ISSN: 2595-8402
DOI: 10.5281/zenodo.8271287
Publicado em 21 de agosto de 2023
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 6, NÚMERO 1, ANO 2023
CONSUMO ALIMENTAR EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO DO HOSPITAL DE URGÊNCIA DE SERGIPE
Millena Angel Silva Rodrigues¹; Luiz Gabriel Cerqueira Passos Carmo²; Stefane Maciel Santos Silva3; Josiane de França Vieira4; Vivian Lee Franco Barreto5; Luana Rocha Prado6; Gisele Maria Nunes Silva7; Gustavo Henrique Cavalcanti Pereira Paixão8; Beatriz Azevedo Santos9; Ana Luiza Almeida Menezes10; Fernanda Silva Franco11; Talita Kizzy Oliveira Barbosa12; Cynthia Barbosa Albuquerque13; Lorena Correia Cardoso14; Steffany Almeida Santos15
1,2,3,4,5,7,8,9,10,11,12,13,14,15Universidade Tiradentes, Aracaju, Brasil
6Universidade Estácio de Sá, Brasil
RESUMO
O câncer de mama é uma neoplasia que afeta predominantemente as mulheres, embora também possa ocorrer em homens. Sua prevalência é alta, sendo uma das formas de câncer mais comuns em todo o mundo. Este estudo teve o objetivo de avaliar o consumo alimentar geral de pacientes com câncer de mama atendidos no ambulatório do Hospital de Urgência de Sergipe. Foi realizado um estudo transversal, incluindo 25 mulheres diagnosticadas com neoplasia de mama, sendo avaliadas através do QFA (Questionário de frequência alimentar). Os dados passaram por uma análise no SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences), versão 21 e posteriormente tabulados no Google Sheets. A partir dos dados coletados, observou-se uma boa ingestão de frutas,contudo, percebeu-se uma baixa ingestão de verduras cruas, cozidas e legumes. Além disso, alimentos embutidos foram vistos como raramente consumidos pelas pacientes. Diante dos dados coletados, é perceptível que o fator está o acesso a uma boa alimentação é um fator relevante ao estudar o câncer de mama, sendo assim ele se torna um peso adicional antes, durante e após o diagnóstico dessa doença, pois são fatores de grande relevância para que haja uma prevenção adequada e um suporte de qualidade em relação ao prognóstico desta patologia.
Palavras-chave: Câncer de mama; padrão alimentar; estado nutricional.
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1 INTRODUÇÃO
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer abrange pouco mais de 100 diferentes tipos de doenças malignas que estão associadas ao crescimento desordenado de células, podendo invadir tecidos e órgãos. É um tipo de doença que se divide rapidamente, com células que tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, provocando a formação de tumores, com o poder de se espalhar para outras regiões do corpo[1].
O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres (cerca de um milhão de novos casos por ano no mundo). No Brasil, é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do país, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição. Segundo a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), os fatores comportamentais e alimentares são responsáveis por um terço das mortes causadas por câncer. Um índice de massa corporal elevado, combinado a uma alimentação com baixa ingestão de frutas e vegetais, sedentarismo, consumo de álcool e tabaco tem sido cada vez mais frequente[2][3].
Soares[4], diz que a alimentação é reconhecida como umas das principais aliadas no tratamento de neoplasias. Uma vez que usando a combinação dos alimentos, evitando alimentos gordurosos, seguindo as orientações dietéticas adequadas e adquirindo uma melhoria nos hábitos alimentares é capaz de estimular uma possível prevenção do câncer de mama. A adoção de uma alimentação saudável e balanceada contribui não só para a prevenção dessa doença, mas também de doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas[4].
A literatura é unânime ao destacar a importância da intervenção dietética na prevenção e recorrência da neoplasia mamária. Dietas baseadas no consumo de frutas, vegetais e grãos integrais parecem atuar na prevenção e controle, minimizando o impacto do acometimento por essa doença, em decorrência de muitos compostos fitoquímicos, nutrientes ou não nutrientes, que são excelentes agentes quimiopreventivos, frequentemente encontrados nesses alimentos[5].
Dessa forma, considerando a relevância do tema, este estudo teve como objetivo comparar o consumo de alimentos considerados protetores para câncer de mama e aqueles julgados como grupo de risco para essa patologia, em mulheres com a doença, atendidas em um Hospital público de Aracaju, Sergipe.
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2 METODOLOGIA
Este estudo transversal foi conduzido em uma unidade hospitalar privada localizada na cidade de Aracaju, em Sergipe. O período de coleta de dados ocorreu entre os meses de outubro e dezembro de 2021. Durante esse período, as pesquisadoras realizaram visitas ao hospital de segunda a sexta-feira, durante o turno matutino. A equipe responsável pela coleta de dados era composta por alunas voluntárias do curso de nutrição, que abordavam as pacientes na sala de espera do ambulatório de nutrição. As pacientes foram convidadas a participar da pesquisa e receberam explicações detalhadas sobre os objetivos do estudo, os métodos utilizados, bem como os possíveis riscos e benefícios envolvidos na participação.
A população-alvo deste estudo consiste em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Para selecionar a amostra, foi utilizada uma técnica de amostragem de conveniência, onde foram incluídas 25 mulheres que preenchiam os critérios de inclusão estabelecidos. O instrumento da pesquisa foi composto por um questionário, sendo ele o de análise de consumo alimentar, composto por frutas e verduras, embutidos e doces e sobremesas.
As mulheres participantes do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para autorizar sua participação na pesquisa. A coleta de dados ocorreu em uma sala reservada, garantindo a privacidade das participantes.
Os dados foram analisados no SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences), versão 21, e tabulados no Google Sheets. As frequências absolutas e percentuais foram utilizadas para descrever os dados. A comparação das médias entre os grupos foi realizada através do teste t de Student. Foi aplicado um IC (índice de correção) de 95% para considerar uma margem de erro. Além disso, o desvio padrão foi utilizado para avaliar a dispersão dos valores em cada grupo alimentar. Essas análises estatísticas foram realizadas para identificar possíveis diferenças significativas e fornecer fundamentação estatística às conclusões do estudo.
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Tabela 1: Frequência de porções semanais de consumo.
Opções de frequência no QFA |
Nunca/Raramente |
1x semana |
2 a 4x semana |
5 a 6x semana |
Mais de 7x semana |
Os dados do Questionário de Frequência Alimentar (QFA) foram ajustados para refletir o consumo semanal de porções. Para isso, os dados de consumo diário foram multiplicados por sete, convertendo-os para consumo semanal. Os dados de consumo mensal foram divididos por trinta e multiplicados por sete para obter o consumo semanal. No entanto, os dados de consumo anual, devido ao baixo consumo relatado, foram categorizados como "nunca/raramente consumidos".
Essa transformação dos dados permitiu uma análise mais consistente e comparativa entre os diferentes grupos alimentares, considerando o consumo ao longo de uma semana. Dessa forma, foi possível avaliar com mais precisão o padrão de consumo alimentar das participantes do estudo.
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3 RESULTADOS
Nesta pesquisa, foram avaliados 25 indivíduos do gênero feminino, com idades variando entre 41 e 77 anos, diagnosticados com câncer de mama. Essas pacientes responderam a um questionário sobre o consumo alimentar habitual e todas as participantes preenchiam os requisitos estabelecidos para o estudo.
Tabela 3 – Embutidos (FONTE: Elaborado pelos autores)
EMBUTIDOS | FREQUÊNCIA | IC 95% | P | ||
LINGUIÇA | N | % |
-,0262 - ,3622 |
0,471 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 22 2 1 0 0 | 88 8 4 0 0 | ||
EMBUTIDOS | N | % |
-,1914 -,9994 |
1,442 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 22 1 1 0 1 | 88 4 4 0 4 | ||
HAMBURGER | N | % |
-,0386 - ,1266 |
0,200 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 24 1 0 0 0 | 96 4 0 0 0 | ||
Tabela 4 - Doces e Sobremesas (FONTE: Elaborado pelos autores)
DOCES E SOBREMESAS | FREQUÊNCIA |
IC 95% |
P | ||
BISCOITO SEM RECHEIO | N | % |
,979 - 6,525 |
6,719 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 12 4 3 0 6 | 48 16 12 0 24 | ||
BISCOITO RECHEADO | N | % |
-,128 - ,368 |
0,600 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 24 0 1 0 0 | 96 0 4 0 0 | ||
CHOCOLATE | N | % |
-,223 - ,927 |
1,393 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 24 0 0 0 1 | 96 0 0 0 4 | ||
ACHOCOLATADO | N | % |
-,222 - ,942 |
1,411 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 22 2 0 0 1 | 88 8 0 0 4 | ||
SOBREMESAS | N | % |
-,111 - 1,471 |
1,918 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 22 1 0 0 2 | 88 4 0 0 8 | ||
AÇÚCAR | N | % |
3,240 - 9,640 |
7,752 | |
Nunca/Raramente 1x semana 2 a 4x semana 5 a 6x semana Mais de 7x semana |
| 9 0 1 1 14 | 36 0 4 4 56 | ||
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4 DISCUSSÃO
O presente estudo avaliou o consumo de alimentos protetores (frutas e verduras), embutidos e doces e sobremesas em um grupo de pacientes com câncer de mama no ambulatório do Hospital de Urgência de Sergipe, na cidade de Aracaju, capital de Sergipe.
Na tabela 2, verifica-se uma maior frequência na ingestão de frutas, com um consumo frequente de 7 vezes na semana, com exceção do melão, goiaba e abacate, relatados como os menos consumidos. A ingestão maior de frutas, referida neste estudo, pode estar diretamente relacionada ao fato de essas mulheres, após terem sofrido e sobrevivido ao câncer de mama, buscarem mecanismos de proteção contra a doença por meio da adoção de hábitos saudáveis de vida, como a alimentação[6].
Além disso, constatou-se uma baixa ingestão de verduras cruas, cozidas e outros legumes, com a maior porcentagem em “nunca ou raramente” consumidas, destacando-se para o brócolis, sendo evidenciado ingestão insuficiente com 52% (n=13). Todavia, vegetais como alface (52%; n=13), tomate (60%; n=15) e cenoura (64%; n=16) apresentaram maior consumo dentre a maioria das pacientes, sendo ingeridos mais de 7 vezes na semana, visto que, há um consumo maior em relação à cenoura, alimento importante pela sua composição de vitamina A.
O consumo de forma variada de legumes, frutas, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes ajudam a proteger contra o câncer, fortalecendo o sistema imunológico do corpo humano e ajudando em um melhor funcionamento do intestino[7]. Esses alimentos inibem o aparecimento de compostos cancerígenos às células e tem o poder de reparar o DNA que se encontra danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não for possível consertar o DNA, alguns desses compostos promovem a apoptose, interrompendo a multiplicação desordenada[8].
Dentre os compostos bioativos importantes, não só para a prevenção e controle do câncer de mama, como também para uma melhor sobrevida no tratamento dessa patologia, estão os flavonoides, presentes nas frutas e vegetais e são conhecidos pelo seu poder de ação anticancerígenas. Em um estudo caso-controle dos EUA, que reuniu cerca de 2.878 pacientes, sendo 1.434 com a patologia (casos) e 1.440 controles, foi identificado que o consumo de todos os flavonoides, exceto flavanonas, antocianidinas e isoflavonas, reduziu o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa [9]. Entretanto, em mulheres que ainda não estavam na menopausa, não houve associação entre a ingestão e risco.
Nesse mesmo grupo foi observado, anos mais tarde, que a ingestão de flavonóides totais, antocianidinas e isoflavonas estavam associados a uma mortalidade menor por câncer de mama entre as mulheres na pós-menopausa. Diante disso, torna-se evidente a importância do consumo variado e frequente de todas as frutas e vegetais que apresentam compostos fenólicos em sua composição[10].
Já no que diz respeito aos embutidos (Tabela 3), houve um maior percentual em "nunca/raramente” consumidos, esse é considerado um resultado positivo, pois os alimentos ultraprocessados têm em sua composição uma alta quantidade de energia, ácidos graxos saturados e trans, açúcar e sal adicionados, um baixo teor de fibras e vitaminas e têm sido relacionados a um risco maior de causar DCNT, em especial a obesidade, síndrome metabólica, dislipidemia, assim como também o câncer de mama e ovário[11]. Essa associação pode ser em relação à quantidade de ácidos graxos trans industriais, formados durante o processamento industrial de gorduras e óleos, e são parcialmente hidrogenados[12].
Por último, em relação ao consumo de doces e sobremesas (tabela 4), a frequência da ingestão de açúcar entre as mulheres nesta pesquisa, apresentou-se predominante para “mais de 7 vezes por semana”, contrariando as recomendações de que o consumo não seja exagerado, uma vez que entre os ingredientes presentes neste grupo de produtos alimentícios, estar a sacarose, frutose e xarope de milho que, quando presentes em nosso trato gastrointestinal, são responsáveis por facilitar a metástase pulmonar e a produção de 12-HETE em tumores de mama[13].
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5 CONCLUSÃO
Dessa forma, ao avaliar a relação entre o consumo de alimentos protetores, embutidos, e doces e sobremesas em um grupo de mulheres com câncer de mama do Hospital de Urgência de Sergipe, pode-se perceber que é importante que essas pacientes tenham uma boa orientação sobre o consumo adequado desses produtos, uma vez que, alguns deles, como doces e embutidos, estão relacionados diretamente com um pior prognóstico desta patologia.
A nutrição irá atuar como forma de prevenção e tratamento, quando realizada de maneira adequada e individualizada por um profissional especializado. Diante do exposto, destaca-se a importância do nutricionista atuando nos cuidados diretos da alimentação e nutrição voltados à promoção da educação alimentar e nutricional para essas mulheres.
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6 REFERÊNCIAS
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[2] Instituto Nacional de Câncer (Brasil). MORTALIDADE. [Internet]. Rio de Janeiro: INCA, 2022. [Citado 13 de Agosto de 2023]. Disponível em: <https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/mortalidade>.
[3] Oliveira FP da SCF de, Maia LCN. NUTRIÇÃO E IMUNIDADE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO. Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza [Internet]. 31 de março de 2022 [citado 14 de junho de 2023];3. Disponível em: https://periodicojs.com.br/index.php/easn/article/view/632
[4] Soares EC de A, Santos MCS dos, Vasconcelos EEC, Guida VML, Silva NS da, Torres AE de A. CÂNCER DE MAMA: PREVENÇÃO E TRATAMENTO. Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza [Internet]. 13 de fevereiro de 2023 [citado 21 de maio de 2023];4. Disponível em: https://www.periodicojs.com.br/index.php/easn/article/view/1140
[5] Sales J do N, Barbosa MC, Bezerra IN, Verde SMML. CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS POR MULHERES SOBREVIVENTES DO CÂNCER DE MAMA. Revista Brasileira de Cancerologia. 26 de agosto de 2020;66(3):e-141092.
[6] Oliveira FP da SCF de, Maia LCN. NUTRIÇÃO E IMUNIDADE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO. Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza [Internet]. 31 de março de 2022 [citado 14 de junho de 2023];3. Disponível em: https://periodicojs.com.br/index.php/easn/article/view/632
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[8] Jimenez S. RESPOSTA IMUNOLÓGICA DO CÂNCER DE MAMA. ANAIS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA [Internet]. 25 de maio de 2023 [citado 30 de julho de 2023];20(20). Disponível em: https://revista.uniandrade.br/index.php/IC/article/view/2823
[9] Araújo ER, Ferrari F. O USO DA ISOFLAVONA NO TRATAMENTO DO CLIMATÉRIO. 16 de outubro de 2021. Disponível em: https://faculdadedeamericana.com.br/ojs/index.php/TCC/article/view/712.
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[11] Romieu I, Khandpur N, Katsikari A PRECAMA team, et al. CONSUMPTION OF INDUSTRIAL PROCESSED FOODS AND RISK OF PREMENOPAUSAL BREAST CANCER AMONG LATIN AMERICAN WOMEN: THE PRECAMA STUDY. BMJ Nutrition, Prevention & Health 2022;e000335. doi: 10.1136/bmjnph-2021-000335.
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