Artigo - PDF
Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
Journal DOI: 10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025
.
ARTIGO ORIGINAL
Estudante TEA: direitos no Atendimento Educacional
Edlaine Ronconi de Abreu Dias1; Cláudia Regina da Silva2; Silvana Afonso Costa3
Jean Rodrigo Dias4
Como Citar:
DIAS, Edlaine Ronconi de Abreu; SILVA, Cláudia Regina; COSTA, Silvana Afonso; DIAS, Jean Rodrigo. Estudante TEA: direitos no atendimento educacional. Revista Sociedade Científica, vol.8, n. 1, p.149-158, 2025.
https://doi.org/10.61411/rsc202568318
.
Área do conhecimento: Educação.
Palavras-chaves: Autismo; Educação Especial; Direitos; Apoio Pedagógico.
Publicado: 06 de janeiro de 2025.
Resumo
Este artigo explora o as características do estudante com Transtorno do Espectro Autismo e seus direitos no atendimento educacional durante sua trajetória escolar. O estudo tem natureza aplicada, abordagem qualitativa e fins exploratórios procedimentos de análise de conteúdo e instrumentos bibliográficos primários e secundários. Tem como objetivo explorar os direitos e os tipos de suporte que discentes autistas devem receber na escola, com caráter de educação especial, procura-se então informar direitos e metodologias inclusivas aos familiares, educadores, a sociedade, o próprio indivíduo e demais interessados no assunto. Os resultados mostram 12 registros a respeito de legislações; tipos de acessibilidade, Atendimento Educacional Especializado, Plano Educacional Individualizado e previsão de profissionais assistentes , sendo estes, suportes e mecanismos imperativos, gratuitos preferencialmente na rede regular de ensino, concomitantes aos demais processos escolares e imprescindíveis para o atendimento do estudante do espectro autista.
.
1. Introdução
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurodesenvolvimento que se reflete na interação social, comunicação e comportamento. Deste modo, este estudo tem como objetivo explorar direitos e tipos de suporte metodológicos que discentes autistas podem receber na escola.
Promovendo assim uma gama informações onde familiares, educadores, sociedade e o próprio indivíduo interessados no assunto possam inteirar-se de possibilidades disponíveis para inclusão escolar.
O estudo aborda legislações pertinentes e destaca variadas metodologias de apoio pedagógico da educação especial imprescindíveis e de oferta gratuita preferencialmente na rede regular de ensino.
.
2. Metodologia
Este estudo é uma revisão de literatura de natureza aplicada, com fins exploratórios e abordagem qualitativa. Utiliza o método de análise de conteúdo proposto por Minayo 13 para examinar fontes bibliográficas primárias e secundárias seguindo os critérios do quadro 1:
Critérios | Detalhamento |
Período | 2000 a 2023. |
Bases de Dados | Google Scholar, Google Books, sites de legislação federal e manual normativo (DSMV) . |
Descritores | “TEA” AND (“Atendimento Educacional Especializado” OR “AEE”) AND (“Plano Individual de Atendimento” OR “PEI”) AND “Educação Especial”. |
Tipos de Fonte | Livros, artigos, leis, manuais. |
Critério de Exclusão | Exclusão de fontes que não se enquadram nos tipos textuais desejados (livros, artigos, leis e manuais). Fora do recorde temporal. |
Critérios e Filtros | CRAP Test, técnica de leitura flutuante, Skimming e Crítica, exceto para legislações e manuais. |
Limitação de Registros | Revisão bibliográfica limitada ao máximo 15 registros, incluindo legislações, manuais e estudos. |
Quadro 1 Metodologia de busca bibliográfica
Fonte: elaborado pelos autores (2024).
Na elaboração da revisão bibliográfica, a metodologia adotou a análise de conteúdo conforme proposta por Minayo 13, estruturada nas seguintes fases: Pré-Análise; exploração do material; Tratamento dos Dados; Interpretação dos Resultados.
Foi realizado um levantamento inicial das fontes, com a definição do corpus de pesquisa e a formulação de questões para orientar a análise. Aplicou-se CRAP Test (Currency, Reliability, Authority, Purpose) para verificar a relevância e originalidade, contextualização histórica fontes. Os dados foram sistematicamente organizados e categorizados permitindo uma avaliação crítica.
.
3. Desenvolvimento e discussão
A interpretação dos resultados foi realizada à luz das questões de pesquisa formuladas na pré-análise. A sumarização dos registros obtidos encontra-se no quadro 2, constando referência, objetivo, resultado e discussão de cada um.
Referência | Objetivo | Resultados | Discussões |
Organização Mundial da Saúde (OMS)[10] | Categorização do autismo | Reconhecimento do autismo como uma condição médica. | O CID-10 é essencial para a padronização do diagnóstico e tratamento do autismo. |
SCHWARTZMAN e ARAÚJO [11] | Descrição e compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA). | O TEA é um distúrbio neurodesenvolvimental complexo com variação significativa de sintomas e características entre os indivíduos. | O TEA não é uma condição uniforme; suas manifestações variam amplamente, o que demanda abordagens individualizadas para diagnóstico e intervenção. |
SILVA, Gaiato & REVELES [12] | Compreensão do autismo como um espectro e sua evolução. | O autismo é uma condição vitalícia, mas o desenvolvimento e progresso podem variar. | A compreensão do autismo como um espectro permite a personalização das estratégias de intervenção e suporte, ajustando-se às necessidades específicas de cada indivíduo. |
APA [1] | TEA no DSM-5. | O DSM-5 define três níveis de gravidade do TEA baseados na necessidade de apoio substancial. | O DSM-5 fornece uma estrutura detalhada para a classificação e diagnóstico do TEA, facilitando uma abordagem mais estruturada e padronizada na prática clínica. |
MELLO [9] | Identificação das áreas principais de comprometimento no TEA. | O TEA afeta a interação social, a comunicação e o comportamento, que são áreas de maior comprometimento. | A tríade de comprometimentos destacada é para o desenvolvimento de estratégias de intervenção e suporte educacional. |
BRASIL [3] | Regulamentação da educação especial | Define normas para a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular e o papel do AEE. | A legislação promove a inclusão e estabelece a necessidade de adaptações curriculares e suporte especializado |
BRASIL [4] | Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. | Reforça a necessidade de suporte educacional especializado e práticas adaptadas para alunos com TEA. | A lei estabelece um marco importante para garantir direitos e suporte educacional aos alunos com TEA, promovendo uma abordagem inclusiva e adaptada. |
BRASIL [2]
| Atendimento Educacional Especializado (AEE). | O AEE deve ser complementar ao ensino regular. | O AEE é fundamental para a inclusão escolar, fornecendo suporte especializado que complementa o ensino. |
MANTOAN [8] | Reafirmar as condições em que a inclusão escolar acontece | Ao denunciar o abismo existente entre o velho e o novo na instituição escolar brasileira, a inclusão é reveladora dos males do conservadorismo. | O movimento inclusivo nas escolas, por mais que ainda seja muito contestado, especialmente no meio educacional, convence a todos pela sua lógica e pela ética de seu posicionamento social. |
CAMARGO e BOSA [7] | Análise crítica da inclusão escolar e competência social em relação ao autismo. | A inclusão escolar requer colaboração entre escola, família e comunidade, e práticas educacionais adaptadas. | A inclusão efetiva de estudantes com TEA depende da cooperação de todos os envolvidos no processo educacional e da implementação de estratégias adequadas para atender às suas necessidades. |
Quadro 2 – Registros selecionados na revisão bibliográfica.
Fonte: autores (2024).
A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial da Saúde (OMS) explica a categorização do autismo, conferindo-lhe reconhecimento internacional como uma condição médica [9]. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição heterogênea, com sintomas e características que podem variar amplamente de uma pessoa para outra [11]. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 [1] identifica três níveis de gravidade quanto ao apoio substancial que a pessoa dentro do espectro necessita [1]:
Figura 1– Níveis de apoio TEA
Fonte: elaborado pelos autores (2024).
Conforme ilustra a figura 1, o DSM V subdividiu o TEA em três níveis de suporte, que ajudam profissionais e cuidadores a planejar intervenções e estratégias mais eficazes.
No Nível 1 estão incluídas as pessoas que têm aparentemente maior grau de independência, mas ainda enfrentam desafios consideráveis em algumas áreas [1][9]. Esses indivíduos podem realizar atividades cotidianas de forma relativamente autônoma, mas apresentam dificuldades em iniciar ou manter interações sociais ou novas situações.
O nível 2 envolve pessoas que necessitam de um suporte substancial. Nesse nível, as dificuldades de interação social são mais evidentes e impactam diretamente a comunicação e a compreensão mútua [1][9]. Os comportamentos restritos e repetitivos tornam-se mais intensos. A dificuldade de adaptação a mudanças ou situações novas é mais pronunciada, exigindo intervenções frequentes para ajudar na regulação emocional e comportamental.
No Nível 3, encontram-se os casos em que o indivíduo precisa de apoio muito substancial em quase todas as áreas. A comunicação é muito limitada, podendo ser inexistente ou ocorrer de forma muito básica e dependente de sistemas alternativos, como dispositivos de comunicação assistiva [1][9]. Os comportamentos restritos e repetitivos são acentuados, e as dificuldades de adaptação ao ambiente ou situações novas são graves.
Esses níveis não apenas ajudam na compreensão da heterogeneidade do espectro autista, mas também servem como guia para o planejamento de intervenções que promovam qualidade de vida, autonomia e inclusão social de acordo com as necessidades específicas de cada indivíduo, entretanto é necessário evidenciar que o espectro é múltiplo e varia de indivíduo para indivíduo. As características do TEA têm três áreas de maior comprometimento conforme ilustra a tríade TEA [8]:
Figura 2– Tríade TEA, pilares das áreas de manifestação do espectro
Fonte: elaborado pelos autores a partir de Mello (2007).
A interação social; comunicação; comportamento restrito e repetitivos 9. Além disso, muitas pessoas com TEA apresentam hipersensibilidade ou hipossensibilidade sensorial, reagindo de forma incomum a estímulos sensoriais [10]. O diagnóstico do autismo é um processo envolve avaliação clínica, observação do comportamento e entrevistas com pais e cuidadores.
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – LIB (Lei nº 13.146/2015) [4] estabelece que a educação seja acessível a todos, incluindo alunos com TEA. A LIB determina a necessidade de adaptações curriculares e suporte especializado para alunos com deficiência.
A Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) [3] estabelece a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Esta lei reforça a necessidade de suporte educacional especializado e práticas adaptadas para atender às necessidades dos alunos com TEA. Também trata do profissional assistente mediador que é essencial na inclusão escolar de estudantes com TEA e outras deficiências. Suas funções incluem: apoio individualizado, facilitação da comunicação, apoio na interação social e adaptação de materiais e ambientes para atender às necessidades específicas do aluno.
O Decreto nº 7.611/2011 [2] regulamenta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) [5], definindo normas para a educação especial no Brasil. Promove a integração de alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais no ensino regular com Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Seus princípios incluem: equidade e igualdade de oportunidades educacionais para todos. Individualização: cada aluno é único. Flexibilidade curricular; colaboração: atuação conjunta de diversos profissionais; continuidade, acompanhamento do desenvolvimento do aluno; participação alunos com deficiência devem ser ativos em seu processo educacional; complementaridade, o AEE não substitui o ensino regular, mas o complementa; adaptação curricular, inclui modificar conteúdos, ajustar métodos de ensino e implementar avaliações alternativas para atender às necessidades e capacidades dos alunos.
O Plano Educacional Individualizado (PEI) é uma ferramenta fundamental no AEE. Ele descreve as metas, estratégias e recursos necessários para atender às necessidades educacionais do aluno, incluindo identificação, anamnese, objetivos, orientações, áreas a serem trabalhadas, detalhamento metodológico, recursos materiais e equipamentos, e avaliação [6].
Os Tipos de acessibilidade são: Acessibilidade Arquitetônica: Modificações físicas nas instalações escolares, como rampas e elevadores. Acessibilidade Comunicacional: Adaptações na forma de comunicação, como tecnologias assistivas e materiais em formatos acessíveis. Acessibilidade Pedagógica: Ajustes no currículo e nas práticas de ensino [7].
A inclusão de estudantes com TEA no ambiente escolar é um desafio que requer a cooperação de toda a comunidade escolar e a implementação de estratégias eficazes. A sensibilização e conscientização promovem o entendimento, aceitação e respeito pelas diferenças, especialmente em relação aos estudantes com TEA [7]. A colaboração eficaz entre escola, família e comunidade é essencial para criar um ambiente inclusivo e de apoio para esses estudantes.
.
4. Considerações finais
Este estudo explorou as características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os direitos dos estudantes com autismo no contexto educacional, com base em uma análise qualitativa das legislações e suportes pedagógicos disponíveis. Os resultados indicam que:
Importância da Legislação e Normas: As leis brasileiras, como a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Berenice Piana. Estas normas asseguram adaptações curriculares e a disponibilização de suporte especializado.
A pesquisa revelou que os tipos de suporte pedagógico, como o Atendimento Educacional Especializado (AEE), o Plano Educacional Individualizado (PEI), e a presença de profissionais assistentes mediadores além da acessibilidade arquitetônica, comunicacional e pedagógica. Futuras pesquisas podem investigar a eficácia das práticas pedagógicas específicas e a experiência dos estudantes com diferentes níveis de apoio. Além disso, estudos sobre a implementação das leis e a real efetividade dos suportes educacionais nas escolas.
.
5. Declaração de direitos
O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.
.
6. Referências
American Psychiatric Association (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 4ª Edição Revisada (DSM-IV-TR). Porto Alegre: Artmed; 2002.
BRASIL. Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20112014/2011/decreto/d7611.htm. Acesso em: 17 jun 2022.
BRASIL. Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Regulamenta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e estabelece normas para a educação especial na educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 nov. 2011. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e dá outras providências. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, p. 1-3, 28 dez. 2012. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/141178814/lei-12764-12. Acesso em: 18 jul. 2024.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 20 maio 2023.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996.
CAMARGO, S.P.H.; BOSA, C.A. Competência social, inclusão escolar e autismo: Revisão crítica da literatura. Psicol. Soc. 2009; 2(1):65-74.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. (Coleção Cotidiano Escolar). Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/211/o/INCLUS%C3%83O-ESCOLARMaria-Teresa-Egl%C3%A9r-Mantoan-Inclus%C3%A3o-Escolar.pdf. Acesso em: 13 jul. 2024.
MELLO, A.M.S.R. Autismo: guia prático. 7a ed. Brasília: CORDE, 2007. 104 p. Disponível em: https://goo.gl/6vJIir. Acesso em: 19 set 2023.
Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – 10ª Revisão (CID-10). OMS; 2005. Disponível em: http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/webhelp/cid10.htm.
SCHWARTZMAN, J.S.; ARAÚJO, C.A. Transtornos do Espectro do Autismo. São Paulo: Memnon; 2011.
SILVA, A.B.B.; GAIATO, M.B.; REVELES, L.T. Mundo singular: Entenda o autismo. Rio de Janeiro: Objetiva; 2012.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
Universidade Estadual do Mato Grosso/ UNEMAT, Cáceres, Brasil.
Universidade Federal de Rondônia/ UNIR, Vilhena, Brasil.
Universidade Federal do Amapá/ UNIFAP, Macapá, Brasil.
Universidade Estadual de Londrina/ UEL, Londrina, Brasil.

