Artigo - PDF
ISSN: 2595-8402
DOI: 10.5281/zenodo.6993069
Publicado em 15 de agosto de 2022
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 5, NÚMERO 1, ANO 2022
ANÁLISE DOS TESTES DE CAMPO USADOS PARA AVALIAÇÃO DA AGILIDADE NO BASQUETEBOL
Adriano Vretaros
¹Pós-Graduado em Bases Fisiológicas e Metodológicas do Treinamento Desportivo – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo – SP.
RESUMO
Medir a evolução da agilidade dos atletas é uma necessidade real dos profissionais envolvidos com programas de condicionamento físico. Portanto, o objetivo desta pesquisa é analisar os testes de campo usados para avaliação da agilidade no basquetebol. Nesta revisão literária, houve a consulta em bases de dados eletrônicas (PubMed, Scielo, MEDLINE e Google Scholar) onde foram selecionados um total de 57 artigos que apresentaram testes de campo para mensuração da agilidade no basquetebol e, 10 livros-texto sobre treinamento desportivo. Foi constatado nas publicações analisadas o emprego de quarenta e cinco testes de campo (80% planejados e 20% não-planejados), no qual 46.6% possuem características gerais e 53.3% são específicos. Existem diferenças significativas nos desenhos dos testes de campo, tais como na angulação (45°, 90°, 120° e, 180°), número de mudanças de direção (0 até 13), distância total percorrida (0 até 212.4-metros) e, tempo de duração (600-milissegundos até 45-segundos). Também, no momento de avaliar a agilidade é necessário que se atenha ao gênero, idade, experiência de treinamento e, categoria competitiva. Por último, apesar desta multiplicidade de configurações a disposição, boa parte dos testes examinados não possibilitam replicar as demandas específicas das partidas de basquetebol.
Palavras-chave: Basquetebol, Testes de Campo, Treinamento da Agilidade, Condicionamento Físico.
ANALYSIS OF FIELD TESTS USED TO EVALUATE AGILITY IN BASKETBALL
ABSTRACT
Measuring the evolution of agility in athletes is a real need for professionals involved with physical conditioning programs. Therefore, the objective of this research is to analyze the field tests used to evaluate agility in basketball. In this literary review, there was a consultation in electronic databases (PubMed, Scielo, MEDLINE and Google Scholar) where a total of 57 articles were selected that presented field tests to measure agility in basketball and 10 textbooks on sports training. It was found in the analyzed publications the use of forty-five field tests (80% planned and 20% unplanned), in which 46.6% have general characteristics and 53.3% are specific. There are significant differences in field test designs such as angle (45°, 90°, 120° and 180°), number of direction changes (0 to 13), total distance traveled (0 to 212.4-meters) and, duration time (600-milliseconds to 45-seconds). Also, when evaluating agility, it is necessary to pay attention to gender, age, training experience and competitive category. Finally, despite this multiplicity of configurations available, most of the tests examined do not make it possible to replicate the specific demands of basketball matches.
Keywords: Basketball, Field Tests, Agility Training, Physical Conditioning.
1 INTRODUÇÃO
O basquetebol como esporte coletivo de quadra requer dos seus atletas demandas de alta complexidade. Os resultados grandiosos nesta modalidade estão atrelados a uma combinação de habilidades técnicas individuais elevadas, entrosamento contínuo entre jogadores, boa construção do sistema tático, e fatores psicológicos motivacionais estáveis (1). Jogadores de basquetebol com alta qualificação possuem rapidez, agilidade, força explosiva e excelente versatilidade (2).
O condicionamento físico entra neste contexto como ferramenta para o aperfeiçoamento das diferentes capacidades biomotoras essenciais, na esfera coordenativa (coordenação geral, coordenação olho-mão, coordenação olho-pé, ritmo, precisão, lateralidade, descontração total e diferencial e o equilíbrio dinâmico, estático e recuperado) e condicionante (força, resistência, velocidade, agilidade e flexibilidade) (3).
O jogo contemporâneo de basquetebol exige um desenvolvimento significativo da preparação física na capacidade de trabalho dos jogadores. Isso é necessário para que a dinâmica individual e coletiva da equipe possa ser bem-sucedida (1). Somente com a aptidão física em estágios satisfatórios é alcançada a consistência dos resultados da equipe na temporada longa (4).
Os níveis adequados de aptidão física em capacidades biomotoras como a força máxima, potência muscular, velocidade, resistência anaeróbica e aeróbica tem reflexos diretos na movimentação dos jogadores de basquetebol durante uma partida (4; 5). Acerca da movimentação específica dos jogadores, nota-se ações impostas no sentido horizontal, vertical e, combinações desses movimentos em variados planos. Tais ações motoras demandam atividades ofensivas e defensivas (4).
Os padrões básicos da movimentação dos basquetebolistas durante uma partida englobam movimentos cíclicos e acíclicos, em deslocamentos com a bola e sem a bola (corridas acelerativas curtas, desacelerações rápidas, constantes mudanças de direção, assim como os deslocamentos laterais, passadas cruzadas, corridas de costas e, os saltos). Essas manobras frequentes exigem uma boa coordenação de pernas, equilíbrio, tempo de reação apropriado, ritmo variado e precisão (6; 7; 8; 9). A somatória destas características descritas estão vinculadas a agilidade.
A agilidade é uma capacidade biomotora essencial para um basquetebolista. A conjunção de habilidades complexas como a rapidez, velocidade e força explosiva podem resultar num estágio de agilidade elevado (10; 11; 12; 13). Basquetebolistas precisam saber acelerar, realizar mudanças de direção, bem como desacelerar diante de estímulos planejados ou não-planejados, em ações mandatórias ofensivas e defensivas (4; 14; 15; 16; 17).
Em esportes coletivos de invasão territorial como o basquetebol, uma equipe com alta proficiência na agilidade representa uma vantagem diferenciada contra os seus oponentes (7; 18; 19; 20). A natureza extremamente arrojada de um jogo assegura que os atletas apresentem qualidade superior na agilidade, para realizarem um enfrentamento em situações de movimentos direcionais rápidos e eficazes nos espaços limitados da quadra (21).
O basquetebolista ágil precisa ser extremamente habilidoso no manuseio da bola e, em deslocamentos sem a bola. Esse jogador atua integrando uma série de processos neurocognitivos de percepção ambiental, para que simultâneamente monitore os movimentos da sua equipe e dos oponentes e, assim, reaja com uma tomada de decisão eficaz (14).
O treinamento da agilidade no basquetebol é complementar ao desenvolvimento da velocidade. Pelo fato da agilidade ser edificada através de componentes multidimensionais, é imperativo que o atleta amplie suas possibilidades funcionais na potência, velocidade e força máxima (6; 19; 20; 22; 23). Em adição, a orientação espaço-temporal, coordenação motora, reação complexa e o foco são importantes para uma tomada de decisão mais efetiva em tarefas envolvendo a agilidade (24).
Entre os principais fatores determinantes para uma prescrição de treinamento ótimo da agilidade no basquetebol estão: aspectos neurocognitivos, antropométricos, biomecânicos e, condicionantes. Estimular estes aspectos num programa de treinamento bem confeccionado pode elevar a aptidão física na agilidade (11; 12; 22; 23; 25; 26; 27; 28; 30; 31).
Somando-se a isto, é preciso verificar a evolução da agilidade destes atletas no curto, médio e longo prazo. Então, neste tópico, surgiram os testes de campo que executam a avaliação da agilidade. Estes testes de campo sofrem classificações de acordo com a tomada de decisão (planejados e não-planejados) e com base na especificidade (gerais ou específicos) (13; 15; 16; 20; 32; 34; 35; 37; 38; 39).
Saber distinguir a classificação de cada um dos inúmeros testes de campo que a literatura apresenta e, proclamar qual o mais adequado para avaliar a agilidade da sua equipe de basquetebol, requer uma examinação detalhada dos mesmos. É determinante que além do entendimento em classificar os testes de campo, se atenha ao gênero, idade, experiência de treinamento e, categoria competitiva dos jogadores (1; 38; 39; 40). Contudo, as publicações científicas não costumam fornecer respostas pré-prontas para solucionar os reais desafios de implicações práticas.
Portanto, diante do cenário apresentado, o objetivo desta pesquisa é realizar uma análise dos testes de campo mais usados para avaliação da agilidade no basquetebol através de uma revisão de literatura. O primeiro passo reside em coletar uma quantidade significativa dos testes de campo voltados para avaliação da agilidade no basquetebol e, inicialmente, classificá-los. O segundo passo consiste em examinar os estudos elegidos através das características da amostra (tamanho e gênero), categoria competitiva e, os principais testes empregados. No terceiro passo, são apresentados e discutidos uma lista dos testes de acordo com a angulação empregada na tarefa, número de mudanças de direção, distância total percorrida e tempo de duração.
2 MÉTODO DA INVESTIGAÇÃO
Esta pesquisa é reconhecida como revisão de literatura devido a explorar um problema pré-definido de forma sistemática e planejada. Este tipo de abordagem consegue reunir, sumarizar e analisar os dados de estudos sobre um certo tema, com a intenção de aprofundar o seu conhecimento (41). A estrutura da revisão literária consiste numa série de etapas organizadas de forma ordenada pela busca racional e lógica em solucionar o objetivo que foi proposto. A redação científica deste tipo de estudo segue um dinamismo operacional coerente justificado pela ideia central do problema que foi proposto, com a finalidade de contribuir para o conhecimento do campo de interesse (42). A abordagem adotada permite formular hipóteses fundamentadas no compartilhamento das referências bibliográficas e nas descobertas acerca do fenômeno investigado (41; 42).
Os dados foram coletados através de quatro bases eletrônicas científicas (PubMed, Scielo, MEDLINE e Google Scholar) nos idiomas português, inglês e\ou espanhol. A intenção é encontrar e selecionar artigos com o tema testes de campo para avaliação da agilidade, testes de campo para avaliar agilidade no basquetebol e, testes de campo para medir agilidade em esportes coletivos.
Houve a adoção de critérios de inclusão e exclusão dos manuscritos rastreados para que os mesmos fossem eleitos com uma fundamentação acadêmica rigorosa. Nos critérios de inclusão foram eleitos: 1)- pesquisas que discutem testes de campo para avaliar a agilidade, 2)- estudos acerca dos testes de campo para mensurar agilidade no basquetebol, 3)- investigações comentando sobre o treinamento da agilidade no basquetebol, 4)- manuscritos sobre treinamento da agilidade em esportes coletivos, 4)- artigos que abordassem testes de campo para avaliação da agilidade em esportes coletivos e, 5)- textos que comentassem sobre testes laboratoriais para medir agilidade no basquetebol. Os critérios de exclusão eliminaram pesquisas duplicadas, textos parciais, treinamento da agilidade em esportes individuais, testes de campo para medir agilidade em esportes individuais e, testes de campo para avaliação de outras capacidades biomotoras.
A redação final do artigo englobou 57 pesquisas científicas publicadas entre os anos de 2004 até 2022, 10 livros-texto acerca da teoria do treinamento desportivo, 01 artigo complementar encontrado em sítios da web e 02 investigações no campo da metodologia da pesquisa científica.
2.1 TREINAMENTO DA AGILIDADE NO BASQUETEBOL
A agilidade costuma ser confundida com a rapidez, apesar de não haver uma diferença clara entre estes dois termos. Assim, pode-se executar uma fusão, conceituando a agilidade como a capacidade psicomotora complexa de realizar movimentos multiplanares combinando acelerações, desacelerações, mudanças de direção e reatividade, diante de estímulos planejados ou não (6; 11; 22; 35; 43). A relação entre força-velocidade, velocidade-tempo e velocidade-complexidade, norteiam a concepção contemporânea da agilidade (44).
No basquetebol, o treinamento da agilidade requer o desenvolvimento de habilidades como a velocidade de movimento e de reação, bem como a ativação da capacidade sensório-motora de leitura situacional a ser enfrentada num cenário em constante mudança (45).
Dados apontam que numa partida de basquetebol acontece em torno de 1000 padrões de movimentos e que essas ações motoras sofrem mudanças a cada 1 a 3 segundos (10; 46). Aparentemente, essas ações tendem a ocorrer em intensidades de moderada a alta, com forte natureza intermitente. Nesse ambiente, os jogadores precisam gerar momentum e superar a inércia (1). Neste instante, a agilidade poderia amparar o desempenho dos basquetebolistas.
Algumas classificações da agilidade estão dispostas na literatura: simples (não existindo incerteza espacial ou temporal), temporal (movimento pré-planejado com incerteza temporal), espacial (movimento pré-planejado com incerteza espacial) e universal (incerteza de ordem temporal e espacial) (22). Entretanto, categorizar a agilidade de acordo com a tomada de decisão também é aceitável. A resolução de uma atividade predeterminada num sistema com baixa tomada de decisão tem convergência com a agilidade planejada. Por outro lado, a habilidade de ajustar ações motoras em um ambiente instável, onde a antecipação da tomada de decisão é necessária em curto lapso de tempo, estaria relacionada a uma tarefa de agilidade não-planejada (18; 22; 35; 40; 43). Numa comparação entre estas duas versões de agilidade, às tarefas planejadas não conseguiriam medir a capacidade perceptiva e as tomadas de decisão. Em contrapartida, na agilidade não-planejada, as reações tendem a ser complexas com múltiplos estímulos e variadas escolhas para reação (45).
Alguns fatores merecem destaque na elaboração dos programas de treinamento da agilidade no basquetebol, a saber: aspectos neurocognitivos, antropométricos, biomecânicos e, condicionantes. Somente com a maestria de cada um desses fatores citados é que se estabelece patamares mais substanciais na agilidade dos atletas (11; 12; 22; 23; 25; 27; 28; 29; 30; 33).
Os aspectos neurocognitivos são assegurados pelo programa motor, um construto que regula a coordenação geral dos movimentos por meio de uma cadeia hierárquica sequencial de processamento da informação (25; 27; 47). Acerca disto, existe a atuação concatenada da percepção, antecipação e tomada de decisão, orbitando para que o padrão de movimento que a tarefa requer seja efetuado com uma solução altamente sofisticada. Tudo começa quando o atleta percebe os estímulos do ambiente através dos órgãos sensoriais como a visão, audição e propriocepção. A antecipação é o segundo passo, no qual acontece devido ao mapeamento do cenário ambiental. O terceiro passo, após percepção do ambiente e leitura situacional é a tomada de decisão, que poderá ser assertiva ou não, se os processos anteriores foram devidamente interpretados (12; 27; 29; 30).
A antropometria dos basquetebolistas interfere na agilidade. Normalmente, numa equipe de basquetebol é possível constatar a existência de jogadores com estatura corporal elevada, principalmente nas posições táticas de ala-pivô e pivô (20; 48). Estes atletas com estatura maior, tem membros superiores e inferiores longos, que podem afetar a coordenação dos movimentos. Por exemplo, os membros inferiores longos dificultam o gerenciamento correto do centro de gravidade no instante de realizar as mudanças de direção e os ajustes posturais de estabilização (9; 22; 28).
Em relação a biomecânica, encontram-se alguns fatores cinemáticos que tem envolvimento com a agilidade, como uma boa técnica de corrida (amplitude e frequência das passadas) e o domínio qualitativo na movimentação que abarca os variados deslocamentos frontais, posteriores e laterais de forma multiplanar (2; 6; 12; 23; 44). É de vital importância salientar que as mudanças de direção em ações motrizes da agilidade são um evento no qual o atleta desacelera (fase excêntrica acentuada) e, em seguida, retoma o movimento em outro sentido (força concêntrica propulsiva de aceleração). Tal dinâmica é construída em curtos períodos de tempo, demandando desenhos biomecânicos minimamente aceitáveis para tolerar os vetores de força aplicados em múltiplos planos (28). Treinar mudanças de direção repetidamente pode elevar a força de reação ao solo, que incentiva melhorias no padrão propulsivo de aceleração e velocidade de deslocamento (12).
Os fatores condicionantes da agilidade seriam o aperfeiçoamento da força máxima, potência, resistência de potência e velocidade. Estas capacidades biomotoras mencionadas proporcionam alterações na composição morfológica das fibras musculares, recrutam fibras rápidas e, mobilizam o ciclo alongamento-encurtamento. Tais adaptações cooperam entre si para que a agilidade seja favoravelmente expressa em termos neuromusculares (6; 11; 12; 23; 29; 34; 49).
Do ponto de vista metabólico, o basquetebol utiliza os sistemas bioenergéticos anaeróbico e aeróbico em suas ações motoras. Contudo, nas tarefas de agilidade, o metabolismo fisiológico anaeróbico é dominante durante os treinamentos (19). Essa observação se torna pertinente, pois os exercícios de agilidade costumam ter duração muito curta, oscilando em média entre menos de 5 segundos até aproximadamente 10-15 segundos (28).
A coordenação motora reforça uma destreza elevada da agilidade no basquetebol (2). A capacidade de aprender, reaprender e combinar movimentos novos ou mais complexos, domínio da economia de movimentos em ações motoras automatizadas, assim como a eficiência na utilização dos analisadores sensório-motores, estão intrinsecamente relacionados com a coordenação motora. Acrescenta-se a isto, a coordenação motora é associada ao equilíbrio, domínio espaço-temporal, ritmo e capacidade reativa (50).
O treinamento da estabilidade postural e do núcleo corpóreo tem correlação com a agilidade. Basquetebolistas que diminuem oscilações posturais acentuadas nas tarefas de agilidade realizam mudanças de direção mais rapidamente em várias direções (6; 9). O núcleo corporal tem atuação capital em situações onde o quadril deverá realizar torque para uma reação e, o jogador permanecer com o tronco perfilado diante do oponente ou jogada. Ou seja, irá desenrolar-se uma dissociação articular quadril-tronco (51).
As movimentações em múltiplos planos que os jogadores de basquetebol efetuam nas partidas requisitam um bom trabalho de pernas (footwork), condição básica para uma agilidade satisfatória. A confecção de um programa de treinamento da agilidade durante doze semanas usando footwork específico conseguiu melhorar a proficiência no arremesso e a movimentação defensiva dos basquetebolistas formativos (52).
A transferência dos ganhos em aptidão física na agilidade ou em outra capacidade biomotora, para as habilidades específicas, é de difícil predição. O basquetebol é uma modalidade de complexa interação entre os componentes de ordem técnico-táticos (4; 38). Assim, desse modo, o treinamento da agilidade pode resultar em transferência motora positiva, negativa ou neutra (12; 27). Uma estratégia válida para obtenção da transferência positiva seria selecionar criteriosamente os exercícios mais específicos (28).
A elaboração de um programa de condicionamento físico para a agilidade é fundamentado na seleção, complexidade, frequência, volume, intensidade e, intervalos recuperativos dos exercícios. A seleção dos exercícios consiste em utilizar dinâmicas de movimentos que reproduzam situações mais próximas à realidade de uma partida. Na complexidade, as tarefas devem evoluir de exercícios simples para os mais complexos. A frequência semanal sugerida pelos especialistas é de dois até três dias. O volume é representado pela quantidade total de exercícios durante a sessão. A intensidade das cargas nos trabalhos de agilidade são altas. Os intervalos recuperativos estão alocados na razão esforço-pausa entre 1:4 até 1:20 (28).
Os panoramas espaço-temporais nas atividades de agilidade para o basquetebol devem seguir as dimensões da quadra. Um modo de implementar este conteúdo seria respeitar os deslocamentos em espaços curtos (5 até 15 metros), estimulando situações habituais das partidas em que é necessário o atleta manter o controle corporal com simultâneo manuseio da bola (17; 28; 40; 44).
As superfícies onde se executam os treinamentos da agilidade tem repercussão nos ganhos de rendimento. No solo plano da quadra, o atrito direto do calçado com o chão de madeira produzirá forças laterais nas tarefas de agilidade com mudanças de direção. Se houver uma tração adequada neste processo, irá diminuir o risco de deslizamento e, com isso, maximizar o desempenho (36). Em basquetebolistas indonésios, foram comparados dois terrenos para treinar a agilidade: água e areia. Ao fim da intervenção, foi constatado que o treinamento na areia é mais efetivo para refinar a performance na agilidade (53).
Refletindo sobre considerações metodológicas na progressão pedagógica dos exercícios de agilidade, Safaric & Bird (2011) relatam que os atletas deveriam ser divididos em conformidade com seu nível de aprendizagem em três categorias: iniciantes, intermediários e avançados. Neste quesito, os jogadores iniciantes são estimulados durante o treinamento de agilidade em tarefas planejadas e de características gerais. Nos atletas intermediários, se evolui para atividades não-planejadas e gerais. Por fim, no caso dos jogadores avançados, a abordagem incluiria tarefas de agilidade não-planejadas com caráter específico.
Cada função tática desempenhada no basquetebol tende a apresentar atributos técnico-táticos singulares. Em geral, os armadores são os mais requisitados na agilidade em relação aos alas e pivôs. Por isso, durante a prescrição do treinamento da agilidade, as particularidades de ações motoras específicas de cada função devem ser bem entendidas para se estruturar os exercícios de forma mais específica e desafiadora (16; 48; 54; 55; 56).
Ainda na prescrição do treinamento da agilidade, quando se estimulam tarefas planejadas deve-se dar atenção a competência dos padrões de movimentos que os atletas realizam, corrigindo as técnicas de execução. Por outro lado, ao se enfatizar treinamento com tarefas não-planejadas reativas, o foco central fica direcionado em reproduzir cenários mais condizentes com os jogos para que os processos cognitivos de percepção, antecipação e tomada de decisão sejam acionados (18; 19; 29).
Existem quatro tipos de comportamentos esperados dos jogadores na execução dos exercícios de agilidade: 1)- jogador que pensa rápido e movimenta-se rápido, 2)- jogador que pensa lento e movimenta-se rápido, 3)- jogador que pensa rápido e move-se lento e, 4)- jogador que move-se lento e pensa lento. Nos atletas com o comportamento do tipo 1, é evidente apresentarem boa velocidade nas mudanças de direção e boa capacidade perceptiva. O comportamento tipo 2 denota jogadores que tem boa velocidade nas mudanças de direção, porém baixa capacidade perceptiva. No comportamento tipo 3, percebe-se baixa velocidade nas mudanças de direção e boa capacidade perceptiva. Com atletas do comportamento tipo 4 temos baixa velocidade nas mudanças de direção e pobre capacidade perceptual (18).
O planejamento do treinamento físico compreende o uso da periodização. Então, a agilidade pode ser incluída num programa organizado em combinação com as etapas de treinamento da força máxima e\ou potência, visando com isso maximizar ganhos de desempenho atlético (56).
2.2 TESTES DE CAMPO PARA AVALIAÇÃO DA AGILIDADE NO BASQUETEBOL
Quando se pretende avaliar o desenvolvimento de alguma capacidade biomotora ao longo da temporada, admite-se que os testes laboratoriais e de campo podem elucidar essa questão (3; 32; 38; 47). Os testes laboratoriais exibem confiabilidade e validade maiores do que os testes de campo. Contudo, os testes de campo cumprem maior especificidade quando comparados aos testes laboratoriais (15).
Os testes laboratoriais para agilidade costumam realizar avaliações usando aparatos eletrônicos que acendem luzes de forma randômica, onde os atletas precisam reagir através da sua capacidade perceptiva e coordenação de movimentos (14; 35; 47). Em contraste, os testes de campo são executados no habitat natural dos atletas, simulando cenários mais fidedignos com a realidade dos jogos, respeitando com isso, a validade ecológica (17; 21; 32; 37).
Entre uma ampla gama de finalidades, os testes de campo para agilidade indicam a eficácia do programa de treinamento, os pontos fortes e fracos, assim como conseguem monitorar e prognosticar o futuro desempenho (20; 40). Ademais, testes de campo da agilidade quando medidos com certa regularidade na temporada, colaboram na condução e organização do processo de treinamento (38; 44).
É possível dividir os testes de campo que avaliam a agilidade no esporte em geral e específicos. Os testes gerais analisariam condições mais genéricas da agilidade, enquanto a agilidade específica busca reprodução de situações mais típicas da modalidade. No basquetebol, é possível utilizar ambos os testes. Entretanto, testes mais específicos costumam providenciar informações mais úteis quando comparado aos testes de campo de caráter geral (1; 38; 40; 57).
Como já mencionado anteriormente, também é relevante destacar que os testes de campo podem configurar tarefas planejadas (baixa tomada de decisão e percepção) ou não-planejadas (elevada tomada de decisão e capacidade perceptiva em face de um estímulo reativo) (18; 22; 35; 43; 45). Dessa maneira, se o objetivo é analisar a condição física do basquetebolista na agilidade, é preciso realizar uma seleção adequada dos testes que serão empregados (40).
Vale argumentar que os testes de agilidade implementados devem buscar uma análise mais detalhada levando em consideração a idade, gênero, experiência de treinamento e, categoria competitiva (1; 38; 39; 40). Somando-se a isto, no basquetebol, existe a possibilidade de averiguar os resultados dos testes de campo conforme dados normativos da literatura e, também de acordo com a função tática desempenhada pelo jogador (32; 40; 54; 58).
Na interpretação dos resultados, nos testes de campo que englobam a agilidade, haverá variações metodológicas inerentes e, corre-se o risco de surgir erros padrões de mensuração. Entre os instrumentos usados para medir a agilidade incluem-se cronômetros digitais e fotocélulas. O teste de campo ótimo para medir a agilidade precisa ser validado na literatura, ter alta confiabilidade, precisão e, cujo protocolo reflita as demandas exigidas nos jogos. Empregar indicadores funcionais como o coeficiente de razão discriminante facilita um comparativo dos dados com outras capacidades biomotoras. O elemento especificidade é um ponto importante. Em adição, é preciso situar os resultados do teste em relação ao período da temporada em que foi efetuado a medição (pré-temporada, temporada competitiva ou período de transição) (1; 7; 44; 58; 59).
Basicamente, os testes de campo que avaliam a agilidade são percursos que devem ser cumpridos em alta velocidade no menor tempo, operando uma certa quantidade de mudanças de direção em diferentes ângulos. Essa variabilidade na distância percorrida, ângulos e, número de mudanças de direção, faz com que os atletas tenham que executar ajustes mais precisos no padrão de locomoção para acelerar e\ou desacelerar e, também na aplicação dos vetores de força em distintos planos de movimento (60).
O estado de motivação e a concentração dos atletas interfere na aplicação dos testes de campo para a agilidade. Baixos desempenhos dos testes de agilidade podem ser apurados em jogadores com motivação e concentração deprimidas (61).
Testes de campo para agilidades planejados distinguem-se dos testes não-planejados (reativos). Neste aspecto, parece existir uma correlação forte entre o tempo na corrida de 10-metros com os testes planejados de agilidade em basquetebolistas. Por exemplo, o teste lane drill e o teste modified pro agility correlacionam-se com a corrida de 10-metros (r=0.55 e r=0.77, respectivamente). No entanto, o teste fitro agility check que possui característica não-planejada, tem correlação com a corrida de 5-metros (r=065) (13; 35).
É possível verificar que jogadores de basquetebol das diferentes categorias competitivas possuem valores singulares nos testes de campo para agilidade. Atletas das divisões A e B encontram-se em níveis mais elevados quando comparados aos jogadores da divisão C (7). Ainda sobre esta questão, Lockie et al. (2014) compararam a hipótese de que os testes de campo planejados e não-planejados poderiam diferenciar categorias competitivas no basquetebol. Os autores sustentam que os testes não-planejados, que possuem características reativas, são mais críticos neste ponto, salientando que jogadores de alta qualificação desempenham melhor resultado.
As funções táticas dos basquetebolistas tendem a mostrar resultados discrepantes nos testes de campo para a agilidade. Basquetebolistas nas posições de frente da quadra (ala, ala-pivô e pivô) possuem desempenho superior quando comparados às posições de fundo da quadra (armador e ala-armador) no teste COD speed, considerado tarefa planejada geral. Por outro lado, num teste de agilidade reativa (teste RAT), não houve distinção nas variadas funções táticas (55). Com base nestas observações, é possível especular a necessidade real de análise criteriosa dos resultados nos testes de campo para a agilidade de acordo com a função tática desempenhada pelos jogadores.
Assimetrias de força entre os membros inferiores dominante e não-dominante superior a dez por cento é um fator que reduz o desempenho nas tarefas de agilidade. Por isso, identificar a existência dessas assimetrias pode ser feito através dos testes de campo protocolares para agilidade em conjunto com outros testes adicionais (salto vertical unipodal, salto horizontal unipodal, salto horizontal triplo, salto lateral unipodal, drop jump, força do tronco, força do quadril e, mobilidade do quadril) (17; 63).
Em termos operacionais, seria relevante escolher um teste de campo para a agilidade que fosse confiável e válido, para que o mesmo possa contribuir com uma análise e monitoramento mais assertivo durante o programa de treinamento físico (4; 60).
2.3 PESQUISAS ACERCA DOS TESTES DE CAMPO USADOS NA AVALIAÇÃO DA AGILIDADE NO BASQUETEBOL
Buscar entender os testes de campo usados na avaliação da agilidade do basquetebol é relevante à medida que se decide aprimorar o processo de treinamento físico-desportivo. Através de uma compreensão dos testes disponíveis na literatura é possível selecionar o mais adequado para a categoria competitiva e gênero dos basquetebolistas.
Num detalhado rastreamento bibliográfico, foram eleitos trinta e nove estudos abrangendo testes de campo sobre agilidade no basquetebol (quadro 01). Isto posto, o objetivo deste tópico é descrever as características da amostra (tamanho e gênero), categoria competitiva e, os principais testes empregados para avaliação da agilidade. Posteriormente, no tópico discussão, é realizada uma averiguação de forma rigorosa.
O tamanho amostral totalizando das trinta e nove pesquisas acerca dos testes de campo para agilidade foi de 1487 basquetebolistas. Deste numerário, 729 jogadores pertencem a categoria formativa (49.0%), 100 jogadores são universitários (6.7%), 33 semi-profissionais (2.2%), 10 amadores (0.7%) e 615 são basquetebolistas profissionais (41.3%). No tocante ao gênero dos atletas, 1248 são masculinos (83.9%) e, 239 são basquetebolistas femininas (16.0%) (2, 7, 9, 10, 13, 16, 17, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 29, 30, 32, 33, 34, 35, 37, 39, 44, 48, 49, 53, 54, 55, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68).
Nos estudos, foram encontrados um total de quarenta e cinco testes de campo (quadro 02) para avaliação da agilidade (1-Teste Defensive Movement, 2-Teste Control Dribble, 3-Teste Shuttle Ball-Dribbling, 4-Teste-T, 5-Teste 6x5-metros Sprint, 6-Teste 6x5-metros Sprint Dribble, 7-Teste de Illinois, 8-Teste Zig Zag Drill, 9-Teste 4x15-metros, 10-Teste 4x9-metros Shuttle-Run, 11-Teste 5x10-metros Shuttle-Run. 12-Teste Hexagonal, 13-Teste-Y, 14-Teste COD Speed, 15-Teste RAT, 16-Teste 505 COD, 17-Teste V-Cut, 18-Teste 10x5-metros Shuttle-Run, 19-Teste Lane Drill, 20-Teste Compass Drill, 21-Teste Half Court Zigzag Sprint, 22-Teste Quadrant Jump, 23-Teste Lane Arrow Closeout, 24-BBCODSd, 25-BBCODSnd, 26-BBAGILd, 27-BBAGILnd, 28-Teste Dribbling, 29-Teste Fitro Agility Check. 30-Teste de Agilidade Ofensiva, 31- Teste de Agilidade Defensiva, 32-Teste de Illinois com Bola, 33-Teste-T com Bola, 34-Teste 4x5-metros Shuttle-Run, 35-Teste 4x5-metros Shuttle-Run com Bola, 36-CODSd, 37-CODSnd, 38-RAGd, 39-RAGnd, 40-Teste Reactive Shuttle, 41-Teste Run-Shuffle-Run, 42-RAT Específico, 43-Teste High Intensity Shuttle-Run, 44-Teste High Intensity Shuttle-Run Dribble e, 45-Teste Modified Pro Agility) (2, 7, 9, 10, 13, 16, 17, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 29, 30, 32, 33, 34, 35, 37, 39, 44, 48, 49, 53, 54, 55, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68).
Desse montante, 36 testes são classificados como planejados (Teste Defensive Movement, Teste Control Dribble, Teste Shuttle Ball-Dribbling, Teste-T, Teste 6x5-metros Sprint, Teste 6x5-metros Sprint Dribble, Teste de Illinois, Teste Zig Zag Drill, Teste 4x15-metros, Teste 4x9-metros Shuttle-Run, Teste 5x10-metros Shuttle-Run, Teste Hexagonal, Teste COD Speed, Teste 505 COD, Teste V-Cut, Teste 10x5-metros Shuttle-Run, Teste Lane Drill, Teste Compass Drill, Teste Half Court Zigzag Sprint, Teste Quadrant Jump, Teste Lane Arrow Closeout, BBCODSd, BBCODSnd, Teste Dribbling, Teste de Agilidade Ofensiva, Teste de Agilidade Defensiva, Teste de Illinois com bola, Teste-T com bola, Teste 4x5-metros Shuttle-Run, Teste 4x5-metros Shuttle-Run com Bola, CODSd, CODSnd, Teste Run-Shuffle-Run, Teste High Intensity Shuttle-Run, Teste High Intensity Shuttle-Run Dribble, Teste Modified Pro Agility) e, 09 não-planejados (Teste RAT, Teste-Y, BBAGILd, BBAGILnd, Teste Fitro Agility Check, RAT Específico, Teste Reactive Shuttle, RAGd, RAGnd). Por outro prisma, esses mesmos testes de campo possuem 21 baterias com dinâmicas gerais (Teste-T, Teste 6x5-metros Sprint, Teste de Illinois, Teste Zig Zag Drill, Teste 4x15-metros, Teste 4x9-metros Shuttle-Run, Teste 5x10-metros Shuttle-Run, Teste Hexagonal, Teste-Y, Teste COD Speed, Teste RAT, Teste 505 COD, Teste V-Cut, Teste 10x5-metros Shuttle-Run, Teste Compass Drill, Teste Quadrant Jump, Teste Lane Arrow Closeout, Teste Fitro Agility Check, Teste 4x5-metros Shuttle-Run, Teste High Intensity Shuttle-Run, Teste Modified Pro Agility) e, 24 baterias com dinâmicas específicas (Teste Defensive Movement, Teste Control Dribble, Teste Shuttle Ball-Dribbling, Teste 6x5-metros Sprint Dribble, Teste Lane Drill, Teste Half Court Zigzag Sprint, BBCODSd, BBCODSnd, BBAGILd, BBAGILnd, Teste Dribbling, Teste de Agilidade Ofensiva, Teste de Agilidade Defensiva, Teste de Illinois com bola, Teste-T com bola, Teste 4x5-metros Shuttle-Run com Bola, CODSd, CODSnd, RAGd, RAGnd, Teste Reactive Shuttle, Teste Run-Shuffle-Run, RAT Específico, Teste High Intensity Shuttle-Run Dribble) (2, 7, 9, 10, 13, 16, 17, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 29, 30, 32, 33, 34, 35, 37, 39, 44, 48, 49, 53, 54, 55, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68).
3 DISCUSSÃO
Aparentemente, percebe-se que a categoria formativa foi a população mais investigada em relação às demais, equivalente a 49.0% das amostras. Os especialistas advertem que em jogadores formativos, a agilidade começa se destacar a partir dos cinco anos de idade. Em seguida, a agilidade pode ser continuamente aprimorada através do treinamento sistemático durante a idade adulta (2). Numa meta-análise, foi detectado que atletas formativos com idade compreendida entre 16 a 18 anos demonstram responsividade maior nos ganhos de agilidade com o treinamento pliométrico quando comparados aos atletas jovens com idade de 10-12 anos (33). Sendo assim, é preciso que se respeite a idade maturacional dos basquetebolistas formativos para poder escolher os exercícios mais adequados para o desenvolvimento da agilidade, como também os testes de campo mais sensíveis para avaliação (2; 40).
O gênero mais pesquisado nos estudos foram jogadores masculinos (83.9%). Nesta perspectiva, as investigações sobre testes de campo para avaliar a agilidade necessitam estudar melhor a população de jogadoras femininas, pois as mesmas exibem propriedades particulares na sua força muscular e composição corporal que poderiam interferir em tarefas de velocidade e agilidade (20; 69). Um sugestão oportuna é comparar basquetebolistas de gêneros distintos, em categorias competitivas análogas, por meio de testes de campo semelhantes. Junto a isso, a edificação de um banco de dados com testes de campo para agilidade em ambos os gêneros, conseguiria estabelecer parâmetros longitudinais para entendimento do processo evolutivo de crescimento e desenvolvimento corporal entre sexos (7).
Na apuração dos quarenta e cinco testes de campo para agilidade que foram elegidos, nota-se que a avaliação planejada está em maior número quando comparado aos testes não-planejados (n=36 versus n=09). No entanto, quando se observa comparativamente os testes de campo gerais e específicos, existe um equilíbrio numérico entre os mesmos (n=21 versus n=24).
Os percursos dos quarenta e cinco testes de agilidade oscilam em variadas distâncias, sendo que a grande maioria fica compreendida entre 0-metros até 212.4-metros. A angulação para execução das mudanças de direção situam-se nos valores de 45°, 90°, 120° e 180°. Em relação ao número de mudanças de direção, é possível constatar em torno de 0 até 13 mudanças de direção nos testes de agilidade. O tempo de duração para execução destes testes oscilou de 600-milissegundos até 45-segundos.
As menores distâncias percorridas estão presentes em oito testes (BBCODSd, BBCODSnd, CODSd, CODSnd, BBAGILd, BBAGILnd, RAGd, BBAGILnd), com valores totais de 8-metros. Por outro lado, a maior distância total transitada nos testes de campo para agilidade foi de 212.4-metros (teste shuttle ball-dribbling). Essas medidas não representam as situações mais concretas das partidas, onde as ações ofensivas demandam em média 5.4-metros e, as ações defensivas se executam com 3.8-metros (13). Entretanto, é preciso refletir que esses são valores somados de distância total percorrida e que os testes de campo para avaliar a agilidade usam quantidades variadas de mudanças de direção em trajetos menores. Em cima dessa premissa, doze testes cumpririam os requisitos de distâncias mais apropriados para avaliação da agilidade específica no basquetebol (BBCODSd, BBCODSnd, CODSd, CODSnd, BBAGILd, BBAGILnd, RAGd, RAGnd, teste-t, teste-t com bola, teste v-cut, teste COD speed). Em três testes não existem deslocamentos (teste hexagonal, teste fitro agility check, teste quadrant jump), sendo designados como 0-metros. Isso se deve a dois destes testes usarem saltos (teste hexagonal, teste quadrant jump) e, por um ser teste reativo estático (teste fitro agility check).
As angulações mais frequentes aplicadas foram de 45° em dezenove testes. Em quinze testes de campo a angulação de 180° foi dominante. Tiveram seis testes apresentando ângulo de 90°. Em acréscimo, houveram dois testes com mais de uma angulação: teste COD speed (45° e 90°) e teste lane drill (90° e 180°). A predominância nos testes de ângulos com 45° tem reflexos positivos, pois se refere ao valor mais implicado nas ações invasivas de infiltração e algumas manobras evasivas defensivas (12; 17; 51; 55; 60). No caso da angulação de 180°, sua concepção é pautada nas transições de ataque-defesa e\ou defesa-ataque que ocorrem nas partidas. As outras angulações (90° e 120°) são valores ordinários menos empregados nos jogos (7 ; 12 ; 17 ; 63).
Em relação ao número de mudanças de direção, foi encontrado o valor mínimo de 0 (teste fitro agility check) e o valor máximo de 13 (teste de Illinois, teste de Illinois com bola) nos estudos investigados. Nas demais pesquisas, a quantidade de mudanças de direção oscilou entre os seguintes valores: 1 (n=13, 28.9%), 2 (n=04, 8.8%), 3 (n=03, 6.6%), 4 (n=09, 20.0%), 5 (n=04, 8.8%), 6 (n=02, 4.4¨%), 7 (n=01, 2.2%), 8 (n=02, 4.4%), 10 (n=01, 2.2%) e, 12 (n=01, 2.2%). Dois testes de campo não apresentam mudanças de direção, pois utilizam saltos (teste hexagonal e teste quadrant jump) Com base nesta categorização, é possível verificar que a maioria dos testes de campo para agilidade analisados operam uma mudança de direção (n=13, 28.9%). Em segundo plano, temos testes com quatro mudanças de direção (n=09, 20.0%). Levando em consideração a especificidade do basquetebol, talvez o mais indicado fosse realizar testes com mais de uma mudança de direção, pois refletiria as dinâmicas visíveis nas partidas, no qual os atletas efetuam mudanças de direção em variadas direções frente à oposição dos adversários (55; 67). Neste contexto, uma particularidade interessante é conferir como o atleta se envolve nas mudanças de direção em deslocamentos realizados através de padrões combinados de movimentação. Por exemplo, no teste-t é fundamental que sejam realizadas mudanças de direção com transições de deslocamentos diversificados, tais como: frontal para lateral, lateral para frontal e, lateral para deslocamento de costas (20; 37; 49).
Uma examinada no tempo de duração dos testes de campo para a agilidade aponta valores mínimos situados entre 600-milissegundos (teste fitro agility check) até o máximo de 45-segundos (teste shuttle ball-dribbling). Os demais testes de campo apresentaram tempos de duração distintos, a saber: 1.0-segundo até 6.0-segundos (n=16, 35.5%), 6.5-segundos até 11.0-segundos (n=14, 31.1%), 11.5-segundos até 17.0-segundos (n=10, 22.2%) e, 17.5-segundos até 45.0-segundos (n=03, 6.6%). Os tempos de execução nos testes de campo estão diretamente associados com o metabolismo fisiológico predominante nas tarefas. Assim, testes de agilidade com tempo de execução até 15-segundos demandariam o sistema anaeróbico alático. Nos testes com duração de até 90 segundos, o metabolismo anaeróbio glicolítico acaba se tornando a via bioenergética principal. Por fim, nos testes com duração total acima de 120-segundos, a via oxidativa prevalece (12; 70). Sob esta ótica, quarenta e um testes de campo (91.1%) são demarcados como prevalentes no sistema bionergético anaeróbico alático. Essa constatação vai de encontro com a dinâmica intermitente das partidas de basquetebol, que são regidas por ações explosivas curtas e de alta intensidade. Isto incluiria movimentos rápidos e repetitivas mudanças de direção (4; 5; 15; 17; 29; 32; 38).
Foi notado entre as investigações que os três testes de campo mais frequentemente empregados para avaliação da agilidade em basquetebolistas foram os seguintes: teste-t (n=20, 44,4%), teste de Illinois (n=08, 17.8%), teste lane drill (n=05, 11.1%). Um diagnóstico destes três testes de campo mais elencados mostra que todos são planejados e identificados como gerais. Tais enquadramentos retratam dinâmicas distantes dos cenários competitivos do basquetebol, que exigem dos jogadores reações rápidas e precisas em situações não-planejadas (31; 33; 36; 40). Uma abordagem de avaliação da agilidade em basquetebolistas deve empregar testes de campo gerais e, principalmente, testes específicos. Os testes de campo gerais, que normalmente não exigem o uso da bola, conseguem traduzir a agilidade dos atletas em manobras ofensivas e defensivas sem o uso do drible. No entanto, nos testes de campo específicos, é possível perceber o controle de corpo e o controle de bola, em ações motoras por meio de conjunturas simuladas das partidas. Na visão de Waffak et al. (2022) isso incluiria deslocamentos invasivos e evasivos com potência explosiva, frente a constante marcação dos adversários, para que o jogador alcance com solução seus objetivos. Tais metas poderiam ser pegar um rebote defensivo, infiltração no garrafão para pontuar, alternar o ritmo da corrida, escapar da marcação para acertar o arremesso, etc.
A idade, gênero, experiência de treinamento e, a categoria competitiva dos basquetebolistas precisam ser examinados na aplicação dos testes de campo para mensurar a agilidade. Jogadores jovens que se encontram no processo de desenvolvimento corpóreo deveriam realizar testes de campo planejados com caráter geral, para que dominem gradativamente os padrões de movimento para as mudanças de direção (2; 28; 33; 35; 49). Na questão do gênero, ainda não existem pesquisas abordando se o sexo do jogador tem influência no teste que avalia a agilidade, porém especialistas advogam que a força muscular e a composição corporal das atletas femininas possui perfil peculiar que poderia interferir no desenvolvimento da velocidade e agilidade (20; 69). Basquetebolistas com maior experiência de treinamento devem ser exigidos em testes mais complexos quando comparado aos jogadores com menor lastro de experiência (2; 35). Na categoria competitiva, jogadores de maior qualificação tendem a manifestar resultados superiores no desempenho dos testes para agilidade em relação aos de categorias menores (7; 35; 38).
A construção pedagógica que alicerça o desenho de um teste de campo específico para o basquetebol não é difícil, basta explorar a literatura e incentivar a criatividade. Por conseguinte, especula-se que o teste de campo “ideal” para avaliação da agilidade no basquetebol deve ser não-planejado e específico. Este teste englobaria duas ou mais mudanças de direção, envolvendo os ângulos de 45° e 180°, em determinado número de trechos, cujas distâncias ficariam compreendidas entre 3-metros até 5-metros. Neste teste, existiriam algumas combinações de deslocamentos (frontais e laterais, laterais e frontais, laterais e costas, etc). Portanto, se deveria investigar com maior regularidade testes de campo para agilidade que transcorresse características não-planejadas, levando em consideração a especificidade da modalidade.
Diante desta narrativa, dentre os quarenta e cinco testes de campo examinados, aqueles que melhor condizem com um desenho “ideal” são: teste-t com bola, teste v-cut, teste de agilidade ofensiva, teste de agilidade defensiva, BBAGILd, BBAGILnd, teste-y, RAT específico e, teste modified pro agility. No entanto, ainda assim, acredita-se que os mesmos necessitem de algumas adaptações para atender uma dinâmica de avaliação mais pragmática.
4 CONCLUSÃO
A agilidade tem um papel considerável no rendimento atlético dos jogadores de basquetebol, pois sustentar ritmos variados nos diferentes deslocamentos por meio de movimentos multiplanares rápidos, requer respostas corporais adaptativas que somente a agilidade seria capaz de equacionar.
Na averiguação do desenvolvimento da agilidade durante a temporada pode-se utilizar os testes de campo. Os testes de campo para avaliação da agilidade consistem em trajetos que devem ser cumpridos no menor tempo possível. Na classificação dos testes, os mesmos são designados em planejados ou não-planejados, bem como podem ser caracterizados com gerais e específicos.
Numa varredura dos quarenta e cinco testes de campo investigados, foi possível observar que a maioria dos testes são planejados (n=36, 80.0%) e possuem dinâmica específica (n=24, 53.3%). Atrelado a isto, a angulação, número das mudanças de direção, distância total percorrida e tempo de duração apresentam distinções conforme o desenho do teste. Apesar desta multiplicidade de configurações, boa parte destes testes analisados não possibilitam replicar as demandas específicas das partidas de basquetebol.
O teste de campo mais adequado para avaliação da agilidade no basquetebol deveria ser não-planejado (reativo) e respeitar a especificidade do desporto. Em adição, às mudanças de direção (duas ou mais), angulação (45° e 180°), distâncias percorridas (3-metros até 5-metros, com deslocamentos combinados) estariam devidamente ajustados. Também, é necessário que se atenha ao gênero, idade, experiência de treinamento e, categoria competitiva dos jogadores no momento de avaliar a agilidade.
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] Drinkwater, E. J., Pyne, D. B., & McKenna, M. J. Design and interpretation of anthropometric and fitness testing of basketball players. Sports Medicine, 38 (07), 565-578; 2008.
[2] Jakovljevic, S. T., Karalejic, M. S., Pajic, Z. B., Macura, M. M., & Erculj, F. F. Speed and agility of 12-and 14-year-old elite male basketball players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 26 (09), 2453-2459; 2012.
[3] Vretaros, A. Basquete: Treinamento da Força Funcional. 2a. ed . São Paulo: [316 páginas], eBook; 2021.
[4] Gottlieb, R., Shalom, A., & Calleja-Gonzalez, J. Physiology of Basketball–Field Tests. Review Article. Journal of Human Kinetics, 77 (01), 159-167; 2021.
[5] Gutiérrez-Vargas, R., Pino-Ortega, J., Ugalde-Ramírez, A., Sánchez-Ureña, B., Blanco-Romero, L., Trejos-Montoya, J., ... & Rojas-Valverde, D. Physical and physiological demands according to gender, playing positions, and match outcomes in youth basketball players. Revista Internacional de Ciencias del Deporte, 18 (67), 15-28; 2022.
[6] Brown, L.E. & Ferrigno, V.A. Training for Speed, Agility and Quickness. 2nd edition. United States of America: [260 pages]; Human Kinetics, 2005.
[7] Erculj, F., Blas, M., & Bracic, M. Physical demands on young elite European female basketball players with special reference to speed, agility, explosive strength, and take-off power. The Journal of Strength & Conditioning Research, 24 (11), 2970-2978; 2010.
[8] Šimonek, J., Horička, P., & Hianik, J. The differences in acceleration, maximal speed and agility between soccer, basketball, volleyball and handball players. Journal of Human Sport and Exercise, 12 (01), 73-82; 2017.
[9] Cengizhan, P.A.., Cobanoglu, G., Gokdogan, C. M., Zorlular, A., Akaras, E., Erikoglu Orer, G., ... & Guzel, N. A. The relationship between postural stability, core muscle endurance and agility in professional basketball players. Annals of Medical Research, 26 (10), 2181-2186; 2019.
[10] Alemdaroğlu, U. The relationship between muscle strength, anaerobic performance, agility, sprint ability and vertical jump performance in professional basketball players. Journal of Human Kiinetics, 31, 149; 2012.
[11] Bompa, T.O. & Haff, G.G. Periodização – Teoria e Metodologia do Treinamento. 5a. edição. São Paulo: [440 páginas]; Phorte, 2012.
[12] Gamble, P. Training for Sports Speed and Agility – An Evidence-Based Approach. New York: [200 pages]; Routledge, 2012.
[13] Krasnanska, L., Pupis, M., Izáková, A., Pivovarnicek, P., & Cigán, P. The effect of 5 weeks of plyometric and speed training program on the development of chosen specific indicators in basketball. Sport Science, 09 (Suppl. 2), 108-115; 2016.
[14] Mangine, G. T., Hoffman, J. R., Wells, A. J., Gonzalez, A. M., Rogowski, J. P., Townsend, J. R., ... & Stout, J. R. Visual tracking speed is related to basketball-specific measures of performance in NBA players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 28 (09), 2406-2414; 2014.
[15] Asadi, A. Relação entre capacidade de salto, agilidade e velocidade em jovens jogadores de basquetebol: uma abordagem com testes de campo. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 18 (02), 177-186; 2016.
[16] Stojanovic, E., Aksovic, N., Stojiljkovic, N., Stankovic, R., Scanlan, A. T., & Milanovic, Z. Reliability, usefulness, and factorial validity of change-of-direction speed tests in adolescent basketball players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 33 (11), 3162-3173; 2018.
[17] Spiteri, T., Binetti, M., Scanlan, A. T., Dalbo, V. J., Dolci, F., & Specos, C. Physical determinants of division 1 collegiate basketball, women's national basketball league, and women's National Basketball Association athletes: With reference to lower-body sidedness. The Journal of Strength & Conditioning Research, 33 (01), 159-166; 2019.
[18] Gabbett, T. J., Kelly, J. N., & Sheppard, J. M. Speed, change of direction speed, and reactive agility of rugby league players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 22 (01); 174-181; 2008.
[19] Safaric, A. J., & Bird, S. P. Agility drills for basketball: Review and practical applications. Journal of Australian Strength and Conditioning, 19 (04). 27-35; 2011.
[20] Garcia-Gil, M., Torres-Unda, J., Esain, I., Duñabeitia, I., Gil, S. M., Gil, J., & Irazusta, J. Anthropometric parameters, age, and agility as performance predictors in elite female basketball players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 32 (06), 1723-1730; 2018.
[21] Mancha-Triguero, D., Gómez-Carmona, C. D., Gamonales, J. M., García-Rubio, J., & Ibáñez, S. J. Are there differences between the loading of an anaerobic capacity test and an agility test in basketball players?. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 22, e59837; 2020.
[22] Sheppard, J. M., & Young, W. B. Agility literature review: Classifications, training and testing. Journal of Sports Sciences, 24 (09), 919-932; 2005.
[23] Poomsalood, S., & Pakulanon, S. Effects of 4-week plyometric training on speed, agility, and leg muscle power in male university basketball players: a pilot study. Kasetsart Journal of Social Sciences, 36 (03), 598-606; 2015.
[24] Uzun, A., Pulur, A., & Erkek, A. The effect of skipping, ground ladder and line drill trainings on speed, agility and coordination in basketball players. Pakistan Journal of Medical and Health Sciences, 16 (01), 497-501; 2022.
[25] Bal, B. S., Kaur, P. J., & Singh, D. Effects of a short term plyometric training program of agility in young basketball players. Brazilian Journal of Biomotricity, 05 (04), 271-278; 2011.
[26] Asadi, A. Effects of in-season short-term plyometric training on jumping and agility performance of basketball players. Sport Sciences for Health, 09 (03), 133-137; 2013.
[27] Magill, R.A. Aprendizagem e Controle Motor – Conceitos e Aplicações. 8a. edição. São Paulo: [568 páginas], Phorte; 2013.
[28] Brown, L.E., & Khamoui, A.V. Treinamento de agilidade. IN: Hoffman, J.R. (Editor). National Strength and Conditioning Association – Guia de Condicionamento Físico. São Paulo, Manole; 2015.
[29] Horička, P., & Šimonek, J. Identification of agility predictors in basketball. Trends in Sport Sciences, 01 (26), 27-32; 2019.
[30] Blasco-Lafarga, C., Ricart, B., Cordellat, A., Roldán, A., Navarro-Roncal, C., & Monteagudo, P. High versus low motivating music on intermittent fitness and agility in young well-trained basketball players. International Journal of Sport and Exercise Psychology, 20 (03), 777-793; 2022.
[31] Horička, P., & Šimonek, J. Identification of agility predictors in basketball. Trends in Sport Sciences, 01 (26), 27-32; 2019.
[32] Apostolidis, N., Nassis, G. P., Bolatoglou, T., & Geladas, N. D. Physiological and technical characteristics of elite young basketball players. Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 44 (02),157; 2004.
[33] Asadi, A., Arazi, H., Ramirez-Campillo, R., Moran, J., & Izquierdo, M. Influence of maturation stage on agility performance gains after plyometric training: a systematic review and meta-analysis. The Journal of Strength & Conditioning Research, 31 (09), 2609-2617; 2017.
[34] Balčiūnas, M., Stonkus, S., Abrantes, C., & Sampaio, J. Long term effects of different training modalities on power, speed, skill and anaerobic capacity in young male basketball players. Journal of Sports Science & Medicine, 05 (01), 163-170; 2006.
[35] Lockie, R. G., Jeffriess, M. D., McGann, T. S., Callaghan, S. J., & Schultz, A. B. Planned and reactive agility performance in semiprofessional and amateur basketball players. International Journal of Sports Physiology and Performance, 09 (05), 766-771; 2014.
[36] Conrad, B. The biomechanics of basketball agility. Sport Research Review, 01, 01-08; 2014.
[37] Sekulic, D., Pehar, M., Krolo, A., Spasic, M., Uljevic, O., Calleja-González, J., & Sattler, T. Evaluation of basketball-specific agility: applicability of preplanned and nonplanned agility performances for differentiating playing positions and playing levels. The Journal of Strength & Conditioning Research, 31 (08), 2278-2288; 2017.
[38] Mancha-Triguero, D., Garcia-Rubio, J., Calleja-González, J., & Ibáñez, S. J. Physical fitness in basketball players: A systematic review. The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 59, 1513-1525; 2019.
[39] Spiteri, T., Nimphius, S., Hart, N. H., Specos, C., Sheppard, J. M., & Newton, R. U. Contribution of strength characteristics to change of direction and agility performance in female basketball athletes. The Journal of Strength & Conditioning Research, 28 (09), 2415-2423; 2014.
[40] Gál-Pottyondy, A., Petró, B., Czétényi, A., Négyesi, J., Nagatomi, R., & Kiss, R. M. Collection and advice on basketball field tests—a literature review. Applied Sciences, 11 (19), 8855; 2021.
[41] Ferenhof, H. A., & Fernandes, R. F. Desmistificando a revisão de literatura como base para redação científica: método SSF. Revista ACB, 21 (03), 550-563; 2016.
[42] Fontelles, M. J., Simões, M. G., Farias, S. H., & Fontelles, R. G. S. Metodologia da pesquisa científica: diretrizes para a elaboração de um protocolo de pesquisa. Revista Paraense de Medicina, 23 (03), 01-08; 2009.
[43] Holmberg, P. M. Agility training for experienced athletes: A dynamical systems approach. Strength & Conditioning Journal, 31 (05), 73-78; 2009.
[44] Lukić, M., Petrović, A., Ćopić, N., Petronijević, S., & Jovanović, S. Reliability of tests for speed and agility assessment in cadet basketball players. Facta Universitatis. Series: Physical Education and Sport, 18 (03), 559-566; 2020.
[45] Šimonek, J., Horička, P., & Hianik, J. Differences in pre-planned agility and reactive agility performance in sport games. Acta Gymnica, 46 (02); 68-73; 2016.
[46] Ferioli, D., Rampinini, E., Bosio, A., La Torre, A., & Maffiuletti, N. A. Peripheral muscle function during repeated changes of direction in basketball. International Journal of Sports Physiology and Performance, 14 (06), 739-746; 2018.
[47] Vänttinen, T., Blomqvist, M., & Häkkinen, K. Development of body composition, hormone profile, physical fitness, general perceptual motor skills, soccer skills and on-the-ball performance in soccer-specific laboratory test among adolescent soccer players. Journal of Sports Science & Medicine, 09 (04), 547; 2010.
[48] Boone, J., & Bourgois, J. Morphological and physiological profile of elite basketball players in Belgium. International Journal of Sports Physiology and Performance, 08 (06), 630-638; 2013.
[49] Román, P. Á.L., Villar Macias, F. J., & García Pinillos, F. Effects of a contrast training programme on jumping, sprinting and agility performance of prepubertal basketball players. Journal of sports Sciences, 36 (07), 802-808; 2017.
[50] Weineck, J. Entrenamiento Total. Barcelona: [686 paginas], Editorial Paidotribo; 2005.
[51] Catlett, D. (2019). Agility considerations for basketball. Disponível em: https://medium.com/performance-course/agility-considerations-for-basketball-36446cfb7ba0
[52] Kumar, N. P. Effect of basketball specific footwork training protocol on selected offensive and defensive skills in basketball. International Journal of Physical Education, Fitness and Sports, 03 (02), 60-67; 2014.
[53] Waffak, M. N., Sukoco, P., & Sugiyanto, F. X. The effect of water exercise and sand exercise training methods on agility in basketball athletes. Health, Sport, Rehabilitation, 08 (02), 42-52; 2022.
[54] Delextrat, A., & Cohen, D. Strength, power, speed, and agility of women basketball players according to playing position. The Journal of Strength & Conditioning Research, 23 (07), 1974-1981; 2009.
[55] Scanlan, A. T., Tucker, P. S., & Dalbo, V. J. A comparison of linear speed, closed-skill agility, and open-skill agility qualities between backcourt and frontcourt adult semiprofessional male basketball players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 28 (05), 1319-1327; 2014.
[56] Hoffman, J.R., Brown, L.E., & Smith, A.E. Implementação de programas de treinamento. IN: Hoffman, J.R. (Editor). National Strength and Conditioning Association – Guia de Condicionamento Físico. São Paulo, Manole; 2015.
[57] Sabin, S. I., & Marcel, P. Testing agility skill at a basketaball team (10-12 years-old). Ovidius University Annals, Series Physical Education & Sport/Science, Movement & Health, 16 (01), 103-109; 2016.
[58] Kucsa, R., & Mačura, P. Physical characteristics of female basketball players according to playing position. Acta Facultatis Educationis Physicae Universitatis Comenianae, 55 (01), 46-53; 2015.
[59] Orhan, S. Effect of weighted rope jumping training performed by repetition method on the heart rate, anaerobic power, agility and reaction time of basketball players. Advance in Environmental Biology, 07 (05), 945-951; 2013.
[60] Gonzalo-Skok, O., Tous-Fajardo, J., Suarez-Arrones, L., Arjol-Serrano, J. L., Casajús, J. A., & Mendez-Villanueva, A. Validity of the V-cut test for young basketball players. International Journal of Sports Medicine, 94 (11); 893-899; 2015.
[61] Lehnert, M., Hůlka, K., Malý, T., Fohler, J., & Zahálka, F. The effects of a 6 week plyometric training programme on explosive strength and agility in professional basketball players. Acta Gymnica, 43 (04), 07-15; 2013.
[62] Chaouachi, A., Brughelli, M., Chamari, K., Levin, G. T., Abdelkrim, N. B., Laurencelle, L., & Castagna, C. Lower limb maximal dynamic strength and agility determinants in elite basketball players. The Journal of Strength & Conditioning Research, 23 (05), 1570-1577; 2009.
[63] Ujaković, F., & Šarabon, N. Change of direction performance is influenced by asymmetries in jumping ability and hip and trunk strength in elite basketball players. Applied Sciences, 10 (19); 6984. 2020.
[64] Shaji, J., & Isha, S. Comparative analysis of plyometric training program and dynamic stretching on vertical jump and agility in male collegiate basketball player. Al Ameen Journal of Medical Sciences, 02 (01), 36-46; 2009.
[65] Freitas, T. T., Calleja-González, J., Carlos-Vivas, J., Marín-Cascales, E., & Alcaraz, P. E. Short-term optimal load training vs a modified complex training in semi-professional basketball players. Journal of Sports Sciences, 37 (04), 434-442; 2018.
[66] Kryeziu, A., Bujar, B. E. G. U., Asllani, I., & Iseni, A. Effects of the 4 week plyometric training program on explosive strength and agility for basketball players. Turkish Journal of Kinesiology, 05 (03), 110-116; 2019.
[67] Matulaitis, K., Sirtautas, D., Kreivytė, R., & Butautas, R. Seasonal changes in physical capacities of elite youth basketball players. Journal of Physical Education and Sport, 21 (suppl06), 3238-3243; 2021.
[68] Versic, S., Pehar, M., Modric, T., Pavlinovic, V., Spasic, M., Uljevic, O., ... & Sekulic, D. Bilateral symmetry of jumping and agility in professional basketball players: Differentiating performance levels and playing positions. Symmetry, 13 (08); 1316; 2021.
[69] Zatsiorsky, V.M. & Kraemer, W.J. Ciência e Prática do Treinamento de Força. 2a. edição. São Paulo: [255 páginas], Phorte; 2008.
[70] Platonov, V.N. Tratado Geral de Treinamento Desportivo. São Paulo: [887 páginas], Phorte; 2008.
ANEXOS (quadro 01 e 02)
ANÁLISE DOS TESTES DE CAMPO USADOS PARA AVALIAÇÃO DA AGILIDADE NO BASQUETEBOL
ANALYSIS OF FIELD TESTS USED TO EVALUATE AGILITY IN BASKETBALL
Quadro 01. Resumo das pesquisas envolvendo a agilidade no basquetebol
Estudo | Tamanho Amostral | Gênero | Categoria Competitiva | Teste Empregado para Avaliação da Agilidade (classificação) |
Jakovljevic et al. (2) | n=118 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste-T (P+G), Teste Zig Zag Drill (P+G) e Teste 4x15-metros (P+G) |
Erculj et al. (7) | n=65 | F | Jogadoras formativas de basquetebol | Teste 6x5-metros Sprint (P+G) e Teste 6x5-metros Sprint Dribble (P+E) |
Cengizhan et al. (9) | n=21 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste Hexagonal (P+G) |
Alemdaroğlu (10) | n=12 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Krasnanska et al. (13) | n=10 | F | Jogadoras profissionais de basquetebol | Teste Fitro Agility Check (NP+G), Teste Modified Pro Agility (P+G) e, Teste Lane Drill (P+E) |
Stojanovic et al. (16) | n=53 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Lane Arrow Closeout (P+G), Teste Lane Drill (P+E), Teste Reactive Shuttle (NP+E), Teste Run-Shuffle-Run (P+E), Teste Compass Drill (P+G) e, Teste Modified 505 (P+G) |
Spiteri et al. (17) | n=45 (n=15 universitarias e n=30 profissionais) | F | Jogadoras universitarias e profissionais de basquetebol | Teste 505 COD(P+G), Teste de Agilidade Ofensiva (P+E) Teste de Agilidade Defensiva (P+E) |
Garcia-Gil et al. (20) | n=41 | F | Jogadoras profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste Dribbling (P+E) |
Mancha-Triguero et al. (21) | n=24 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste-T com Bola (P+E) |
Poomsalood & Pakulanon (23) | n=10 | M | Jogadores universitarios de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Uzun et al. (24) | n=92 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste-T (P+G), Teste de Illinois (P+G) e, Teste Hexagonal (P+G) |
Bal et al. (25) | n=30 | M | Jogadores universitarios de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste de Illinois (P+G) |
Asadi (26) | n=12 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste 4x9-metros Shuttle-Run (P+G), Teste-T (P+G) e, Teste Illinois (P+G) |
Horička & Šimonek (29) | n=12 | F | Jogadoras profissionais de basquetebol | Teste de Illinois (P+G), Teste-Y (NP+G) e, Teste Fitro Agility Check (NP+G) |
Blasco-Lafarga et al.(30) | n=20 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste V-Cut (P+G) |
Apostolidis et al. (32) | n=13 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Defensive Movement (P+E), Teste Control Dribble (P+E), Teste High Intensity Shuttle-Run (P+E) e Teste High Intensity Shuttle-Run Dribble (P+E) |
Asadi et al. (33) | n=16 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste de Illinois (P+G) |
Balčiūnas et al. (34) | n=35 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Shuttle Ball-Dribbling (P+E) |
Lockie et al. (35) | n=20 (n=10 semiprofissionais e n=10 amadores) | M | Jogadores semiprofissionais e amadores de basquetebol | Teste-Y (NP+G) |
Sekulic et al. (37) | n=110 | M | Jogadores profissionais de basquetebol da primeira e segunda divisão | Teste-T (P+G), BBCODSd (P+E), BBCODSnd (P+E), BBAGILd (NP+E) BBAGILnd (NP+E) |
Spiteri et al. (39) | n=12 | F | Jogadoras profissionais de basquetebol | Teste 505 COD (P+G), Teste-T (P+G) e, Teste RAT Especifico (NP+E) |
Lukić et al. (44) | n=38 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste de Illinois (P+G), Teste de Illinois com Bola (P+E), Teste- T (P+G), Teste-T com Bola (P+E), Teste 4x5-metros Shuttle-Run (P+G) e, Teste 4x5-metros Shuttle-Run com Bola (P+E) |
Boone & Bourgois (48) | n=144 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste 5x10-metros Shuttle-Run (P+G) |
Roman et al. (49) | n=58 (n=48 masculinos e n=10 femininos) | M e F | Jogadores formativos de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Waffak et al. (53) | n=20 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste de Illinois (P+G) |
Delextrat & Cohen (54) | n=30 | F | Jogadoras profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Scanlan et al. (55) | n=12 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste COD Speed (P+G) e Teste RAT (NP+G) |
Sabin & Marcel (57) | n=12 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Lane Drill (P+E), Teste Compass Drill (P+G), Teste Half Court Zigzag Sprint (P+E), Teste Quadrant Jump (P+G) e, Teste Lane Arrow Closeout (P+G) |
Kucsa & Mačura, (58) | n=14 | F | Jogadoras formativas de basquetebol | Teste 10x5-metros Shuttle-Run (P+G) e Teste Lane Drill (P+E) |
Orhan (59) | n=40 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Hexagonal (P+G) |
Gonzalo-Skok et al. (60) | n=72 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste V-Cut (P+G) |
Lehnert et al. (61) | n=12 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste Hexagonal (P+G) |
Chaouachi et al. (62) | n=14 | M | Jogadores profissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Ujaković & Šarabon (63) | n=43 (n=17 profissionais e n=26 formativos) | M | Jogadores profissionais e formativos de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Shaji & Isha (64) | n=45 | M | Jogadores universitarios de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Freitas et al. (65) | n=23 | M | Jogadores semiprofissionais de basquetebol | Teste-T (P+G) |
Kryeziu et al. (66) | n=20 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste-T (P+G) e Teste de Illinois (P+G) |
Matulaitis et al. (67) | n=17 | M | Jogadores formativos de basquetebol | Teste Lane Drill (P+E) |
Versic et al. (68) | n=102 | M | Jogadores profissionais de basquetebol da primeira e segunda divisao | CODSd (P+E), CODSnd (P+E), RAGd (NP+E) e, RAGnd (NP+E) |
[ LEGENDA: Teste 505 COD=teste 5-0-5-metros com mudança de direção, Teste COD Speed=teste de mudança de direção em velocidade, Teste RAT=teste de agilidade reativa, BBCODSd= teste específico com mudança de direção executada no lado dominante, BBCODSnd=teste específico com mudança de direção executada no lado não-dominante, BBAGILd=teste específico não-planejado executado do lado dominante, BBAGILnd=teste específico não-planejado executado do lado não-dominante, CODSd=teste específico com mudança de direção pré-planejado executado no lado dominante, CODSnd= teste específico com mudança de direção pré-planejado executado no lado não-dominante, RAGd=teste específico de agilidade reativa executado no lado dominante, RAGnd= teste específico de agilidade reativa executado no lado não-dominante, RAT Específico= teste de agilidade reativa específica, M=masculino, F=feminino, P+G=teste planejado e geral, NP+G=teste não-planejado e geral, P+E=teste planejado e específico, NP+E=teste não-planejado e especíifico ]
Quadro 02. Resumo dos testes de campo usados para avaliação da agilidade no basquetebol
Teste de Campo | Angulação nas Mudanças de Direção | Número de Mudanças de Direção | Distância Total Percorrida | Tempo de Duração Médio |
Teste Defensive Movement | 45° | 5 | 25.7-metros | 11.5-segundos |
Teste High Intensity Shuttle-Run | 180° | 8 | 135.2-metros | 26.0-segundos |
Teste High Intensity Shuttle-Run Dribble | 180° | 8 | 135.2-metros | 28.5-segundos |
Teste Control Dribble | 120° | 5 | 17.9-metros | 12.0-segundos |
Teste Shuttle Ball-Dribbling | 180° | 12 | 212.4-metros | 45.0-segundos |
Teste-T | 90° | 4 | 36.5-metros | 10.0-segundos |
Teste-T com Bola | 90° | 4 | 36.5-metros | 13.5-segundos |
Teste 6x5-metros Sprint | 180° | 6 | 30.0-metros | 9.5-segundos |
Teste 6x5-metros Sprint Dribble | 180° | 6 | 30.0-metros | 10.2-segundos |
Teste de Illinois | 180° | 13 | 45,7-metros | 13.5-segundos |
Teste de Illinois com Bola | 180° | 13 | 45.7-metros | 15.7-segundos |
Teste Zig Zag Drill | 90° | 3 | 19.0-metros | 7.5-segundos |
Teste 4x15-metros | 180° | 4 | 60.0-metros | 14.5-segundos |
Teste 4x9-metros Shuttle-Run | 180° | 4 | 36.0-metros | 9.5-segundos |
Teste 5x10-metros Shuttle-Run | 180° | 5 | 50.0-metros | 12.0-segundos |
Teste Hexagonal | 120° | 6 saltos | 0 | 13.0-segundos |
Teste COD Speed | 45° e 90° | 4 | 16.5-metros | 11.5-segundos |
Teste 505 COD | 180° | 1 | 20.0-metros | 3.0-segundos |
Teste V-Cut | 45° | 4 | 25.0-metros | 6.5-segundos |
Teste 10x5-metros Shuttle-Run | 180° | 10 | 50.0-metros | 17.5-segundos |
Teste Lane Drill | 90° e 180° | 7 | 21.1-metros | 12.5-segundos |
Teste Compass Drill | 45° | 2 | 24.0-metros | 10.0-segundos |
Teste Half Court Zigzag Sprint | 45° | 2 | 25.5-metros | 9.0-segundos |
Teste Quadrant Jump | 90° | saltos em 10-segundos | 0 | 13 saltos |
Teste Lane Arrow Closeout | 45° | 5 | 25.0-metros | 8.0-segundos |
BBCODSd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.7-segundos |
BBCODSnd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.8-segundos |
Teste Dribbling | 90° | 4 | 18.8-metros | 8.0-segundos |
Teste de Agilidade Ofensiva | 45° | 1 | 30.0-metros | 2.5-segundos |
Teste de Agilidade Defensiva | 45° | 1 | 30.0-metros | 2.8-segundos |
Teste 4x5-metros Shuttle-Run | 180° | 4 | 20.0-metros | 6.5-segundos |
Teste 4x5-metros Shuttle-Run com Bola | 180° | 4 | 20.0-metros | 7.0-segundos |
CODSd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.7-segundos |
CODSnd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.8-segundos |
Teste Run-Shuffle-Run | 45° | 3 | 24.0-metros | 7.7-segundos |
Teste RAT | 45° | 2 | 10.0-metros | 2.0-segundos |
Teste-Y | 45° | 1 | 10.0-metros | 2.5-segundos |
BBAGILd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.9-segundos |
BBAGILnd | 45° | 1 | 8.0-metros | 2.0-segundos |
Teste Fitro Agility Check | 90° | 0 | 0 | 600-milissegundos |
Teste Reactive Shuttle | 180° | 2 | 10.0-metros | 2.7-segundos |
RAGd | 45° | 1 | 8.0-metros | 1.9-segundos |
RAGnd | 45° | 1 | 8.0-metros | 2.1-segundos |
RAT Específico | 45° | 1 | 13.5-metros | 5.3-segundos |
Teste Modified Pro Agility | 45° | 3 | 21.1-metros | 5.2-segundos |
[ LEGENDA: Teste 505 COD=teste 5-0-5-metros com mudança de direção, Teste COD Speed=teste de mudança de direção em velocidade, Teste RAT=teste de agilidade reativa, BBCODSd= teste específico com mudança de direção executada no lado dominante, BBCODSnd=teste específico com mudança de direção executada no lado não-dominante, BBAGILd=teste específico não-planejado executado do lado dominante, BBAGILnd=teste específico não-planejado executado do lado não-dominante, CODSd=teste específico com mudança de direção pré-planejado executado no lado dominante, CODSnd= teste específico com mudança de direção pré-planejado executado no lado não-dominante, RAGd=teste específico de agilidade reativa executado no lado dominante, RAGnd= teste específico de agilidade reativa executado no lado não-dominante, RAT Específico= teste de agilidade reativa específica ]
