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ISSN: 2595-8402

DOI: https://doi.org/10.61411/rsc31879

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025

 

ARTIGO ORIGINAL

O reflexo da educação permanente em saúde na prática de Enfermagem

Daniela Dias de Sousa1; Patricia Maria Lima Silva de Sousa2; Vanessa Tenório Sousa3; Vera Gizzelle Menezes Pinheiro 4

 

Como Citar:

SOUSA, Daniela Dias de; SOUSA, Patrícia Maria Lima de; SOUSA, Vanessa Tenório; PINHEIRO, Vera Gizzelle Menezes. O reflexo da educação permanente em saúde na prática de enfermagem. Revista Sociedade Científica, vol. 8, n. 1, p. 996-1014, 2025. https://doi.org/10.61411/rsc202592518

 

DOI: 10.61411/rsc202592518

 

Área do conhecimento:

Ciências da saúde.

Sub-área:

Enfermagem

 

Palavras-chaves: Educação permanente em saúde; prática de enfermagem; segurança do paciente; aprendizado contínuo.

 

Publicado: 9 de maio de 2025.

 

Resumo

A Educação Permanente em Saúde (EPS) é um pilar fundamental para a qualificação contínua dos profissionais de enfermagem, promovendo melhorias significativas na qualidade da assistência e na segurança do paciente em um cenário de constantes avanços tecnológicos e mudanças nas diretrizes da saúde. Considerando a necessidade de atualização constante dos enfermeiros, surge a questão: de que maneira a EPS impacta a prática profissional, potencializando a qualidade do cuidado prestado? A EPS favorece um aprendizado contínuo e integrado entre teoria e prática, capacitando os profissionais a adotarem condutas baseadas em evidências científicas, o que resulta em intervenções mais seguras e eficazes. Além disso, busca desenvolver conhecimentos, habilidades e competências atualizadas, fortalecer a cultura organizacional, estimular a inovação e aumentar o engajamento dos profissionais. Estudos apontam que a adoção da EPS promove avanços tanto nas competências técnicas quanto nas habilidades interpessoais, melhorando a comunicação e garantindo um cuidado mais humanizado e centrado no paciente. A metodologia do estudo adota uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada em uma revisão integrativa da literatura, analisando publicações indexadas em bases de dados reconhecidas. A seleção criteriosa dos artigos permitiu a identificação das principais ações e desafios da EPS na enfermagem, destacando sua relevância para o aprimoramento profissional e institucional. Apesar dos desafios, como a escassez de tempo e recursos, a EPS se consolida como uma estratégia essencial para enfrentar as complexidades do setor, garantindo que os enfermeiros estejam preparados para responder às novas demandas da profissão. Sua implementação eficaz não apenas contribui para a segurança e qualidade do atendimento, mas também fortalece as instituições de saúde e impulsiona melhorias na saúde pública no Brasil.

 

The reflection of permanent health education in nursing practice

Abstract

Permanent Health Education (EPS) is a fundamental pillar for the continues qualification of nursing professionals, promoting significant improvements in the quality of care and patient safety in a scenario of constant technological advances and changes in health guidelines. Considering the need for constant updating of nurses, the question arises: how does PEH impact professional practice, enhancing the quality of care provided? EPS favors continuous and integrated learning between theory and practice, enabling professionals to adopt conducts based on scientific evidence, which results in safer and more effective interventions. In addition, it seeks to develop up-to-date knowledge, skills, and competencies, strengthen organizational culture, stimulate innovation, and increase the engagement of professionals. Continuing Education in Health (EPS) is a fundamental pillar for the continues qualification of nursing professionals, promoting significant improvements in the quality of care and patient safety in a scenario of constant technological advances and changes in health guidelines. Considering the need for constant updating of nurses, the question arises: how does PEH impact professional practice, enhancing the quality of care provided? EPS favors continuous and integrated learning between theory and practice, enabling professionals to adopt conducts based on scientific evidence, which results in safer and more effective interventions. Its effective implementation not only contributes to the safety and quality of care, but also strengthens health institutions and drives improvements in public health in Brazil.

Keywords: Continuing Health Education; Nursing Practice; Patient Safety; Continuous Learning.

 

    • Introdução

A educação permanente em saúde (EPS) é um dos pilares fundamentais para a formação e atualização contínua dos profissionais de saúde, especialmente na área da enfermagem, permitindo um processo constante de aprendizagem que se conecta diretamente às demandas dos serviços de saúde e fomenta a reflexão crítica sobre as práticas cotidianas [1]. Esse modelo de educação visa o desenvolvimento técnico/científico e humano da profissão, partindo do princípio de que o aprendizado ocorre de forma interativa, acompanhando as transformações do ambiente profissional e as mudanças sociais, garantindo assim o conhecimento e aprendizado contínuo dos profissionais.

Conforme mencionado por [2], a educação continuada abrange atividades de ensino realizadas na pós-graduação, podendo adotar novas ou metodologias tradicionais, caracterizadas como atividades educacionais alternativas direcionadas ao desenvolvimento do profissional ou de grupos profissionais, por meio de cursos estruturados em módulos ou séries, com publicações especializadas em áreas específicas do conhecimento.

Por outro lado, a educação continuada em saúde, prima pela produção e sistematização da prática de ensino em saúde com diretrizes didáticas e orientações curriculares envolvendo três segmentos prioritários: os profissionais de saúde, valorizando a prevenção e promoção da saúde quanto às práticas curativas; os gestores, apoiando esses profissionais e a população, para aquisição de conhecimentos e autonomia para o cuidado individual e coletivo, garantir a qualidade do atendimento.

As diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) destacam a importância da Educação Permanente em Saúde (EPS) para a qualificação do cuidado, conforme evidenciado pela Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), exigida pela Portaria nº 1.996/2007 [3]. Essa política visa promover a formação contínua dos profissionais, garantindo uma assistência mais eficaz e humanizada. A Lei 9.394/1996 também confirma a formação contínua como um direito dos profissionais de saúde, reconhecendo sua importância para o aprimoramento constante das competências para o exercício da profissão [4].

A implementação da EPS enfrenta lacunas como falta de infraestrutura, resistência à mudança, desigualdade no acesso à formação e falta de avaliação de impacto. Além disso, há um foco excessivo nas competências técnicas, sem a devida atenção ao desenvolvimento de habilidades interpessoais, como comunicação, empatia e trabalho em equipe. Para tornar a EPS uma ferramenta eficaz na capacitação dos profissionais de enfermagem, é necessário adotar estratégias que integrem teoria e prática, promovendo metodologias ativas, como simulações, estudos de caso e treinamentos interdisciplinares. Dessa forma, é possível superar essas barreiras, garantindo uma formação mais equilibrada, colaborativa e alinhada às reais necessidades do cuidado e da saúde pública.

O desenvolvimento de competências, como a tomada de decisão baseada em evidências e a liderança, que orientam a prática profissional de forma estratégica, e de habilidades, como a administração precisa de medicamentos e a comunicação empática, aplicáveis diretamente no cuidado ao paciente, são fundamentais nesse processo. Para isso, a educação deve integrar conhecimento teórico e habilidades práticas, garantindo uma formação alinhada às demandas do cotidiano profissional.

Nesse contexto, é essencial diferenciar os conceitos de Educação Permanente em Saúde, que promove aprendizado contínuo no ambiente de trabalho por meio de discussões de casos clínicos e treinamentos sobre protocolos; Educação Continuada, que foca na qualificação formal através de cursos e especializações, como pós-graduações e capacitações técnicas; e Educação em Saúde, que visa à conscientização e prevenção de doenças por meio de campanhas educativas e palestras comunitárias. Compreender essas diferenças aprimora a formação profissional e fortalece a promoção da saúde.

Diante do exposto, a Educação Permanente em Saúde é um processo essencial para a qualificação dos profissionais da saúde, sendo a enfermagem um dos vínculos basilares da formação contínua e integrada à prática profissional. Este estudo busca analisar os desafios do setor, estimular a reflexão crítica e contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento e da promoção da saúde no Brasil.

 

    • Referencial teórico

A EPS caracteriza-se como a aprendizagem no trabalho, na qual o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho, adaptados às necessidades e às realidades locais. Baseia-se na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformação e gera reflexão do processo de trabalho, autogestão, mudança institucional e transformação das práticas em serviço.

A prática da enfermagem é influenciada pela formação contínua. Estudos mostram que profissionais que participam de programas de educação permanente apresentam melhores resultados em sua prática clínica. A capacitação contínua dos enfermeiros resulta em uma atenção à saúde mais qualificada, além de melhorar a satisfação do paciente [5]. A relação direta entre a formação e a qualidade do cuidado justifica a necessidade de investimento em EPS.

A implementação de estratégias de educação permanente deve ser planejada de forma a atender as necessidades específicas dos profissionais e das comunidades. As metodologias ativas, assim como o ensino baseado em evidencias e a educação à distância, têm se mostrado eficazes na formação de profissionais de saúde [6]. Essas abordagens não só ampliam o acesso à formação como também estimulam o aperfeiçoamento de competências críticas.

Apesar dos avanços, a implementação efetiva da EPS enfrenta desafios significativos. A falta de tempo e recursos, aliada à resistência a mudanças, são barreiras comuns. É fundamental superar esses obstáculos para garantir que a educação permanente se torne uma realidade na prática dos profissionais de enfermagem [7] sendo a aprendizagem contínua o acesso para o fortalecimento cultural de transformação do cenário atual.

Evidências científicas relatam que o impacto da educação permanente na qualidade do cuidado prestado na enfermagem é substancial, pois, resulta em melhorias nas habilidades técnicas, nas competências interpessoais, incluindo o desenvolvimento da empatia e na comunicação entre os pacientes e os profissionais, fator este, extremamente positivo na consolidação dos laços de confiança para satisfação mútua [8].

Sugere-se que a implementação de EPS deve ser uma das prioridades das políticas de saúde publica, pois visa não só a capacitação técnica, mas intensifica a segurança do paciente e fortalece a organizacional nas instituições de saúde, podendo proporcionar flexibilidade de atualização constante das equipes, na personalização do aprendizado conforme as necessidades institucionais e na incorporação de novas práticas sem comprometer a rotina assistencial nos hospitais [9]. Além disso, com a melhora os serviços prestados, os profissionais podem dedicar mais tempo ao atendimento direto, permitindo que os pacientes se sintam mais valorizados.

Ao incorporar as mais recentes descobertas e abordagens, como novos protocolos baseados em evidências científicas, tecnologias inovadoras na assistência ao paciente e estratégias de comunicação eficaz, em suas práticas, os profissionais de saúde se aprimoram para oferecer um atendimento que supera as necessidades clínicas dos pacientes. Essa perspectiva holística leva em consideração as dimensões emocionais e sociais de cada indivíduo, reconhecendo que a saúde é influenciada por uma variedade de fatores interconectados. Dessa forma, os profissionais fornecem um cuidado mais integrado e abrangente.

Consolidar a EPS como prioridade dentro das políticas de saúde é, portanto, um passo

    • Metodologia

Trata-se de um estudo com abordagem de revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e exploratória, fundamentada em uma análise teórica aprofundada. Com o propósito de explorar e identificar os diferentes aspectos dessa prática educacional, buscando aprimorar o entendimento da temática da Educação Permanente em Saúde, com foco especial na Enfermagem. Esse método visa consolidar ​​ o conhecimento existente, bem como identificar lacunas que possam prejudicar pesquisas e práticas educacionais futuras.

A busca foi realizada nas seguintes bases de dados eletrônicas: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Electronic Library Online (SciELO); acessado na National Library of Medicine: PubMed. Os descritores utilizados foram: “educação permanente em saúde”, “prática de enfermagem”, “segurança do paciente”, “aprendizado contínuo”, nos seguintes idiomas: português e inglês. A busca foi realizada nos meses de abril, maio e setembro de 2024. Foram selecionados 32 artigos. Após análise do objeto de estudo e os critérios de elegibilidade, foram excluídos 12 artigos, restando 20 artigos. Figura 1.

Figura 1 - Fluxograma de busca e seleção dos estudos incluídos na revisão. ​​ Redenção/PA, Brasil, 2024. ​​ Fonte: autores, 2024.

 

Para seleção da amostra, os seguintes critérios de inclusão foram utilizados: artigo original, bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Electronic Library Online (SciELO); acessado na National Library of Medicine: PubMed; o idioma: português e inglês, publicados entre os anos de 2014 a 2024. Os critérios de exclusão: publicações de tese, dissertação, monografia e duplicados.

Os resultados, apresentados no Quadro 1, detalharão as principais descobertas e suas implicações, ressaltando a importância da Educação Permanente na promoção da saúde.

 

    • Desenvolvimento e discussão – Impactos na prática de enfermagem

       

QUADRO 1. Discussão metodológica dos artigos incluídos nesta revisão.

Autor

Título

Publicação

Ideia Principal

 

Parente A do N, Ferreira GRON, Cunha CLF, Ramos AMPC, Sá AMM, Haddad M do CFL, et al. [10].

 

Educação permanente para qualidade e segurança do paciente em hospital acreditado.

 

2024

 

Considera-se imprescindível a atualização e capacitação dos profissionais de saúde na implementação da segurança e qualidade no atendimento, bem como para a certificação hospitalar.

Rodrigues PS, Marin MJS, Souza AP, Vernasque JR da S, Grandin GM, Almeida KRV de, et al. [11].

Perspectivas de estudantes e egressos sobre a aprendizagem baseada em problemas na formação de enfermeiros.

2024

Revela-se necessário avaliar os efeitos da ABP na formação de enfermeiros, especialmente quanto ao enfrentamento de desafios, aproveitamento de benefícios e qualificação profissional.

Rozal JF, Monteiro EMLM, et al. [12].

Círculo de Cultura e educação permanente para transformação da prática profissional: uma revisão integrativa.

2023

É necessário destacar o Círculo de Cultura como uma metodologia transformadora na educação permanente, ao favorecer a formação crítica, colaborativa e humanizada dos profissionais de saúde.

Ogata MN, Silva JAMD, et al. [13].

Interfaces entre educação permanente e educação interprofissional em saúde.

2021

Reforça-se, assim, a importância de práticas educativas integradas que promovam não apenas o saber técnico, mas também o pensamento crítico, a empatia e a atuação colaborativa.

​​ ​​ Ivenicki a. [14].

A Educação permanente e a formaçãocontinuada docente: questões urgentes para um mundo pós- pandêmico.

2021

É evidente que a formação continuada dos docentes fortalece a capacidade de resposta do ensino às transformações sociais, tecnológicas e educacionais.

Silva VB da, Mendes VA, Lima SCF de, Gonçalves TLP, Paes GO, Stipp MAC [15].

Educação permanente na prática da enfermagem: integração entre ensino e serviço.

2021

É notório que a integração entre ensino e serviço transforma a prática da enfermagem, preparando profissionais para os desafios da assistência e promovendo qualidade e segurança no atendimento.

SilvaRCC,de Novais MAP, Zucchi P. [16].

Educação permanente como responsabilidade inalienável dos conselhos de saúde: o cenário atual no Sistema Único de Saúde.

2020

É essencial reconhecer que, apesar dos desafios, o fortalecimento dessas ações ajuda na qualificação profissional e no aprimoramento das políticas de saúde.

 

OliveiraMR, Almeida PC de, et al. [17].

Sistematizaçãoda assistência de enfermagem: percepção e conhecimento da enfermagem Brasileira.

2019

Torna-se essencial avaliar como a enfermagem percebe a SAE, considerando sua implementação, obstáculos enfrentados e sua contribuição para a qualidade do atendimento e a estruturação do trabalho.

Cavalcanti F de OL, Guizardi FL. [18].

Educação continuada ou permanente em saúde? Análise da produção pan- americana da saúde.

2018

Revela-se crucial discutir a educação em saúde, enfatizando a formação contínua como chave para melhorar a qualidade do cuidado e promover sistemas de saúde mais inclusivos.

MolletaHPF, Almeida MJ de, et al. [19].

A eficácia da educação permanente na percepção da equipe de enfermagem de um hospital filantrópico do Paraná.

2018

Salienta-se a importância da educação permanente na enfermagem de hospitais filantrópicos, focando na melhoria da qualidade do cuidado, do desempenho e na satisfação da equipe.

PinheiroGEW, Azambuja MS de, et al. [20].

Facilidades e dificuldades vivenciadas na Educação Permanente em Saúde, na Estratégia Saúde da Família.

 

2018

Destacam-se os desafios e as facilidades na formação, promovendo a participação ativa dos profissionais de saúde no processo de aprendizado.

Campos KFC, Sena RR de, Silva KL. [21].

Permanent professional education in healthcare services.

2017

Observa-se que a adaptação profissional às transformações na saúde é crucial para a melhoria do cuidado, a garantia da segurança do paciente e o fortalecimento do sistema de saúde.

MendoncaFN, Toniolo F, et al. [22].

Avaliação de um curso de capacitação: implicações para a prática.

2017

Revela-se fundamental avaliar como um curso de capacitação impacta a prática profissional, considerando as mudanças comportamentais, as melhorias nas habilidades e os desafios da formação contínua.

Silva LAA da, Soder RM, Petry L, Oliveira IC. [23].

Educação permanente na atenção primária à saúde: percepção dos gestores locais de saúde.

2017

É essencial analisar como gestores municipais aplicam a EPS na atenção básica para capacitar equipes e melhorar o atendimento.

LAVICH, C. R. P. et al. [24].

Ações de educação permanente dos enfermeiros facilitadores de um núcleo deeducação em enfermagem.

2017

Destaca-se a atuação dos enfermeiros na EPS, com práticas voltadas para aprimorar a equipe, estimular a reflexão e melhorar o cuidado.

KLEBA, M. E. et al. [25].

Fortalecendoo protagonismo da Comissão de Integração Ensino- Serviço para a educação permanente em saúde.

2017

É fundamental analisar a integração entre ensino e saúde, ressaltando a liderança na aplicação da EPS e no incentivo à aprendizagem contínua.

GuimarãesLA, Santos, G, et al. [26].

O desafio da educação permanente no trabalho da enfermagem.

2016

Observa-se a relevância da qualidade do cuidado e as abordagens para torná-la mais eficaz.

Silva, C. T, Terra, M. G, et al. [27].

Residência multiprofissionalcomo espaço intercessor para a educação permanente em saúde.

2016

É imprescindível considerar essa estratégia para melhorar práticas de saúde, relações de trabalho e a formação profissional.

Lemos, C. L. S. [28].

Educação Permanente em Saúde no Brasil: educação ougerenciamento permanente?

2016

Levanta-se a questão de saber se a EPS no Brasil é uma ferramenta de aprimoramento profissional, além de uma estratégia administrativa.

Falkenberg MB, Mendes T de PL, Moraes EP de, Souza EM de. [29].

Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva.

2014

Ressalta que a educação em e na saúde são complementares e fundamentais para melhorar a saúde coletiva, fortalecer profissionais e empoderar a comunidade.

Fonte: autores, 2024.

 

A Educação Permanente em Saúde (EPS) proporciona aos profissionais a atualização contínua necessária para enfrentar os desafios de um sistema de saúde em constante evolução. Diversos estudos apontam que a implementação da EPS no contexto hospitalar e na Atenção Básica tem impactos diretos na qualidade e segurança do atendimento ao paciente, fortalecendo a capacitação dos enfermeiros e promovendo um cuidado mais seguro e eficiente. A integração entre ensino e serviço é fundamental para garantir que os profissionais de enfermagem estejam preparados para lidar com situações complexas e melhorar suas práticas, alinhando teoria e prática no atendimento ao paciente.

A aplicação de metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e o Círculo de Cultura, tem sido destacada como uma forma eficaz de incentivar a reflexão crítica e o aprendizado colaborativo, elementos essenciais para a transformação da prática profissional. Apesar de seus benefícios, a EPS enfrenta desafios como a falta de recursos, tempo e apoio institucional, o que exige uma maior coordenação e comprometimento das instituições de saúde. Investir na formação contínua dos profissionais de enfermagem, com uma abordagem crítica e interprofissional, é, portanto, fundamental para a melhoria da qualidade do cuidado e para o fortalecimento do sistema de saúde.

 

 

    • Considerações finais

A Educação Permanente em Saúde (EPS) garante aos profissionais atuação de qualidade através das habilidades e conhecimentos em constante evolução, em áreas específicas e de acordo com a demanda de cada setor de saúde. Essa realidade pode ser considerada o processo contínuo de qualidade, pois contribui para a segurança do paciente através da prática reflexiva e da troca de experiências dos serviços prestados. ​​ 

Nesse contexto, teoria e prática integram-se para proporcionar segurança aos profissionais mediante desafios emergentes na assistência ao paciente, minimizando erros e complicações. Além disso, a implementação de programas de EPS em hospitais têm demostrado redução significativa de eventos adversos, reforçando ser de suma importância na melhoria dos serviços prestados.

Dessa forma, discute-se estratégias da qualificação permanente na enfermagem por maio de iniciativas como a EPS para integração do conhecimento profissional e notoriedade das instituições de saúde. Mediante evidencias aqui relatadas, acredita-se ser de crucial importância a realização de grandes investimentos por meio de programas das políticas de saúde pública para ampliação e potencialização da EPS para o bem comum.

 

    • Biografia(s)

Daniela Dias de Sousa, Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida - FESAR/AFYA.

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9567146141425470

 

 

Patrícia Maria Lima Silva de Sousa, MESTRE em Ciências e Meio Ambiente pela UFPA, Especialista em Saúde Pública pela UEPA, Especialista em Gestão Pública de Saúde, Especialista em Docência de Ensino Superior, Tecnóloga em Educação em Saúde pela UFPB, graduação em Enfermagem pela UFPB (1994).

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/4439558324447026

 

Vanessa Tenório Sousa, Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida - FESAR/AFYA.

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/042282289942219

 

 

Vera Gizzelle Menezes Pinheiro, MESTRE em Saúde Pública pela FICS, Especialista em Estomaterapia (PROMINAS), Especialista no Tratamento Avançado de Feridas, Especialista Urgência Emergência e UTI (IESF), Especialista Gestão de Saúde Pública (FAP), Especialista em Docência de Ensino Superior (FAP), graduação em Enfermagem pela FIC (2017).

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/5822385443659220

 

    • Declaração de direitos

 O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.

 

    • Referências

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  • Falkenberg MB, Mendes T de PL, Moraes EP de, Souza EM de. Educação em saúde e educação na saúde: conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência coletiva. 2014 Mar;19(3):847–52. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413- 81232014193.01572013>. Acesso em: abr, 2024.

  • BRASIL. Portaria nº 1.996, de 20 de agosto de 2011. Institui o Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 23 ago. 2011.

  • BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996.

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