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Scientific Society Journal  ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​ ​​​​ 

ISSN: 2595-8402

Journal DOI: 10.61411/rsc31879

REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 7, NÚMERO 1, ANO 2024
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ARTIGO ORIGINAL

A integração de alfabetização e letramento na educação infantil

Walaci Magnago 1

 

Como Citar:

MAGNAGO, Walaci. A integração de alfabetização e letramento na educação infantil. Revista Sociedade Científica, vol.7, n. 1, p.4841-4852, 2024.

https://doi.org/10.61411/rsc202477217

 

DOI: 10.61411/rsc202477217

 

Área do conhecimento: Educação.

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Palavras-chaves: Alfabetização; Habilidades; Letramento; Educação Infantil.

 

Publicado: 21 de outubro de 2024.

Resumo

A alfabetização e o letramento, embora relacionados, são processos distintos que vão além do simples ato de ler e escrever. A alfabetização refere-se à capacidade de entender como os sons da fala são transformados em letras, ou seja, o reconhecimento do sistema de escrita e a relação entre fonemas e grafemas. Já o letramento está ligado ao uso e à aplicação desse conhecimento de maneira funcional, permitindo que os indivíduos utilizem a leitura e a escrita em diferentes contextos sociais e comunicativos. Este artigo visa investigar o processo de alfabetização na educação infantil, analisando como ele se insere no ambiente escolar e contribui para o desenvolvimento de metodologias eficazes no ensino da leitura e da escrita. Ao abordar o papel da alfabetização, o estudo destaca sua importância para a base educacional das crianças, especialmente no que diz respeito à construção das habilidades iniciais de leitura e escrita, que servirão de alicerce para os próximos estágios da vida escolar. Além disso, o artigo explora a concepção de letramento e seu impacto no processo de ensino-aprendizagem. O letramento é tratado como uma habilidade essencial para que as crianças possam não só dominar a técnica de leitura e escrita, mas também aplicar esse conhecimento significativamente no cotidiano. Para isso, são propostas abordagens lúdicas que estimulam o interesse das crianças e tornam o aprendizado mais atrativo e engajador. Por fim, o estudo propõe que a combinação de alfabetização e letramento, quando trabalhada de forma integrada e criativa, promove uma aprendizagem mais completa e contextualizada, contribuindo para que as crianças desenvolvam habilidades linguísticas que vão além do domínio técnico, capacitando-as a usar a leitura e a escrita de maneira efetiva e consciente em sua vida cotidiana.

    • Introdução

Este estudo tem como principal objetivo aprofundar a compreensão dos processos de letramento e alfabetização na fase inicial da educação, distinguindo com precisão os conceitos subjacentes e as estratégias pedagógicas utilizadas pelos professores, considerando suas escolhas personalizadas para atender às necessidades de seus alunos.

Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado [10].

Na fase inicial da trajetória educacional, a criança constrói as bases essenciais para o sucesso acadêmico futuro. Nesse contexto, é crucial dar especial atenção tanto à alfabetização quanto ao letramento, uma vez que ambos são fundamentais para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita. Segundo [3], a alfabetização vai além da mera decodificação de palavras, envolvendo a compreensão e a aplicação significativa do conhecimento adquirido. Isso reforça a necessidade de oferecer, desde cedo, experiências de letramento que permitam às crianças não só adquirir essas competências, mas também engajar-se de forma ativa em práticas sociais relacionadas à leitura e escrita, garantindo uma aprendizagem mais profunda e contextualizada.

Essa justificativa surge da necessidade de ressaltar a importância do letramento para crianças na fase pré-escolar, período crucial para a introdução ao universo da linguagem escrita por meio de atividades apropriadas a esse ambiente. Conforme aponta [3], esse estágio é fundamental para que os alunos desenvolvam uma compreensão significativa da leitura e escrita, permitindo que se envolvam ativamente no processo de aprendizagem. Nesse período, as crianças demonstram uma curiosidade natural e estão especialmente receptivas a estímulos, o que torna o letramento um passo essencial para sua jornada educacional futura. O letramento, portanto, não apenas desenvolve habilidades técnicas, mas também introduz a criança às práticas sociais de contexto social, de maneira significativa e envolvente, preparando-as para os desafios da educação formal.

A pesquisa bibliográfica foi conduzida através de uma análise detalhada de obras impressas e artigos científicos disponíveis em plataformas digitais.

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2.Referencial teórico

Ao longo da história, a alfabetização evoluiu significativamente. Em tempos passados, a leitura e a escrita eram habilidades ensinadas separadamente e acessíveis apenas à elite, devido aos altos custos envolvidos e à exclusividade de aulas particulares, muitas vezes ministradas por tutores privados. A educação era, portanto, um privilégio de poucos. Com o advento da Revolução Francesa, houve um importante avanço na ideia de educação pública e gratuita, que começou a ser promovida como um direito de todos. No entanto, é importante destacar que, embora tenha sido um marco para a ampliação do acesso à educação, muitos desafios ainda permaneceram e continuam presentes até os dias atuais, especialmente no que diz respeito à universalização e à igualdade de oportunidades no sistema educacional [1].

De acordo com Soares [10], o termo "letramento" surgiu pela primeira vez em 1986, no livro de Mari Kato, como resposta à necessidade das pessoas de se integrarem ao universo da leitura e escrita. Era crucial não apenas adquirir a habilidade de ler e escrever, mas também vivenciar na prática o que aprendiam. Embora distintos, letramento e alfabetização devem ser complementares, unindo-se para promover a ideia de alfabetizar letrando.

A Alfabetização é o processo no qual o indivíduo aprende a ler e a escrever, já o letramento além de saber ler e a escrever, o indivíduo aprende a ler o mundo. Ele faz uso da leitura e da escrita no contexto social [10].

A alfabetização não acontece apenas no ambiente escolar, ela pode acontecer também fora e mesmo antes da criança entrar na escola e ainda continua após [10].

Quando afirmamos que uma pessoa é alfabetizada, estamos nos referindo à sua capacidade de ler e escrever. No entanto, uma pessoa que, além de alfabetizada, é letrada, não apenas domina a leitura e a escrita, mas também utiliza esse conhecimento de forma prática em seu cotidiano.

A necessidade de se começar a falar em letramento surgiu, creio eu, da tomada de consciência que se deu, principalmente entre os linguistas, de que havia alguma coisa além da alfabetização, que era mais ampla, e até determinante desta [13].

 

Assim, alfabetizar com foco no letramento é essencial, pois esse processo conduz a criança não apenas a aprender a ler e escrever, mas também a aplicar o que aprendeu em sua vida diária. Com isso, ela desenvolverá a capacidade de utilizar a leitura e a escrita no seu cotidiano. Se as condições forem adequadas, é importante que, durante o período de letramento, o aluno adquira o hábito da leitura, já que a prática regular da leitura facilita o aprendizado.

Como afirma Soares, uma criança que ainda está dando início ao processo de alfabetização, pode ser uma criança letrada, pois, ela vive em um ambiente letrado. Na escola, ela ouve a professora contar histórias ou mesmo em casa, ao ir dormir. ​​ Ela tem contato com livros e vê seus familiares escrevendo, lendo um jornal ou uma revista, lendo uma receita. Então, ela passa a se interessar pela leitura e pode até pegar um livro e fingir que está lendo, podendo ainda criar e contar histórias fantásticas, a sua imaginação flui [11].

Segundo a Revista Educa Brasil [4], a educação infantil é vista como uma das mais relevantes etapas de formação das crianças, dado que é onde elas começam a existir fora do convívio familiar, o que implica superar as diferenças, o desenvolvimento da personalidade e da autonomia, a criação de vínculos e os descobrimentos em distintas áreas do conhecimento.

No Brasil, é direito da criança receber educação, sendo o Estado obrigado a proporcionar locais adequados e profissionais capacitados para atendê-la corretamente.  Por isso, em todas as regiões do país, encontramos instituições de ensino públicas que atuam como creches e pré-escolas. Além disso, muitas escolas particulares também oferecem educação infantil, o que permite aos pais e responsáveis escolherem a opção que melhor se adequa às suas condições financeiras.

O cuidado com bebês e crianças pequenas demanda uma atenção específica, já que é durante essa fase que ocorrem os primeiros processos de desenvolvimento cognitivo e social. A proposta pedagógica para a educação infantil deve incorporar atividades lúdicas, como jogos e brincadeiras, que não apenas instruem, mas também proporcionam prazer às crianças, favorecendo um aprendizado mais eficiente e agradável. Esses momentos de diversão são cruciais para o desenvolvimento global da criança, pois, ao brincar, ela explora o mundo e adquire habilidades fundamentais para seu crescimento [10].

Nesse sentido, a educação infantil é oferecida, em geral, para crianças entre zero e cinco anos. Durante essa fase, elas são estimuladas por meio de atividades lúdicas e brincadeiras que favorecem o desenvolvimento de suas habilidades motoras e cognitivas, dando início ao processo de alfabetização.

Essa definição de educação infantil resulta de um longo processo histórico envolvendo a compreensão do conceito de infância e do desenvolvimento infantil. No início, a incorporação das teorias sobre o desenvolvimento infantil adotou uma abordagem higienista, focada em ensinar práticas sanitárias, especialmente voltadas para as crianças de baixa renda.

Com o decorrer do tempo e a contribuição de estudos sobre o desenvolvimento humano, muitas coisas se modificaram. O período da infância hoje não se define apenas por sua condição biológica, mas como uma fase do desenvolvimento humano que envolve aspectos ideológicos e culturais. Como bem afirma Paulo Freire, “somente o diálogo, que resulta um pensar crítico, é capaz, também, de gerá-lo” [5].

No contexto do desenvolvimento infantil, isso significa que, para além do ensino de conteúdos acadêmicos, é fundamental promover espaços onde a criança possa questionar, refletir e dialogar. A infância, portanto, não pode ser vista apenas como uma etapa de preparação para a vida adulta, mas como um momento essencial para o desenvolvimento de habilidades críticas e reflexivas, as quais são construídas nas interações com o outro e com o mundo ao seu redor.

O professor não é mais um simples transmissor de conteúdos, ele agora recebe a função importante de orientador, é um facilitador do aprendizado. Por isso é necessária uma investigação mais rigorosa do conteúdo relacionado às questões de leitura, e ainda ser completamente consciente do conhecimento das crianças que serão seus alunos, está interessado em conhecer o perfil de seus estudantes, saber o que elas já trazem de entendimento e saber aproveitar tais conhecimentos [1].

Esse enfoque, baseado no que o aluno já sabe e vivência, alinha-se às teorias construtivistas de educação, nas quais o aprendizado é visto como um processo ativo, em que os alunos constroem significado a partir de suas experiências e interações. Assim, o papel do professor é criar situações desafiadoras e significativas, que permitam aos alunos relacionarem o que já conhecem com o que estão aprendendo, facilitando a construção do novo conhecimento.

O professor deve estar preparado para agir no momento certo, orientando o aluno no processo de aprender a ler. Esse é um desafio significativo, que demanda muita dedicação e sensibilidade por parte do educador. Embora a ideia de um planejamento previamente estruturado e pronto para ser seguido pareça atraente, a realidade do ensino vai além de roteiros fixos. O processo de ensino-aprendizagem exige flexibilidade e capacidade de adaptação, pois cada aluno tem seu ritmo e necessidades específicas. Por isso, o professor precisa estar atento às nuances do desenvolvimento de cada estudante, ajustando suas estratégias conforme necessário para garantir uma alfabetização significativa e eficaz [1].

O ato de ensinar a ler envolve um conjunto de competências que exigem do professor uma observação contínua das necessidades e particularidades de cada aluno. Cada criança tem seu próprio ritmo de aprendizagem, suas dificuldades e facilidades, e o professor precisa estar atento a esses fatores para aplicar as estratégias mais eficazes no momento certo. A leitura, enquanto habilidade complexa, demanda uma abordagem diversificada, que considere aspectos cognitivos, emocionais e sociais.

O autor ressalta, com precisão, que não há uma fórmula pronta para o ensino da leitura. Um planejamento idealizado pode fornecer um caminho, mas ele deve ser ajustado constantemente às respostas dos alunos. Nesse sentido, o professor deve ser um agente criativo e reflexivo, disposto a adaptar-se às mudanças e desafios que surgem no processo de alfabetização. A capacidade de improvisação e inovação é crucial, especialmente quando os métodos tradicionais ou previamente planejados não alcançam o resultado esperado.

O professor deve experimentar as suas hipóteses a partir do que se conhece a respeito dos seus alunos e do seu referencial teórico. É relevante que se faça todas as observações necessárias sobre à classe, e em seguida procurar opções que promovam resultados efetivos em relação à aprendizagem [1]

Essa abordagem reforça a importância de conhecer a turma de maneira profunda. Antes de aplicar qualquer estratégia, é fundamental que o professor observe atentamente os alunos, identifique suas características individuais, suas necessidades, e suas formas de aprender. Cada turma é única, e métodos que funcionam em uma sala de aula podem não ser eficazes em outra. Nesse sentido, o professor precisa estar disposto a testar, ajustar e modificar suas práticas pedagógicas conforme a resposta dos alunos, agindo como um pesquisador no próprio campo de atuação.

De acordo com Gadotti [7] assim, pensamos num novo professor, mediador do conhecimento, sensível e crítico aprendiz permanente e organizador do trabalho na escola, um orientador, um cooperador, curioso e, sobretudo, um construtor de sentido. O ensino é muito significante, não é apenas transmitir o que se sabe, mas desenvolver todas as oportunidades necessárias para ser produzido.

Não há docência sem discente, as duas explicam-se e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. [7]​​.

 

Essa interação dinâmica entre ensinar e aprender contribui para a criação de um ambiente educativo mais colaborativo, onde o conhecimento é construído coletivamente. O professor, ao assumir que aprende ao ensinar, abre-se para a possibilidade de ajustar suas abordagens pedagógicas com base nas respostas e nas necessidades dos alunos. Esse processo fortalece a prática pedagógica, tornando-a mais responsiva e relevante para os contextos em que está inserida.

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3.Desenvolvimento e discussão

A análise apresentada no artigo traz à tona a importância de se compreender de forma integrada os processos de alfabetização e letramento, destacando que ambos não devem ser vistos como etapas dissociadas, mas como práticas complementares e simultâneas no processo educacional. A alfabetização, enquanto processo de aquisição das habilidades técnicas de leitura e escrita, ganha profundidade e significado quando aliada ao letramento, que envolve a aplicação prática desses conhecimentos no contexto social. Ao longo do referencial teórico, autores como Soares [11] e Freire [6] contribuem com reflexões que fortalecem a ideia de que alfabetizar letrando não é apenas um ideal, mas uma necessidade no cenário educacional atual.

O processo de alfabetização na educação infantil, conforme abordado, se destaca pela inserção gradual das crianças em práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Essa inserção ocorre em um ambiente escolar que deve ser estimulante e desafiador, oferecendo oportunidades para que as crianças desenvolvam habilidades cognitivas e motoras por meio de atividades lúdicas.

A realidade educacional brasileira ainda enfrenta sérios desafios na implementação de práticas pedagógicas que promovam abordagens integradas e contextualizadas de alfabetização. ​​ O processo de ensino deve ser significativo, envolvendo a compreensão crítica do mundo. No entanto, muitas vezes, o ensino da alfabetização no Brasil permanece fragmentado, com ênfase excessiva na repetição mecânica e na memorização de conteúdos, como a cópia de letras e palavras, sem conexão com o contexto social e cultural do aluno [5]. Esse tipo de prática descontextualizada contradiz teorias pedagógicas modernas, que defendem uma aprendizagem ativa e contextualizada, voltada para o desenvolvimento integral do aluno [12]. Para que a alfabetização seja eficaz, é necessário que ela promova a compreensão, o pensamento crítico e o envolvimento dos estudantes em práticas reais de leitura e escrita.

Outro ponto relevante na discussão é a necessidade de compreender o papel do professor nesse processo. O docente, longe de ser um simples transmissor de conteúdos, assume o papel de mediador do conhecimento, conforme Gadotti [7]. O professor precisa estar atento às necessidades de seus alunos, reconhecendo que cada criança traz consigo uma bagagem de experiências e saberes prévios que podem ser utilizados no processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, a alfabetização e o letramento se tornam mais efetivos quando o professor é capaz de adaptar suas estratégias pedagógicas para atender às especificidades de seus alunos, promovendo uma educação mais significativa e contextualizada.

A revisão de literatura também ressalta a relevância do desenvolvimento de políticas públicas que garantem a implementação de práticas pedagógicas inovadoras na educação infantil. A construção de espaços que favoreçam o desenvolvimento integral das crianças, aliada à formação continuada de professor, é um dos caminhos para superar os desafios ainda presentes no processo de alfabetização e letramento.

Concluindo, a discussão reforça a necessidade de se pensar em uma educação que não apenas ensine a ler e escrever, mas que envolva as crianças em práticas sociais de leitura e escrita desde a primeira infância. O processo de alfabetizar letrando, portanto, não deve ser uma prática opcional, mas um princípio fundamental na formação de leitores críticos e autônomos.

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4.Considerações finais

Com base nessa análise, destaca-se a importância de introduzir o letramento desde os primeiros anos da Educação Infantil, sempre respeitando a faixa etária das crianças. A criação de práticas pedagógicas estratégicas possibilita a realização de atividades significativas que auxiliam no entendimento do sistema de leitura e escrita já nessa fase inicial.

É essencial ter clareza nesse processo para evitar práticas pedagógicas que se limitem a conteúdos fragmentados, focando apenas em atividades repetitivas, como a simples cópia de letras, sílabas e palavras em sala de aula. Nesse sentido, é imprescindível oferecer às crianças da Educação Infantil uma abordagem pedagógica que promova seu desenvolvimento integral, incorporando atividades lúdicas e aprendizagens com significado, favorecendo o aprimoramento de habilidades essenciais para a construção do conhecimento.

Para que esse processo seja eficaz, é fundamental entender a alfabetização como parte do letramento, considerando a criança não apenas como um ser em desenvolvimento cognitivo, mas também como um indivíduo inserido em um contexto social.

A função do professor é desafiadora e essencial, pois ele é o agente que contribui para a transformação do mundo, abrindo portas para uma educação de qualidade e guiando as crianças rumo a níveis mais elevados de conhecimento.

Conclui-se, portanto, que tanto a alfabetização quanto o letramento são pilares fundamentais para o aprendizado dos alunos. O papel do professor se destaca como mediador e facilitador desse processo, conduzindo os estudantes de maneira lúdica e criativa, confiando tanto na capacidade de seus alunos quanto em sua própria habilidade de ensinar.

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5.Declaração de direitos

 O(s)/A(s) autor(s)/autora(s) declara(m) ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra(o) Revista/Journal. Declara(m) que as imagens e textos publicados são de responsabilidade do(s) autor(s), e não possuem direitos autorais reservados à terceiros. Textos e/ou imagens de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declara(m) respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declara(m) não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.

 

6.Referências

  • BARBOSA, José Juvêncio. Alfabetização e Leitura / José Juvêncio Barbosa. – 3. ed. – São Paulo: Cortez, 2013.

  • BRASIL, 2017. Portal da Educação Infantil. Editora do Brasil. [s/n,s/d]. Disponível em: Https://www.bing.com/search?q=+brasil%2c+2017.+Portal+da+educac3%a7%c3%a3o+infantil+Editora+do+brasil&qs=n&form=qbre&sp=-1&lq=0&pq=+brasil%2c+2017.+portal+da+educa%c3%a7%c3%a3o+infantil.editora+do+brasil&sc=1061&sk=&cvid=3ff02519efa44e4686518a5a1f4645e3&ghsh=0&ghacc=0&ghpl=# acesso em: 23 agos. 2024.

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  • FREIRE, P. & HORTON, Myles. O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. 4 ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2003.

  • FREIRE, Paulo e NOGUEIRA, Adriano. Que fazer: teoria e prática em educação popular. 8ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

  • GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.

  • MARTINS, Edson; SPECHELA, Luana Cristine. A importância do Letramento na Alfabetização. Disponível em: http://www.opet.com.br/faculdade/revistapedagogia/pdf/n3/6%20ARTIGO%20LUANA.pdf ​​ Acesso em: 25 ago. 2024.

  • PIAGET, J. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

  • SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

  • SOARES, Magda. Oralidade, alfabetização e letramento. Revista Pátio Educação Infantil – Ano VII – N 20°. Jul/Out. 2009. Disponível em: Fonoaudiologia/Psicopedagogia: Alfabetização e letramento na educação infantil (falandodospequenos.blogspot.com) Acesso em: 29 ago. 2024.

  • SOARES, M. Letramento e Alfabetização: As Múltiplas Facetas. Revista Brasileira de Educação, n. 22, 2003.

  • TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização/ Leda Verdiani Tfouni. – 9. ed. – São Paulo: Cortez, 2010. – (Coleção questões da nossa época; v.15).

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UNICARIOCA, Rio de janeiro, Brasil.

 

 

 


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