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Scientific Society Journal
ISSN: 2595-8402
Journal DOI: 10.61411/rsc31879
REVISTA SOCIEDADE CIENTÍFICA, VOLUME 8, NÚMERO 1, ANO 2025
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ARTIGO ORIGINAL
Leucose enzoótica bovina: epidemiologia, diagnóstico, prevenção e medidas de controle
Roberta Francisca Morais1; Anna Victória Santos Macedo2; Beatriz Nogueira Gouvea3; Bianca Nonato Lima4; Emanuellye Pessoni Oliveira5; Márcia Cristina Araújo Santana6; Maria Eduarda Gomes Coelho7; Natally Rodrigues Torres8; Thais Nayara de Moura9; Thiago Souza Azeredo Bastos10
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Como Citar:
MORAIS, Roberta Francisca; MACEDO, Anna Victória Santos; GOUVEA, Beatriz Nogueira et al. Leucose enzoótica bovina: epidemiologia, diagnóstico,prevenção e medidas de controle. Revista Sociedade Científica, vol.8, n. 1, p.586-599, 2025.
https://doi.org/10.61411/rsc202585018
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Área do conhecimento: Medicina Veterinária.
Palavras-chaves: Bovinocultura; Doença; Vírus.
Publicado: 24 de fevereiro de 2025.
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Resumo
A Leucose Enzoótica Bovina (LEB) é uma doença neoplásica que acomete os bovinos, em especial os bovinos leiteiros, sendo considerada uma doença que pode acarretar prejuízos produtivos. A LEB é classificada como uma doença infectocontagiosa causada pelo Bovine Leukemia Virus (BLV), que afeta principalmente os linfócitos B, podendo resultar em linfocitose persistente e linfosarcomas malignos. A transmissão ocorre por contato com fluidos corporais de animais infectados e a doença pode ser assintomática ou sintomática, com sinais como aumento de linfonodos e diminuição da produção de leite. Apresenta importantes impactos econômicos, devido à queda da produtividade, custos com diagnóstico e tratamento, e a necessidade de descarte de animais infectados. Não existe vacina ou tratamento específico para a doença, sendo as principais medidas de controle baseadas em práticas higiênico-sanitárias. LEB representa um grande desafio para a pecuária no Brasil. O diagnóstico precoce é essencial, mas frequentemente dificultado pela evolução silenciosa da doença. Nesse sentido, a adoção de medidas rigorosas de controle e prevenção é fundamental para reduzir os impactos econômicos e sanitários da LEB nos rebanhos bovinos
Bovine Enzootic Leukosis: epidemiology, diagnosis, prevention, and control measures
Abstract
Bovine Enzootic Leukosis (BEL) is a neoplastic disease that affects cattle, especially dairy cattle, and is considered a disease that can lead to productive losses. BEL is classified as an infectious-contagious disease caused by the Bovine Leukemia Virus (BLV), which primarily affects B lymphocytes and can result in persistent lymphocytosis and malignant lymphosarcomas. Transmission occurs through contact with body fluids from infected animals, and the disease can be asymptomatic or symptomatic, with signs such as enlarged lymph nodes and decreased milk production. It has significant economic impacts due to decreased productivity, costs associated with diagnosis and treatment, and the need to cull infected animals. There is no vaccine or specific treatment for the disease, so the main control measures are based on hygienic-sanitary practices. BEL represents a major challenge for cattle farming in Brazil. Early diagnosis is essential but is often hampered by the disease's silent progression. In this sense, the adoption of strict control and prevention measures is crucial to reduce the economic and health impacts of BEL in cattle herds.
Keywords: Cattle farming; Disease; Virus.
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Introdução
A LEB é uma enfermidade viral infectocontagiosa, crônica, imunossupressora, que pode persistir por longos períodos nos rebanhos e pode abrir possibilidades para outras agentes secundários [1.,2.,3.,4.,5.,6.]. Muitas vezes as infecções são subclínicas, mas alguns bovinos infectados podem desenvolver linfocitose persistente e/ou linfosarcoma maligno, o que pode reduzir a produtividade do rebanho, principalmente em vacas leiteiras [7.,8.,9.].
Diante desse cenário, embora exista uma vasta quantidade de estudos sobre a LEB, é fundamental realizar uma revisão atualizada da literatura para reunir o conhecimento atual, identificar lacunas no entendimento da doença e aprimorar as estratégias de controle e prevenção [9.]. Portanto, o objetivo desta revisão é examinar as principais características da LEB e seus aspectos gerais.
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Desenvolvimento e discussão
Agente etiológico
O BLV (bovine leukemia virus), agente etiológico da leucose enzoótica bovina, é classificado como um Deltaretrovirus. Este vírus possui uma estrutura envelopada e seu genoma é composto por ácido ribonucleico (RNA) [6.].
VLB possui capacidade de transformar seu material genético de RNA em DNA por meio da enzima transcriptase reversa, permitindo que se insira no genoma das células hospedeiras como provírus. Esta forma proviral permite ao vírus permanecer latente no organismo do hospedeiro por longos períodos de incubação, que pode variar de um a oito anos antes do aparecimento de sinais clínicos da doença [6.].
Já é conhecido que o genoma completo do BLV consiste em 8.714 nucleotídeos, incluindo os genes estruturais e enzimáticos (gag, pro, pol, env) [10.,11.] (Figura 1). Dentre os genes podemos fazer menção especial aos genes que são responsáveis pela replicação da célula infectada, sendo estes o pro e pol do BLV [12.].
O VLB já foi classificado em dez diferentes genótipos, o genótipo 1 é o que está mais presente pelas Américas do Sul e do Norte e se espalha pelo mundo. No Brasil, estão presentes os genótipos 1, 2, 5, 6 e 7 [4.].
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Figura 1: Estrutura da partícula viral da leucose bovina
Fonte: Kassar [11.].
Epidemiologia
Distribuição
LEB tem ocorrência mundial, porém com variações de acordo com cada região. No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 1943, desde então a doença foi se espalhando, atingindo prevalência de 27,6% em 2009 [2.]. A LEB teve sua introdução no país pela importação de bovinos do hemisfério norte, com a intenção de melhorar a produção de leite nas regiões Sudeste e Sul. Contudo, como não havia nenhuma forma de política sanitária o vírus se espalhou para outras regiões como Norte e Nordeste [13.].
Dentro dos estudos de prevalência no Brasil, a média nacional variou de 23 a 37% (Tabela 1) [14.]. Com ocorrência registrada em praticamente todos os estados do Brasil, sua maior prevalência está na região sudeste com 39,8% dos animais infectados. No estado de Goiás, um estudo na região da bacia leiteira mostrou que em 18 municípios dedicados à produção de leite a raça com maior prevalência foi a holandesa com 46% de animais reagentes [2.].
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Tabela 1: Médias de prevalências de Leucose Enzoótica Bovina, dados adaptados e compilados de diversos estudos das médias regionais do Brasil.
Região | Prevalência Média Geral | Prevalência Média Bovinos Leiteiros |
Norte | 17% | 18,30 |
Nordeste | 13,86% | 29,94 |
Centro-oeste | 23,9% | 40,13 |
Sul | 14,18% | 34,41 |
Sudeste | 39,8% | 46,72 |
.Fonte: Jimenez filho, Valle e Marsiaj [2.,14.].
Hospedeiros
Os bovinos são os principais hospedeiros, no entanto, algumas pesquisas comprovaram a infecção em búfalos, capivaras, ovelhas e cabras. Essa doença não possui predileção por machos ou fêmeas, porém os hábitos de manejo dos animais podem favorecer a transmissão do vírus, visto que as fêmeas costumam ter mais contato entre si, enquanto que os machos geralmente ficam mais isolados do rebanho. Com relação à idade, foi observado que os animais após os 48 meses de idade possuem maior chance de adquirir a doença e, uma vez infectados, permanecem com o vírus por toda vida [1.,12.].
Uma maior prevalência para raças holandesas também foi observada, sendo responsável por 49,04% [15.,16.] dos casos registrados. Animais da raça Simental, considerada de dupla aptidão, quando criada em sistema de produção de corte tiveram menor risco de transmissão do vírus devido a uma menor chance de transmissão horizontal da doença [17.].
.Transmissão
Entre indivíduos do mesmo rebanho, a transmissão da LEB pode ocorrer de forma horizontal pelo contato de fluidos contaminados entre os animais, especialmente o sangue. Por exemplo, basta 0,1 µl para que aconteça a transmissão. Entretanto, o manejo sanitário precário também faz com que aconteça essa contaminação, como a prática de vacinação com reutilização de agulhas e seringas, utilização de instrumentos perfurocortantes entre os animais, como brincadores e tatuadores, teste de tuberculina, aplicação de medicamentos e até mesmo a utilização da mesma luva de palpação de um animal reagente com um não reagente [2.].
A monta natural também traz outra possibilidade de transmissão. Apesar do vírus não estar presente nos espermatozoides, há presença de linfócitos no trato reprodutivo. Desse modo, um touro contaminado pode contaminar as fêmeas por meio da cópula [2.].
Animais que vivem confinados possuem maiores chances de serem contaminados se comparados a animais que vivem em pastagens, por possuírem uma distância menor entre si. Isso se deve ao fato de ser necessário um contato físico, com menos de dois metros de distância para ocorrer a contaminação [8.].
Outra forma de contaminação é a vertical, que ocorre entre uma vaca infectada que está prenha e seu bezerro. Essa transmissão pode acontecer logo após o nascimento, quando o bezerro ingere o colostro da vaca infectada. Além disso, após o primeiro trimestre de gestação a vaca pode contaminar o feto pela via uterina em até 8% dos casos. As vacas que estão com alta concentração de vírus e poucos anticorpos possuem mais chances de transmitir o vírus ao feto, diferentemente daquelas que estão com pouca quantidade de vírus e maior quantidade de anticorpos [8.].
Ademais a transmissão do vírus por insetos hematófagos, principalmente do gênero Tabanus, popularmente conhecida como a mosca-do-cavalo, também podem ocorrer, no entanto é necessário que a caga viral destes insetos seja alta [18.].
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Patogenia
Após a infecção, os bovinos desenvolvem a linfocitose persistente e o aparecimento do tumor por fatores genéticos [19.,20.]. A replicação do vírus inicia através da enzima DNA polimerase RNA-dependente, conhecida como transcriptase reversa, faz que o RNA viral seja convertido em DNA proviral. Isso faz com que o retrovírus se integre ao genoma celular do hospedeiro, permitindo uma infecção crônica [21.].
O vírus inutiliza a saída da resposta imune do organismo do animal e esse agente está relacionado a glicoproteína gp51 da cápsula viral e a glicoproteína transmembrana gp 30, a qual está catalogada pelo gene viral, que codifica a proteína que forma o envelope viral o gene env [22.].
O vírus pode permanecer incubado por um longo tempo. Com isso, o corpo do animal inicia sua defesa imunológica, assim, diminui a infecção no linfócito B que continua na mitose de células B. As células infectadas possuem antígenos virais, os quais são reconhecidos pelo hospedeiro e eliminadas de forma contínua [23.,24.,25.].
Apesar de este vírus atacar células como linfócitos B, também ocorre em células como os linfócitos T, monócitos e granulócitos, os quais auxiliam na defesa do organismo. Os tumores que ocorrem no corpo do animal surgem a partir da grande quantidade de células localizadas no mesmo local, assim fazendo uma grande massa de subpopulações de células B CD5+ e IgM + [4.].
.Sinais clínicos
Normalmente não são observados sinais clínicos, sendo assintomático os animais infectados. Os sinais normalmente surgem após anos de infecção, e o animal contaminado pode começar a transmitir o vírus. Algumas pesquisas revelam que mesmo sem apresentar os sinais clínicos, animais infectados podem apresentar as células B CD5 + IgM + aumentadas e certo nível de desregulação do sistema imune [7.,4.,19.].
Os sinais clínicos são facilmente notados quando o tumor está presente, com perda de peso, fraqueza, distúrbios digestivos, entre outros sintomas. Durante a incubação do vírus no corpo do animal, os linfonodos tornam-se reativos, ocorrendo linfonodomegalia nas regiões mandibulares, mamárias, viscerais e pré-escapulares, que podem ser identificados por meio da palpação [13.,20.].
O linfoma apresenta a característica de um longo período de latência, sendo mais comum em animais de 4 a 8 anos de vida. Desse modo, caso o baço seja acometido, pode ocorrer uma ruptura que leva o animal ao óbito em questão de semanas ou meses [4.]. As partes do organismo mais lesionadas são o abomaso, a aurícula direita do coração, o baço, o intestino, o rim, o útero, o omaso, o fígado e o pulmão [20.].
Em bovinos leiteiros, a doença pode causar sérios prejuízos na produção, como parto distócico, perda de peso e queda na produção de leite. Entretanto, o leite ainda pode ser consumido desde que pasteurizado, uma vez que as altas temperaturas destroem o vírus [26.].
Diagnóstico
O diagnóstico da leucose enzoótica bovina pode ser confirmado com a realização de testes sorológicos e sinais clínicos. Alguns dos testes realizados envolvem o ágar gel e o teste de ELISA, para pesquisa de anticorpos contra proteínas como a gp51 e a p24, que estão presentes no envelope do vírus. O PCR pode identificar o antígeno viral, devido suas células mononucleares no sangue dos animais infectados, podendo ser visualizado no microscópio. A contagem de linfócitos também pode ser eficaz, uma vez que o animal afetado apresenta linfocitose persistente [27.].
Em necropsia, pode-se notar a presença de neoplasias macroscópicas como tumores uniformes, firmes e esbranquiçados em alguns órgãos, como linfonodos, abomaso e até mesmo o coração. No caso dos linfonodos, quando afetados, não há diferenciação entre medula e córtex. Em todos os órgãos afetados, há a presença de linfocitose e a infiltração tumoral [27.,28.].
Já no diagnóstico feito em laboratório, também ocorre a contagem dos linfócitos para averiguação da presença ou ausência da linfocitose persistente, porém ela não é determinante para descartar a doença. Uma biópsia pode ser realizada através dos linfonodos reativos, para comprovação de linfoma [5.].
Em um diagnóstico quase certeiro para LEB, as melhores opções para a detecção de anticorpos são a imunodifusão em ágar gel e o ELISA, por sua maior precisão. Juntamente com esses testes, é possível realizar o PCR, o Western Blotting e o radioimunoensaio como métodos alternativos para a identificação da doença [5.].
São possíveis ocorrências de falso-positivos nos bezerros neonatos que receberam anticorpos pelo colostro da mãe positivada. Esse falso-positivo pode persistir até os seis meses de vida do animal, após esse período, o teste é feito a cada mês. Se houver três testes positivos consecutivos nesses meses, o animal é considerado positivo. As vacas também podem apresentar o falso-negativo, caso sejam testadas em um período de duas a seis semanas antes e após o parto. Contudo, alguns animais podem apresentar esse falso-negativo quando seu sistema imunológico ainda não obteve resposta da infecção [26.].
.Tratamento
Sendo uma doença de evolução lenta, com muitos animais assintomáticos, rápida dispersão e pouco conhecimento por parte dos produtores, é necessário implementar um controle adequado para sua prevenção, visto que não há tratamento específico. Além disso, seu prognóstico é considerado desfavorável [6.,28.].
Atualmente, para o controle e prevenção da LEB, ainda não existe uma vacina que esteja disponível de maneira comercial, além de não existir um programa de controle oficial no país [6.]. Porém, existem estudos em andamento que visam a elaboração de uma vacina eficaz [18.]. Estudos realizados em ovinos com uma vacina recombinante utilizando o envelope da VLB demonstraram bons resultados, pois suprimiu a replicação viral dos que já eram soropositivos, além de proteger os animais da infecção experimental [6.,20.,29.].
Animais infectados possuem uma carga proviral, que pode indicar a progressão da doença no organismo dos mesmos. Com essa informação, o funcionário encarregado pelo protocolo de controle consegue identificar a vaca infectada; assim, ela poderá ser isolada do rebanho ou descartada. Quando há uma baixa concentração da carga proviral, a chance de transmissão do agente da LEB para animais que estejam com a imunidade fragilizada é menor. Desse modo, pode haver um controle maior entre animais sadios e infectados [27.].
.Controle e prevenção
Faz-se necessário a adoção de medidas higiênico-sanitárias para prevenção e controle da doença. Entre essas medidas estão: evitar o compartilhamento de materiais de procedimento, realizar testes sorológicos rotineiros, descartar os animais positivos, utilizar colostro apenas de vacas negativas, realizar testes prévios antes de introduzir novos animais no rebanho e, em propriedades com baixo índice de positividade, recomenda-se a separação dos rebanhos [1.].
Outro método importante para o controle é monitorar os níveis de carga proviral no sangue dos animais, visto que bovinos com cargas virais baixas têm menor potencial de transmitir a LEB. Portanto, esta é uma forma eficaz de realizar triagem no rebanho e descartar os animais que apresentem aumento nesses níveis [1.].
Algumas medidas devem ser tomadas ao constatar animais infectados na propriedade: testar o rebanho a cada 3 a 6 meses, separar em lotes os animais infectados e saudáveis, deixando-os distantes pelo menos 150 metros, ordenhar animais saudáveis primeiro, realizar correta desinfecção da ordenha, desinfetar instrumentos veterinários antes de usá-los no rebanho, entre outras precauções. Em casos de bezerros nascidos de vacas infectadas, eles devem receber colostro de vacas não reagentes e realizar o primeiro teste sorológico válido com 6 ou 8 meses de idade. Caso o mesmo teste negativo, ele pode ser inserido no rebanho normalmente; e caso teste positivo, o protocolo de um animal doente deve ser aplicado nesse [26.,27.].
Ademais, para conseguir efetivo controle da doença é necessário realizar testes anuais mesmo sem casos positivos, verificar se o animal é portador do vírus antes de introduzi-lo no rebanho, abater animais que apresentarem sinais clínicos, procurar medidas de controle dos insetos hematófagos da propriedade, atentar-se para alguns procedimentos considerados de transmissibilidade suspeita, como a excisão dos tetos supramamários e evitar a superlotação de animais [26.].
3. Considerações finais
A Leucose Enzoótica Bovina representa um desafio significativo para a pecuária, especialmente devido à sua alta prevalência, evolução assintomática inicial e ausência de medidas terapêuticas e vacinas eficazes. A conscientização sobre os impactos econômicos e sanitários dessa patologia reforça a importância de estratégias preventivas e de controle, como o manejo higiênico-sanitário, a identificação precoce de animais infectados e a implementação de programas de erradicação. Somente com o engajamento conjunto de produtores e profissionais da área veterinária será possível diminuir os prejuízos e garantir a sustentabilidade da produção bovina, protegendo a saúde dos rebanhos e a competitividade do setor no Brasil e no mundo.
4. Declaração de direitos
Os autores declaram ser detentores dos direitos autorais da presente obra, que o artigo não foi publicado anteriormente e que não está sendo considerado por outra Revista ou Journal. Declaram que textos de terceiros são devidamente citados ou devidamente autorizados com concessão de direitos para publicação quando necessário. Declaram respeitar os direitos de terceiros e de Instituições públicas e privadas. Declaram não cometer plágio ou auto plágio e não ter considerado/gerado conteúdos falsos e que a obra é original e de responsabilidade dos autores.
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