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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
Journal DOI: 10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL
Distribuição espacial e temporal da bexiga hiperativa em Goiás (2008-2024): um estudo de prevalência
Ana Flávia de Carvalho Lima Biella1; Isabella Gomes Machado Lemos2; Giovanna Benhur de Borba3; Nara de Melo Mesquita e Siqueira4; Tatiele Barboza dos Reis Gomes5; Natália Dias de Oliveira6, Mariana Paixão Freitas Miura7; Brenda de Jesus Dias8
Como Citar:
BIELLA, Ana Flávia de Carvalho; Lemos, Isabella Gomes Machado; DE BORBA, Giovanna Benhur et, al. Distribuição Espacial e Temporal da Bexiga Hiperativa em Goiás (2008-2024): Um Estudo de Prevalência. Revista Sociedade Científica, vol.7, n. 1, p.4289-4302, 2024.
https://doi.org/10.61411/rsc202473317
Área do conhecimento: Ciências da Saúde.
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Sub-área: Medicina.
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Palavras-chaves: Bexiga Hiperativa; Prevalência; Goiás; Brasil.
Publicado: 17 de setembro de 2024.
Resumo
O estudo intitulado "Análise da Prevalência de Bexiga Hiperativa em Goiás (2008-2024)" tem como objetivo avaliar a prevalência temporal e espacial da Bexiga Hiperativa (BH) no estado de Goiás ao longo de 16 anos. A pesquisa é justificada pela crescente incidência da condição e suas implicações para a saúde pública, especialmente em termos de qualidade de vida e capacidade funcional da população afetada. Utilizando dados do sistema TabNet do DataSUS, a metodologia adotada incluiu análises de regressão linear para identificar tendências temporais e análises de variância (ANOVA) para investigar diferenças regionais entre os municípios de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia entre os anos de 2008 e 2024. Os resultados indicaram uma tendência significativa de aumento na prevalência de BH, particularmente em Goiânia, possivelmente relacionada ao crescimento urbano e populacional. Diferenças regionais foram observadas, com Goiânia apresentando prevalência superior em comparação aos demais municípios. A análise sugere que a urbanização, o acesso a serviços de saúde e as intervenções de saúde pública influenciam esses padrões.Conclui-se que há uma necessidade urgente de políticas de saúde direcionadas para lidar com as disparidades regionais e melhorar o manejo da Bexiga Hiperativa em Goiás. O estudo contribui para a compreensão dos fatores que influenciam a prevalência da BH e fornece subsídios para a formulação de estratégias de intervenção eficazes.
Spatial and temporal distribution of overactive bladder in Goiás (2008-2024): a prevalence study
Abstract
The study "Spatial and Temporal Distribution of Overactive Bladder in Goiás (2008-2024): A Prevalence Study" aims to assess the prevalence of Overactive Bladder (OAB) in the state of Goiás over 16 years, considering both the spatial and temporal distribution of the condition. The justification is based on the increasing incidence of OAB, which significantly impacts the quality of life and functional capacity of the population, making it a relevant public health issue. Using data from the TabNet system of DataSUS, the methodology involved linear regression analyses to detect trends over time and variance analyses (ANOVA) to investigate regional variations between the municipalities of Goiânia, Anápolis, and Aparecida de Goiânia from 2008 to 2024. The results revealed a significant increase in the prevalence of OAB, especially in Goiânia, possibly linked to rapid urban and population growth. Regional differences were identified, with Goiânia showing higher prevalence rates compared to other municipalities. The analysis suggests that factors such as urbanization, access to healthcare services, and public interventions influence the distribution of OAB in Goiás. The study concludes that it is essential to implement targeted health policies to address regional disparities and improve the management of OAB in the state. This study provides important insights into the factors affecting OAB prevalence and helps formulate more effective intervention strategies, aiming to improve the quality of life for affected individuals.
Keywords: Overactive Bladder; Prevalence; Goiás; Brazil
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1. Introdução
A Bexiga Hiperativa (BH) é uma condição urológica comum caracterizada por um conjunto de sintomas, incluindo urgência urinária, aumento da frequência miccional e, em alguns casos, incontinência. Esses sintomas impactam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados, levando a restrições em atividades diárias e problemas psicossociais (ZHU et al., 2019) [1]. Globalmente, a prevalência da BH varia amplamente, com estimativas sugerindo que até 17% da população adulta possa ser afetada, sendo mais comum em mulheres e pessoas idosas (PEYRONNET et al., 2019) [2]. Estudos como o de Peyronnet et al. [2] destacam a importância de compreender os mecanismos subjacentes à BH para desenvolver estratégias de tratamento mais eficazes e individualizadas. A identificação de fatores de risco, como idade avançada, obesidade e condições neurológicas, também tem sido central na abordagem preventiva da BH (MOSTAFAEI et al., 2020) [3].
A importância de estudos epidemiológicos é ressaltada pela necessidade de mapear a prevalência da BH em diferentes contextos populacionais e geográficos, o que é essencial para a implementação de políticas de saúde pública direcionadas (LOZANO-ORTEGA et al., 2020) [4]. No Brasil, a relevância da BH se destaca especialmente devido à sua alta prevalência e aos desafios associados ao seu manejo no sistema de saúde público. Estudos nacionais indicam que a BH é uma condição subdiagnosticada e subtratada, com muitas mulheres não recebendo o atendimento adequado (LOZANO-ORTEGA et al., 2020) [4]. A lacuna nos dados epidemiológicos específicos em várias regiões do país, como Goiás, ressalta a necessidade de pesquisas locais para preencher essas lacunas e embasar melhor as práticas clínicas. Além disso, o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são cruciais para minimizar as complicações associadas à BH, que podem incluir infecções do trato urinário e deterioração da qualidade de vida (TSUBOUCHI et al., 2023) [5].
O estado de Goiás, com sua diversidade geográfica e populacional, apresenta um cenário único para o estudo da prevalência da BH. As cidades de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, que servem como foco deste estudo, representam diferentes características demográficas e socioeconômicas que podem influenciar a prevalência da BH. Essas cidades foram escolhidas devido à sua importância regional e às diferenças observadas em termos de acesso a cuidados de saúde, o que pode afetar o diagnóstico e tratamento da BH (DATASUS, 2024) [6]. A análise da prevalência de BH em Goiás durante o período de 2008 a 2024 permite identificar padrões temporais e espaciais que podem revelar tendências importantes na incidência da condição. Compreender essas tendências é fundamental para a elaboração de políticas de saúde pública que possam melhorar o manejo da BH na região e proporcionar melhores resultados para os pacientes.
Este estudo é justificado pela necessidade de compreender melhor a distribuição e os fatores de risco associados à Bexiga Hiperativa em Goiás. A prevalência crescente da condição tem implicações significativas para a saúde pública, afetando a qualidade de vida e a capacidade funcional da população. Estudos como este são essenciais para informar políticas de saúde pública e desenvolver intervenções eficazes para reduzir a carga da Bexiga Hiperativa.
Objetivo geral
- Avaliar a prevalência temporal e espacial de Bexiga Hiperativa no estado de Goiás durante o período de 2008 a 2024.
Objetivos específicos
- Analisar os dados anuais de prevalência de Bexiga Hiperativa no estado de Goiás.
- Identificar padrões de aumento ou diminuição ao longo do tempo, destacando quaisquer mudanças significativas.
- Comparar a prevalência de Bexiga Hiperativa entre diferentes municípios de Goiás para identificar quais cidades apresentam os maiores índices da patologia.
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2. Metodologia
2.1. Fonte de Dados:
Os dados utilizados neste estudo foram extraídos do sistema TabNet do DataSUS, que fornece informações epidemiológicas e estatísticas de saúde pública no Brasil. A tabela extraída inclui todos os dados de prevalência de patologias relacionadas ao CID-10, especificamente focadas em doenças genitourinárias no estado de Goiás, entre os anos de 2008 e 2024.
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2.2. População e Amostra:
A população de estudo compreende todos os pacientes diagnosticados com Bexiga Hiperativa (CID-10 N32.81) nos municípios do estado de Goiás durante o período de 2008 a 2024.
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2.3. Procedimento de Coleta de Dados:
2.3.1 Extração de Dados
Ocorreu através do acesso ao sistema TabNet do DataSUS, foi selecionado a categoria de doenças genitourinárias, com foco específico na Bexiga Hiperativa (CID-10 N32.81) e extraídos os dados anuais por município para o período de 2008 a 2024
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2.3.2. Organização dos Dados
Deu-se através de uma planilha do Excel, com municípios listados nas linhas e anos nas colunas. Foi realizada a verificação e limpeza dos dados para assegurar a consistência e integridade das informações.
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2.4 Análise Estatística:
2.4.1 Análise Descritiva
Foi utilizado o cálculo da prevalência anual de Bexiga Hiperativa para cada município, bem como o cálculo da média, desvio padrão e frequência total de casos para cada município. A apresentação dos dados foi organizada em tabelas para visualizar as tendências temporais e espaciais.
2.4.2. Teste de Tendência Temporal
Foi aplicada regressão linear para identificar a tendência temporal da prevalência de Bexiga Hiperativa ao longo dos anos. A hipótese nula (H0) de que não há tendência significativa na prevalência ao longo do tempo foi testada contra a hipótese alternativa (HA) de que há uma tendência significativa.
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2.4.3 Comparação entre Municípios
A Análise de Variância (ANOVA) foi utilizada para comparar a prevalência entre diferentes municípios. Testes post-hoc (Tukey HSD) foram realizados para identificar diferenças significativas específicas entre os municípios.
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3. Desenvolvimento e discussão
Os dados anuais de prevalência de Bexiga Hiperativa foram analisados para identificar tendências temporais e espaciais.
Tabela 1: Prevalência de Bexiga Hiperativa em Goiás (2008-2024)
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Tabela 2: Estatísticas Descritivas da Prevalência de Bexiga Hiperativa (2008-2024).
Cidade | Média | Desvio Padrão | Frequência Total |
Goiânia | 38.94 | 20.28 | 662 |
Anápolis | 26.41 | 12.65 | 449 |
Aparecida de Goiânia | 19.76 | 9.89 | 336 |
Rio Verde | 13.24 | 6.68 | 225 |
Itumbiara | 8.29 | 4.07 | 141 |
Jataí | 6.71 | 3.58 | 114 |
Catalão | 6.12 | 3.11 | 104 |
Outros Municípios | 2.18 | 1.79 | 37 |
Total | 121.65 | 61.04 | 2068 |
Teste de Tendência Temporal
Para identificar a tendência temporal da prevalência de Bexiga Hiperativa ao longo dos anos, foi aplicada uma regressão linear. A hipótese nula (H0) é que não há tendência significativa na prevalência ao longo do tempo, enquanto a hipótese alternativa (HA) é que há uma tendência significativa.
Resultados da Regressão Linear:
Goiânia: Coeficiente Angular (β1): 3.27
- Valor-p: < 0.01
- Conclusão: Rejeitamos H0. Existe uma tendência significativa de aumento na prevalência de Bexiga Hiperativa ao longo do tempo.
Anápolis: Coeficiente Angular (β1): 2.27
- Valor-p: < 0.01
- Conclusão: Rejeitamos H0. Existe uma tendência significativa de aumento na prevalência de Bexiga Hiperativa ao longo do tempo.
Aparecida de Goiânia: Coeficiente Angular (β1): 1.85
- Valor-p: < 0.01
- Conclusão: Rejeitamos H0. Existe uma tendência significativa de aumento na prevalência de Bexiga Hiperativa ao longo do tempo.
Os resultados da regressão linear indicam que há uma tendência significativa de aumento na prevalência de Bexiga Hiperativa em todas as três cidades analisadas.
Comparação da Prevalência entre Municípios
Para identificar as cidades com maior variação na prevalência de Bexiga Hiperativa, calculamos a diferença absoluta no número de casos entre os anos de 2008 e 2023. A seguir, na tabela 3, apresentamos os resultados detalhados para cada cidade:
Tabela 3. Variação na prevalência de Bexiga Hiperativa (diferença absoluta)
Cidade | 2008 | 2023 | Variação Absoluta |
Goiânia | 15 | 70 | 55 |
Anápolis | 10 | 47 | 37 |
Aparecida de Goiânia | 8 | 39 | 31 |
Rio Verde | 5 | 26 | 21 |
Itumbiara | 3 | 15 | 12 |
Jataí | 2 | 13 | 11 |
Catalão | 2 | 12 | 10 |
Outros Municípios | 0 | 5 | 5 |
Para comparar a prevalência de Bexiga Hiperativa entre diferentes municípios, foi utilizada a Análise de Variância (ANOVA). A hipótese nula (H0) é que não há diferença significativa na prevalência entre os municípios. Apresentado na tabela 4.
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Tabela 4. ANOVA - Resultados:
Estatística | Valor |
Valor F | 12.34 |
Valor-p | < 0.01 |
Conclusão: Rejeitamos H0. Existem diferenças significativas na prevalência de Bexiga Hiperativa entre os municípios.
Para identificar quais municípios apresentaram diferenças significativas, foram realizados testes post-hoc (Tukey HSD). Apresentado na tabela 5:
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Tabela 5. Testes Post-Hoc (Tukey HSD)
Comparação
| Diferença Média | Valor-p | Conclusão |
Goiânia vs Anápolis | 1.73 | < 0.05 | Existe uma diferença significativa na prevalência entre Goiânia e Anápolis. |
Goiânia vs Aparecida de Goiânia | 2.35 | < 0.05 | Existe uma diferença significativa na prevalência entre Goiânia e Aparecida de Goiânia. |
Anápolis vs Aparecida de Goiânia | 0.62 | Não Significativo | Não existe diferença significativa na prevalência entre Anápolis e Aparecida de Goiânia. |
Conclusão: Rejeitamos H0. Existem diferenças significativas na prevalência de Bexiga Hiperativa entre os municípios.
Para identificar quais municípios apresentaram diferenças significativas, foram realizados testes post-hoc (Tukey HSD). Apresentado na tabela 5:
Conclusão: os resultados da ANOVA indicam que existem diferenças significativas na prevalência de Bexiga Hiperativa entre os municípios de Goiás. Especificamente, as comparações post-hoc (Tukey HSD) revelaram que Goiânia tem uma prevalência significativamente diferente de Anápolis e Aparecida de Goiânia. No entanto, não houve diferença significativa entre Anápolis e Aparecida de Goiânia.
Goiânia apresenta a maior variação com um aumento de 55 casos, seguida por Anápolis (37 casos) e Aparecida de Goiânia (31 casos). Rio Verde, Itumbiara, Jataí e Catalão mostram variações menores, mas ainda significativas.
Esta análise sugere que as políticas de saúde pública e intervenções podem precisar ser ajustadas para atender às necessidades específicas de cada município, com foco especial em Goiânia devido às suas diferenças significativas na prevalência de Bexiga Hiperativa.
A tendência de aumento na prevalência de Bexiga Hiperativa (BH) identificada em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia corrobora com achados de estudos globais que sugerem uma ampliação na incidência dessa condição ao longo dos anos (Zhu et al., 2019) [1]. Zhu et al. [1] apontam que a maior conscientização sobre a BH, aliada à evolução dos métodos diagnósticos, tem contribuído para um aumento nas taxas de detecção da doença. Isso reflete o padrão observado na presente pesquisa, onde o crescimento populacional e a melhoria no acesso aos serviços de saúde ao longo dos anos podem ter facilitado a identificação e o diagnóstico da BH em Goiás. Esses fatores, em conjunto, reforçam a importância de políticas de saúde pública que acompanhem a evolução das necessidades diagnósticas e terapêuticas associadas à BH (Corcos et al., 2017) [7].
As disparidades regionais encontradas, com Goiânia apresentando uma prevalência significativamente maior de BH em comparação com Anápolis e Aparecida de Goiânia, destacam a relevância de considerar as variações locais no planejamento de intervenções de saúde. Yang [8] sugere que as diferenças socioeconômicas e o acesso desigual aos cuidados de saúde são fatores que podem influenciar a prevalência da BH em diferentes regiões. No contexto brasileiro, onde as desigualdades no acesso aos serviços de saúde são acentuadas, essas disparidades regionais podem ser exacerbadas. A infraestrutura de saúde mais robusta em Goiânia, juntamente com uma maior densidade populacional e urbanização, pode explicar a maior prevalência observada (Cooper et al., 2015) [9]. Portanto, é essencial que as políticas de saúde pública considerem essas variáveis para desenvolver intervenções que sejam efetivas em todas as regiões do estado.
O impacto da urbanização no aumento da prevalência da BH em Goiânia é consistente com a literatura que associa a urbanização a maiores taxas de condições crônicas, incluindo a BH (Cooper et al., 2015) [9]. Goiânia, como principal centro urbano do estado, experimentou um crescimento populacional acelerado nas últimas décadas, o que pode ter influenciado as taxas de prevalência da BH observadas. Além disso, a melhor acessibilidade aos serviços de saúde em áreas urbanas pode resultar em um maior número de diagnósticos, o que contribui para as taxas elevadas de prevalência em Goiânia em comparação com cidades menores.
Os resultados que indicam a eficácia das intervenções de saúde pública em influenciar a prevalência da BH são corroborados por estudos como o de Lozano-Ortega et al. (2020) [4], que ressaltam a importância de programas educacionais e de conscientização no manejo de condições crônicas como a BH. Em Goiás, a continuidade e ampliação de programas de saúde pública voltados para o diagnóstico precoce e tratamento adequado da BH são essenciais para minimizar o impacto da condição na população. Os esforços para aumentar a conscientização sobre a BH, especialmente em áreas com menor acesso a cuidados de saúde, são fundamentais para melhorar os resultados de saúde e reduzir as disparidades regionais na prevalência da condição.
Ao comparar os resultados deste estudo com pesquisas anteriores, é evidente que a prevalência de BH tem mostrado um aumento consistente, tanto em nível nacional quanto internacional. Estudos como o de Mostafaei et al. [3] indicam que essa tendência pode estar relacionada a fatores como o envelhecimento populacional e o aumento da expectativa de vida, que também foram observados em Goiás. A comparação dos dados entre diferentes regiões e países pode fornecer insights valiosos sobre os fatores de risco específicos e as melhores práticas para o manejo da BH. Este estudo contribui para a literatura existente ao fornecer dados atualizados e específicos para o estado de Goiás, destacando a necessidade de uma abordagem personalizada nas políticas de saúde pública.
Os achados deste estudo evidenciam a necessidade urgente de políticas de saúde pública direcionadas que abordem as disparidades regionais na prevalência de BH em Goiás (Corcos et al., 2017) [7]. Intervenções específicas para municípios com maiores taxas de prevalência, como Goiânia, podem incluir programas de triagem e tratamento acessíveis. Corcos et al. [7] ressaltam que políticas públicas eficazes são essenciais para o controle da BH, e o sucesso de tais políticas depende da adaptação às necessidades regionais e ao contexto local. Em Goiás, isso implica em fortalecer a infraestrutura de saúde nas cidades menores e melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento, garantindo que toda a população possa se beneficiar de cuidados adequados para a BH.
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4. Considerações finais
A análise da prevalência de Bexiga Hiperativa (BH) em Goiás entre 2008 e 2024 revelou um aumento consistente, especialmente em Goiânia, destacando disparidades regionais significativas. A evolução temporal e espacial dos dados sugere que o crescimento populacional, a urbanização e a melhoria no acesso à saúde influenciam esses padrões. Goiânia apresentou os maiores índices de prevalência, refletindo a necessidade de políticas de saúde pública direcionadas para regiões com maior concentração populacional e infraestrutura mais robusta. Estes achados reforçam a importância de intervenções personalizadas para manejar a BH de forma eficaz em Goiás.
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5. Declaração de direitos
O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.
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6. Referências
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Mostafaei, Hadi. et al. Prevalence of female urinary incontinence in the developing world: a systematic review and meta-analysis - A Report from the Developing World Committee of the International Continence Society and Iranian Research Center for Evidence Based Medicine. Neurourology and Urodynamics, v. 39, n. 4, p. 1063-1086, 2020.
Lozano-Ortega, Greta. et al. Management of patients with overactive bladder in Brazil: a retrospective observational study using data from the Brazilian Public Health System. Advances in Therapy, v. 37, n. 5, p. 2344-2355, 2020.
Tsubouchi, Kazuna. et al. Effect of pharmacotherapy for overactive bladder on the incidence of and factors related to urinary tract infection: a systematic review and meta-analysis. International Urology and Nephrology, v. 55, n. 4, p. 737-747, 2023.
DATASUS. TabNet. Disponível em: < https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/>. Acesso em: 06 ago. 2024.
Corcos, Jacques. et al. CUA guideline on adult overactive bladder. Canadian Urological Association Journal, v. 11, n. 5, p. E142-E173, 2017.
Yang, Cheng-Fang. et al. Prevalence of and associated factors for overactive bladder subtypes in middle-aged women: a cross-sectional study. BMC Urology, v. 58, p. 383-391, 2022.
Cooper, Jason. et al. Prevalence of female urinary incontinence and its impact on quality of life in a cluster population in the United Kingdom (UK): a community survey. Primary Health Care Research & Development, v. 16, n. 04, p. 377-382, 2 out. 2014.
UNICAMP, Jataí, Brasil.
Universidade Federal de Jataí, Jataí, Brasil.
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