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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
DOI: https://doi.org/10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025
ARTIGO ORIGINAL
Considerações sobre o Câncer do Colo de Útero: revisão narrativa
Alana Pereira Freitas1; Lilha Natália Lima da Silva2; Linconl Agudo Oliveira Benito3
Como Citar:
FREITAS, Alana Pereira; DA SILVA, Lilha Natália Lima; BENITO, Linconl Agudo Oliveira. Considerações sobre o câncer do Colo de Útero: revisão narrativa. Revista Sociedade Científica, vol. 8, n. 1, p. 2330-2351, 2025. https://doi.org/10.61411/rsc2025114518
DOI: 10.61411/rsc2025114518
Área do conhecimento:
Ciências da saúde
Sub-área:
Enfermagem; Saúde da Mulher
Palavras-chaves: Enfermagem; Saúde da Mulher; (CCU); Atenção Primária à Saúde.
Publicado: 19 de novembro de 2025
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Resumo
O estudo tem como objetivo analisar a atuação da enfermagem na prevenção do (CCU), considerando suas práticas, desafios e contribuições para a promoção da saúde da mulher. Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre 2020 e 2025, contemplando 14 estudos em bases nacionais e internacionais. Os resultados evidenciam que os enfermeiros exercem papel fundamental na realização do exame de Papanicolau, na orientação sobre a vacinação contra o HPV e em ações de educação em saúde. Identificaram-se, contudo, barreiras relacionadas ao acesso, à desigualdade regional e a fatores socioculturais que limitam a adesão das mulheres às práticas preventivas. Conclui-se que a enfermagem é essencial para fortalecer estratégias integradas, reduzir a mortalidade e promover a saúde feminina de forma humanizada.
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Considerations on Cervical Cancer: Narrative Review
Abstract
This study aims to analyze nursing's role in cervical cancer prevention, considering its practices, challenges, and contributions to promoting women's health. This is a literature review conducted between 2020 and 2025, encompassing 14 national and international studies. The results demonstrate that nurses play a fundamental role in administering Pap smears, providing guidance on HPV vaccination, and providing health education. However, barriers related to access, regional inequality, and sociocultural factors were identified that limit women's adherence to preventive practices. The conclusion is that nursing is essential to strengthening integrated strategies, reducing mortality, and promoting women's health in a humane manner.
Keywords: Nursing; Women's Health; (CCU); Primary Health Care.
Consideraciones sobre el Cáncer Cervicouterino: Revisión Narrativa
Resumen
Este estudio busca analizar el rol de enfermería en la prevención del cáncer cervicouterino, considerando sus prácticas, desafíos y contribuciones a la promoción de la salud de las mujeres. Se trata de una revisión bibliográfica realizada entre 2020 y 2025, que abarca 14 estudios nacionales e internacionales. Los resultados demuestran que las enfermeras desempeñan un papel fundamental en la administración de citologías vaginales, la orientación sobre la vacunación contra el VPH y la educación para la salud. Sin embargo, se identificaron barreras relacionadas con el acceso, la desigualdad regional y factores socioculturales que limitan la adherencia de las mujeres a las prácticas preventivas. Se concluye que la enfermería es esencial para fortalecer las estrategias integradas, reducir la mortalidad y promover la salud de las mujeres de forma humana.
Palabras clave: Enfermería; Salud de la Mujer; (UCM); Atención Primaria de Salud.
Introdução
O (CCU) é um dos tipos de neoplasias malignas que mais acomete mulheres em idade reprodutiva, sendo considerado um grave problema de saúde pública. Trata-se de um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero, geralmente associado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos oncogênicos de alto risco [1.].
A história do câncer cervical revela avanços importantes no reconhecimento da sua etiologia, diagnóstico e prevenção. O desenvolvimento do exame de Papanicolau, por exemplo, revolucionou a detecção precoce da doença, contribuindo significativamente para a redução da mortalidade em países que implementaram programas sistemáticos de rastreamento. No Brasil, esses avanços ainda enfrentam desafios relacionados ao acesso e à cobertura dos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais vulneráveis [2.].
O (CCU) também apresenta inter-relações com outras condições de saúde, como coinfecções por HIV, baixa imunidade, desnutrição e carência de educação em saúde, que contribuem para o aumento da sua incidência e agravamento do quadro clínico. Além disso, problemas sociais e estruturais, como desigualdade de gênero e pobreza, impactam diretamente na prevenção e no acesso ao tratamento [3.].
No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre a necessidade de estratégias globais para erradicação do (CCU) como problema de saúde pública. A proposta da OMS inclui a vacinação contra o HPV, rastreamento regular com testes de alta performance e tratamento adequado das lesões pré-cancerosas [4.]. Essas ações têm sido aplicadas com sucesso em diversos países desenvolvidos, resultando em quedas significativas da taxa de mortalidade.
Em nível nacional, o (CCU) ocupa o (3º) terceiro lugar entre os cânceres mais comuns em mulheres, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos ainda é alta, sobretudo nas regiões Norte (N) e Nordeste (NE), onde há menor cobertura de exames preventivos e barreiras socioeconômicas acentuadas [5.].
Diante desse contexto, o problema de pesquisa que se coloca é quais são os desafios e as contribuições da enfermagem na prevenção do (CCU), considerando as desigualdades sociais e regionais que dificultam o acesso das mulheres às ações de rastreamento, vacinação e educação em saúde?
O presente estudo tem como objetivo analisar a atuação da enfermagem na prevenção do (CCU), considerando suas práticas, desafios e contribuições para a promoção da saúde da mulher.
Referencial teórico
Epidemiologia e Fatores de Risco
O (CCU) apresenta significativa disparidade em sua distribuição geográfica, tanto no Brasil quanto no cenário mundial. No país, as maiores taxas de incidência e mortalidade são registradas nas regiões Norte (N) e Nordeste (NE), reflexo da baixa cobertura do exame preventivo e das desigualdades no acesso aos serviços de saúde [8.]. Já nas regiões Sul (S) e Sudeste (SE), onde há maior oferta de rastreamento e infraestrutura, a mortalidade tem se mantido em queda, demonstrando o impacto direto das políticas de prevenção e acesso regular ao Papanicolau [9.]. Em nível internacional, países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália apresentam reduções expressivas da mortalidade devido à vacinação contra o HPV e ao rastreamento sistemático, enquanto países em desenvolvimento ainda enfrentam índices alarmantes [10.].
No Brasil, estudos apontam que a faixa etária mais atingida situa-se entre 25 e 64 anos, coincidindo com a recomendação para rastreamento pelo exame citopatológico. Contudo, em regiões com menor acesso à saúde, muitas mulheres são diagnosticadas em estágios avançados, geralmente após os 40 anos, quando as chances de cura são reduzidas. Este atraso no diagnóstico reflete não apenas limitações estruturais, mas também questões culturais e sociais que dificultam a adesão às práticas preventivas [11.].
A infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelos tipos oncogênicos de alto risco, é o principal fator etiológico associado ao desenvolvimento do (CCU). Quando não controlada pelo sistema imunológico, essa infecção pode provocar lesões precursoras que evoluem para o carcinoma invasivo. A ausência de vacinação e a baixa cobertura vacinal em populações vulneráveis contribuem diretamente para a permanência de altas taxas da doença, evidenciando a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a imunização em larga escala [12.].
Além da infecção pelo HPV, fatores socioeconômicos desempenham papel relevante na manutenção das desigualdades epidemiológicas. Mulheres em situação de vulnerabilidade, com baixa escolaridade e condições precárias de vida, apresentam maior risco de desenvolver a doença devido à dificuldade de acesso a serviços de saúde, alimentação inadequada e exposição a ambientes de maior risco. Nessas populações, a mortalidade é ainda mais acentuada, representando um desafio para os sistemas de saúde [13.].
Outro fator importante está relacionado ao início precoce da vida sexual e ao número elevado de parceiros, condições que aumentam a exposição ao HPV e dificultam o controle da infecção. Associados a isso, a coinfecção por HIV e a baixa imunidade ampliam a persistência viral e a progressão para lesões malignas, configurando um cenário de risco elevado para essas mulheres [12.].
Portanto, a epidemiologia do (CCU) revela a complexidade da doença, influenciada por determinantes biológicos, sociais e culturais. A persistência da alta incidência em determinadas regiões brasileiras e em países em desenvolvimento mostra que a prevenção e o rastreamento ainda não alcançam de forma equitativa todas as populações. Dessa forma, é fundamental ampliar o acesso ao exame preventivo, fortalecer a vacinação contra o HPV e promover ações de educação em saúde voltadas para as mulheres em maior situação de vulnerabilidade, a fim de reduzir a mortalidade e enfrentar os fatores de risco associados [11.,10.].
Prevenção e Rastreamento
A prevenção do (CCU) é uma das estratégias mais eficazes no enfrentamento da mortalidade feminina por neoplasias evitáveis. Entre as principais ações destacam-se a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e o rastreamento por meio do exame de Papanicolau, ambos recomendados como medidas de saúde pública essenciais. A vacina contra o HPV, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é destinada a meninas e meninos em faixas etárias específicas, com o objetivo de reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, a incidência das lesões precursoras da doença [14.].
O exame de Papanicolau, por sua vez, permanece como ferramenta central na detecção precoce de alterações celulares no colo do útero. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a realização periódica do exame é capaz de reduzir significativamente as taxas de incidência e mortalidade, desde que garantida ampla cobertura populacional. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) recomenda que mulheres de 25 a 64 anos realizem o exame regularmente, especialmente aquelas que já iniciaram atividade sexual [15.,14.].
Entretanto, persistem barreiras que dificultam a efetividade das políticas de prevenção e rastreamento. Entre elas estão as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, a insuficiência de profissionais em determinadas regiões e os desafios culturais e sociais que afetam a adesão ao exame preventivo. Em áreas de maior vulnerabilidade socioeconômica, sobretudo nas regiões Norte (N) e Nordeste (NE), a baixa cobertura do Papanicolau ainda representa um obstáculo significativo para a redução da mortalidade [16.].
A educação em saúde é um eixo fundamental para ampliar a conscientização das mulheres sobre a importância da prevenção. Ações comunitárias, palestras, campanhas educativas e a utilização de mídias sociais têm sido estratégias eficazes na disseminação de informações. O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) destaca que o enfermeiro exerce papel estratégico nesse processo, promovendo não apenas a coleta do exame, mas também o acolhimento e o esclarecimento sobre a vacina contra o HPV e os cuidados contínuos com a saúde da mulher [17.].
Além disso, a OMS defende a implementação de programas de rastreamento organizados, que envolvem não apenas a oferta do exame, mas também o acompanhamento e tratamento imediato das mulheres com resultados alterados. O Brasil tem avançado nesse sentido, mas ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade regional e à fragmentação do acompanhamento dos casos detectados. A ampliação da cobertura vacinal contra o HPV, integrada ao rastreamento regular, constitui um dos pilares para o alcance da meta da OMS de eliminar o (CCU) como problema de saúde pública até 2030 [15.].
Portanto, investir em prevenção e rastreamento é uma medida estratégica e custo-efetiva para reduzir os índices da doença. A articulação entre políticas públicas, atuação da enfermagem e participação comunitária é indispensável para superar barreiras e ampliar o acesso às ações de saúde. Garantir que todas as mulheres tenham acesso à vacinação, ao exame preventivo e às orientações em saúde representa um compromisso coletivo que contribui diretamente para a promoção da saúde integral e para a redução da mortalidade feminina no Brasil [14.].
Teste Molecular de HPV, PNAISM, Imunização do e determinantes Sociais de Saúde
O enfrentamento do (CCU) demanda estratégias múltiplas que articulem tecnologia, políticas públicas e práticas de cuidado integradas. Nesse sentido, os testes moleculares de HPV têm se consolidado como alternativa eficaz ao exame de Papanicolau, devido à maior sensibilidade na detecção de infecções persistentes por tipos oncogênicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a incorporação desses testes em programas nacionais de rastreamento, por possibilitarem diagnósticos mais precoces e maior precisão na identificação de mulheres em risco [20.]. No Brasil, sua aplicação ainda enfrenta desafios relacionados ao custo e à disponibilidade, mas representa um avanço necessário para atingir a meta global de eliminação do câncer cervical como problema de saúde pública [21.].
Outro eixo essencial é a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), que reconhece a centralidade da saúde feminina nas políticas públicas e busca assegurar o cuidado integral em todas as fases da vida. Essa política estabelece diretrizes para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do (CCU), articulando a rede de atenção à saúde e valorizando a atuação da enfermagem na linha de frente [18.]. Ao incluir ações específicas de rastreamento e promoção da saúde, a PNAISM fortalece a integração entre os níveis de atenção e contribui para reduzir desigualdades regionais e sociais que ainda marcam a realidade brasileira [5.].
A imunização contra o HPV constitui uma das medidas mais efetivas de prevenção primária, sendo oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a meninas e meninos em faixas etárias específicas. Essa estratégia visa reduzir a circulação do vírus e, a longo prazo, minimizar os casos de câncer cervical. A ampliação da cobertura vacinal é um desafio que requer campanhas educativas consistentes, enfrentando resistências culturais e a desinformação sobre a vacina [19.]. O sucesso observado em países que alcançaram altas taxas de vacinação comprova que esta é uma das ferramentas mais custo-efetivas para a redução da mortalidade por câncer de colo do útero [20.].
Entretanto, a efetividade das políticas e das tecnologias depende da consideração dos determinantes sociais de saúde, que influenciam diretamente a incidência e o prognóstico da doença. Fatores como baixa escolaridade, vulnerabilidade socioeconômica, barreiras culturais e desigualdade de gênero reduzem a adesão ao rastreamento e limitam o acesso ao tratamento oportuno [3.]. Nessas condições, o (CCU) não pode ser compreendido apenas como uma questão biomédica, mas como um problema social que exige intervenções intersetoriais e a redução das desigualdades [8.].
A enfermagem, nesse contexto, desempenha papel articulador ao integrar as diferentes dimensões da prevenção, aplicação de tecnologias diagnósticas, incentivo à vacinação, fortalecimento de políticas públicas e enfrentamento dos determinantes sociais. Estudos apontam que enfermeiros são fundamentais não apenas na coleta de exames, mas também na sensibilização comunitária e na criação de estratégias que aproximem os serviços de saúde da população. Sendo que essa atuação amplia o alcance das ações preventivas e garante maior adesão das mulheres aos programas de rastreamento [10.].
Portanto, a integração entre teste molecular de HPV, PNAISM, imunização e enfrentamento dos determinantes sociais configuram-se como eixo estruturante das políticas de combate ao (CCU). Mais do que medidas isoladas, trata-se de um conjunto de estratégias que, quando aplicadas de forma coordenada, têm potencial de transformar o cenário epidemiológico brasileiro. A literatura e as diretrizes nacionais e internacionais reforçam que somente com essa abordagem integrada será possível alcançar a meta de eliminação da doença como problema de saúde pública [18.,20.,21.].
O Papel da Enfermagem na Promoção da Saúde da Mulher
A enfermagem desempenha papel essencial na promoção da saúde da mulher, atuando desde a prevenção até o cuidado integral. A presença no cotidiano das unidades de saúde favorece a construção de vínculos de confiança, fundamentais para estimular a adesão das pacientes às práticas de autocuidado. Nesse sentido, os enfermeiros são protagonistas na orientação sobre hábitos saudáveis, vacinação contra o HPV e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), ampliando a consciência das mulheres sobre a importância do cuidado contínuo com sua saúde [18.].
Entre as ações preventivas, destaca-se a realização do exame de Papanicolau, procedimento fundamental para a detecção precoce do (CCU). Os enfermeiros, ao conduzir esse exame, não apenas coletam material biológico, mas também orientam e esclarecem dúvidas, reduzindo o medo e o estigma associados ao procedimento. Essa atuação direta contribui para o aumento da cobertura do rastreamento e, consequentemente, para a redução da incidência e da mortalidade pela doença [19.].
O acolhimento humanizado constitui outro ponto central da atuação da enfermagem. Ao lidar com mulheres de diferentes contextos sociais e culturais, os enfermeiros desenvolvem estratégias específicas que respeitam as particularidades de cada grupo. Em populações indígenas, por exemplo, a adaptação das práticas educativas às tradições locais tem se mostrado fundamental para promover a aceitação das ações preventivas e reduzir barreiras de acesso aos serviços [20.].
Além da dimensão preventiva, a enfermagem também contribui para a formulação de estratégias voltadas à superação de obstáculos que limitam o acesso das mulheres à saúde. Questões como a desigualdade regional, a falta de recursos e o déficit de informação ainda representam barreiras significativas. Nesse cenário, os enfermeiros assumem papel ativo na educação em saúde e na articulação com políticas públicas, visando ampliar a efetividade dos programas de rastreamento e cuidado integral [21.].
Outro aspecto relevante é a contribuição da enfermagem para a humanização do cuidado. Ao valorizar o diálogo, a escuta ativa e o respeito às singularidades, os enfermeiros fortalecem a autonomia das mulheres em relação às suas escolhas de saúde. Esta postura não apenas reduz a resistência às práticas preventivas, mas também promove maior engajamento das pacientes nas etapas de diagnóstico e tratamento, refletindo em melhores resultados de saúde [22.].
No entanto, destaca-se que a atuação dos enfermeiros na promoção da saúde da mulher extrapola o âmbito técnico e assistencial, envolvendo também a produção de conhecimento. Pesquisas e capacitações contínuas contribuem para o aprimoramento das práticas e para a formação de futuros profissionais mais preparados. O fortalecimento da enfermagem como agente de transformação social é, portanto, um caminho essencial para garantir avanços na prevenção, na redução da mortalidade e na melhoria da (QV) das mulheres [23.].
Metodologia
A presente pesquisa adota como método a revisão bibliográfica, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. Esse delineamento permite reunir, organizar e analisar estudos já publicados, possibilitando tanto a compreensão aprofundada dos significados e contextos envolvidos na atuação da enfermagem, quanto a identificação de dados objetivos sobre a prevenção do (CCU). A revisão bibliográfica é uma estratégia científica essencial para sistematizar o conhecimento existente e propor avanços a partir de evidências já consolidadas [6.].
As buscas foram realizadas em bases científicas reconhecidas e de acesso aberto, tais como SciELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), PubMed e Google Acadêmico. O recorte temporal compreendeu produções publicadas entre 2020 e 2025, contemplando artigos científicos, dissertações, teses e documentos institucionais que abordassem de forma direta a atuação da enfermagem na prevenção do (CCU).
Para a construção da estratégia de busca, foram utilizados Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH), aplicados isoladamente e em combinação, ampliando a abrangência dos resultados. Entre os principais termos selecionados estão: “(CCU)” (D001943), “Prevenção de Doenças” (D018450), “Exame de Papanicolau” (D010221), “Infecção por Papillomavirus” (D010218), “HPV Vaccines” (D000074185), “Atenção Primária à Saúde” (D015410) e “Enfermagem” (D009729). A escolha desses descritores justifica-se pela sua pertinência para a temática, abrangendo tanto os aspectos clínicos quanto as práticas de promoção da saúde.
Como critérios de inclusão, foram selecionadas publicações que abordassem especificamente a atuação do enfermeiro na prevenção do (CCU), especialmente no âmbito da (APS). Foram priorizados estudos que tratassem da realização do exame de Papanicolau, da orientação sobre a vacinação contra o HPV, de práticas educativas e de estratégias de promoção da saúde da mulher. Excluíram-se os materiais fora do período delimitado, duplicados ou que não apresentassem relação direta com a temática proposta.
A análise dos dados foi conduzida por meio de leituras exploratória, seletiva e analítica, a fim de identificar padrões, lacunas e contribuições relevantes. As informações foram organizadas em categorias temáticas, possibilitando uma discussão crítica e comparativa sobre as práticas de enfermagem no enfrentamento do (CCU). O uso combinado de abordagens qualitativa fortalece a validade dos resultados e amplia a aplicabilidade das conclusões no campo da saúde pública [7.].
Desenvolvimento e discussão
Os resultados sintetizam os achados de uma revisão bibliográfica, realizada entre 2020 e 2025, que analisou 14 estudos sobre a atuação da enfermagem na prevenção do (CCU). As pesquisas revelam que os profissionais de enfermagem implementam um vasto conjunto de ações, desde a promoção da educação em saúde até a execução de exames preventivos e a articulação para melhorar o acesso aos serviços. Os resultados a seguir foram organizados em categorias temáticas, permitindo uma compreensão aprofundada das principais contribuições e dos desafios identificados na literatura.
Um pilar central da atuação da enfermagem é a educação em saúde, manifestada em campanhas de conscientização e na orientação sobre a importância do exame Papanicolau e da vacinação contra o HPV. Os enfermeiros transcendem a simples execução de procedimentos, focando na educação como ferramenta estratégica para reduzir a incidência da doença. Nesse contexto, a capacitação e o aprimoramento contínuo desses profissionais são apontados como fatores essenciais para qualificar o atendimento e incentivar comportamentos preventivos entre as mulheres [24.].
Apesar dos esforços educativos, a literatura destaca a dificuldade de adesão das mulheres aos programas de prevenção como um desafio significativo. Estudos relatam a persistência de barreiras culturais, sociais e estruturais que limitam a participação feminina. Entre os obstáculos mais comuns estão reduzidos de conhecimento sobre a relevância do exame, o estigma associado à doença e as dificuldades logísticas para acessar os serviços de saúde, especialmente em comunidades mais vulneráveis [25.,26.].
Além do foco educativo, os trabalhos analisados evidenciam que a prática da enfermagem se estende a uma abordagem integral e multifacetada da saúde da mulher. Destacam que as ações de prevenção do câncer cervical incluem a realização de triagens, a identificação precoce de alterações citológicas e o encaminhamento ágil e adequado para diagnósticos complementares. Esta atuação demonstra a capacidade do enfermeiro de gerenciar o cuidado em diferentes etapas da linha de prevenção [27.].
Portanto, a integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde e a colaboração interdisciplinar emergem como fatores fundamentais para o sucesso das estratégias preventivas. A literatura reforça que a eficácia das ações de enfermagem é potencializada quando inserida em um sistema de saúde coeso, onde a comunicação e a cooperação entre equipes garantem um acompanhamento contínuo e efetivo da paciente. Assim, a atuação isolada, por mais competente que seja, mostra-se insuficiente para superar os complexos desafios impostos pela prevenção do câncer de colo do útero.
Tabela 1: Características dos Estudos Selecionados
Autor(es) e Ano | Objetivo Central | Contribuições Relevantes |
Rocha et al. (2020) [11.] | Investigar a prevenção do câncer de colo do útero na consulta de enfermagem | Destaca a ampliação do papel educativo e a importância de ir além do Papanicolau |
Freitas; dos Santos Silveira; Azevedo (2021) [3.] | Discutir os cuidados de enfermagem no contexto do câncer cervical | Evidencia barreiras culturais e a necessidade de estratégias educativas ampliadas |
Oliveira et al. (2022) [9.] | Revisar a assistência de enfermagem na prevenção e tratamento do câncer cervical | Aborda a integração dos serviços de saúde e os desafios na adesão ao exame |
Santos; Carvalho; Paz (2023) [13.] | Analisar práticas de enfermagem na prevenção do câncer cervical | Ressalta a importância da triagem e do encaminhamento precoce |
Araújo et al. (2022) [1.] | Explorar contribuições e dificuldades da enfermagem na prevenção do câncer cervical | Identifica desafios na implementação de ações preventivas e educativas |
Marques; de Moura Rodrigues (2022) [8.] | Investigar a atuação da enfermagem na educação em saúde de mulheres indígenas sobre a prevenção do câncer cervical | Evidencia a necessidade de adaptações culturais e estratégias específicas |
Maia et al. (2020) [5.] | Discutir a atuação da enfermagem frente ao câncer cervical | Aborda a centralidade da prevenção e a importância das atividades preventivas |
Rocha et al. (2021) [12.] | Revisar a assistência de enfermagem na saúde da mulher frente ao câncer cervical | Destaca a abordagem integral e a importância da revisão integrativa |
Souza; Souto; dos Santos (2020) [15.] | Analisar a assistência da enfermagem relacionada ao câncer uterino | Apresenta práticas de cuidado e os desafios do atendimento no contexto da saúde feminina |
Sousa; de Moraes; Passos (2023) [14.] | Investigar a percepção das mulheres sobre as práticas preventivas e a atuação da enfermagem | Evidencia a importância da comunicação e da relação de confiança entre profissionais e pacientes |
Dias et al. (2021) [2.] | Verificar a atuação do enfermeiro na prevenção do (CCU) em Unidades de Saúde | Ressalta a importância da estruturação dos serviços e a capacitação dos profissionais |
Júnior et al. (2021) [4.] | Avaliar o conhecimento dos discentes de enfermagem acerca do câncer cervical | Indica a necessidade de reforço no ensino acadêmico e na formação prática |
Vitor et al. (2023) [16.] | Propor estratégias de prevenção do câncer cervical no contexto da enfermagem | Sugere a implementação de campanhas integradas e a melhoria da comunicação institucional |
Reis et al. (2021) [10.] | Analisar a atuação da enfermagem na prevenção do câncer cervical | Evidencia a importância da intervenção precoce e a integração entre diferentes níveis de atenção |
Fonte: Elaborado pelos Autores (2025).
A análise dos estudos permite identificar que, embora os pesquisadores reconheçam a importância da atuação da enfermagem na prevenção do (CCU), há divergências quanto aos desafios enfrentados e às estratégias implementadas. Alguns estudos enfatizam a necessidade de ações educativas contínuas e a implementação de programas que considerem as particularidades culturais e regionais [1.,2.]. Outros autores apontam para a importância de uma abordagem integrada e interdisciplinar, que envolva não apenas os profissionais de enfermagem, mas também demais atores do sistema de saúde [3.,4.].
Os resultados também destacam a relevância de se promover a formação acadêmica e a atualização dos conhecimentos dos discentes e profissionais da área. Estudos apontam que o conhecimento dos estudantes de enfermagem sobre o (CCU) ainda é incipiente, o que reforça a necessidade de incorporar, de forma mais efetiva, conteúdos que abordem a prevenção, a detecção precoce e os cuidados relacionados a essa doença. Esta constatação reforça a ideia de que a capacitação contínua pode contribuir significativamente para a redução das frequências de incidência e mortalidade, ao promover práticas mais qualificadas e assertivas no ambiente de trabalho [5.].
Outro aspecto relevante constatado é a diversidade de estratégias de intervenção adotadas nos estudos. Alguns trabalhos apontam a implementação de campanhas de saúde, eventos educativos e ações de sensibilização, enquanto outros enfatizam a importância da organização dos serviços de saúde para a realização do exame preventivo (Papanicolau) e para o acompanhamento das pacientes. Essa diversidade de estratégias evidencia a complexidade do problema e a necessidade de um olhar multidimensional, que considere tanto as questões de infraestrutura e logística quanto os fatores culturais e comportamentais que influenciam a adesão das mulheres às ações preventivas [6.,7.].
Para melhor ilustrar os achados relacionados às barreiras e facilitadores identificados na literatura, apresenta-se a Tabela 2, que sintetiza as principais barreiras relatadas e as estratégias propostas para superá-las, conforme a análise dos estudos:
Tabela 2: Barreiras e Estratégias na Prevenção do (CCU)
Barreiras Identificadas | Estratégias Propostas |
Falta de conhecimento e conscientização sobre a importância do exame preventivo | Desenvolvimento de campanhas educativas, palestras e ações de sensibilização comunitária |
Barreiras culturais e sociais que dificultam o acesso aos serviços de saúde | Adaptação das estratégias preventivas às especificidades culturais, sociais e regionais |
Dificuldades logísticas e acesso limitado às unidades de saúde | Melhoria da infraestrutura dos serviços, ampliação da cobertura do exame de Papanicolau e descentralização do atendimento |
Estigma e desinformação acerca do câncer cervical | Criação de programas de comunicação integrada e capacitação de profissionais de saúde para abordagem humanizada |
Carência na formação de profissionais e discentes de enfermagem | Inclusão de conteúdos específicos no currículo acadêmico e oferta de treinamentos continuados em prevenção do (CCU) |
Fonte: Adaptado de Araújo et al. [1.]; Marques; de Moura Rodrigues [8.].
Os achados demonstram que, para enfrentar as barreiras identificadas, é fundamental que as ações de prevenção sejam integradas e articuladas entre os diversos níveis do sistema de saúde [1.]. As estratégias propostas variam desde a promoção de campanhas educativas até a reestruturação dos serviços de atenção básica, evidenciando que a eficácia das intervenções depende da conjugação de esforços tanto na esfera comunitária quanto na gestão institucional. Dessa forma, os resultados reforçam a importância da atuação proativa dos profissionais de enfermagem, que se apresentam como agentes transformadores capazes de promover mudanças significativas na prevenção do (CCU) [2.].
Adicionalmente, a revisão evidencia uma tendência crescente na adoção de abordagens interdisciplinares, onde a colaboração entre profissionais de diferentes áreas é considerada essencial para o sucesso das ações preventivas [3.]. A integração de práticas clínicas com ações educativas e a implementação de programas de rastreamento regular se configuram como estratégias que, quando aplicadas de forma coordenada, podem ampliar o alcance e a eficácia dos programas de prevenção. Este enfoque integrado é reiterado por estudos que sugerem que a sinergia entre as diversas especialidades da saúde contribui para a redução dos índices de mortalidade e para a melhoria da qualidade de vida das mulheres [4.,5.].
Os resultados também apontam para a necessidade de políticas públicas que apoiem a formação continuada dos profissionais de enfermagem e a estruturação dos serviços de saúde, garantindo a disponibilidade de recursos para a implementação de ações preventivas [6.]. A revisão bibliográfica demonstra que, embora existam avanços significativos na área, ainda há desafios que precisam ser enfrentados, como a desigualdade no acesso aos serviços e a variabilidade das práticas adotadas em diferentes regiões do país [7.]. Esse cenário reforça a importância de se investir em pesquisas que possam subsidiar a elaboração de políticas públicas mais eficazes e que considerem as realidades locais [8.].
Entretanto, a análise dos estudos permite concluir que a atuação da enfermagem na prevenção do (CCU) é multifacetada e envolve a articulação de diversas estratégias, desde a promoção da educação em saúde até a reestruturação dos serviços de atendimento [9.]. Portanto, os resultados apontam para a necessidade de um olhar abrangente, que considere não apenas os aspectos técnicos e clínicos, mas também os determinantes sociais e culturais que influenciam o comportamento das mulheres em relação à prevenção da doença [10.]. Assim, a literatura revisada fornece um panorama robusto e detalhado das práticas de enfermagem, contribuindo para a identificação de lacunas e desafios que podem orientar futuras intervenções e pesquisas na área [11.].
Distribuição Geográfica
No Brasil, a distribuição do (CCU) revela desigualdades regionais marcantes. As maiores taxas de incidência e mortalidade encontram-se nas regiões Norte e Nordeste, reflexo da baixa cobertura do exame de Papanicolau e de dificuldades estruturais que limitam o acesso aos serviços de saúde. Sendo que essas barreiras reforçam a vulnerabilidade social de muitas mulheres, sobretudo em áreas rurais e comunidades tradicionais [1.,2.].
Em contrapartida, as regiões Sul (S) e Sudeste (SE) apresentam melhores indicadores de rastreamento, o que contribui para a redução da mortalidade. A maior oferta de unidades de saúde, profissionais capacitados e campanhas educativas permite uma cobertura mais ampla do exame preventivo, garantindo diagnóstico precoce e tratamento oportuno [3.,4.].
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que, no triênio 2023–2025, o (CCU) ocupará o terceiro lugar entre os mais incidentes em mulheres, atrás apenas do de mama e do colorretal. Esse dado reforça a necessidade de intensificação das políticas públicas de prevenção, sobretudo nas regiões onde a doença ainda apresenta índices alarmantes [5.,6.].
Cenário Internacional
No âmbito internacional, observa-se uma clara diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Nações como EUA, Canadá e Austrália têm apresentado redução expressiva da mortalidade por (CCU), resultado direto da implementação sistemática da vacinação contra o HPV e de programas organizados de rastreamento [7.,8.].
Por outro lado, em países em desenvolvimento, especialmente na África Subsaariana, o cenário é preocupante. Nessas regiões, a doença ainda se configura como a principal causa de morte por CA entre mulheres, devido à baixa cobertura vacinal, falhas no rastreamento e desigualdades estruturais no acesso aos serviços de saúde [9.,10.].
Sendo que essas diferenças demonstram que, embora o (CCU) seja prevenível e tratável, sua redução depende da efetiva implementação de políticas públicas e da disponibilidade de recursos. Países que conseguiram estruturar estratégias nacionais de saúde da mulher colheram resultados positivos, enquanto nações com fragilidades institucionais ainda enfrentam altos índices de mortalidade [11.,12.].
Faixa Etária mais Atingida
A faixa etária mais acometida pelo (CCU) compreende mulheres entre 25 e 64 anos, período em que se concentra a recomendação para o rastreamento regular. Esse intervalo etário reflete os anos de maior exposição ao HPV e maior probabilidade de detecção de lesões precursoras [1.,2.].
Entretanto, em contextos de menor acesso aos serviços de saúde, muitas mulheres só recebem o diagnóstico em estágios avançados da doença, geralmente após os 40 anos. A ausência de programas contínuos de prevenção e a carência de campanhas educativas ampliam a vulnerabilidade dessas mulheres [3.,4.].
Assim, investir na educação em saúde, na ampliação do rastreamento e na adesão à vacinação contra o HPV é fundamental para reduzir a incidência da doença nessa faixa etária. A enfermagem desempenha papel essencial nesse processo, atuando diretamente no acolhimento, na orientação e na execução dos exames preventivos [5.,6.].
Fatores de Risco Adicionais
Entre os fatores de risco que favorecem o desenvolvimento do (CCU), destaca-se a coinfecção por HIV, que aumenta a persistência do HPV e dificulta a resposta imunológica. Mulheres soropositivas apresentam maior predisposição à progressão das lesões precursoras para formas invasivas da doença [7.,8.].
Aspectos socioeconômicos também são determinantes. O baixo nível de escolaridade, a pobreza e a desigualdade de gênero estão relacionados à menor adesão ao rastreamento e à dificuldade de acesso ao tratamento adequado. Além disso, o início precoce da vida sexual e o histórico de múltiplos parceiros sexuais elevam significativamente a exposição ao HPV [9.,10.].
Outro fator de risco fundamental é a ausência de vacinação contra o HPV. A vacina representa um dos métodos mais eficazes de prevenção primária, mas sua cobertura ainda é insuficiente em muitas regiões, especialmente nas áreas mais vulneráveis do Brasil e em países em desenvolvimento. Sendo que essa lacuna reforça a importância da atuação da enfermagem em campanhas educativas e de imunização [11.,12.].
Considerações finais
O (CCU) permanece como um dos maiores desafios de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento, onde o acesso à informação e aos serviços de saúde ainda apresenta desigualdades. Nesse cenário, a enfermagem ocupa posição central na linha de frente da prevenção, seja por meio da realização do exame citopatológico, da orientação sobre a vacinação contra o HPV ou da educação em saúde voltada à conscientização da população feminina. A análise das produções científicas recentes evidencia que a atuação do enfermeiro é determinante para ampliar a cobertura das ações preventivas e reduzir a mortalidade associada a essa neoplasia.
Os resultados discutidos permitem concluir que a presença ativa do enfermeiro na atenção primária é essencial para fortalecer a adesão ao rastreamento e ao acompanhamento das mulheres em situação de vulnerabilidade. Além disso, o olhar humanizado e a proximidade com a comunidade possibilitam um cuidado integral, que ultrapassa a dimensão técnica e alcança aspectos emocionais e sociais.
Por fim, este estudo reafirma que investir na capacitação, valorização e apoio ao trabalho da enfermagem é um caminho estratégico para o enfrentamento do (CCU). Mais do que detectar precocemente a doença, a prática preventiva conduzida por esses profissionais promove autonomia, conscientização e qualidade de vida para as mulheres, consolidando a enfermagem como pilar fundamental na construção de uma saúde pública mais equitativa e resolutiva.
Declaração de direitos
Os autores declaram ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declaram que as imagens e textos publicados são de responsabilidade dos autores, e não possuem direitos autorais reservados a terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declaram respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declaram não cometer plágio ou autoplágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.
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UNINASSAU, Brasilia/DF, Brasil. Email:
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