, índices de episiotomia e dor perineal pós parto. Com base nos achados, quando combinada a outra técnica traz melhores resultados na prevenção de TP e deve ser indicada e incentivada a todas que possam vir a aderir à técnica ao decorrer do processo. Contudo, se faz necessário maior número de amostras e estudos com maiores relevâncias, visto que a literatura apresenta poucas evidências voltadas à fisioterapia.
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