VOLUME 2, NÚMERO 7, JULHO DE 2019

ISSN: 2595-8402

DOI: 10.5281/zenodo.3383401

 

 

PIBID NA PRÁTICA DE SALA DE AULA PREPARANDO PROFESSORES E ALUNOS

 

Montágua, Andriel Souza1,Tavares Junior, Ronaldo Matias1, Rodrigues, Taís Teixeira1, Rickes, Mauro1

 

1Instituto Federal Sul Rio-grandense,​​ Câmpus​​ CaVG; Pelotas – RS, Brasil​​ 

andrielm@hotmail.com

 

 

RESUMO

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID)​​ tem incentivado e aperfeiçoado diversos profissionais da área da Educação, pois este possibilita não apenas o licenciando a estar cada vez mais próximo da realidade docente como viabiliza experiência a possíveis adversidades que podem ser encontradas pelo caminho, desta forma, preparando-o para atuação como Professor.​​ Este trabalho teve como foco a formação dos estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense – Campus Visconde da Graça (IFSul-CaVG) perante as dificuldades apresentadas na escola pública Instituto Estadual de Educação Assis Brasil (IEEAB). A metodologia se deu através da preparação de atividades que envolvessem os alunos do IEEAB e os professores em formação do IFSul-CaVG de forma a facilitar a comunicação e interação para que a atividade não fosse uma repetição, mas sim a tomada de decisões por parte dos alunos com o auxílio dos graduandos. Mostrou-se de forma expressiva o interesse pela turma durante as aulas, com o aumento da participação e resolução das atividades. O envolvimento dos discentes com o PIBID mostra um desenvolvimento eficiente para cada participação em aula, o que mostra a devida importância do programa.

Palavras chave: PIBID; prática de aula; ​​​​ ensino de Física​​ 

1INTRODUÇÃO

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) vem através dos últimos anos se tornando uma política pública de grande importância principalmente quanto à valorização das Licenciaturas, possibilitando aos estudantes de licenciatura, atuação no seu campo de trabalho desde o início de sua formação.

Em acordo com as palavras de BURCHARD & SARTORI (2011, p.1), “o programa visa à articulação com a educação básica, possibilitando a intervenção dos futuros docentes no funcionamento da escola básica, procurando agir de forma conjunta com os professores de Ciências”. Também é dada a devida valorização a formação dos professores de Ciências, procurando esclarecer como as ações do PIBID ocasionam à receptividade de suas atividades por parte dos alunos e dos professores.

A área da educação dispõe de diversos obstáculos, porém sua importância para a sociedade é de extrema relevância, tanto econômica quanto social, e quando tratada com dedicação e afinco não formam apenas estudantes, mas sim cidadãos.

Segundo as palavras de LEITE (et.al., 2005) está cada vez mais visível a necessidade da junção da realidade dos alunos com os conteúdos práticos e teóricos das disciplinas apresentadas em sala de aula, pois estas por se distanciarem de seus conhecimentos prévios tornam-se de difícil aprendizagem para o aluno. Diante das dificuldades de aprendizagem quanto ao ensino de Física no ensino médio, passou-se a ser apresentada uma introdução diferenciada da física no ano de conclusão do ensino fundamental, pelos participantes do PIBID.

Nos alunos do ensino médio é visível a dificuldade quanto ao Sistema Internacional de unidades (S.I.) e transformação de unidades de medidas, e pensando nestas dificuldades a escola requisitou aos participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), vigentes em sua instituição de ensino, a preparação de uma atividade e/ou metodologia de ensino para incentivar e facilitar a aprendizagem e compreensão dos alunos de 9° ano do Instituto Estadual de Educação Assis Brasil, para que pudessem ter melhor rendimento no desenvolvimento de conteúdos que utilizem do S.I. no ensino médio.

O objetivo do trabalho se deu na preparação dos participantes do grupo do PIBID como professores, oportunizando lhes a prática em sala de aula diante das dificuldades apresentada pelos alunos do I.E.E. Assis Brasil, com a problemática do método a ser usada para complementar o aprendizado dos alunos. Tendo também em vista, a facilitação da aprendizagem e o incentivo quanto ao interesse dos alunos nas disciplinas de ciências nas escolas.

O PIBID então entregou a seus participantes a função de desenvolverem formas de explicar e ligar o cotidiano dos alunos com o conteúdo que lhes seria apresentado, e sua posição em sala de aula colocou-os a desvendar as dificuldades em atender uma turma com vários alunos, onde obtiveram experiência como professores e a entender as dificuldades apresentadas pelos alunos do 9° ano, através dessa aproximação é possível que estes estudantes de licenciatura aprendam formas de como lidar em sala de aula de forma harmônica e de maneira a aula ser positiva tanto para o aluno como para o professor.

 

2METODOLOGIA

Segundo Leite (et.al., 2005) ficou visível à importância que há a necessidade da aproximação entre o professor e o aluno, realizando-se uma aula mais gratificante para o professor e maior empenho do aluno que lhe resulta em uma aprendizagem mais sólida e construtiva. Com esta aproximação entre o professor e o aluno, é possível do profissional perceber que tipo de motivação deve ser dado ao aluno e em que momento. Segundo Otero (2003, p.54 apud Leite, p. 25):

“São três motivações que se encontram em todas as pessoas humanas, embora em proporções distintas. Se predominar a motivação extrínseca, a pessoa está dependente, de certo modo, das reações dos outros e atua interesseiramente; se predominar a intrínseca, a pessoa pode decidir-se pela ação tendo em vista a sua melhoria pessoal; se predominar a transcendente a pessoa atua pensando ou abrindo-se às necessidades alheias ou à melhoria pessoal dos destinatários da sua atividade”.

Para a aplicação da aula foi levado pelos participantes do PIBID espaguetes de piscina cortados em metro e outras frações de metro, os quais foram utilizados na demonstração para os alunos e aplicação destes para o entendimento de como é realizada a medição e a transformação de unidades de medida. Para a medição das partes utilizou-se de fita métrica e trenas para que soubessem as respectivas medições das partes.

Segundo Santos et.al. (2011), “a avaliação qualitativa é a que visa o caminho da aprendizagem, em que o aluno evolui, o que construiu em um determinado tempo, para que o professor possa dar continuidade no seu trabalho alterando, diversificando ou não o seu fazer pedagógico”. As metodologias em sala de aula estão em constante evolução, pois os alunos vão mudando a cada etapa de seu aprendizado e a cada ano serão recebidos novos alunos com novos pensamentos, e quando uma metodologia não apresenta bons resultados quanto ao incentivo dos alunos como resultado de seu aprendizado, é necessária a mudança da metodologia antes usada. Para que seja possível esta contínua evolução do ensino-aprendizagem é necessário segundo LORENCINI JUNIOR (2009, p.21), um modelo de ensino e de professor de ciências que possa servir de referência para elaborar as estratégias de formação devendo considerar: o conhecimento teórico do conteúdo da disciplina, o conhecimento das ciências da educação e o conhecimento prático, como princípios necessários ao desenvolvimento profissional.

Diante da participação dos alunos durante a atividade apresentada pelo grupo, foram então utilizados elogios e o apoio moral quando o aluno aceitava o convite e participava voluntariamente, servindo como incentivo para que o aluno participasse da atividade expondo seu entendimento sobre o assunto e com isso os demais alunos sentiam-se cada vez mais a vontade para participar e contribuir com a aula e a ajudar seus colegas a compreender o conteúdo.

A motivação dos alunos foi dada ao método de recompensas utilizado naquela aula, pois com a visível apatia da turma, foi formada a ideia de recompensá-los ao final das atividades. Utilizou-se desse método, pois, como é comentado por Balancho & Coelho (1996), a motivação pode ser entendida como um processo e, como tal, é aquilo que suscita ou incita uma conduta, que sustenta uma atividade progressiva, que canaliza essa atividade para um dado sentido.

 

3RESULTADOS

Foi possível verificar o interesse dos alunos na metodologia apresentada e na aula que ali foi ministrada, através do constante questionamento deles e da evolução conceitual e da percepção dos alunos, quanto a medições e transformações de unidade, e como poderiam utilizar este conhecimento então formado. Conclui-se que é possível afirmar que houve a formação da aprendizagem significativa. Este trabalho também contribuiu com a formação profissional dos futuros professores que hoje tiveram a possibilidade de participar do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID).

 

 

 

4CONCLUSÕES

O PIBID demonstra sua importância na preparação e formação de estudantes dos cursos de Licenciatura em Ciências de tal forma que é possível observar a progressão do aprendizado destes a cada atuação em sala de aula. Os estudantes de licenciatura demonstram afinco na preparação das aulas, dos experimentos para ligar com o cotidiano dos estudantes de ensino médio e fundamental (9° ano), e na pesquisa de outras metodologias que fujam do que seria considerado clássico, com o total apoio dos orientadores e supervisores em suas atividades e a possibilidade de opinar e argumentar quanto à​​ preparação de suas aulas​​ e/ou atividades.

Quanto mais cedo estes alunos se envolvem com o PIBID torna-se cada vez mais perceptível quanto a sua posição em sala de aula, sua convicção em seu conhecimento e na dedicação em sanar as dúvidas das turmas as quais atendem, que se torna perceptível​​ o quão profundo este conhecimento prático se prende a estes alunos e futuros professores de ensino de Ciências.

 

5​​ REFERÊNCIAS​​ BIBLIOGRÁFICAS

  • BALANCHO, M. J. S. & COELHO, F. M. Motivar os alunos, criatividade na relação pedagógica: conceitos e práticas. 2° ed. Porto, Portugal: Texto, 1996.

  • BURCHARD, C.P. & SARTORI, J. FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS: REFLETINDO SOBRE AS AÇÕES DO PIBID NA ESCOLA. 2° Seminário sobre interação, UFSM, Santa Maria – RS, 2011.

  • LEITE, E.C.R.; RUIZ, J.B.; RUIZ, A.M.C.; AGUIAR, T.F.; OLIVEIRA, M.R.C. INFLUÊNCIA DA MOTIVAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM.​​ Revista de Ciências Humanas da UNIPAR, Akrópolis, Umuarama, V.13, n°.1, jan./mar., 2005.

  • LORENCINI JUNIOR, Álvaro. As demandas Formativas do Professor de Ciências. In: CAINELLI, Marlene Rosa; SILVA, IleizeFiorelli. O estágio na licenciatura: a formação de professores e a experiência interdisciplinar na UEL. Londrina/Brasil: UEL, 2009. p. 21-42. ISBN 978-85-784-6052-5.

  • SANTOS, Katia G.L. dos, RECK, Vanessa C.C. & NASCIMENTO, Rosangela C.G. UM BREVE OLHAR SOBRE PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO QUALITATIVA E AVALIAÇÃO QUANTITATIVA EM UMA ESCOLA PÚBLICA. XVI Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão, UNICRUZ, outubro, 2011.

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